Tribuna do torcedor

Por Diogo Carlos Luz da Silva (diogotorcedor@gmail.com)

Triste realidade vivida pelo jogador Jairinho, do Paysandu. De titular absoluto no time formatado pelo treinador Nad, em todo o primeiro turno do Campeonato Paraense 2012, o lateral esquerdo perdeu espaço com Lecheva que preferiu o Brian na lateral esquerda. Com a chegada de Roberval Davino, o jogador voltou a ter esperanças de retomar a vaga no time principal do Papão. Só que o pior estava por vir. Escalado para o amistoso contra o Nacional (AM) em Paragominas, no dia 12 de maio passado, o lateral contundiu-se aos 2 minutos do jogo. Exames posteriores detectaram a gravidade do problema no joelho de Jairinho: lesão nos ligamentos do cruzado anterior. Previsão de volta aos gramados de 6 a 8 meses. Um mês se passou e o jogador ainda não foi submetido à cirurgia. Com essa demora, percebe-se que o jogador está sendo subestimado. Oriundo da base bicolor, cheio de vontade de jogar futebol, de se destacar no time principal, Jairinho aguarda sua vez. Depois de ver tanto esmero do Paysandu para recuperar o zagueiro forasteiro Sidraílson e que logo depois abandonou o clube, Jairinho espera por sua vez. A diferença é que Jairinho é garoto, é paraense, gosta do Paysandu, veste a camisa bicolor com prazer. Não veio de fora como “reforço”, mas, se colocá-lo em campo, vai lutar pelo clube, vai atrás da vitória, vai errar, mas vai se indignar com isso. Mas, enquanto isso espera por sua vez. Dia 20 de junho, dizem, a espera acaba. Que assim seja. Boa sorte ao garoto.

Escrete baionense se impõe ao Papão B

Com o estádio municipal lotado, a seleção de Baião empatou em 0 a 0 na tarde desta terça-feira com o time sub-20 do Paissandu. O amistoso fez parte das festividades do padroeiro da cidade, Santo Antonio. O jogo foi equilibrado e a equipe baionense chegou a marcar um gol no primeiro tempo, anulado pela arbitragem. Sob o comando de Careca, o Papãozinho não conseguiu se impor aos donos da casa.

Eu avisei que o esquema “carrossel holandês” podia parar o Barcelona B.

Choques de gigantes do futebol brasileiro

Por Juca Kfouri

Dois embates entre quatro gigantes brasileiros movimentam o futebol nacional e internacional. No nacional, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, que dá seus últimos suspiros antes de ser substituído pela nova arena gremista, um clássico que dominou parte dos anos 90 é o primeiro jogo das semifinais da Copa do Brasil, entre Grêmio e Palmeiras. E o tricolor gaúcho é favorito a tal ponto que, se duvidar, liquida a fatura antes mesmo do jogo de volta.

No futebol internacional, o mais antigo dos clássicos paulistas começa a decidir uma vaga na final da Libertadores. O Santos, também favorito embora em menor medida que o Grêmio, recebe o Corinthians na Vila Belmiro em busca do inédito, para o nosso futebol, tetracampeonato continental.

Anuncia que jogará completo, com Arouca e Ganso já recuperados, apesar de ainda haver quem aposte ser apenas um blefe. Já o Corinthians, atrás do título que lhe falta, não faz mistérios e confia no conjunto que lhe deu o último título brasileiro.

Se as semifinais da Copa do Brasil parecem limitadas às torcidas envolvidas na disputa, as da Libertadores extrapolam as massas de Santos e Corinthians, e a Fiel corintiana é tão superior que atrai contra si a maioria dos torcedores pelo país afora. É o preço que pagam as maiorias diante das minorias que lutam pelos menos direitos, coisa tão velha, e legítima, como a própria humanidade.

Retrato tão verdadeiro que, mesmo que todos reconheçam no Santos o melhor time, o papel de Golias fique para o Corinthians, na natural torcida pelo Davi. O curioso nisso tudo é que se para o Santos o Corinthians é o diabo, para o Corinthians diabos mesmo são o Palmeiras e o São Paulo.