Mendes chega e começa a treinar no Baenão

O atacante Mendes foi a novidade no treino do Remo na tarde desta quinta-feira. Indicado pelo técnico Edson Gaúcho, o veterano jogador se apresentou ao clube e passa a ser uma das opções para o ataque azulino, que nas últimas duas partidas (contra Paissandu e Vilhena) marcou somente dois gols. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Papão e Águia têm estreias confirmadas

Com a confirmação pela CBF da abertura do Brasileiro da Série C neste fim de semana, os times paraenses finalmente voltam a campo após esperar por mais de um mês. O Águia estreia domingo, enfrentando o Fortaleza, no estádio Presidente Vargas, às 17h. O Paissandu joga na segunda-feira, às 20h30, na Curuzu, contra o Luverdense.

Jogos da primeira rodada no Grupo A:

Domingo
Santa Cruz x Guarani-CE – 16h, estádio do Arruda.
Cuiabá x Icasa-CE – 16h – Presidente Dutra.
Fortaleza x Águia de Marabá – 17h – Presidente Vargas.
Rio Branco x Salgueiro-PE – 19h30 – Arena da Floresta.

Segunda-feira
Paissandu x Luverdense – 20h30 – Curuzu.

(Fotos: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)

Expectativa de mudanças

Por Gerson Nogueira

Sem perda de tempo, Edson Gaúcho assumiu o Remo ontem pela manhã e tratou de modificar o time titular logo no primeiro treino. Afinal, Neném Prancha e outros grandes filósofos da bola sempre recomendaram a técnicos estreantes que apliquem o chamado choque de realidade. É a melhor maneira de demonstrar que as coisas realmente mudaram.
Fiel ao seu estilo, Gaúcho observou o rendimento de todos os jogadores do elenco e é provável que lance contra o Penarol uma formação mais ao gosto do torcedor. Veteranos, como Adriano e Ávalos, estão ameaçados. Jogadores mais jovens, como Tiago Cametá, Igor João e Jaime, voltam a ser aproveitados. Esquecidos, como Edu Chiquita e Jamilton, também passam a ter chances.
Na contramão das expectativas de renovação, o novo treinador bateu o pé pela contratação de Mendes, veterano atacante que teve alguns bons momentos no Paissandu e no Águia, mas não confirmou a fama de goleador. Com 34 anos, o jogador acaba reforçando o sub-40 do Remo. É o 12º jogador do elenco com idade acima de 30 anos.
Léo Medeiros, outro reforço anunciado, carrega um problema maior. Lesionado gravemente em março, o meia-armador deve levar algumas semanas para entrar em forma. Uma história que lembra, perigosamente, a do veterano Finazzi, que tinha uma fratura na costela quando foi contratado.
Ao torcedor, porém, importa mais observar a mudança de ânimo imposta pela chegada de Gaúcho ao Evandro Almeida. A troca de técnicos costuma ter um efeito motivador sobre os jogadores e pode produzir algumas transformações.
Acontece que, para tornar o time mais competitivo, o novo técnico não pode repetir equívocos de Flávio Lopes, como a insistência com zagueiros lentos e a fragilidade dos laterais. Mais ainda: terá que operar alguma mágica para tornar o meio-de-campo menos previsível.  
Mas foi no campo da disciplina interna que Gaúcho impôs sua marca. Baixou normas rígidas para coibir os atrasos e mandou recados diretos para os “barqueiros”. Não satisfeito, ainda deu pitacos quanto ao melhor palco para o time se apresentar na Série D. Com o desassombro habitual, escolheu o Mangueirão para os jogos e propôs usar o Baenão apenas como local de treinos. Marketing ou não, é uma aposta corajosa.
 
 
O Paissandu estabeleceu em R$ 20,00 o ingresso para a estréia na Série, contra o Luverdense, e decidiu transferir o jogo para segunda-feira à noite – caso a CBF confirme hoje, como se espera, o começo da competição.
A troca do sábado pela segunda é para fugir da concorrência com o primeiro fim de semana do veraneio de julho. A definição do valor dos bilhetes atende à febril expectativa da torcida pela primeira apresentação do time de Roberval Davino na competição.
 
 
O Corinthians defendeu como nunca e empatou milagrosamente como sempre. Com seis homens plantados na zaga, Tite conseguiu manter a média de dois ou três chutes por jogo, resistiu a uma pressão infernal e saiu da Bombonera pregando a razoabilidade do resultado fora de casa.
De frasistas Tite é que o futebol sobrevive. Enquanto eles formulam as teses mais mirabolantes, seus times se esmeram em estripulias para não tomar gols. Quando calha de aproveitar um contra-ataque, nasce a possibilidade de um golzinho.
Quis o destino desta vez que uma faísca de talento garantisse o empate quase impossível àquela altura da peleja. O iluminado Romarinho, três gols em dois clássicos, saiu do banco para adentrar na história. Balançou as redes após encobrir o goleiro Orion.
De impressionar a fria tranqüilidade para controlar a bola e disparar o arremate final. Característica dos grandes artilheiros, como o atacante que inspirou (em parte) seu nome. A jogada do garoto foi tão admirável que fez esquecer a estratégia de time de várzea que o Corinthians utilizou nesta primeira partida da decisão continental.    
 
 
Direto do Twitter
 
“Mais chato que badalação no Romarinho é essa lembrança recorrente da vitória do Paissandu na Argentina. Que adianta o passado com um presente triste?”.
 
De André Cavalcante, advogado e desportista, repelindo a onda de louvações ao jovem atacante corintiano.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 28)