Flávio Lopes experimenta 3-5-2 no Leão

Mais ou menos na linha adotada por Roberval Davino no maior rival, o técnico remista Flávio Lopes orientou treino coletivo nesta sexta-feira à tarde testando o sistema 3-5-2, com Edinho, Ávalos e Santiago (Diego Barros). A experiência foi positiva, segundo os próprios jogadores, que conseguiram assimilar as dicas de Lopes. Os titulares venceram por 2 a 1, com gols de Fábio Oliveira e Jhonnatan. Joãozinho descontou para os reservas.

Os dirigentes informaram que não há nenhuma contratação prevista. A intenção é manter o atual grupo para o começo da Série D. A novidade foi a confirmação de que o meia Magnum, que voltou a viajar sem autorização do clube, está definitivamente fora dos planos. O meia Reis também deve deixar o Baenão, negociado com o empresário Anderson Nasrala, que teria proposto pagar R$ 250 mil pelo atleta, além de 30% pelo valor de seus direitos federativos. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Enquanto isso, na CPI…

O amor é lindo… Elevada à condição de “musa da CPI”, a estonteante Andressa Mendonça, que vem a ser mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, não resistiu à saudade e deu um jeito (com ajuda de pessoas importantes, obviamente) de visitá-lo na cadeia no Dia dos Namorados. Os pombinhos permaneceram juntos por mais de três horas.

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1) Quarta semana de trapalhadas da CBF em relação às séries C e D termina como começou: sem definição quanto ao começo dos torneios. Enquanto isso, clubes continuam fazendo despesas e acumulando prejuízos.

2) Presidente do Santos culpa Mano Menezes e reclama da maratona de jogos da Seleção Brasileira para justificar a derrota para o Corinthians na primeira partida das semifinais da Taça Libertadores.

3) A queda-de-braço, com direito a troca de desaforos, entre o diretor de futebol Hamilton Gualberto e o técnico Flávio Lopes depois do fiasco remista no clássico Re-Pa do último domingo.

A construção de um time

Por Gerson Nogueira

Nos últimos três clubes que dirigiu, Roberval Davino usou com mais freqüência o sistema 4-4-2, embora de vez em quando empregasse o esquema de três zagueiros. Quando veio ao “Bola na Torre”, há duas semanas, o técnico alagoano disse que não tinha preferência, mas, pelas características dos jogadores à sua disposição, parece inclinado a adotar o 3-5-2 no Paissandu.
Desde os amistosos, o técnico tem usado formações que começam no 3-5-2 ou se transformam longo das partidas, como aconteceu no amistoso contra o Nacional (AM), em Paragominas.
Antes de considerar se o desenho tático é bom ou não, cabe analisar a qualidade individual dos jogadores. No elenco do Paissandu, grande parte dos atletas já atuou nessa configuração.
Outro fator de estímulo em direção a essa formação foi o clássico contra o Remo, domingo, quando o 3-5-2 funcionou até acima das expectativas. O sucesso decorreu, em grande parte, do rendimento de Pikachu na ala direita e do correto papel exercido por Leandrinho no lado esquerdo.
Acrescente-se a isso a produtiva atuação do estreante Alex William no setor de criação e a boa aproximação entre Kiros e Tiago Potiguar, escalado como segundo atacante.
Parte dos problemas de Davino para montar a defesa e o quinteto de meio-campo se resolve com a volta do lateral-esquerdo e ala Régis, confirmada ontem. Ao mesmo tempo, abre caminho para que o polivalente Leandrinho dispute uma vaga na armação, onde prefere jogar.
Robinho, já recuperado de contusão, é outro que vai entrar na briga direta por um lugar na armação, ao lado de Alex William, este desde já investido no papel de maestro do time que começará a campanha pelo acesso à Série B.
Vale dizer que Davino tem em Robinho uma alternativa também para o ataque, revezando com Tiago Potiguar na função de atacante recuado.
Quando despontou no Cametá, em 2011, Robinho executava essa tarefa, fazendo escolta para o artilheiro Leandro Cearense.
Ao torcedor, a quem esboços táticos não costumam interessar, importa mesmo é que o novo Paissandu mostre força e consistência para encarar a duríssima batalha na Série C. Desde que consiga vitórias, é irrelevante se o time joga com três ou quatro zagueiros, dois ou três atacantes. 
 
 
Márcio Tinga, meia-armador que apareceu no Cristal do Amapá há dois anos, é o novo objeto de desejo do Remo. É a confirmação de que a diretoria perdeu definitivamente o juízo desde a perda do Campeonato Estadual. Mais ou menos do mesmo jeito que Ávalos e Santiago, Tinga não tem perfil para resolver os problemas e preencher as necessidades criativas do Remo. O clube vive turbulências internas e deixa entrever isso pela forma precipitada, aloprada até, com que sai em busca de reforços.
Ao mesmo tempo, a aquisição de um novo jogador para o setor sinaliza que o clube está se preparando para ficar sem Magnum ou que o jovem Reis pode vir a ser negociado antes da abertura da Série D – cuja primeira rodada deve acontecer no próximo dia 24. A questão é que o ex-atleta do modesto Cristal está vários degraus abaixo dos dois atuais titulares do meio-campo azulino. 
 
 
Sob a combustão coletiva que normalmente se apodera de La Bombonera, o Boca Juniors passou sem grandes dificuldades pela Universidad de Chile, ontem, e deu um largo passo para ser novamente finalista da Libertadores. Fez 2 a 0, podia ter feito outros gols, mas impressionou pela sólida estrutura defensiva, liderada pelo veterano Schiavi.
No meio, Riquelme joga pro gasto, embora longe do brilhantismo de outras temporadas. No ataque, o time depende do tanque Santiago Silva e da rapidez de Mouche, ambos particularmente inspirados diante de La U.
Para corintianos e santistas, que disputam um lugar na grande final, não resta dúvida de que a torcida tem que ser pelos chilenos. É sempre desagradável enfrentar um Boca sedento do título continental e embalado pela boa campanha na competição.  
 
  
Baião pode não ter vencido o desafio com o sub-20 do Paissandu (jogo terminou empatado em 0 a 0), mas encantou os visitantes com suas belezais e tradicional hospitalidade. Nem tudo é futebol, afinal. A arte de bem receber também merece aplausos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 15)