Gandula vira atração em festa do Botafogo

Em evento que atraiu mais de 10 mil botafoguenses ao estádio do Engenhão, domingo, uma das figuras mais procuradas pelos torcedores foi a gandula Fernanda Maia, famosa após a final da Taça Rio, contra o Vasco. Entre uma orientação e outra, em meio ao trabalho de guia no Engenhão, uma foto e até um autógrafo, sempre esbanjando simpatia, Fernanda ressurgiu com força neste domingo, durante o evento organizado pelo Botafogo para aproximar os torcedores do elenco profissional e conhecerem o estádio. Vestida com a camisa alvinegra, a professora de educação física admitiu que a correria foi até maior do que em dias de partida no estádio, fechado há dez dias, em quatro horas de festa.

“Estou muito contente de poder ajudar. E trabalhando mais do que nos jogos, não está fácil”, brincou a musa, que costumava se perder em meio à multidão que deixava o vestiário em direção ao campo, ultimo passo do tour. De um modo geral, a vida de Fernanda Maia não mudou tanto, apesar de ser reconhecida eventualmente nas ruas. Ela recusou ofertas para posar na nua, temendo que sua carreira profissional fosse afetada negativamente. Em praticamente todos os jogos no estádio – de todos os times -, sua presença é notada, só que ela mantém a discrição.

Na hora de planejar a festa, o departamento de marketing do Botafogo não pensou duas vezes em convidar a gandula para dar um toque especial e atrair o público. Ela é muito querida no clube e também pela equipe responsável pela logística do Engenhão. (Com informações do Globoonline)

A frase do dia

“Ele fica muito preso na esquerda, mas não é apenas na seleção que isso acontece. Eu já falei isso até para o Muricy [Ramalho, técnico do Santos]. O Neymar precisa se movimentar mais e ficar mais centralizado. [Na esquerda], fica difícil fazer jogadas. Pelo meio seria melhor, ele poderia sair para qualquer um dos lados”.

De Pelé, criticando o posicionamento de Neymar na Seleção. 

R10 já cisca no terreiro do Galo

Depois de anunciar a rescisão com o Flamengo na última quinta-feira, o meia-atacante Ronaldinho, 32, treinou nesta segunda-feira com os jogadores do Atlético-MG. O jogador será apresentado como novo reforço depois do treino, segundo a assessoria do clube. O irmão-agente Assis e o presidente da equipe, Alexandre Kalil, acompanham o primeiro treino de Ronaldinho no campo de treinamento. Ronaldinho foi um pedido do técnico Cuca. Amigo de Roberto Assis – irmão e empresário do craque -, com quem jogou e conquistou uma Copa do Brasil pelo Grêmio no fim da década de 1980, o treinador do clube mineiro acredita que poderá resgatar o bom futebol do meia-atacante.

“Se eu não fosse profissional, as pessoas falariam no dia que eu não estava sendo. Sempre que cheguei no Flamengo tive a mesma conduta, todo mundo começa a procurar o porque [quando as coisas não certo]”, disse Ronaldinho, em entrevista à TV Globo, neste domingo, em sua casa em Porto Alegre, ao ser questionado sobre problemas de relacionamento. “Todo mundo sabe, das vezes que eu saí. Sempre estive treinando, participei de quase todos os jogos. Um dia você chega cansado, é normal, afinal, tem de treinar sempre”, disse, sobre a acusação de ter chegado embriagado em alguns treinos.

O Atlético-MG procurava um jogador para o setor de criação da equipe. O uruguaio Diego Forlán, da Internazionale de Milão (ITA), era um dos nomes pretendidos pelo presidente Alexandre Kalil. Além do melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, o time chegou a negociar com Juninho Pernambucano.

FLAMENGO – Na quinta, o atleta conseguiu se desligar do clube carioca na Justiça trabalhista. Ele cobra R$ 40 milhões do Flamengo, onde ficou por um ano e quatro meses. O juiz André Luiz Amorim Franco citou o atraso nos salários e ainda o não recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para conceder a liminar para o atleta rescindir o contrato com o clube carioca. O Flamengo prometeu contra-atacar. “É questão de honra essa briga. O Flamengo está tomado de sentimento de indignação. Estamos preparando um tiro de canhão em todas as esferas”, disse na sexta-feira o vice-presidente jurídico do clube carioca, Rafael de Piro. (Com informações da Folha SP)

Há doido pra tudo… te contar.

Re-Pa terá arquibancada a R$ 10,00

Os dirigentes confirmaram em R$ 10,00 o preço do ingresso de arquibancada para o clássico Re-Pa para domingo, 10, às 16h, no estádio Mangueirão. Cadeiras custarão R$ 20,00. O presidente da CBF será homenageado dando nome ao troféu a ser entregue ao vencedor do confronto. José Maria Marin será, inclusive, convidado pelo presidente do Paissandu, Luiz Omar Pinheiro, a comparecer ao jogo.

A tempo de corrigir a rota

Por Gerson Nogueira

Nada como a derrota para clarear as ideias. A vitória dos mexicanos nem chegou a ser surpreendente. Nas circunstâncias, pode ser considerada normal, afinal foi o confronto de uma seleção principal contra um time olímpico, apesar da boa distância futebolística que separa o Brasil do México. Sem querer atenuar as coisas, penso que o melhor que podia acontecer à seleção do Mano Menezes era um tropeço agora, ainda a tempo de correções de rota, principalmente no setor de
meio-de-campo, onde Oscar joga praticamente sozinho. É tempo de reavaliar a própria capacidade de Neymar desequilibrar partidas. Pelos confrontos recentes, o atacante santista vem demonstrando extrema dificuldade em superar marcações mais fortes. Não muda o fato de que Neymar é o melhor jogador brasileiro da atualidade, mas ajuda a baixar as expectativas quanto às próprias chances do Brasil tanto em Londres quanto na Copa de 2014. O santista é bom, acima da média, mas não pode ser colocado no mesmo patamar de Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo. É um atacante em ascensão, que precisa superar alguns estágios para ser considerado um fora-de-série. O mais importante talvez seja a baixa quantidade de testes contra defesas realmente fortes. A do México, que nem está entre as melhores do mundo, acentuou essa necessidade.
Só por esses detalhes o amistoso de ontem já teria valido a pena. Mas serviu também para reavaliar a importância de alguns jogadores para o escrete. Marcelo, que vinha muito bem, foi excessivamente dispersivo em lances de ataque. Hulk é raçudo, não desiste nunca, mas tem sérios problemas quando precisa ser mais habilidoso. Oscar, como já se previa, é muito bom com a bola nos pés, mas franzino em excesso para o jogo de choques na meia-cancha. Alexandre Pato, bem, continua o mesmo: desde sempre alterna lances de puro talento com jogadas de peladeiro. Duvido que vá muito além disso.
No fim das contas, o brasileiro tem mesmo é que ir se acostumando com um fato indesmentível: não há mais a tal acachapante superioridade nacional, capaz de fazer qualquer um tremer diante da simples visão da camisa canarinho. Hoje, emergentes e medianos – como o México – encaram o Brasil sem qualquer reverência. Sabem que, dependendo das circunstâncias, podem até conquistar uma vitória consagradora o suficiente para descontar parte de tantas humilhações sofridas ao longo dos anos. Quando vi 2 a 0 no placar do majestoso estádio de Dallas temi que um desses pesadelos vingativos do futebol estava em marcha. Do jeito como a coisa se conduziu, ficou de bom tamanho.

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Eram outros tempos. Não havia segurança para blindar astros. Nem astros que se achavam acima dos simples mortais. Mané Garrincha, astro maior do Botafogo dos anos 60 e um dos melhores jogadores de todos os tempos, visitou Belém numa daquelas excursões que os grandes clubes costumavam fazer em fim de temporada. Uma multidão foi vê-lo de perto no estádio Evandro Almeida, checar se a Alegria do Povo era mesmo de carne e osso. Entre os fãs, um garoto de seus oito anos, Antonio Petillo, que furou o cerco e chegou até Garrincha. Ganhou um cumprimento simpático, acompanhado de um sorriso. Jogador de futsal nas horas vagas, desportista e empresário, Petillo cresceu rubro-negro, mas não perdeu a lembrança daquela tarde fantástica em que ganhou um cumprimento do maior driblador de todos os tempos. É cena para emoldurar e pregar na parede do coração.

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Não era um adversário portentoso, o jogo não valia nada, mas artilheiro de verdade não escolhe cara nem data. Kiros aproveitou as brechas que a zaga do Time Negra lhe deu e cravou quatro gols no amistoso da manhã de ontem, na Curuzu, diante de pouco mais de mil torcedores. Todos que assistiam a partida ficaram impressionados com o senso de colocação e o oportunismo do grandalhão que Roberval Davino importou de Pernambuco. Se vai manter a média no Campeonato Brasileiro já é uma outra história, que só Deus sabe. Mas, sem dúvida, fazia um bom tempo que nenhum outro atacante conseguia marcar três gols de uma tacada só vestindo a camisa do Papão. Kiros, por sinal, foi disparadamente o melhor do treino e confirmou a condição de titular.

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A grande dúvida da segunda-feira é se Adriano Magrão vai, afinal, se apresentar ou não ao Remo. Os negócios entabulados desde sexta-feira indicam que as duas diretorias se acertaram, com a anuência dos respectivos técnicos. O jogador, porém, manteve um tom de mistério quanto a aceitar ou não o prato feito, que lhe foi imposto sem qualquer aviso. A conferir.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 04)