Remo agora briga pela vaga nos bastidores

Os dirigentes do Remo tentam obrigar o Cametá a abrir mão da vaga à Série D por força de um “acordo de cavalheiros” que teria sido firmado antes das finais do Parazão. Por esse entendimento, as rendas seriam divididas em troca da cessão da vaga em caso de derrota remista, como ocorreu. O Cametá não reconhece o tal acordo, alegando que não incluía a negociação em torno da vaga. O impasse está criado entre as duas diretorias, pois o Remo agora ameaça não dividir a arrecadação da final. Em termos oficiais, nada disso está valendo e a vaga do Pará na Série D pertence, por direito e mérito, ao Cametá.

Te dizer… além da queda, o coice.

Flu vence com gol de He-Man e é campeão no Rio

Jogadores e torcedores do Fluminense festejaram numa churrascaria da Barra da Tijuca o título carioca conquistado neste domingo com a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo no Engenhão, gol de Rafael Moura no segundo tempo. Os jogadores ficaram numa sala reservada. Pelo salão onde estavam os demais clientes da churrascaria só circularam os zagueiros Leandro Euzébio e Anderson, bastante aplaudidos, além de alguns reservas. Outro que recebeu a homenagem dos torcedores foi o paraguaio Romerito, ídolo do clube, que conquistou o título de campeão brasileiro em 1984 e também o de tricampeão estadual em 83, 84 e 85.

 

O momento de maior euforia foi quando torcedores ficaram perto da réplica da taça de campeão carioca. Muitos deles tiraram fotos ao lado do troféu. Fred chegou por volta das 22h30m, não respondeu perguntas dos repórteres e tirou apenas uma foto com torcedores. Houve tumulto e o jogador seguiu direto para a área reservada, escoltado por seguranças. Mas depois concordou em falar. Ele assistiu ao jogo em casa. (Do Globoonline)

Tribuna do torcedor

Por Rufino Almeida (rufinoalmeidas@hotmail.com)

Sou remista assumido e me orgulho de defender a Natação azulina aqui e fora do Estado. Embora sabendo do potencial do Cametá acreditava na vitória do Remo. Como barcarenense aprendi a respeitar a seriedade do caboclo interioriorano. Caso o Remo vencesse, como toda a torcida esperava, o título da crônica que eu iria escrever era: “Dupla satisfação”. Pelo título do Remo e pelo crescimento do futebol interiorano através do Cametá. O futebol paraense só será grande quando os clubes do interor forem respeitados, como acontece em São Paulo. Chega dessa eterna cultura de  Re-Pa. Cheguei a me articular para ir fazer umas fotos desse clássico, mas acabei resolvendo passar a tarde do Dia das Mães, ao lado da minha. Entretanto, se eu estivesse lá, teria tirado a camisa e participaria da comemoração do primeiro título do Cametá. Esperamos, nós azulinos, que os cartolas não venham querer demitir o técnico Flávio Lopes por ter perdido um título que estava nas mãos. Pelo contrário, queremos que lhe seja dado autonomia para punir os jogadores que entregaram o ouro, de bandeja. A derrota do Remo e do Paissandu para o futebol interiorano, ao contrário de ser uma vergonha, é, acima de tudo, mais uma lição para essa cartolagem que insiste nas transações milionárias com pernas de paus, em detrimento da prata da casa. Avante, Cametá e Águia! Vamos formar um quarteto para matar de inveja o Sul Maravilha com os nossos recordes de rendas.

A vitória dos enjeitados

Por Gerson Nogueira

Pelo segundo ano consecutivo, o interior supera a capital e leva o título de campeão estadual. Como o Independente Tucuruí em 2011, o Cametá conquista a condição de melhor time do Pará. O empate diante do Remo – e de seus 30 mil torcedores – coroa a melhor campanha no primeiro turno e a atuação quase perfeita na decisão de 180 minutos.
Como escrevi ontem, o Cametá contrariou todos os prognósticos para chegar à final. Modesto, sem dinheiro ou grandes padrinhos, o time lançou um técnico semi-iniciante, Cacaio, e juntou uma legião de renegados para chegar ao topo. No elenco campeão, quase todos passaram pelos grandes da capital, com maior ou menor destaque.


Ratinho, Soares, Gil Cametá, Evandro, Ricardo Capanema, Garrinchinha, Marcelo Maciel, Jailson, Paulo de Tarso. Podem não servir mais para a dupla Re-Pa, mas provaram que ainda servem para times emergentes.
Aliás, na empolgante reação nos instantes finais da final, foram enjeitados como Soares, Garrinchinha – que chegou a ficar mais de um ano longe dos gramados, lutando contra um problema crônico nos joelhos – e Marcelo Maciel que fizeram a diferença.
O Remo teve posse de bola, campo e relativa tranqüilidade para jogar durante quase 90 minutos. É verdade que pouco fez com esse domínio no primeiro tempo, muito em função da ausência de ligação no meio-de-campo.
Betinho, encarregado da tarefa, foi de novo figura apagada. Apareceu mais pela lentidão e os seguidos erros de passe. Pior que ele foi o lateral-direito Cássio, que irritou tanto a torcida quanto os companheiros. Na descida para os vestiários, no fim do primeiro tempo, foi chamado às falas por Fábio Oliveira e quase brigaram.


Na etapa final, com Aldivan substituindo Cássio e Joãozinho a Cassiano, o time mostrou outra atitude. Passou a atuar de forma mais compacta e a explorar o ataque pelo lado direito, pressionando a zaga cametaense, que tinha sido pouco exigida na etapa inicial.
Depois da expulsão de Capanema, veio o gol de Juan Sosa escorando cobrança de falta. Era cedo, mas ficou a impressão de que o Remo chegaria com facilidade a 2 a 0, placar que lhe daria o título. Se já estava recuado, com um homem a menos o Cametá se encolheu mais ainda e atraiu os remistas para seu campo.
Joãozinho perdeu duas chances seguidas, Fábio Oliveira outra, mas, aos 16 minutos, em boa jogada de Joãozinho, o gol saiu. Em meio à explosão da torcida nas arquibancadas, Flávio Lopes fez a última modificação. Tirou Marciano, cansado, e botou Jaime.
Sinomar Naves, que havia deixado seu time administrar a vantagem nos primeiros 45 minutos, viu-se obrigado a ir à frente. Botou Garrinchinha e Marcelo Maciel em campo, passando a pressionar o Remo, que, mesmo assim, continuou a desfrutar de boas chances.
Veio, então, a expulsão de Fábio Oliveira – que levou o primeiro cartão na comemoração do gol – e um inesperado apagão na meia-cancha. Ratinho, que estava sumido, aproximou-se de Garrinchinha e Soares cresceu, recebendo sempre os rebotes na entrada da área.
Quando Garrinchinha empatou, escorando cruzamento perfeito de Maciel, a torcida calou, mas ainda havia a esperança na cobrança de penalidades. Cinco minutos depois, porém, uma falta na entrada da área deu a Soares a oportunidade de acertar sua primeira cobrança na decisão. A bola, de curva, foi no ângulo esquerdo de Adriano, sem chances.
A massa silenciou e a animada torcida cametaense tomou conta do Mangueirão, como se tivesse se multiplicado. Nova festa interiorana na capital. Agora não é mais novidade, já está virando rotina.

 
Algumas perguntas que o técnico Flávio Lopes deveria responder. Será que Edu Chiquita está tal mal física e tecnicamente que não conseguiria ser mais produtivo que o jovem Betinho? Com 2 a 0 no placar, título quase garantido, por que o Remo insistiu em ir à frente alopradamente, cedendo o contragolpe para o Cametá? 
 
 
Do outro lado, Sinomar Naves comportou-se com fleuma britânica. Sereno, evitou responder aos críticos de sua desastrada passagem pelo Remo no primeiro turno e nem assumiu como sua a conquista que, em grande parte, deve ser atribuída a Cacaio, que levou o time à conquista do primeiro turno. (Fotos 1, 2 e 4: NEY MARCONDES; fotos 3 e 5: MÁRIO QUADROS/Bola)      

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 14)

Remo 2 x 2 Cametá (comentários on-line)

Clube do Remo 2 x 2 Cametá – decisão do Campeonato Paraense 2012. Com o resultado, Cametá sagrou-se campeão estadual.

Estádio Edgar Proença (Mangueirão), 17h.

Na Rádio Clube – Guilherme Guerreiro narra, Carlos Castilho comenta. Reportagens – Paulo Caxiado e Francisco Urbano.

Naça derrota Paissandu em Paragominas

O Nacional-AM derrotou o Paissandu, de virada, na tarde deste sábado em Paragominas, por 3 a 2. No primeiro tempo, o Papão abriu o placar logo aos 4 minutos, através de Adriano Magrão, e teve rendimento superior ao do time amazonense. Na segunda etapa, Leonardo empatou logo aos 6 minutos. Aos 17, Zé Augusto desempatou, de cabeça. O Nacional continuou no ataque e voltou a empatar aos 27, com Carlos Henrique. Cinco minutos depois, em falha da defensiva bicolor, Garanha (de cabeça) marcou o gol da vitória amazonense. O técnico Roberval Davino acompanhou o amistoso, observando os jogadores do Paissandu.

E se o Santos de Neymar fosse um time europeu?

Por Mário Marcos

Há pouco tempo, ao explicar a um jornalista, durante entrevista coletiva, por que o futebol do Barcelona fascinava tanto, o técnico Pep Guardiola sorriu, olhou para um repórter brasileiro e respondeu:

– O Barcelona mostra agora o futebol que vocês brasileiros jogavam – destacou, antes de lembrar as muitas conversas entusiasmadas de seu pai sobre o talento dos jogadores formados no país de Pelé.

A união entre esta capacidade técnica e a escola holandesa gerou o Barcelona e sua imensa legião de admiradores por todo o mundo.

Deve ter sido um choque para aqueles de brasileiros que costumam se extasiar com tudo que vem do Exterior e depreciar o que está bem perto daqui.

Guardiola me fez lembrar o depoimento de um dos antigos jogadores da seleção da União Soviética, derrotada na Copa do Mundo da Suécia pelo Brasil de Garrincha, Pelé e Didi. A cena está no excelente documentário 1958 – O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil, de José Carlos Asbeg. Logo depois do jogo, ao entrar no vestiário, o então lateral Kuznetsov atirou sua chuteira contra a parede do mundo, surpreendendo e assustando os companheiros, enquanto gritava, com raiva, quase num desabafo:

– Não jogamos futebol. Futebol é o que eles jogam.

Por que estou lembrando destes dois episódios? Porque o Santos de Neymar e Ganso parece no caminho de recuperar aquele estilo que deslumbrou o pai de Guardiola e atordoou o grande Kuznetsov. Não apenas pela goleada impiedosa de 8 a 0 sobre os pobres bolivianos do Bolívar, na noite da última quinta-feira (na foto, Neymar comemora um de seus gols), mas por tudo o que a equipe treinada por Muricy Ramalho tem feito na atual temporada.

Imagino o que se diria deste Santos se ele fosse um time europeu, integrante dos milionários campeonatos da Inglaterra, da Itália e da Espanha. Teria clubes de admiradores por aqui, debates apaixonados nas redes sociais, transmissões por canais pagos todas as semanas, seria assunto de mesas-redondas, ouviríamos estatísticas detalhadas de especialistas em cada detalhe da equipe (quantos gols de pé direito, quantos de calcanhar, por baixo, por cima, entre outros), saberíamos a ficha completa de cada titular e seus reservas, tudo isso valorizado ainda mais pelo fato fascinante de ser o mesmo clube do melhor jogador de todos os tempos. O problema é que nem sempre é fácil enxergar o próprio umbigo.

Brasileiros olham com admiração para lá (e, muitas vezes, apenas para lá), mas os europeus dificilmente prestam atenção no futebol daqui – a não ser naqueles momentos de busca de matéria-prima. Alguém tem dúvidas de que Neymar já estaria na lista dos candidatos ao troféu de melhor jogador do mundo na festa de gala da Fifa de 2012? É jovem, atacante, goleador, surgiu no mesmo clube de Pelé, tem deslumbrado as torcidas, mostra uma técnica superior. Mas não estará na lista, que parece exclusividade do futebol europeu, especialmente depois que a Fifa aliou seu prêmio ao Chuteira de Ouro, da France Football.

Ninguém sabe até onde vai este time do Santos, que parece ter amadurecido e melhorado muito depois do duro golpe sofrido na decisão do Mundial diante do Barcelona. Muricy reorganizou melhor seu esquema, a equipe passou a marcar mais (talvez pela lição do próprio Barça) e, principalmente, voltou a contar com a parceria vitoriosa entre Paulo Henrique Ganso e Neymar. Pode tropeçar logo adiante na Libertadores, já que terá de cruzar com os argentinos do Vélez (afinal, até o poderoso e com jeito de imbatível Barcelona tropeçou na Liga) ou no Paulistão, mas não importa. No momento, é o Santos o time brasileiro que dá mais prazer em ver jogar. Pelo menos, é o que faz lembrar aqueles bons tempos citados nas conversas entre Pepe Guardiola e seu pai – quando havia, sim, um jeito brasileiro de jogar futebol.

A força do franco-atirador

Por Gerson Nogueira

O Cametá vem desmentindo todos os palpites neste campeonato. No começo do Parazão, trouxe o iniciante Cacaio para comandar o time e, sem ser o favorito, conquistou o primeiro turno. Sofreu queda de rendimento no returno, dispensou o técnico e contratou Sinomar Naves. Depois de um mês de inatividade, iniciou a decisão na condição de mero coadjuvante e logo no primeiro confronto desbancou o favoritismo do Remo. Por essas e outras, é bom não duvidar do poder de fogo cametaense.
Em muitos aspectos, a começar pelo técnico, o Cametá faz lembrar o Independente campeão do ano passado. Mistura atletas desprezados por clubes regionais com alguns importados. Outro ponto de identificação é a qualidade do meio-de-campo, já ressaltada em outras ocasiões.
A partir da meia cancha, o time reúne jogadores rodados e de boa técnica. Soares, Ratinho, Ricardo Capanema, Paulo de Tarso, Paty e Jailson seriam como titulares em qualquer time do atual campeonato. 
Na temporada passada, quando esteve perto de decidir o título, o Cametá tinha uma dupla de forte ofensividade. Leandro Cearense e Robinho foram responsáveis pela expressiva média de gols da equipe no campeonato. Neste ano, Rafael Paty e Ratinho revivem essa estratégia com excelentes resultados.
Não há mistérios no Cametá. As duas jogadas são bem manjadas, mas extremamente perigosas. Cobranças de falta através de Soares e exploração de bolas aéreas para o cabeceio do centroavante Paty, um especialista nesse tipo de jogada. Outra arma, menos usada, é a chegada de Ratinho em velocidade pelo meio, pegando a zaga inimiga desprevenida.
Quando se dedica a explorar o contra-ataque, como deve acontecer nesta final, o Cametá dispõe de um ponteiro à moda antiga no banco de reservas. Marcelo Maciel, atacante que passou pelos grandes da capital, sabe como poucos aliar rapidez e habilidade.   
O mapa da mina (para os adversários) é a defesa, que sofreu 27 gols em 19 jogos e é a terceira pior do campeonato, abaixo apenas de Águia (31) e Tuna (28). Insegura, a dupla Gil e Arisson exagera nas faltas, fraqueja nas jogadas rasteiras e depende muito da proteção dos volantes Paulo de Tarso e Capanema. Seu desempenho será determinante para a sorte do Cametá na decisão de hoje.
 
 
Nunca, nos últimos quatro anos, o Remo esteve tão próximo do título paraense. Ironicamente, o que se encaminhava para uma consagração em dois jogos se transformou em amargo pesadelo depois dos primeiros 90 minutos. Reverter o prejuízo será tarefa árdua, pois não basta vencer. É preciso superar por dois gols de diferença um adversário que virá com força máxima. O Remo, ao contrário, tem quatro baixas sérias.
Dos prováveis substitutos, o garoto Betinho tem a missão mais espinhosa. Sua responsabilidade é a de dar consistência e organização ao meio-de-campo. Titular ao longo de toda a competição, saiu sob vaias no empate com a Tuna no returno e nunca mais foi o mesmo. Tem hoje sua grande chance de redenção – talvez a última – perante a massa azulina. 
 
 
Levantamento feito pela produção da Rádio Clube indica que, nos últimos 13 anos, o Remo jogou cinco vezes no Mangueirão em dia 13 e se deu muito bem. Conseguiu 3 vitórias e 2 empates, marcou 9 gols e sofreu 4. Os jogos aconteceram em novembro de 2000 (CR 0 x 0 Paissandu), março de 2005 (CR 3 x 1 Ananindeua), novembro de 2005 (CR 2 x 2 Ipatinga), julho de 2007 (CR 1 x 0 Portuguesa/SP) e fevereiro de 2011 (CR 3 x 1 Paissandu). A zagalliana pesquisa é assinada por Sérgio Wilson Japonês e Rodrigo Godinho de Sousa.
 
 
Um dado curioso: neste Parazão, o Remo venceu cinco vezes por dois ou mais gols de diferença, vantagem necessária para conquistar o título estadual. Por coincidência, o Cametá perdeu cinco vezes por dois ou mais gols. São números que não diminuem o grau de dificuldade para os azulinos, mas servem de alento quanto à possibilidade de repetição.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 13)

No Maraca, há 55 anos…

Por Raul Milliet Filho

Na decisão do Campeonato Carioca de 1957 o Botafogo derrotou o  Fluminense por 6 a 2. Foi a única goleada em finais do Campeonato Carioca em toda sua história. Curiosamente os quatro gols de diferença dão amanhã o título ao Botafogo. O Botafogo tinha um grande time e uma excelente comissão técnica. João Saldanha assumira como técnico do clube trabalhando um ano inteiro de graça, por amor. Ao seu lado o amigo e diretor Renato Estelita.

Como preparador físico Paulo Amaral, que viria a ser o responsável pela preparação física da Seleção Brasileira no bicampeonato de 1958 e 1962. Na partida final o Botafogo jogou com: Adalberto, Tomé e Nilton Santos; Servílio; Beto; Pampolini; Garrincha, Didi, Paulo Valentim, Edson e Quarentinha. Na goleada, cinco gols de Paulinho Valentim e um de Garrincha.

Neste campeonato de 1957 a média de público foi de cerca de 18 mil pagantes, proporcionalmente uma das três maiores da história do futebol no Rio de Janeiro.

Na concentração e no vestiário, o técnico Saldanha reforçou três recomendações: “Temos que ter clareza de que vamos entrar perdendo de zero a zero. O empate dá o campeonato a eles”. “Quarentinha, não desgruda do Telê… É dele que começam todas as boas jogadas do Fluminense”. “Não quero ninguém atrapalhando o Mané, quero, no lado direito do nosso ataque, um corredor livre e todo mundo atento, principalmente o Paulinho, para aproveitar os cruzamentos”.

O Botafogo que jogava no 4-3-3, com Edson voltando para compor o meio campo jogou esta final no 4-4-2 com Quarentinha recuado e marcando Telê por todo o campo. Paulo Valentim, Garrincha e Didi foram os destaques. Um deleite para os apaixonados pelo futebol brasileiro. E um dos destaques foi o gol de bicicleta de Paulinho Valentim, como Fred fez no domingo passado. (Fotos: Arquivo/Jornal Última Hora-RJ)

(*) Raul Milliet Filho é historiador.