Davino chega e assume o Papão

Roberval Davino chegou à tarde e foi apresentado à imprensa, no estádio da Curuzu, como novo técnico do Paissandu para o Campeonato Brasileiro da Série C. Conhecido como especialista em acessos, Davino mostrou otimismo quanto à campanha na Terceira Divisão, mas destacou o equilíbrio reinante no torneio. “Temos o Fortaleza (CE), o Santa Cruz (PE), equipes tradicionais do futebol brasileiro, como o Salgueiro (PE) e o próprio Cuiabá (MT), que vem investindo muito, são equipes que destaco. Ao total são 12 times nos dois grupos que estão bem para esta competição, e somos uma dessas equipes”, disse o técnico. No estilo bonachão de sempre, Davino garantiu que não teme o desafio de comandar o Papão. Junto com ele chegou o primeiro reforço: o zagueiro Marcus Vinícius, ex-XV de Piracicaba. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

STJD amplia pena e tira Magnum da final

Os problemas do técnico Flávio Lopes só aumentam no Remo. Em julgamento realizado na tarde desta quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu aumentar a pena do meia Magnum (foto) de seis para oitos jogos de suspensão. O jogador, que vinha atuando graças a efeito suspensivo, está fora da decisão do Parazão, domingo, contra o Cametá. Além de Magnum, o Remo não terá os titulares Reis, Jhonnatan e Cassiano.

A sessão do Pleno do STJD reviveu o tumultuado embate Águia e Remo da semifinal do primeiro turno, com cinco denunciados dos dois times em julgamento. Por maioria de votos, foi aumentada a pena de seis para oito jogos de suspensão a Magnum. A pena de Miro, do Águia, foi reduzida de oito para seis jogos de gancho. Foram mantidos os 12 jogos de suspensão a Alexandre Carioca, também do Águia.

O preparador físico Roberto Ramalho, do Águia, teve a suspensão reduzida de oito para seis jogos de suspensão. Por fim, foram mantidos os quatro jogos de suspensão ao preparador Carlos Rocca, que era do Remo (está no Cametá), e foi reduzida de R$ 5 mil para R$ 500,00 a multa aplicada ao Águia.

A sessão terminou com uma áspera discussão entre o auditor Otacílio Araújo e o advogado Hamilton Gualberto, do Remo. O auditor disse que os torcedores no Pará precisam parar de arremessar objetos nos times adversários que jogam em Belém, citando o jogo entre Coritiba e Paissandu, realizado no Mangueirão pela Copa do Brasil. Exaltado, o advogado iniciou um bate-boca, acusando Otacílio de ter ofendido todo o Estado do Pará. (Com informações do site Justiça Desportiva/foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Lecheva se despede em treino no Kasa

O time do Paissandu treinou na manhã desta quinta-feira, no campinho do Kasa, e os titulares venceram por 1 a 0, gol de Rafael Oliveira. O coletivo foi comandado por Lecheva, que se despediu do comando técnico. A equipe titular, que deve começar o amistoso de sábado (17h) em Paragominas, atuou assim: Paulo Rafael; Pikachu, Tiago Costa, Douglas e Jairinho; Billy, Vanderson, Leandrinho e Harisson; Tiago Potiguar e Rafael Oliveira.

Leão perde três titulares para a decisão

O Remo coleciona desfalques para a decisão de domingo contra o Cametá. Além do meia-atacante Reis, suspenso, o técnico Flávio Lopes não poderá contar com o atacante Cassiano, que apresentou luxação no ombro depois do jogo de segunda-feira. Outro que está praticamente fora é o volante Jhonnatan, acometido de erisipela. Há, ainda, a situação indefinida do meia Magnum, cujo recurso será julgado nesta quinta-feira pelo STJD. O time que treinou na manhã desta quinta-feira foi o seguinte: Adriano; Cássio, Diego Barros, Edinho e Juan Sosa; André, Adenísio e Betinho; Marciano, Fábio Oliveira e Joãozinho. Mas o provável time para domingo é: Adriano; Cássio, Diego Barros, Edinho e Panda; André, Juan Sosa, Betinho e Marciano (Edu Chiquita); Fábio Oliveira e Joãozinho. Do lado cametaense, a única baixa é o lateral-direito Américo, suspenso. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Na CBF, Marin conspira contra Sanchez

Voltaram a circular na CBF informações de que o presidente José Maria Marin prepara a queda de Andres Sanchez do cargo de diretor de seleções. Os tiros que dá em Mano Menezes visariam, na verdade, o ex-presidente do Corinthians. Resultados pífios da seleção serviriam de pretexto para a demissão daquele que considera candidato à sua própria cadeira. A informação está na coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha (e no DIÁRIO) desta quinta-feira. Marin voltava ontem da Suíça, onde se reuniu com membros da Fifa, e não foi encontrado para comentar. Sanchez diz que não sabe “de nada”. Há dois meses na presidência da CBF, após a renúncia de Ricardo Teixeira, José Maria Marin já discordou algumas vezes do diretor de seleções da CBF, Andres Sanchez.

No início do mês passado, Marin nomeou chefes de delegação para as seleções masculina e feminina para a Olimpíada de Londres. No entanto, Andres era contrário a ideia. Na opinião do ex-presidente do Corinthians, os times feminino e masculino não deveriam ter esses cargos em Londres por causa do reduzido número de credenciais concedidas pelo Comitê Olímpico Internacional. No masculino, o escolhido foi Delfim Pádua Peixoto Filho, presidente da Federação Catarinense de Futebol, enquanto Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, foi a escolhida para a feminina. A dirigente aceitou, mas posteriormente rejeitou o convite.

Além de discordar sobre os chefes de delegação, Marin também discorda de Andres Sanches sobre a prioridade dos Jogos Olímpicos de Londres. Logo que assumiu o cargo de diretor de seleções da CBF, o ex-presidente do Corinthians afirmou que o ouro olímpico não é prioridade. Já Marin diz que não está “medindo esforços para a seleção olímpica” conquistar a medalha dourada. Mano entendeu o recado e afirmou que vai priorizar os jogadores com idade olímpica nos próximos quatro amistosos: Dinamarca (26 de maio), Estados Unidos (30 de maio), México (3 de junho) e Argentina (9 de junho). A convocação será amanhã.

A importância do volante

Por Gerson Nogueira

Por um desses caprichos do destino, o Remo se vê em situação enrascada para montar seu setor de meio-campo às vésperas da final do campeonato, que se prenuncia dificílima para os azulinos. Precisam ser suficientemente ofensivos para estabelecer uma diferença de dois gols sobre o Cametá, tomando as devidas cautelas para não ter a defesa vazada no jogo.
O grande problema reside justamente no setor de proteção da defesa, onde a ausência (praticamente confirmada) de Jhonnatan já causou estragos no primeiro confronto. Apesar de ser um volante, Jhonnatan é uma espécie de dínamo do time, pois exerce tarefas múltiplas, a partir da velocidade que imprime à saída de bola e à qualidade de seu passe.
Um jogador com essas virtudes faz sempre muita falta. No caso específico do Remo, a situação se agrava porque toda a dinâmica da meia-cancha depende do entrosamento entre Jhonnatan e André. Quando um deles esteve fora, por lesão ou suspensão, o time acusou o golpe.
No fundo, algo soa mal quando um time depende em demasia de um jogador. Acontece que, para quem pegou o bonde andando, com pouco tempo para arrumar a casa, o técnico Flávio Lopes não tem cartas na manga para enfrentar imprevistos. Com isso, o Remo vive sempre no limite.
As duas piores atuações da equipe no returno, contra a Tuna e o Cametá, evidenciam essa carência. Mais do que as ausências de um meia-armador – coisa que, na prática, o Remo não tem – a equipe se ressente da transição rápida que só Jhonnatan consegue fazer. Reis já foi improvisado nessa função, mas não conseguiu cumprir a contento. Desta vez, nem isso será possível, pois o meia-atacante está suspenso.
Refém das circunstâncias, Flávio Lopes tem poucas alternativas no elenco. Talvez lance mão do estreante Edu Chiquita para substituir Jhonnatan. O inconveniente é a falta de ritmo do meia, que vem treinando bem e foi relacionado para os jogos contra o Águia e o próprio Cametá.
Outra possibilidade, mais conservadora, é lançar Juan Sosa como volante ao lado de André e escalar Betinho e Marciano na armação. Há, ainda, a remota chance de substituir Jhonnatan por Alan Peterson, como na segunda-feira. O mau rendimento do substituto, porém, desestimulam a repetição da idéia.
Todo esse aperreio de Lopes para arrumar o meio-de-campo tem pelo menos um efeito positivo: destacar a importância e a categoria de Jhonnatan, maior revelação de um campeonato pobre em talentos. Ironicamente, o volante foi ignorado pelo técnico Sinomar Naves (hoje no Cametá) ao longo de oito meses no Evandro Almeida.
  
 
A trapalhada envolvendo o goleiro Ronaldo e o Paissandu precisa ser urgentemente corrigida, para o bem de todos. O clube divulgou que o jogador iria encerrar carreira para assumir a função de treinador de goleiros. Prontamente, Ronaldo reagiu negando essa intenção. Disse ter planos de jogar pelo menos mais uma temporada.
O caso repete lambanças recentes, como a mudança de planos quanto à dispensa do atacante Leleu e o anúncio precipitado da saída de Lecheva logo após o jogo com o Coritiba. Alguém precisa frear os rompantes na Curuzu. 
 
 
O Troféu Camisa 13 viverá sua grande noite na próxima segunda-feira (14), com a premiação dos melhores do esporte paraense, eleitos pelo voto popular. A festa será realizada na Usina 265, na rua Municipalidade, às 20h.
 
 
Direto do blog
 
“Lembro-me que até a década de 90 times com a postura e o preparo físico do Cametá (no jogo de segunda-feira) jogavam contra Paissandu e Remo pra perderem de pouco. O Independente, campeão paraense do ano passado, por exemplo, caiu pra Segundinha este ano. Daí, faço a pergunta: será que os interioranos, com ‘estruturas’ amadoras, bancados por prefeituras e com verdadeiros sucatões, melhoraram mesmo ou foram Paissandu, Remo e Tuna que chegaram ao limiar da indigência? Realmente, cada dia mais me convenço que o futebol paraense é, no máximo, merecedor de ocupar postos na 3ª Divisão nacional. E isso com muita condescendência”.
 
De Daniel Malcher, desgostoso com o nível do futebol papachibé.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 10)