Comissão da Câmara apura morte de blogueiro

Três representantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados realizarão nesta quinta-feira (10) diligência em São Luís (MA) com o objetivo de obter mais informações sobre o assassinato do jornalista Décio de Sá e buscar ajudar na elucidação do caso.Décio Sá foi morto a tiros em 23 de abril passado em um bar da capital maranhense. Os autores e o motivo do crime ainda são desconhecidos. Os parlamentares federais terão encontros com vereadores da cidade, integrantes da comissão de direitos humanos local, autoridades da área de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Compõe o grupo que fará a diligência, o presidente da CDHM, dep. Domingos Dutra (PT-MA), a primeira vice-presidente da comissão Erika Kokay (PT-DF) e Severino Ninho (PSB-PE).Eles pretendem verificar algumas denúncias que receberam quanto a supostas falhas na investigação, assim como eventuais erros propositais na captura das pessoas que estão relacionadas direta ou indiretamente com o homicídio.“É muito estranho que, logo após o sepultamento, cessaram as notícias sobre esse crime. Nós não vamos deixar que caia no esquecimento”, afirmou o presidente do grupo Domingos Dutra.Os deputados oferecerão uma coletiva à imprensa sexta-feira (11/5/12), às 8h45, na sede da Ordem dos Advogados (OAB) em São Luís (rua Dr. Pedro Emanoel de Oliveira, 1 – Calhau – Telefone: (98) 2107-5403).

Davino observa Papão contra o Naça, sábado

O técnico Roberval Davino, recém-contratado pelo Paissandu, chega nesta quinta-feira a Belém e será apresentado à tarde aos jogadores e à imprensa, na Curuzu. Davino aprovou a contratação do zagueiro Marcus Vinícius, de 27 anos, ex-Linense e XV de Piracicaba. O treinador deve observar a equipe no amistoso programado para sábado, às 17h, em Paragominas, diante do Nacional de Manaus. A permanência dos veteranos Vânderson e Ronaldo (foto) no clube vai depender da avaliação de Davino. Ronaldo desmentiu que pretenda encerrar a carreira para virar treinador de goleiros. Disse que ainda vai jogar, como profissional, pelo menos mais uma temporada. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Radialista paranaense provoca torcida bicolor

O homem resolveu comprar a briga com a Fiel bicolor. Dorival Chrispim, que é radialista, jornalista e apresentador da TV Transamérica, de Curitiba, voltou a provocar a torcida do Paissandu. Depois do episódio do jogo contra o Coritiba (no dia 25 de abril), no Couto Pereira, em que questionou o meia Harisson, por ter dito que o Papão tinha mais torcedores que o Coxa, reaparece em defesa do Clube do Remo. Em seu programa Espaço Esportivo desta terça-feira, Chrispim afirmou que a torcida do Paissandu tem mais é que “tirar onda”, pois para um time eliminado do Estadual e da Copa do Brasil não resta mais nada a fazer. Diz que acredita no Remo e que o time vai reverter o resultado contra o Cametá no próximo domingo.
Mais que isso, Chrispim acusou a diretoria do Paissandu e parte da imprensa esportiva paraense de criarem mentiras e distorcerem suas declarações ao meio Harisson. Tudo isso, segundo ele, apenas para promover o jogo e lotar o Mangueirão no jogo de volta contra o Coritiba. “Esta mobilização deveria ser feita por parte do torcedor para cobrar da diretoria do Paissandu, que se esconde atrás de mentiras para mascarar esse lamentavel clube”, disse Chrispim. Ainda no programa, ele se declarou torcedor do Remo desde “criancinha”.

Enfim, uma boa escolha

Por Gerson Nogueira

Sonho de consumo da dupla Re-Pa nos últimos anos, Roberval Davino finalmente aceitou o desafio de voltar ao futebol paraense. E vem com missão espinhosa: reconduzir o Paissandu à Série B. A rigor, seu último laurel foi ao comando do Remo em 2005, quando conquistou o Brasileiro da Série C. Antes, foi campeão paulista da Série A-2, em 1994, com a Matonense, e campeão da Série C com o Vila Nova (GO), em 1996.
Nos últimos anos, apesar da indiscutível competência, entrou em rota descendente. Dedicou-se a trabalhar mais no interior paulista e na região Centro-Oeste. Vale dizer que, talvez pelos maus resultados, enfileirou cinco clubes nos últimos dois anos: Mogi Mirim (2010), Corinthians-AL (2011), Grêmio Prudente (2011), Itumbiara-GO (2011) e Catanduvense (2011). Média inferior a cinco meses em cada clube.
Boa praça e meticuloso, Davino é dono de um dos mais completos bancos de dados sobre jogadores das séries B, C e D. Ostenta titulação acadêmica rara entre seus colegas de ofício. É pós-graduado em Ciência e Técnica do Futebol pela PUC de Campinas e especialista em Ciência do Desporto, pela Universidade Gama Filho (RJ).
Marcou seu nome junto à torcida paraense a partir da excelente campanha do Remo em 2005. Com um time limitado, Davino tirou leite de pedra. Teve o mérito de explorar ao máximo as poucas armas de que dispunha.
Treinou exaustivamente duas ou três jogadas aéreas, concentrou a armação no veterano Maurílio e os lances de área no centroavante Capitão, exímio cabeceador. Deu certo, o título nacional veio e fez com que virasse referência para os clubes locais. Além disso, escreveu uma boa (e pouquíssimo lida) obra sobre a conquista.
Antes de aceitar o desafio, declinou de pelo menos três convites do Remo e um do Paissandu nas temporadas 2009 e 2011. Pelo estilo centrado e criterioso na formação de elencos, Davino tem as condições necessárias para derrotar a guilhotina armada na Curuzu exclusivamente para degolar técnicos.
Nos últimos 12 meses, o clube já experimentou nada menos que seis técnicos – Sérgio Cosme, Roberto Fernandes, Edson Gaúcho, Andrade, Nad e Lecheva –, com resultados pífios. Nem o passado marcadamente azulino do novo comandante deve atrapalhar sua caminhada. Como seus antecessores, porém, vai depender da autonomia que lhe for concedida e das condições estruturais para trabalhar.
Sem ser aprendiz de feiticeiro ou discípulo de Einstein, espera-se que Davino consiga finalmente montar a equação considerada ideal para a disputa da Série C e o acesso à Segunda Divisão: 50% de apostas regionais e 50% de reforços importados. Uma certeza: gente próxima ao treinador assegura que, com base nos critérios que costuma adotar, o atual elenco do Paissandu deve ser reduzido pela metade.
 
 
Será que o Remo subestimou o Cametá no primeiro embate das finais? Essa dúvida ficou na cabeça dos torcedores e de boa parte da imprensa esportiva. Do lado cametaense, há convicção de que a resposta é sim. O artilheiro Rafael Paty falou antes e depois do jogo sobre um suposto menosprezo dos azulinos. Citou até a história, de origem desconhecida, de que radialistas teriam dito que o Mapará seria goleado por 5 a 0.
Pode ter sido apenas um esperto truque motivacional de Sinomar Naves, mas é fato que os jogadores do Remo pareciam desplugados na segunda-feira à noite, como se a qualquer momento fosse possível construir a vitória.
A cartolagem remista não crê em sapato alto, mas há quase certeza de que o elenco se deixou levar pelas comemorações na decisão do returno. As vitórias sobre o Águia tiveram um efeito anestesiante, segundo um dirigente. É como se, na cabeça dos atletas, a missão estivesse cumprida. O problema é que ainda havia um Mapará cascudo no caminho.
 
 
A providência, tardia, de reduzir o preço dos ingressos para a finalíssima do campeonato, de R$ 20,00 para R$ 15,00 o valor da arquibancada, confirma a ausência de conhecimento dos dirigentes sobre os humores da torcida. Remo e Paissandu quase sempre erram na dose ao fixar o preço das entradas.
Pelo acerto da programação de R$ 10,00 para a decisão do returno, o valor deveria ter sido mantido. Criou-se expectativa exagerada quanto aos dois jogos finais da competição, sendo que o primeiro foi marcado para horário e dia inadequados – segunda-feira à noite. De mais a mais, os clubes precisam cair na real. Nosso futebol não anda valendo muito mais que isso mesmo. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 09)