Pokémon Leaf Green – Parte 3

Por João Gerson

Para vencer a batalha contra o rival só continue apertando “A”.É bem simples.

Kain:Se a minha mãe acha que vou embora está muito,MUITO errada.

Mãe:DÁ.O.FORA.

Kain:iiiindo embora…

Kain:Eu não acredito que ela me mandou embora…

Kain:Mas é muito abuso…

Nota:fale com esse cara e ele te dará uma poção GRÁTIS.

Kain:Eu já sei o que fazer!vou conseguir as 8 insígnias,e aí,vou conseguir muito dinheiro,e vou jogar ela num asilo.É,é isso.

Kain:só tenho que passar por esse velhinho bêbado e aí,já chego ao ginásio de viridian…muahaahahaahahahahahahahah-

Velhinho Bêbado:eu proíbo você de passar por aqui!É propriedade privada!

Kain:E eu proíbo você de me pribir de passar!

Kain:AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Betinho pode atravessar a Almirante

O meia-atacante Betinho, revelado nas divisões de base do Clube do Remo, está a um passo de atravessar a Almirante Barroso no rumo da Curuzu. Sem ajustar salários, como os demais ex-juniores do Remo, o jogador tem sido aconselhado a se transferir. Como não apareceu nenhuma proposta de clubes de outros Estados, seu procurador, que é torcedor e sócio do Paissandu, já estaria negociando com a diretoria bicolor. Titular no começo do Parazão, sob o comando de Sinomar Naves, Betinho foi mantido na equipe por Flávio Lopes, mas caiu de rendimento após ser vaiado no clássico contra a Tuna no returno. Pediu para não ser escalado no jogo seguinte e nunca mais se firmou no time.

Há dois anos, o Remo também perdeu para o maior rival outra promissora revelação das divisões de base: o atacante Héliton foi cedido, sem ônus, pelo então presidente Amaro Klautau. Pressionado pelos conselheiros, AK informou que havia repassado o jogador por R$ 80 mil e que, em caso de futura negociação, o Remo teria direito a uma participação de 30% no valor da venda. Curiosamente, o tal valor jamais foi registrado na contabilidade do clube. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)

Há meio século…

O encontro entre três moleques, há 50 anos, num subúrbio de Londres, marcaria para sempre a história do rock. No dia 25 de maio de 1962, Brian Jones, Mick Jagger e Keith Richards ensaiaram juntos pela primeira vez e dali surgiria a banda Rolling Stones. Mega-sucessos (Satisfaction, Get of my Cloud, Lady Jane, Ruby Tuesday, Under My Tumb, Jumpin Jack Flash e tantos outros) foram compostos nas décadas seguintes, elevando o grupo ao primeiro time do rock, ao lado dos Beatles.

Vote no mico da semana

As oções são as seguintes…

1) Proposta inicial (depois, baixou para 10) do Independente para inclusão de 14 clubes no Parazão 2013. Detalhe: o Galo Elétrico iria se beneficiar diretamente por ter sido rebaixado em 2012. 

2) Paissandu contrata Sidrailson, zagueiro lesionado no joelho e há mais de três meses sem jogar. Deve estar liberado para treinar com bola somente daqui a 20 dias.

3) Remo leva traço de Santa Cruz de Cuiarana e Izabelense, que preferiram disputar um amistoso a servir de sparring em Belém para o time do técnico Flávio Lopes.

4) Treze (PB) e Brasil de Pelotas entram com ações na Justiça Comum para garantir participação na Série C. CBF tenta acordo de cavalheiros para resolver a lambança, mas o impasse continua. Campeonatos terminam adiados.

Morre atacante do sub-20 do Remo

Jean Gilberto, atacante do time sub-20 do Clube do Remo, de 18 anos, também conhecido pelos amigos como Sarrafo, morreu na noite desta quinta-feira (25), na casa onde morava em Belém. Existem duas possibilidades para a causa da morte: aneurisma cerebral ou ataque cardíaco. O corpo do atleta está no Instituto Médico Legal (IML) para ser necropsiado. O resultado será divulgado em 15 dias. Jean Gilberto nasceu em Igarapé Miri e estava há pouco tempo nas divisões de base do Remo.

Um triunfo do bom senso

Por Gerson Nogueira

O fato de um dirigente do Independente ter abandonado a reunião, protestando contra a decisão da maioria no Conselho Técnico da FPF, confirma que o bom senso prevaleceu. Apesar das imperfeições, o modelo atual é o melhor que já tivemos e o campeonato continua como está, com oito equipes disputando dois turnos.
Os vencedores de cada turno disputam o título estadual e os dois últimos colocados são rebaixados. A fim de escapar do sufoco do acesso, Independente e São Raimundo surgiram com a graciosa proposta de aumentar o número de disputantes para 10, mas foram derrotados pela maioria lúcida, ontem à tarde.
Fica evidente a preocupação que a maioria dos clubes tem com a evolução técnica do nosso futebol. Todos os homens de boa vontade sabem que o inchaço do campeonato significaria um retrocesso, capaz de comprometer ainda mais a qualidade do torneio.
Além da importante decisão quanto à fórmula de disputa, os clubes também definiram que semifinais e finais, com a presença de Remo e/ou Paissandu, serão disputadas sempre em estádios para mais de 15 mil torcedores.
A iniciativa põe fim ao debate desnecessário que houve neste ano quando o Remo insistiu em usar o Baenão nas semifinais do returno, argumentando que o Águia mandou o jogo de ida no estádio Zinho Oliveira. 
Outro aspecto que ainda será formalizado é o critério para definição dos representantes do Pará aos campeonatos brasileiros e à Copa do Brasil. É quase consensual a idéia de dar ao campeão o direito à vaga no Brasileiro e ao vice o direito de participar da Copa.
Faltou, ainda, alterar o absurdo critério usado nas finais no atual regulamento. É inconcebível que o time de melhor pontuação em todo o campeonato não tenha qualquer vantagem na decisão do título. Ainda há tempo de corrigir essa injustiça.  
 
 
O técnico Tite, ainda sob a forte emoção da classificação às semifinais da Libertadores, não entendeu e até repeliu a comparação que alguém fez do Corinthians com o Chelsea. Na verdade, há uma semelhança entre os dois times. Não na parte técnica, mas na capacidade de alcançar bons resultados jogando feio. E bote feio nisso.
Contra o Bayern na decisão da Liga dos Campeões, no sábado passado, o Chelsea jogou como sempre. Recuado e fechadíssimo na defesa, marcando bovinamente no meio-de-campo e contra-atacando de vez em quando, minou a resistência germânica e levou o caneco nos penais.
Tite relembrou isso, atribuindo à vitória inglesa um desserviço ao bom futebol. Deveria olhar com mais rigor para seu próprio time, que desfila um modelito arranca-toco desde a conquista do Brasileiro-2011.
 
 
Ninguém vai falar, mas o herói santista da noite foi Paulo Henrique Ganso. Depois de três lesões graves nos últimos quatro anos (a primeira em 2007 e duas outras em 2010, sempre no joelho), prepara-se para fazer uma nova cirurgia, que pode comprometer seu restante de temporada. Antes, porém, o paraense foi utilíssimo para a classificação do Santos às semifinais da Libertadores. Mesmo no sacrifício, deu passes preciosos e comandou com altivez a armação do Peixe diante do Vélez, ontem à noite. Por fim, bateu um dos penais com a categoria habitual.
 
 
Tiago Potiguar é a bola da vez na Curuzu. De novo. É o jogador em torno do qual deve girar todo o sistema ofensivo do Paissandu de Roberval Davino, seja como segundo atacante ou meia-armador. A rigor, isso já acontece há algum tempo. Muito bom com a bola nos pés, Potiguar teve excelente presença na recente Copa do Brasil, mas precisa provar ao novo comandante que está curado das oscilações em campo. Terá que deixar de lado a mania de se desligar do jogo em momentos importantes.
Fora de campo, porém, está o maior desafio. A aplicação nos treinos, ponto não muito forte do meia-atacante, é um item inegociável para Davino.
 
 
As torcidas de Remo e Paissandu vivem dando provas de seu gigantismo, mas na internet essa força ainda não havia se manifestado com tanta clareza. A enquete nacional do portal UOL vem confirmando o que já estamos cansados de saber: poucas rivalidades nacionais são tão fortes quanto a dos grandes clubes paraenses.
Nos últimos dias, remistas e bicolores alavancaram a votação virtual de seus clubes, ultrapassando amplamente os sempre favoritos Corinthians e Flamengo. Ontem, às 22h40, quando esta coluna era redigida, o Remo liderava a pesquisa com 55.809 e o Paissandu vinha logo em seguida, com 54.772, mais de 22 mil votos de diferença em relação ao Corinthians, 3º colocado, com 32.640.
Apesar de toda a pujança, os gestores (?) de Remo e Paissandu insistem em ignorar essa verdadeira mina de ouro. Até quando?

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 25)