A taça em boa companhia

Em campanha publicitária para a marca francesa Louis Vuitton, a modelo inglesa Naomi Campbell fez questão de posar ao lado da Taça Fifa, que foi apresentada no evento, em Paris, na manhã desta terça-feira. (Foto: Ag. Reuters)

Brasil define logomarca da Copa de 2014

A Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, já tem a sua logomarca. O desenho, nas cores verde, amarelo e vermelho, é inspirado na taça Fifa. A imagem em preto e branco foi divulgada pelo portal iG na segunda-feira. O GLOBOESPORTE.COM conseguiu, nesta terça, a versão colorida que foi registrada pela Fifa no OHMI (Office of Harmonization for the Internal Market – Escritório de Marcas e Registro de Design da União Europeia) no dia 29 de março.

Várias agências ofereceram propostas e um grupo de notáveis foi reunido para escolher a vencedora entre as sete opções. Participaram da eleição o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o secretário-executivo da Fifa, Jérôme Valcke, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho, a cantora Ivete Sangalo, a modelo Gisele Bündchen e o designer Hans Donner. No dia 8 de julho, num teatro na Mandela Square, em Joanesburgo, a Fifa fará o anúncio oficial da logomarca de 2014. O desenho estará nas camisas de todas as seleções que participarão das eliminatórias e da Copa realizada no Brasil.

Ivetão, Bündchen, Paulo Coelho… vou te contar.

Eterno garoto-propaganda, Pelé visita Belém

Um Rei à solta em Belém. Craque da simpatia, Pelé desembarcou na capital paraense na tarde desta segunda-feira (31) para um compromisso profissional: a abertura de mais uma unidade da rede de academias que leva seu nome, a terceira do grupo Pelé Club e a primeira fora da região sudeste (as duas outras unidades encontram-se em São Paulo e Belo Horizonte). “Eu deveria estar na África, mas pedi a permissão da Comissão Técnica da Fifa, da qual faço parte, para vir a Belém nessa data tão especial para mim. Essa academia, uma parceria com o grupo Figer, é uma das coisas mais importantes da minha vida, pois quem me conhece sabe que a lição que quero passar para os jovens é a da valorização da saúde e da qualidade de vida por meio da prática de atividades físicas”, disse Pelé na visita que fez às instalações da academia, que abre suas portas no dia 7 de junho já com 1.000 alunos matriculados. “Se me deixaram um mês treinando nessa academia, volto a jogar!”, brincou. “A aparelhagem aqui é de primeira, o atendimento exclusivo dedicado a cada aluno não existe em outro lugar “, explicou em seguida. 

A Pelé Club dispõe de mais de 7.000 m² de área construída no bairro de Nazaré e foi desenvolvida para receber até 3.500 alunos com o mesmo padrão de estrutura e atendimento de suas outras unidades. Ela se divide em: área para musculação, duas salas de ginástica, uma de bike, duas quadras de squash, duas piscinas, salas de fisioterapia e pilates, cabeleireiro, loja de materiais esportivos, lanchonete e um amplo estacionamento. 

Depois de visitar a academia, o Atleta do Século se dirigiu ao Hangar Centro de Convenções para o evento oficial de inauguração. Em conversa com os jornalistas, ele falou da emoção pessoal de estar de novo na cidade, após 40 anos, desta vez para inaugurar a academia. “Recebi o título de cidadão paraense, sou irmão de todos vocês! Espero que o brasileiro possa a cada dia tomar mais consciência sobre a importância da atividade física para a sua saúde. Estou certo de que o povo de Belém seguirá o mesmo caminho”, agradeceu, não sem antes defender a presença de Paulo Henrique Ganso na Seleção e a liberação de sexo para os jogadores durante o período da Copa. (Fotos: TARSO SARRAF)

Coluna: Da monotonia pré-Copa

À distância, pelo noticiário que chega de Johanesburgo, é possível observar que estamos vivendo aqueles dias de monotonia febril que precedem as grandes batalhas. Quem nunca viu isso nos filmes sobre as legiões romanas? A expectativa dos embates gera momentos enfadonhos, de tediosa espera. Foi assim em todas as Copas. E a imprensa, que acompanha a tudo isso por dever de ofício, padece em busca de notícias – exclusivas, de preferência.
Na impossibilidade do “furo”, os correspondentes se dividem em analisar platitudes e acontecimentos até banais, como discussões de treinos. Um esbarrão de Robinho em Kaká, atribuído a Felipe Melo, desencadeou repercussão da barulhenta imprensa italiana. Somente ontem o mal-entendido foi esclarecido, não sem algumas bicudas verbais do volante da Juventus, abespinhado com a dimensão que a história ganhou.
Quem defende a Seleção deveria ter uma blindagem emocional para esse tipo de situação, consciente de que qualquer incidente acaba superdimensionado, embora também seja rapidamente esquecido. Nesse sentido, Diego Maradona foi bem mais prudente, ao isolar o selecionado argentino, colocando-o a salvo de qualquer desgaste.
Na ausência de maiores emoções e notícias de verdade, surgem os factóides sobre o nada, como a estéril polêmica em torno da bola oficial da Copa, Jabulani, apelidada até de “patricinha” e atacada impiedosamente pelos goleiros. Ou, ainda, a questão do sexo nas concentrações, assunto que não entrava na pauta de discussões desde a total liberalidade da Laranja Mecânica holandesa de Rinus Michels e Johann Cruyff em 1974.
O certo é que jogadores, jornalistas e torcida não vêem a hora de ver futebol de verdade, coisa que só será possível a partir do dia 11. Até lá, ainda teremos que aturar muita abobrinha disfarçada de informação, menos por culpa dos repórteres e mais por força da estratégia predileta de cada uma das 32 seleções: esconder o jogo a sete chaves.   

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Dos seis desfalques que fragilizaram a equipe diante do Paissandu na primeira partida, o Águia deve contar com pelo menos cinco no jogo de volta, domingo, no Mangueirão. Vando, Samuel Lopes, Bernardo, Vítor Ferraz e Soares devem estar à disposição do técnico João Galvão para o confronto. Garrinchinha é a única baixa confirmada.
Mais graves que as lesões desses atletas são os boatos que invadiram as ruas de Marabá, levantando suspeitas sobre a real condição atlética de alguns deles e insinuando motivos menos nobres para a ausência contra o Paissandu. Deve ser obra do mesmo autor daquela ridícula história de marmelada no Re-Pa.

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Apesar de o bom senso indicar que o ideal seria cobrar R$ 10,00 pela arquibancada, a diretoria do Paissandu decidiu fixar o ingresso para domingo em R$ 15,00. Pode dar uma renda maior, mas reduz a chance de um estádio lotado para ajudar o time a reverter a vantagem marabaense. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 1)