Por Mauro Cezar Pereira
Dizem que o trabalho de Dunga é “incontestável”, com números “excelentes”, que conquistou “tudo”. Ele obteve expressivos resultados, inclusive sobre rivais como Argentina, Itália e Inglaterra. Nem sempre foi assim. Façamos como o próprio técnico, que costuma pedir aos jornalistas para “refrescar a memória”. Em 2006, empate com a Noruega e 3 a 0 sobre a Argentina de Alfio Basile com apenas dois titulares de hoje, Mascherano e Messi. Novo jogo relevante só na derrota (0 a 2) para Portugal de Felipão. Na escalação, a defesa da Copa: Maicon, Lúcio, Juan, Gilberto e Gilberto Silva. Contra a Turquia, Afonso titular e 0 a 0 no placar.
Copa América: na estreia, México 2 a 0. Depois, 3 a 0 no freguês Chile e fraca atuação no 1 a 0 sobre o Equador. Seria fantástico para Dunga se jogasse apenas contra os chilenos, que no duelo seguinte levaram de 6 a 1. Com o Uruguai, 2 a 2. Jogo sofrível. Nos pênaltis, Pablo García perdeu a chance de definir. Lugano errou e a vaga na final foi para o Brasil, que pouco mostrara. Na decisão contra a Argentina, aula de contra-ataque, 3 a 0 e título que ofuscou os muitos maus momentos. Mas eles voltariam nas Eliminatórias, em empates na Colômbia e no Peru. Houve os 5 a 0 sobre um Equador em crise, que três dias antes perde–ra em casa para a Venezuela. Eram más atuações até em vitórias, como nos 2 a 1 sobre o Uruguai, quando a torcida chegou ao Morumbi pedindo Rogério Ceni e foi embora aplaudindo Julio Cesar.
Em 2008, história: a primeira derrota para a Venezuela. Nova queda (0 a 2) diante do Paraguai e empate sem gols com a Argentina em noite de vaias dos mineiros ao técnico e aplausos a Messi. Reação veio nos 3 a 0 sobre o… Chile, claro. Os venezuelanos também imaginaram ser possível encurralar os brasileiros, ofereceram o contra-ataque e levaram 4 a 0. Já no Brasil, pífios jogos sem gols com Bolívia e Colômbia. No amistoso com Portugal, 6 a 2! Logo depois, Julio Cesar segurou o bombardeio do Equador, que finalizou mais de 30 vezes em Quito.
Os mais comuns não lembram resultados e apenas títulos.
Dunga será lembrado por ter levado a pior seleção de todos os tempos e o pior treinador.
Dunga é apenas uma questão de tempo.
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Quando a imprensa não gosta de alguém, sai de perto!
Não gosto da Seleção de Dunga e nem do estilo de jogo imposto pelo treinador, nem torço que esse futebol burocrático ganhe uma Copa do Mundo.
Porém, me sinto incomodado de ver, ouvir e ler tantos discursos contrários ao Dunga. Pior que vem de jornalistas que, por dever, deveriam ser imparciais.
Note que, para eles, tudo que Dunga faz ou diz é sempre tratado como um absurdo ou aberração. Até a palavra “comprometimento”, só porque foiu destacada por Dunga, virou palavrão.
Qual o patrão que não quer comprometimento de seu empregado e vice-versa? Quem não quer comprometimento de seus filhos, da sua mulher, de seu marido? Mas como foi Dunga que falou, pronto, virou aberração!
O texto de Mauro Cezar Pereira é mais um entre tantos que tentam de todo jeito axincalhar com o treinador brasileiro.
Repare que em nenhum momento, na visão do autor, o Brasil teve qualquer mérito em suas conquistas, tudo foi por conta de atuações desastradas dos adversários.
Até que ponto essa “malhação” midiática é legítima quando se trata de jornalismo? Por que não buscar informar de forma imparcial de fato? Por que levar para o ouvinte, leitor e espectador essa briguinha entre treinador e imprensa?
Por que precisamos disso?
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Também não me empolga a seleção do Dunga, nem mesmo quando a favor dela são computados os resultados positivos que alcançou até aqui. Também acho legítima a crítica quanto as escolhas, sistemas e metodologias adotados pelo técnico. Todavia, também me inscrevo dentre aqueles que considera excessiva esta campanha midiática contra a pessoa do treinador.
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Corrigindo: ACHINCALHE.
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Credo! É a primeira vez que eu vejo alguém dizer: meteu 3×0 na Argentina, mas quase que eles tragicamente tiram o “zero”. Tomara que o Messi continue ovacionado quando a Argentina não vazar nossa defesa; enquanto nossos hermanos ficam indiferentes a uma lavada, aplicada pelo Brasil, em Buenos Aires.
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Por muito menos Sinomar foi detonado, Só perdeu uma e se foi. Tudo por culpa do Papão. Agora Giba, como é importado, perdeu umas 4 e ainda foi elogiado. Charlhes conquistou o título sem estardalhaço e alguns querem sua pele para tamborim. Assim é o futebol…
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esse rapaz adora o Leão, coitado vive com o Leão na cabeça, assume logo que tu és Remista kkkk olha a soadeira kkkkk fala aí 33
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O guarda volume voltou. BI, BI, 44, 44…
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Caro Berlli!
Você esqueceu de citar o caso das travas da chuteira de “Giba escorregada”.
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São tantas esquivas que momentâneamente esqueço de algumas, mas a mais hilariante é aquela” mostro o caminho das vitórias”. Omiti a das derrotas.
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O Mauro e um grande comentarista, mas as vezes exagera. Se fosse na epoca do Tele, seria um daqueles que diria ‘bota ponta!’. Ontem eu vi uma reportagem sobre a Italia e vi a mesma situacao que existia antes de 82 e 2006. E preocupante quando um time de tradicao chega destrocado numa copa. A argentina so nao esta assim, devido a auto-estima gaucha. Times ruins podem ganhar a copa, principalmente se resolverem jogar no mata-mata.
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