Dirigentes revoltados com a paralisação

Os presidentes de Remo e Paissandu se manifestaram de forma parecida a respeito da paralisação do campeonato. Luiz Omar Pinheiro, através da Rádio Clube, disse que a medida é mais um prejuízo ao combalido futebol local, pois trava o campeonato e tira o entusiasmo do torcedor. Atribuiu culpa aos clubes que contestam a presença do Cametá na disputa e eximiu de responsabilidade o presidente da FPF, coronel Antonio Carlos Lima. “O coronel agiu com toda lisura na inclusão do Cametá, cumprindo o regulamento da competição”, afirmou.

Já Amaro Klautau, presidente do Remo, também através da Rádio Clube, falou que pretende calcular todos os prejuízos que seu clube tiver com o adiamento do campeonato e cobrar dos responsáveis, dando a entender que penalizará quem perder a ação interposta no TJD.

Ambos esquecem, por conveniência ou desinformação, que o maior de todos os responsáveis pela bagunça instaurada no campeonato é o próprio presidente da FPF e seu projeto de interiorização política da entidade. Para incluir o Cametá no campeonato atropelou todos os critérios técnicos, como já havia feito na fase anterior contra o Izabelense, que preferiu não protestar. 

Em tempo: enquanto o futebol paraense sofria esse duro golpe, o presidente da FPF participa, na noite desta sexta-feira, da festa de posse para mais um mandato à frente da entidade, nos salões da sede da Tuna.

13 comentários em “Dirigentes revoltados com a paralisação

  1. Matheus,
    Não há a menor preocupação com futebol, com torcedor, com história… Tudo fica em segundo plano diante dos projetos pessoais do coronel, que faz qualquer negócio para garantir o voto dos clubes interioranos. Um dia a casa vai cair.

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  2. Quando a casa cair, o futebol já vai estar no chão, totalmente putrefado. Infelizmente, caro Gerson.
    Essa torcida não merece a calamidade que são esses dirigentes.
    O homem deve estar mais preocupado em garantir sua ida no voo da alegria para a copa na África do Sul. Que vasilha…

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  3. Por essas e outras nós estamos nesta situação, times de terceira divisão, outros sem divisão, esse “coronel”, deveria ser banido do futebol paraense. O que ele fez de bom até agora?? Pra fazer de benfeitor do futebol do interior, onde ele tem o maior eleitorado, consentiu a entrada de um clube, que só vai servir de figuração, os outros chiaram com razão, agora com a interdição da primeira rodada, só nós resta, ficar chupando os dedos, e ver os campeonatos dos outros, pela tv, pobre futebol paraense, indo pro abismo, eu que ja não ia nesses “estádios”, agora é que não vou mais mesmo, prefiro ir pra um barzinho com os amigos e tomar uma cerpa bem gelada e assisti pela televisão.

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  4. Gérson, e se no julgamento o TJD conseguir superar as preliminares e analisar o mérito o Castanhal entra. Aí vai recurso ao STJD e tome adiamento. Tudo de responsabilidade da FPF que ao arrepio da lei inventou de última hora isso que eles denominaram “critério técnico”. Custava dividir a responsabilidade com os clubes, reunindo o Conselho Técnico? Esse pessoal ainda acha que pode fazer e desfazer. Com o Estatuto do Torcedor, qualquer um pode denunciar no Ministério Público que no mínimo abre inquérito para avaliar se a lei foi transgredida. Eu não o fiz na época, apesar da minha indignação, porque eu tenho mais o que fazer e os clubes devem ter seus advogados. Fiz minha parte debatendo nesse espaço democrático do Blog, e enviando inúmeros emails para vários setores da imprensa. É uma pena essa paralização, mas histórica e calou aqueles que viviam achando que não iria dar em nada. Sei que ainda não é muita coisa mas é um início e exemplo. Que prejuízo o Remo teria com a paralização? Terá sim, se o Cametá ficar a sua frente ao final do paraense e perder a vaga para série D. Esses são os dirigentes que temos, não conseguem enxergar 1 palmo além do nariz.

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    1. Ricardo,
      Inicialmente, gostaria de lhe dizer que não me inspira a menor simpatia a forma como o Coronel Nunes administra e se perpetua na Federação. Depois, que nada obstante minha antipatia, até a pouco tinha convicção que no julgamento do mérito da questão o Castanhal não lograria êxito. Referida convicção tem a seguinte base: (a) o convite que é vedado pelo Estatuto do Torcedor é aquele que favorece a agremiação convidada em detrimento de outra que ostente melhor índice técnico; (b) o regulamento do campeonato da 1ª divisão prevê a disputa com oito agremiações; (c) a Divisão de acesso à 1ª divisão, a segundinha, previa a classificação de 02 clubes; (d) o Cametá foi o terceiro colocado na divisão de acesso; (e) um dos clubes que obtiveram acesso, o Pinheirense, desistiu de disputar o campeonato. Logo, para cumprir o Regulamento do campeonato da 1ª divisão e sem afronta ao Estatuto (penso eu), dentre as agremiações remanescentes na segundinha, a Federação promoveu o acesso (“convidou”) da agremiação melhor colocada (“índice técnico”),o Cametá. Numa palavra, o acesso do Cametá à primeira Divisão, promovido pela Federação (“convite”), não prejudicou nenhuma outra das equipes disputantes da segundinha.
      Todavia, Ricardo, diante da veemência de sua explanação minha convicção restou um tanto abalada. Com efeito, me restou a dúvida: (a) onde estaria a inconsistência da minha interpretação? Qual teria sido a repercussão favorável à promoção do acesso do Cametá, caso a Federação tivesse reunido o Conselho Técnico para efetivá-la?

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  5. Amigos do BloG, claro estar que, a atitude do Cel Nunes atropelou o regulamento e portanto é o grande vilão dessa questão. Mas, meus caros colegas, os reclamantes, não estavam na disputa da fase em que o Cametá foi campeão? Ou a FPF os excluiu da disputa contra o campeão da fase em questão?
    Sinceramente, se, na fase questionada, os reclamantes, também disputaram juntamente com o Clube Cametá, eles teriam que arrumar os trapos e sem perder tempo melhorá-los para o próximo certame. Eles, os reclamantes, perderam a vaga para o time questionado, no campo, e não nos bastidores como eles estão querendo entrar. Hoje, penalizar o Clube Cametá pela incompetência do Cel é apenas somar mais um coeficiente da vileza que entorpece o futebol paraense.
    Estiveram, todos, frente a frente com a grande chance de fossilizar a atual “administração da FPF”, mas, não foram capazes disso. Ainda não entenderam que isoladamente não se chega ao bem-comum e, assim, foram derrotados de forma tão fácil e humilhante. Se tivessem unidos verdadeiramente em prol do nosso futebol, conseguiriam envolver a maioria para realocar o nosso futebol a um cenário diferente, de esperança. Isso não ocorreu e, o que estamos vivenciando é essa insídia sobre o já, frágil, futebol paraense.

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    1. Caro Cezar,
      Está claro que é um campeonato marcado para morrer nos tribunais. Desconfio que a coisa toda foi até proposital. Imagine se o Remo ficar a um ou dois pontos de obter a classificação para a Série D… Vai partir de armas e bagagens para denunciar o erro da FPF à Justiça, com grandes chances de sucesso.

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  6. Se o Nunes errou, o campeonato tinha que ser disputado com um a menos do que preve o regulamento. Nao haveria outro erro? O Cameta nao podia melar tambem (como Tuna e Castanhal), por ter sido o terceiro?

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  7. Hum hum, mas como tem gente inocente nesse mundo…isso é mais uma jogada pra favorecer o paysandu…pior é ver a cara de pau do presidente deles dizer reclamar da paralizacao se o maior beneficiado é o time dele. Amigo, os caras tao gastando o olho da cara em contratacoes e os bastidores precisa ajudar no graaaaaaaaaande projeto deles, que apesar de ir de enconrto a tudo que a imprensa critica, ainda sao eleogiados por essa mesma imprensa. Eh leiaaaoooo…acorda meu filho, ta na hora de eleger um presidente da FPF, vcs tem que se interessar por isso tbm, é bastidores meu filho…ah Remo, teu mal é querer dar uma de bacana e certinho…

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  8. O outro fala q o remo vai se beneficiar em tribuna caso precise…amigo, enquanto este sr estiver aí e emquanto num entrar um cara granado no remo pra calar a imprensa, o remo nunca vai ganhar nada em bastidores…

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