Valter Lima cogitado para voltar ao Mundico

Valter Lima continua a ser o nome mais cotado para assumir a direção do São Raimundo no campeonato estadual. Lúcio Santarém foi demitido nesta manhã, depois das duas derrotas sofridas no Parazão, para Santa Rosa e Independente. Valtinho montou o time que se sagrou vice-campeão paraense em 2009 e serviu de base para a campanha vitoriosa na Série D.

Data do Re-Pa volta a ser discutida

A dupla Re-Pa voltou a falar em adiar o Re-Pa para o dia 28 de fevereiro. A tabela marca o jogo para domingo, 7 de fevereiro. Há três semanas, a transferência chegou a ser autorizada pela Federação Paraense de Futebol, mas os dirigentes do Remo se posicionaram contra. Como o Mangueirão ainda não foi liberado pela comissão de vistoria, o adiamento entrou em pauta de novo. Agora, aparentemente irritado com a confirmação da data, o presidente do Paissandu, Luiz Omar Pinheiro, disse que se o Remo quiser pode realizar o jogo no Baenão e o do segundo turno ficaria para a Curuzu. Cometeu um ligeiro equívoco: o Paissandu é o mandante deste primeiro confronto. O governo do Estado, que investiu R$ 5 milhões no campeonato, já manifestou sua posição: quer o clássico na data definida na tabela.

Pensata: Sobre mantos profanados

Por Eduardo Vieira da Costa (*)

Em quase todo começo de temporada, por poucas rodadas, é possível ver como eram bonitas as camisas de futebol. Isso porque equipes que começam o ano negociando novos patrocinadores entram em campo com uniformes limpos. Dispenso aqui o uso de aspas no adjetivo, já que, a meu ver, o excesso de logomarcas estampados nas camisetas mancha efetivamente a imagem do time.

As camisas de Flamengo, São Paulo e Santos neste início de ano impressionam pela beleza da simplicidade. Em que pesem pequenos detalhes: o Santos vem prestigiando a WWF, de forma beneficente, mas a camisa ficou bonita e equilibrada com o logo da ong; o São Paulo tem patrocínios nas mangas, mas bastante discretos; o Flamengo tem a camisa toda limpa, mas insiste num design estranho na região da gola. De toda forma, as três camisas são belas porque destacam antes de tudo o clube. Despertam um ar nostálgico. Fazem lembrar o tempo em que abadás eram usados apenas no carnaval.

Antes que me acusem de ingenuidade, admito que é impossível um time hoje querer abrir mão dessa receita. Mas sujar a camisa com até cinco patrocínios me parece um absurdo. Não é bom para a imagem do clube e nem para quem paga para ter seu nome exposto. Já que é necessário colocar o patrocinador na camisa, que pelo menos haja bom gosto. O patrocínio não precisa destoar com cores berrantes e nem ser enorme para ter efeito.

Os grandes clubes europeus, em geral, conseguem estampar marcas de empresas em seus uniformes sem estardalhaço – há exceções claro. Mas é possível. Muitos times brasileiros também conseguem encontrar o equilíbrio, usando o espaço para publicidade sem desfigurar completamente a camisa.

Cabe aqui citar o exemplo recente do Racing de Avellaneda. O clube vendeu sua cota principal de patrocínio ao Banco Hipotecario Nacional da Argentina. Mas o banco optou por uma ação inédita: não vai colocar sua marca na camisa do time. Em vez disso, o banco faz uma campanha publicitária em que ressalta que devolveu a camisa do clube à torcida. E usa a imagem do time em outras ações. Isso, sim, é corajoso e genial.

Mostra, no mínimo, que outros caminhos são possíveis. E dá possibilidade aos torcedores de, com propriedade, chamarem a camiseta de seu clube de “manto sagrado”. Por aqui, o padrão cada vez mais é o “manto profanado”.

(*) Editor de Esporte da Folhaonline

Bispo Macedo vende pílulas de sabedoria

O portal de entretenimento da Record exibe um anúncio que convida o internauta a baixar “mensagens de fé” do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal. A informação é da coluna Ooops!, do UOL. O serviço custa, em média, R$ 2,30 por semana para quem quiser receber o conteúdo no celular por meio de torpedos. Macedo é o único religioso que figura no site, em meio a artistas da emissora, como Dado Dolabella e Ana Hickmann. A Central Record de Comunicação disse não ver “problema algum nos dois tipos de conteúdo anunciados no portal, uma vez que se trata publicidade de uma empresa que é parceira da Record Entretenimento”.

A tal lenda de que nasce um otário a cada minuto já deve ter caducado há tempos. Vou te dizer…

Álbuns relançam preciosidades dos Beatles

Em janeiro de 1962, quando os Beatles fizeram um teste para a Decca Records, em Londres, apresentaram 15 canções – três delas eram composições de Lennon e McCartney. Levaram um “não” do produtor Tony Meehan – que dificilmente teve um sono tranquilo a partir do ano seguinte, com o boom da beatlemania. “Like Dreamers Do”, “Hello Little Girl” e “Love of the Loved”, as três composições próprias da audição, ganharam as paradas britânicas, respectivamente, com o The Applejacks e com dois colegas de Cavern Club: o The Fourmost e a cantora Cilla Black, chapeleira da casa de shows antes da fama. Essas e outras 30 composições dos Beatles em versões de bandas e artistas nos anos 60 estão reunidas na série “4Ever – Os Beatles por Seus Amigos”, lançada pelo selo Discobertas.

São três álbuns com gravações feitas de 1963 a 1969 por grupos e cantoras que emergiram da cena de Liverpool e acabaram nas mãos do empresário Brian Epstein (também dos Beatles) ou que eram amigos da banda. Foi por via pessoal, por exemplo, que Peter & Gordon gravaram canções de Lennon e McCartney. Peter era irmão da atriz Jane Asher, namorada de Paul nos anos 60. “4Ever” traz três versões para “Yesterday”: com Alma Cogan, com Cilla Black e com Mariana Faithfull, namorada de Mick Jagger, que entoa o clássico com piano, harpa e coral. Traz também uma “You’ve Got to Hide Your Love Away” hippie-folk do The Silkie, produzida por Lennon e McCartney. A série ainda resgata canções nunca gravadas pelo quarteto, como “Bad to Me”, com Billy J. Kramer & The Dakotas. (Da Folha de S. Paulo)

Nazareno agora comanda o Sergipe

Nada como um bom empresário. Nazareno Silva, ex-Paissandu, foi apresentado na última segunda-feira como o novo treinador do Sergipe para a sequência do campeonato sergipano e também para a disputa da Copa Nordeste. Nazareno estava atualmente trabalhando como técnico do Juventus, de Jaraguá do Sul-SC. O treinador já é conhecido do futebol sergipano, onde comandou Itabaianense, Confiança e Lagartense. Chega para substituir ao técnico Guidon, que pediu demissão do colorado. Que o Sergipe agora aguarde a batelada de contratações que Nazareno vai recomendar sempre sob a orientação do empresário Genivaldo Santos, aquele mesmo que tinha negócios com os dirigentes do Paissandu. E, pelo visto, o glorioso Guidon perdeu a barra de direção. (Com informações de Adilson Brasil/Rádio Clube)

Coluna: Redescobrimento do Brasil

Como nunca na história do futebol deste país assiste-se a um fenômeno curioso: o retorno de jogadores consagrados aos clubes de origem, refazendo a parábola do filho pródigo. Figurões como Ronaldo, Adriano e Roberto Carlos são os que chamam mais atenção, mas atletas importantes, como Fred, Danilo, Fernandão, Cléber Santana e Vagner Love também optaram pela volta, engrossando a revoada em direção ao país do futebol. A bola da vez é Robinho, que admite ganhar metade do salário atual para voltar à Vila Belmiro.

O exemplo que abriu a porteira foi o de Adriano, que rompeu contrato com a Inter de Milão para se refugiar no bairro de sua infância no Rio. Alegou, sob desconfiança geral, que precisava voltar a sentir prazer em jogar futebol e para isso não admitia ficar longe de seus parentes e amigos.

Meses depois, perfeitamente readaptado ao Flamengo, Adriano recuperaria a grandeza de seu futebol, justificando o apelido de Imperador. De bem com a vida, brilhou no Brasileiro e voltou a ser nome certo para a Copa da África do Sul. Campeão nacional, artilheiro e principal destaque da competição, o atacante atestou na prática que os ares nacionais e o carinho de sua gente foram determinantes para o resgate de seu melhor futebol.

Antes, Ronaldo havia feito o mesmo movimento, embora buscando um clube que lhe era estranho. Abraçou a causa corintiana e foi abraçado pela fiel torcida mosqueteira, num projeto que parecia puro marketing. Como quem sabe não desaprende, Ronaldo voltou a ser goleador, mesmo alguns quilos acima do peso. Foi decisivo na conquista da Copa do Brasil e ganhou de vez os corações corintianos.

A partir dessas duas trajetórias bem sucedidas, boleiros insatisfeitos em seus clubes no exterior trataram de facilitar a volta ao Brasil, num movimento até então inédito em termos quantitativos. Fred custou a pegar no breu nas Laranjeiras, mas acabou consagrado pela miraculosa reação do Fluminense contra o rebaixamento.

Jogadores de futebol costumam sentir saudades da família, do cachorro, da praia, do pagode e até do feijão velho de guerra. Mas, a essa altura, grande parte deles está mesmo buscando a visibilidade necessária para garantir uma vaga no escrete que vai à África do Sul.

Robinho, que não acertou mais o pé (nem as pedaladas) desde que passou pelo galáctico Real Madri, é o mais novo interessado em abandonar o salário em euro para recomeçar no Santos. Em crise criativa no Manchester City, o atacante fez as contas e deve ter avaliado que é melhor perder dinheiro agora a ficar esquecido na Inglaterra.

Todos esses projetos pessoais confirmam que, definitivamente, dinheiro não é tudo. E indicam também que, para concretizar o sonho de disputar a Copa, é obrigatório mostrar serviço no Brasil, que não promove o campeonato mais badalado, mas tem seguramente a torcida mais exigente do mundo. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 27)