Outro gringo no ataque botafoguense

Poucas horas depois de apresentar El Loco Abreu, o Botafogo acertou a contratação de Herrera. O atacante argentino, que pertence ao Grêmio, vai firmar contrato de empréstimo de um ano de duração. O jogador de 26 anos é esperado em General Severiano nesta quinta-feira. O acerto foi confirmado pelo empresário do jogador. Com isso, o Botafogo forma uma dupla de ataque estrangeira para a disputa da temporada 2010. O Vasco chegou também a brigar pela contratação de Herrera, mas na última terça-feira a diretoria cruzmaltina decidiu não investir na contratação do jogador, alegando que os valores eram altos. Germán Gustavo Herrera se destacou no Brasil defendendo o Corinthians em 2008, quando conquistou o Campeonato Brasileiro da Série B e a Copa do Brasil. Ele foi contratado no ano passado pelo Grêmio, com o qual tem contrato até 31 de janeiro de 2011.

Wagner Tardelli no Galo: instrutor ou lobista?

A notícia de que Wagner Tardelli virou funcionário do Atlético-MG, integrando a comissão técnica do técnico Vanderlei Luxemburgo, chamou atenção nos meios esportivos pelo ineditismo e pelas desconfianças naturais envolvendo arbitragem no Brasil. Segundo o treinador, o papel de Tardelli será o de instruir jogadores e a comissão técnica, do infantil ao profissional, sobre as regras da arbitragem. Há algum tempo, quando inaugurou sua “faculdade”, Luxemburgo provocou polêmica ao convidar (mediante cachê) árbitros para palestras nos cursos. Os adversários viam nisso uma forma disfarçada de subornar os mediadores.

Apesar do aspecto inovador, que Luxemburgo faz questão de ressaltar, os demais clubes certamente ficarão bem atentos às arbitragens em jogos do Galo a partir de agora. Coincidência ou não, o clube é um dos mais prejudicados pelos apitadores e vive protestando contra isso. Por outro lado, Tardelli teve uma carreira polêmica, aliando críticas às suas atuações e suspeitas sobre favorecimentos.

Aqui no futebol paraense mesmo andou às voltas com o então dirigente Miguel Pinho, do Paissandu, que dizia a quem quisesse ouvir que teria feito acertos com ele em jogos do Parazão e da Copa Norte. A história nunca foi devidamente apurada e caiu no esquecimento depois da morte de Pinho. Antes de se aposentar, Tardelli foi envolvido na célebre polêmica em torno da final da Série A de 2008, quando foi substituído na véspera do jogo, depois que circulou a história de que a diretoria do S. Paulo teria lhe enviado ingressos do show da cantora Madonna como “agrado”. Igualmente, o caso acabou ficando em aberto, sem nenhuma prova conclusiva.

El Loco assume a camisa 13 do Botafogo

A sede de General Severiano encheu para receber El Loco Abreu. O atacante recebeu das mãos de Zagallo a camisa 13 que usará nos próximos dois anos em que defender o Botafogo. Apesar dos poucos sorrisos e da feição séria, ele não escondeu a felicidade pela repercussão de sua chegada, mas ao mesmo tempo lembrou que será apenas um dentro de um objetivo maior do Alvinegro.

“Independentemente do que acontecer a partir de agora, este momento será único, pois recebi essa camisa das mãos de um fenômeno, como o Zagallo. Agradeço a ele, à torcida e ao clube, por ter me escolhido para este projeto. Este é um clube glorioso, e mais importante do que o Abreu ser artilheiro, será ver o Botafogo campeão”, afirmou ele, falando devagar e ainda sem se arriscar no “portunhol”. 

Zagallo também comemorou a chegada de El Loco Abreu, com o qual criou uma rápida identificação por causa da predileção pela camisa 13. “Tenho certeza de que ele dará, no Botafogo, continuidade aos muitos gols que marcou pela seleção do Uruguai”, disse. Em seguida, Zagallo e Abreu se dirigiram à varanda da sede de General Severiano, onde foram festejados por quase 200 torcedores que vibraram com a chegada do novo ídolo e a presença do ídolo eterno. (Do G1)

Parece que o cabra está começando do jeito certo, com superstição e tudo, bem ao estilo botafoguense.

Festa de gala para receber G10 na Vila Belmiro

O Santos prepara uma grande festa para a apresentação do meia Giovanni, ídolo santista que retorna ao clube para encerrar sua carreira, aos 37 anos. O evento deverá ser realizado no dia 13, na Vila Belmiro. A data e os detalhes estão sendo discutidos. Houve uma reunião nesta terça-feira, na Vila, para tratar do assunto. Um novo encontro está marcado para quarta. A ideia é fazer a apresentação aberta para a torcida. Giovanni (G10) entrará no gramado da Vila Belmiro vestindo o uniforme e saudando a torcida. Está sendo preparado um vídeo com lances do craque, que será exibido no telão durante a festa. O clube também já localizou vários garotos que se chamam Giovanni por causa do ídolo. Eles entrarão em campo vestindo camisas com o nome do craque. Giovanni brilhou com a camisa alvinegra entre 1995 e 96. Ele chegou a retornar em 2005, mas foi dispensado por Vanderlei Luxemburgo. Desde então, há pressão de torcedores e conselheiros para que haja uma despedida para o jogador. O meia acertou até o fim do Paulistão, mas existe a possibilidade de uma renovação para o segundo semestre. (Do G1)

Sherlock diferente para quem gosta de bom cinema

Por Rodrigo Fonseca

Com impressionantes US$ 140,6 milhões arrecadados em sete dias, “Sherlock Holmes”, que chega às telas brasileiras nesta sexta-feira, deixa no ar um incômodo com a relação ao desprezo de que Guy Ritchie foi vítima. A reboque de seu matrimônio com Madonna Louise Veronica Ciccone, o cineasta inglês, nascido em Hatfield, Hertfordshire, em 10 de setembro de 1968, viu sua carreira naufragar. Após uma estreia louvada por crítica e público na Europa e nos EUA com “Jogos, trapaças e dois canos fumegantes” (1998) e “Snatch – Porcos e diamantes” (2000), Ritchie parecia transitar pelo mesmo canteiro de obras de Quentin Tarantino. Seu gênero era o gênero “bandido & bandido”, regado a um molho pop que, embora menos concentrado do que a molho especial do Royale With Cheese de Tarantino, esbanjava sabor. Só que aí veio o casório com Madonna, selado por um longa-metragem que o mundo se recusou a ver: “Destino insólito” (“Swept away”, de 2002). E por aí se perdeu Ritchie, até se reinventar pelas páginas da literatura de sir Arthur Conan Doyle (1859-1930).

Nessa reinvenção ele renasce como realizador.Potencializado pelo carisma indefectível de Robert Downey Jr. e de um soberbo Jude Law, “Sherlock Holmes” passa longe da fleuma estampada pela pena de Conan Doyle. Embora não peque pela sisudez, a prosa de Doyle dá suas rédeas ao suspense, secando adjetivos e advérbios em sua subserviência à elegância. Esse compromisso Ritchie não tem. Seu novo longa guarda o frenesi dos anteriores em sua montagem. O espetáculo cinematográfico que ele leva agora às telas não é um Sherlock clássico, é uma revisão autoral de uma Inglaterra progressiva, suja, mecanizada. Ritchie se firma à direção buscando a compreensão da psicologia de Sherlock, que transita pela gaitice, graças ao charme de Downey Jr, mas não se basta nela. Aproveitando uma leva de diálogos obedientes à ironia, Ritchie explora a excentricidade do personagem que mais vezes – segundo o Guinness – teve adaptações para o cinema e para a TV.

Mais do que apresentar a resolução de uma trama supostamente ligada à magia negra, Ritchie tem o cuidado de dissecar a mente genial que é capaz de interpretar o mundo a partir de relações matemáticas de causalidade. Fartas de adrenalina, as sequências de luta em que Sherlock calcula seus golpes a partir de equações de físicas e biológicas expõem a estrutura narrativa que Ritchie optou por seguir a partir de sua montagem. Filmada quase inteiramente em Londres, com poucas locações em Williamsburg, Brooklyn, a produção foi montada por James Herbert (de “Rock’n’Rolla”) de modo a reproduzir a mecânica reflexiva de Sherlock. Vivido com a picardia de um Downey Jr. capaz de encorpar sua expressão de angústia filme a filme, o detetive é lógica cartesiana pura. Cada ação gera uma reação que pode ser prevista com números, teses,O desenho de edição estruturado por Herbert, sob a égide de Ritchie, respeita essa maneira de pensar de Sherlock, expressando-a com idas, vindas e picotes, mais tarde esmiuçados de maneira a explicar ao espectador como o herói chegou às conclusões que o leveram à vitória. Essa dinâmica é fiel à filmografia de Ritchie: desde os malandros de “Jogos, trapaças e dois canos fumegantes”, sua linguagem trabalha com reiterações e aliterações (cenas repetidas para gerar estilo).

Eles mereciam tantas chances na Seleção?

Do Yahoo Esportes

Caso você não acredite como Afonso Alves, Vagner Love, Jô, Josué, Leomar e Doriva chegaram à Seleção Brasileira, não se incomode, pois você não está sozinho. O site britânico Goal.com elaborou sua lista dos 10 jogadores que vestiram a camisa amarelinha em pelo menos 20 oportunidades sem terem qualidade para tal feito. Há alguns nomes polêmicos, como Serginho Chulapa e Ricardinho, que para muitos mereceram suas convocações. Confira o “Top 10 – Como eles conseguiram jogar tantas vezes pelo Brasil?” e veja se você concorda com a lista.

10º) Amaral – 31 jogos

O volante de escassos recursos teve boa fase no Palmeiras e no Corinthians, na década de 1990, o que lhe rendeu muitas convocações, inclusive para as Olimpíadas de Atlanta-96. Sempre prestigiado por Zagallo, que chegou a elegê-lo como o “número 1” de sua seleção.

9º) Edilson – 25 jogos

O ‘Capetinha’ teve sua melhor fase com Felipão, no grupo que venceu a Copa do Mundo de 2002. Teve mais chance de mostrar seu futebol nas Eliminatórias do que na Copa. Acaba de ser reconvocado pelo Bahia, aos 38 anos.

8º) Kleberson – 31 jogos

Apareceu como grande revelação no Atlético-PR em 2001 e ganhou uma chance de Felipão no ano seguinte. Aproveitou e ganhou a vaga de titular no time campeão do mundo em 2002. Joga no Flamengo.

7º) Sávio – 44 jogos

O atacante passou pelas categorias de base da Seleção antes de virar profissional. No Flamengo, ficou conhecido como cai-cai e por integrar o “ataque do sono” (com Romário e Edmundo). Foi convocado de 1994 a 2000, quando jogava no Real Madrid.

6º) Ricardinho – 23 jogos

Craque indiscutível, de estilo clássico e especialista em lançamentos longos, no Brasil foi incontestável sua convocação para a Copa de 2002. Na Inglaterra, porém, nem chegou a entrar em campo, o que pode ter contribuído para sua surpreendente inclusão na lista do site inglês.

5º) Doriva – 35 jogos

De estilo violento, o volante, depois de aparecer no São Paulo, teve boa fase no Atlético-MG, onde ficou de 1995 a 1997. Ele foi convocado até 1998, quando já atuava no Porto. Esteve na Copa de 1998, com Zagallo.

4º) Zé Maria – 43 jogos

Revelado na Portuguesa, o lateral-direito foi convocado várias vezes entre 1996 e 1997, quando já atuava por Flamengo, Palmeiras e Parma, da Itália. Apesar do jeitão sonolento, voltou a ser convocado na Copa das Confederações de 2001, quando jogava pelo Perugia.

3º) Roque Junior – 48 jogos

O zagueiro teve seu auge na Copa de 2002, quando virou homem de confiança de Felipão. Após o título, continuou sendo convocado, mesmo não tendo tanto sucesso no Milan. Não é convocado desde 2005.

2º) Vampeta – 39 jogos

O volante de frases polêmicas e de futebol sempre contestado foi convocado muitas vezes entre 1999 e 2002, tendo participado do título mundial na Ásia. O fato de não ter feito sucesso no futebol europeu (ganhou o prêmio de perna-de-pau do ano na Itália), influenciou para o seu segundo lugar na lista inglesa.

1º) Serginho Chulapa – 20 jogos

Talvez seja o nome mais polêmico da lista, pois a média de gols do centroavante no São Paulo, clube pelo qual atuou de 1973 a 1983, e no Santos, em 1984 e 1985, era excelente. Fez parte do grupo que foi à Copa de 1982. Por não ter sido tão técnico, foi ironizado por Bobby Charlton como se fosse um jogador amador. Na verdade, Chulapa era o típico atacante grosso, mas que sabia fazer gols.

Veteranos: fé na experiência ou solução barata?

Sob o império da maturidade. Poderia ser este o argumento bonito dos grandes clubes brasileiros para explicar a busca, surpreendente, por jogadores trintões para a temporada 2010. Na realidade, a história é bem diferente. Descortinam-se questões muito práticas (e simples) quando o Corinthians repatria Roberto Carlos (37 anos) e anuncia Iarley (35) e Danilo (34), o Flamengo prestigia Petkovic (38), o Vasco contrata Dodô (35), o Palmeiras mantém o goleiro Marcos (40), o São Paulo endeusa Rogério Ceni (40), o Botafogo festeja El Loco Abreu (33), o Avaí traz Sávio (35), o Santos revaloriza Giovanni (37), o Paissandu redescobre Sandro Goiano (36) e o Remo aposta em Gian (35). Em primeiro lugar, há o fator custo. A maioria desses jogadores – com exceção de Roberto Carlos (36 anos) – cobra salários abaixo do mercado e, ao mesmo tempo, oferece rendimento no nível ou acima dos mais jovens atletas. Em segundo lugar, a maioria está em busca de um final glorioso para suas carreiras e procura se cuidar fisicamente, ciente de que os anos de juventude já vão longe.

Por fim, há o o óbvio fator Petkovic. A inesperada ressurreição do meia sérvio no Flamengo foi responsável, em grande parte, pelo título nacional que o rubro-negro não conquistava há 17 temporadas. Cabe observar que, de certo modo, o êxito de Pet só foi possível em função do baixíssimo nível técnico do Brasileiro 2009 e da quase completa ausência de destaques jovens. Por outro lado, além de beneficiar o clube da Gávea, o exemplo de Pet criou um novo cenário, estabelecendo uma sobrevida para os jogadores veteranos no Brasil.

Resta descobrir se essa onda vai durar ou se é apenas fenômeno passageiro, sujeito a esquecimento neste ano agitado de Copa do Mundo.

ESPN vai transmitir Copa 2010 em 3D

ESPN e a Discovery Communications divulgaram planos nesta terça-feira (5) de lançar emissoras de televisão em 3D, refletindo uma força crescente na indústria do entretenimento de utilizar a tecnologia em casa. A ESPN, unidade de esportes da Walt Disney, disse que vai lançar em junho a ESPN 3D, que a empresa afirma ser a primeira emissora de televisão em 3D, e que vai transmitir um mínimo de 85 programas esportivos ao vivo durante seu primeiro ano.

A empresa informou que sua primeira transmissão será em 11 de junho durante o jogo entre a África do Sul e o México pela Copa do Mundo de futebol – outros 25 jogos da competição ganharão 3D. Também serão contemplados os telespectadores dos Sumer X Games de esportes radicais e de jogos de basquete e futebol universitários dos EUA.

A falta de programação em 3D, principalmente em esportes, vem sendo uma das maiores barreiras à adoção da TV em 3D, dizem analistas. Ter de usar óculos especiais é outra. Além disso, esporte, talvez mais até do que filmes, é o maior atrativo para vendas ao consumidor para tecnologia de telas, incluindo televisores de tela plana. (Da Folha de S. Paulo)

Botafogo prepara festa para apresentar El Loco

Sebastián El Loco Abreu chegou ao Rio na noite de segunda-feira, foi recepcionado por torcedores botafoguenses no aeroporto e seguiu para uma reunião com os dirigentes do clube. Nesta terça-feira, fez exames médicos e disse que vai voltar ao Uruguai para tratar da documentação e mudança para o Brasil. Antes, nesta quarta-feira, receberá das mãos de Zagallo a camisa 13 do Botafogo durante sua apresentação oficial como jogador do clube. Ao lado do tetracampeão, El Loco será levado até a sacada do palacete de General Severiano para saudar a torcida alvinegra. A comissão técnica acha que não haverá tempo para o atacante se preparar com o restante do elenco para a estreia na Taça Guanabara, contra o Macaé, no dia 16.