Loco Abreu estreia domingo no Engenhão

O atacante uruguaio Sebastian ‘Loco’ Abreu, principal contratação do Botafogo para esta temporada, vai fazer sua estreia com a camisa alvinegra neste domingo no clássico contra o Vasco pela Taça Guanabara. A confirmação foi feita nesta sexta-feira pelo técnico Estevam Soares. ‘Loco’ Abreu participou de treinamento com o time reserva do time de General Severiano contra a equipe sub-20 nesta sexta e se saiu bem: marcou um gol e acertou uma bola na trave. O bom desempenho do jogador convenceu o treinador a escalá-lo para o confronto no Engenhão. “Na quarta-feira ele estava travado no jogo treino. Mas, diante do que ele fez hoje, a certeza é que ele vai jogar. A torcida quer vê-lo jogando, é o principal reforço e ele vai para campo”, explicou Estevam. (Da ESPN)

Agora vai…

Uma radiografia da nova-velha Hollywood

Por Gabriel Innocentini

Nastassja Kinski transava com todos os diretores de seus filmes. Quando brigava com a namorada, Robert de Niro a presenteava com um frasco de perfume. Martin Scorsese ouvia “London Calling” enquanto o set de filmagem não estava pronto. Dennis Hopper se gabava de ter introduzido a cocaína nos EUA. Peter Bogdanovich, Francis Ford Coppola e William Friedkin, emparelhados num sinal vermelho e dentro de suas respectivas limusines, discutiam quem tinha mais indicações ao Oscar em 1972. Coppola encerrou a conversa com um argumento simples: “O Poderoso Chefão, 150 milhões de dólares!”.

Se ficasse apenas nisso, “Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock’n’Roll Salvou Hollywood” (tradução de Ana Maria Bahiana) seria apenas um compêndio de fofocas e bastidores do cinema norte-americano dos anos 1970. Mas Peter Biskind consegue usar todos os relatos e histórias como pano de fundo para contar a ascensão e a queda de diretores como Steven Spielberg, George Lucas, Robert Altman, Hal Ashby e Martin Scorsese, entre outros, na Meca do cinema industrial.

O ponto de partida é o filme de Arthur Penn, “Bonnie & Clyde”, de 1967. Se soubesse que a obstinação de Warren Beatty em produzir “Bonnie & Clyde” seria o começo da decadência dos grandes estúdios, Jack Warner jamais teria permitido que o filme fosse lançado. “Bonnie & Clyde” abriu um precedente ao ter Warren Beatty como produtor. Nunca em Hollywood um ator, ou seja, alguém que não fosse dos altos cargos administrativos da indústria, teve o poder de controlar um filme como Beatty. A idéia, bem-sucedida, gerou a criação da BBS, uma empresa de cinema desvinculada dos estúdios tradicionais e poderosos de Hollywood. Capitaneada por Bert Schneider, Bob Rafelson e Steve Blauner, a BBS permitiu a Dennis Hopper realizar o seu projeto conjunto com Peter Fonda e Jack Nicholson: “Easy Rider”.

O filme que marcou a história da contracultura mostrava dois rebeldes que viajavam de moto pelas estradas dos EUA, destilando sua raiva contra a autoridade estabelecida, mostrando uma maior liberdade sexual e promovendo a celebração da cocaína na tela grande. Além disso, marcava também uma inovação no tratamento cinematográfico, ao propor uma narrativa acelerada e muitas vezes caótica, influenciada pela ascensão do documentário e pelo prestígio da Nouvelle Vague.

Mas se o sucesso de “Easy Rider” estabelecia o futuro da próxima década em Hollywood – isto é, filmes de novos cineastas produzidos por eles mesmos e com grande liberdade artística, geralmente a baixos custos –, o ano de 1969 já continha o germe da destruição: as drogas já começavam a cobrar seu preço, Woodstock se revelou uma catástrofe de desorganização (que poderia ter tomado proporções desastrosas), Charles Manson promovia a chacina histórica na casa de Roman Polanski…

O show não podia parar. Os anos 70 começaram e os novos diretores foram se estabelecendo nesse inédito contexto de produção, colocando em prática a teoria do cinema de autor, preconizada pelos cineastas franceses da Cahiers du Cinema. Segundo Truffaut, Godard e cia., o verdadeiro responsável pelo filme era o diretor, que expunha seu estilo e sua marca pessoal ao conduzir todo o processo de produção dos longas-metragens. Os roteiristas e montadores seriam apenas pessoas a serviço das idéias do cineasta, o grande autor do filme. Nomes como Robert Altman (”M*A*S*H”, 1970), Hal Ashby (”A Última Missão,” 1973), Peter Bogdanovich (”A Última Sessão de Cinema”, 1971), William Friedkin (”Operação França”, 1971 e “O Exorcista”, 1973) e Martin Scorsese (”Caminhos Perigosos”, 1973) despontaram em Hollywood.

Apesar da nova leva de cineastas, foram outros três diretores que dominaram o star system. Quem inaugurou o caminho foi Francis Ford Copolla com “O Poderoso Chefão”, em 1972. Copolla não desejava dirigir o filme, mas foi convencido pela Paramount a adaptar o livro de Mario Puzo para a telona. O resultado, como ele exultava, foi uma das maiores bilheterias da história: mais de 150 milhões de dólares. A idéia de Copolla era que sua produtora, a American Zoetrope, pudesse financiar novos diretores, libertando-os dos grandes estúdios.

Porém, foram Steven Spielberg e George Lucas, os dois nerds, os dois caçulas da turma, os dois criados pela cultura televisiva, que ajudaram a reeguer a indústria cinematográfica hollywoodiana. “Tubarão”, de 1975, e “Star Wars”, de 1977, criaram o conceito de blockbuster, gerando um nível de lucro nunca antes visto na história de Hollywood. A exibição simultânea em centenas de cinemas, aliada a propagandas na televisão, tornava impossível a competição de filmes mais complexos, como os de Scorsese, Altman, Ashby e Bogdanovich. Enquanto isso, Copolla se afundava em dívidas para produzir “Apocalypse Now” (1979) e via a Zoetrope naufragar.

É claro que este é um breve resumo da história contada por Biskind. A ganância, a megalomania, o egoísmo, os excessos – está tudo lá, em detalhes, muitas vezes nada honrosos para seus personagens, mas que dão um panorama claro e devastador da máquina de sonhos chamada Hollywood.

Hoje em dia, apenas George Lucas e Martin Scorsese continuam na ativa. Enquanto o primeiro adota o discurso, cínico ou ingênuo, decida o leitor, de que os blockbusters permitem a exibição dos chamados filmes de arte em grandes cadeias de cinema, Scorsese segue sua vida, tendo sido agraciado com o Oscar de melhor diretor em 2006 por “Os Infiltrados”. Quanto aos que sobreviveram, para a indústria do cinema, é quase como se estivessem mortos.

Parazão: Santa Rosa bate Mundico por 1 a 0

O São Raimundo estreou com derrota no Campeonato Paraense. Foi derrotado pelo Santa Rosa, por 1 a 0, na tarde desta sexta-feira, na Curuzu. O único gol da partida foi marcado através de Wellington de cabeça aos 15 minutos do primeiro tempo. O resultado garantiu ao Santa Rosa que é comandado pelo técnico Mariozinho, a quarta colocação com 3 pontos. O São Raimundo, do técnico Lúcio Santarém, está na sétima posição. A renda foi de R$ 2.660,00, com público total de 517 torcedores – 291 pagantes e 226 credenciados. (Foto de MÁRIO QUADROS/Bola)

Astro Boy finalmente chega aos cinemas

Estreia nesta sexta (22), a animação de Astro Boy. Criado por Osamu Tezuka em 1952, o menino robô é um marco cultural japonês. Nome já conhecido por mangás de grande sucesso, Tezuka iniciou a história na revista “Shonen Magazine” e com ela pode realizar o seu sonho de fazer animações. O momento era de crescimento para a televisão no Japão e aproveitou-se o momento para criar a primeira série de desenhos animados para a TV, sendo exibido de 1963 a 1966. Nos anos de 1980 acabou ganhando outra série e até mesmo um filme em 1964.

O sucesso de “Astro Boy” foi tamanho que projetou Tezuka e a indústria de quadrinhos e animações japonesas para o mundo, abrindo caminho para os animes de hoje. São de sua autoria, também, “A Princesa e o Cavaleiro” e “Don Drácula”. Suas séries mais sérias em mangá também tornaram-se bastante famosas, como “Adolf” e “Buda”. Astro Boy é um exemplo de sua linha de criação. A história narra a surgimento de um robô criado por um cientista na tentativa de substituir seu filho morto em um acidente. Ao perceber que não poderia substituir o carinho perdido, abandona sua criação que é vendida a um dono de circo. Por fim é adotado por outro inventor, que o tratará como filho e acompanhará as suas aventuras. (Da Folha de S. Paulo)

TJD adia julgamento de recurso contra o Cametá

Por falta de quórum (cinco auditores do tribunal não apareceram), o Tribunal de Justiça Desportiva adiou para fevereiro o julgamento dos recursos de Castanhal e Tuna contra a inclusão do Cametá na primeira fase do Campeonato Paraense. A sessão havia sido marcada para esta sexta-feira pelo presidente do TJD, André Silva Oliveira. Com isso, a situação do torneio segue indefinida do ponto de vista jurídico, podendo vir a ser suspenso na fase decisiva do segundo turno – isto se não ocorrer novo adiamento. Somente três auditores compareceram à sessão.

A medida revoltou os advogados de Tuna e Castanhal, clubes que solicitaram a anulação do campeonato. Eles questionaram, inclusive, a seriedade do TJD, afirmando que houve uma simples manobra protelatória, provavelmente por pressão da Federação Paraense de Futebol. O advogado do Cametá, André Cavalcante, disse à Rádio Clube que o campeonato vive uma situação de “intranquilidade jurídica” em função da questão pendente.

Ligações perigosas no mundo do futebol

Por Wagner Patti

A imprensa italiana divulgou, nesta sexta, algumas fotos encontradas em batidas policiais contra chefes da Camorra, a cruel máfia napolitana. Algumas delas trazem mafiosos ao lado de jogadores de futebol. Entre eles Cannavaro, Hamsik e Roberto Carlos. O retrato com o brasileiro teria sido feito num restaurante de Madri – a Espanha é solo fértil para atividades criminosas. A Camorra surgiu no século XIX, em Nápoles, Campânia. É também conhecida como Bella Società Riformata. Hoje, existem mais de cem clãs camorristas, totalizando cerca de oito mil membros.

Os tentáculos se infiltram em agiotagem, extorsão, contrabando, coleta de lixo, tráfico, prostituição, fraudes, jogo, lixo tóxico e construção civil – vai tentar subir um prédio em Nápoles sem o ‘aval’ dos caras… A organização teve, inclusive, influência na criação do Primeiro Comando da Capital, o PCC, uma espécie de sindicato do crime em São Paulo. O ‘modus operandi’ das famílias veio à tona com o livro ‘Gomorra’, de Roberto Saviano, que virou filme – por conta do sucesso de bilheteria, o escritor tem a cabeça a prêmio e vive sob vigilância policial 24 horas por dia.

Domenico Pagano, que aparece em foto ao lado de Hamsik, jogador do Napoli, é o ‘boss’ por trás da guerra civil deflagrada contra os Di Lauro – está foragido. Claro que os boleiros fotografados apenas atenderam, gentilmente, a um pedido para posar ao lado dos chefões. Antes de condená-los moralmente, deixo a pergunta: Você, famoso, deixaria de atender a uma solicitação desse tipo? Eu não arriscaria.
Como esquecer a célebre frase de Don Vito Corleone, em ‘O Poderoso Chefão’: “Vou lhe fazer uma proposta irrecusável”.

Coluna: Um pequeno grande jogo

O torcedor nem sempre tem a oportunidade de ver bons jogos disputados por emergentes no Parazão. São eventos ignorados pela transmissão da TV no proclamado campeonato da interiorização e vítimas de mal disfarçado menosprezo, a começar pelo horário esquisito em que são encaixados. Foi o caso do clássico interiorano Ananindeua x Águia, ontem à tarde, no estádio Baenão.
Sob um mormaço de savana africana, os jogadores se lançaram à disputa com disposição de quem disputa taça. Mas, além da transpiração, as poucas testemunhas (190 pagantes) foram brindadas com um futebol de bom nível, praticado por alguns jogadores que poderiam estar vestindo as camisas de times das séries A ou B.
No primeiro tempo, a vontade superou a técnica e a pontaria foi atropelada pela afobação. Ainda assim, os dois lados proporcionaram jogadas inspiradas, próprias de equipes bem treinadas. O único gol saiu no minuto final, em escanteio cobrado por Soares com a perícia habitual, mas não se diga que faltou movimentação e chances de gol. Só o centroavante Jales, do Águia, desperdiçou três grandes oportunidades.
O melhor estava por vir no segundo tempo. Logo a um minuto, a rede voltou a balançar, em jogada dos espertos Canu e Marituba, com finalização deste último. Com o empate, o Ananindeua marchou resolutamente para a vitória. Ea começou a acontecer aos 7 minutos, com Mocajuba. Técnica e precisão no arremate.
O torcedor não teve nem tempo de se distrair. Dois minutos depois, nova igualdade. Lance executado por Tiago Marabá, que deu assistência milimétrica para o lateral Aldivan desviar do goleiro e balançar o barbante. O Águia estava de novo no jogo, disposto a perseguir a vitória.
A partir daí, descortina-se um cenário que agrada a todo torcedor. Disputa aberta, visando sempre o gol. Defesas sob pressão contínua. E aí o técnico Luís Oliveira saca seu grande trunfo, que estava no banco de reservas: o arisco Joãozinho, que já foi do Remo, mas que só se sente verdadeiramente em casa quando defende as cores do Ananindeua.
Pisou no gramado e foi logo infernizando a zaga marabaense. Numa tabelinha perfeita com Marituba apareceu, de repente, diante do goleiro Alan. Sem embaraço, tocou de lado para desempatar. João Galvão lançou mais um atacante (Márcio Rogério), tirou Tiago e seguiu rondando a área do Ananindeua, sem furar o bloqueio. Joãozinho, ao contrário, era implacável: saltou com os beques e usou a cabeça no quarto gol.
O placar ainda seria movimentado, por Daniel, em cabeçada elegante, diminuindo a diferença. Gustavo, nos acréscimos, mandou bola na trave, mas o Ananindeua não deixou escapar o triunfo. Por justiça, deve-se registrar que, além de todos os citados, o espetáculo teve também participações especiais de Cledir, Fabinho Paraense, Gil e Analdo. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 22) 

A quem interessar possa…

Agenda do presidente Lula para esta sexta-feira, 22:

08h Partida para Campinas (SP), na Base Aérea de Brasília (DF)

09h20 Chegada a Campinas, no aeroporto internacional de Viracopos

09h40 Entrevista para emissora EPTV Campinas, no edifício da Infraero

11h Visita às novas instalações da fábrica da Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos Itapira (SP) 

11h30 Cerimônia de inauguração das novas instalações da fábrica Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos 

14h30 Visita ao Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE)

15h Cerimônia de inauguração do CTBE 

19h Cerimônia de inauguração da sede própria do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Sindpd/SP)

20h20 Deslocamento para a residência particular em São Bernardo do Campo (SP)

(Fonte: Secretaria de Imprensa da Presidência) 

Arruda transforma panetone em pizza

Aliados do governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido) na Câmara Legislativa lançaram mão de uma manobra nesta quinta-feira e anunciaram o fim da CPI que foi criada para investigar o suposto esquema de arrecadação e pagamento de propina. Os governistas utilizaram a decisão da Justiça de afastar oito deputados distritais suspeitos de envolvimento no escândalo de corrupção para justificar o encerramento dos trabalhos.

A decisão dos aliados ocorre um dia após a Polícia Federal confirmar o depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, autor das denúncias, à CPI. O presidente em exercício da Câmara, Cabo Patrício, disse que ainda está discutindo a decisão da Justiça e que não foi informado do fim da CPI. (Da Folha de S. Paulo)

É uma pilhéria.

Paissandu é 167º clube no ranking da IFFHS

O Barcelona é o melhor clube da história do futebol, segundo a lista anual elaborada pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), na qual o São Paulo ocupa o 18º lugar. A classificação histórica mundial de clubes da IFFHS publicada nesta quinta-feira leva em conta todos os resultados dos torneios e taças nacionais e as competições de clubes das seis confederações continentais e da Fifa desde 1991.

O ranking, fixado a cada 31 de dezembro, leva em conta as 50 melhores equipes de cada ano e concede 50 pontos ao primeiro da lista, descendo até um ponto ao classificado em 50º lugar. Além do São Paulo, mais 13 clubes brasileiros aparecem entre os 208 clubes listados pelo ranking. Confira:

1. Barcelona 807 pontos.

2. Manchester United 726.

3. Real Madrid 633.

4. Juventus 633.

5. Milan 620.

6. Inter de Milão 605.

7. Bayern de Munique 599.

8. Arsenal 594.

9. River Plate 503.

10. Chelsea 491.

18. São Paulo

28. Grêmio

30. Cruzeiro

45. Palmeiras

50. Flamengo

51. Santos

66. Vasco

75. Corinthians

80. Fluminense

83. Internacional

98. Atlético-MG

101. São Caetano

154. Atlético-PR

167. Paissandu 

199. Goiás

Só não sei de onde a IFFHS tirou a ideia aloprada de que o Botafogo, campeão da Taça Conmebol, campeão do Rio-S. Paulo e campeão brasileiro; time de Garrincha, Didi, Nilton Santos e Jairzinho, pode ficar atrás de Fluminense, Atlético-MG, Atlético-PR, Goiás e S. Caetano. Vou te contar…