Cametá vence clássico do Tocantins

O Cametá fez valer o mando de campo e saiu vitorioso (2 a 1) no “clássico do Tocantins”, jogado nesta tarde de domingo, no estádio Parque do Bacurau. Jailson, aos 7 minutos, abriu o placar. Aos 45 do primeiro tempo, Jales empatou para o Águia. E já nos acréscimos do tempo final, Dudu desempatou e garantiu o triunfo cametaense.

Paissandu vira e vence com gols no final

O Paissandu, de virada, estreou com vitória no campeonato estadual, passando pelo Independente por 2 a 1. Os gols do jogo ocorreram já no segundo tempo. Ró abriu o placar para o time de Tucuruí aos 23 minutos, dando a impressão de que estava em curso a primeira zebra da competição. Diante das primeiras vaias da torcida, o técnico Luiz Carlos Barbieri tirou o lateral Parral e pôs em campo o atacante Zé Augusto. O time continuou a apresentar sérios problemas de conexão entre os setores, sem criatividade no meio-campo e nenhuma agressividade na frente. Com a vantagem no marcador, o Independente cresceu em campo e passou a explorar mais o contra-ataque. Aos 32, Joel perdeu excelente oportunidade depois de um cochilo de Marquinhos, que tinha a bola dominada.

Só aos 45 minutos, o Paissandu chegaria ao empate, depois de penalidade marcada sobre Zé Augusto. Em disputa pelo alto, o atacante caiu junto com um zagueiro do Independente em lance confuso. O árbitro deu o penal, que Sandro converteu em gol. Dois minutos depois, o mesmo Sandro deu um passe preciso para Moisés fazer o gol da vitória, aproveitando descuido geral na defensiva de Tucuruí. (Foto de Mário Quadros, do Bola)

Primeiro tempo sem gols na Curuzu

Terminou, há pouco, na Curuzu, o primeiro tempo de Paissandu x Independente. Placar de 0 a 0, que diz bem o que foi a partida até aqui. Equilíbrio até na pouca inspiração ofensiva dos dois times. O Paissandu, com Moisés e Bruno Rangel no ataque, quase não criou chances de gol. A mais clara foi num potente arremate do lateral-direito Parral, aos 27 minutos, de fora da área. Que não se culpe, porém, somente o ataque do Paissandu pela ausência de gols. Seu meio-de-campo marca, mas não cria jogadas, pela falta de um meia-armador. Originalmente um volante, Zeziel joga com a 10 mas está quase sem função, correndo muito e produzindo pouco. Os poucos momentos de lucidez acontecem quando Sandro se aproxima dos dianteiros.

Do lado do Independente, apesar da fragilidade do ataque, surgiram pelo menos dois bons momentos, em chutes de Lima e Ró. Além disso, o time de Samuel Cândido controla melhor a bola na intermediária, criando dificuldades para o setor defensivo do Paissandu.

Até o momento, os que se saem melhor em campo pelo Paissandu são: o zagueiro Vítor Hugo, o lateral Parral e o volante Sandro. O volante Muçamba (fraquíssimo), o atacante Moisés e o lateral Fabinho são os destaques negativos. No Independente, destaque para o zagueiro Roberto, o meia Lima e o atacante Ró. O mais fraco até aqui é o meia Adelson.

Em Cametá, vitória parcial do Cametá sobre o Águia. Jailson fez o gol cametaense.

Ficha técnica dos jogos do Parazão

PAISSANDU x INDEPENDENTE

Paissandu: Alexandre Fávaro; Parral, Victor Hugo, Rogério Corrêa e Fabinho; Tácio, Muçamba, Sandro e Zeziel; Bruno Rangel e Moisés. Técnico: Luiz Carlos Barbieri.

Independente: Kanu; Lima, Renato, Guará e Iranilson; Euller, Julio Cezar, Adelson e Diego Silva; Ró e Da Costa. Técnico: Samuel Cândido.

Local: Estádio da Curuzu. Horário: 16h. Ingressos: arquibancada, R$ 20,00; cadeira lateral, R$ 40,00; cadeira central, R$ 50,00.

Arbitragem: Dewson Freitas da Silva, auxiliado por Lúcio Ribeiro Matos e José Raimundo Gomes. 

CAMETÁ x ÁGUIA

Cametá: Alencar Baú; Souza, João Gomes, Tonhão e Ferreti; Paulinho Pitbull, Wilson, Tetê e Victor Bahia; Juliano César e Jaílson. Técnico: Artur Oliveira.

Águia: Alan; Vítor Ferraz, Charles, Edkléber e Aldivan; Analdo, Daniel, Soares e Tiago Marabá; Jales e Garrinchinha. Técnico: João Galvão.

Local: Estádio Parque do Bacurau, em Cametá. Horário: 16h.

Arbitragem: Olivaldo Moraes, auxiliado por Fernando B. Miranda e Manoel Santos.

Milan goleia, com novo show de Gaúcho

Da ESPN

Ronaldinho Gaúcho voltou a desequilibrar neste domingo e foi o principal destaque na goleada do Milan por 4 a 0 sobre o Siena, em casa e em duelo válido pela 20ª rodada do Campeonato Italiano 2009/2010. O brasileiro deu novo show e marcou três gols, sendo um deles, o último, uma pintura. O meia anotou seis tentos nos últimos três jogos da equipe. Com o resultado, clube e brasileiro deram nova demonstração de estarem dispostos a brigar até o fim por seus objetivos no primeiro semestre de 2010. Para o primeiro, quebrar a hegemonia da Inter de Milão no Calcio – é atual tetracampeã; para o segundo, convencer Dunga a chamá-lo para a seleção e jogar a Copa. O triunfo deixa o Milan com 40 pontos e ainda no segundo lugar da tabela, mas diminuindo a diferença para a rival de Milão para apenas seis pontos, na prática, e três, na teroria, já que tem um jogo a menos, a ser disputado no dia 27 deste mês contra a Fiorentina, em Florença.

Já nem é Clube, é Seleção…

Jornada esportiva da Rádio Clube neste domingo:

16h Paissandu x Independente (estádio da Curuzu)

Narração – Guilherme Guerreiro  

Comentários – Carlos Castilho   

Reportagem – Dinho Menezes, Reginaldo Barros, Francisco Urbano e Carlos Gaia

Banco de informações – Adilson Brasil e Fábio Sherni

17h Cametá x Águia (estádio Parque do Bacurau)

Narração – Geo Araújo  

Reportagem – Mauro Borges 

22h30 Bola na Torre (TV RBA) – Guerreiro, Castilho, Valmir e Gerson

Coluna: Sob o signo da bagunça

Credibilidade é alma e arma de qualquer negócio. Credibilidade é tudo que falta ao futebol paraense, há anos. Credibilidade foi o artigo pisoteado nas últimas 72 horas pelos donos do campeonato estadual. Um imbróglio envolvendo o Cametá, que se arrasta há semanas, quase inviabilizou o campeonato. O torcedor, cabreiro com tantas escaramuças, fica no meio do tiroteio, sem entender como se complica um negócio tão simples. Os patrocinadores tendem a se retrair diante de tanta bagunça.
Por um erro de origem, configurado na inclusão do Cametá (a convite) na fase anterior do torneio, Castanhal e Tuna apelaram à Justiça. Foram atendidos inicialmente. Horas depois, o próprio tribunal recuou e autorizou o cumprimento da rodada inaugural do Parazão, mesmo sob o risco iminente de paralisação mais à frente.  
Cabe observar, porém, que o estrago já está feito. Competição que precisa se consolidar financeiramente não pode começar tão mal. Os dirigentes têm razão ao protestar e cobrar a reparação de seus direitos, mas erram quando concentram a fúria em castanhalenses e tunantes.
Os dois clubes agiram dentro do que a lei permite. Entendiam que o início do campeonato prejudicaria suas ações na Justiça. O Tribunal de Justiça Desportiva acatou a argumentação na tarde de sexta-feira e decidiu suspender a competição até que o mérito fosse julgado.
Frustrados com o posicionamento do TJD, dirigentes de Remo e Paissandu apressaram-se em alardear os prejuízos causados aos clubes pela súbita decisão. O adiamento causaria, de fato, transtornos e despesas extras. Luiz Omar, do Paissandu, atacou os reclamantes e chegou a defender “a lisura” com que a federação teria agido na questão.
Ocorre que todos os protestos pelo amadorismo da situação devem ser direcionados ao único responsável pela confusão: a FPF, que convidou o Cametá ante a desistência do Pinheirense, prática que agride o Estatuto do Torcedor. Justificou a decisão com um critério técnico inexistente e insustentável. Prevaleceu o manjado arranjo politiqueiro. Pouco interessa se o campeonato ficou exposto a ações judiciais. O que importa é que o artifício rendeu preciosos votos para reeleger a atual diretoria.
O torcedor, como de hábito, foi solenemente ignorado, mas pode vir a ser o maior prejudicado no fim das contas. Campeonatos dependem de regulamentos bem redigidos, imunes a contestações. Os nossos são toscos, pontilhados de incoerência e itens polêmicos. Constituem prato cheio para as arengas de tribunal. Nada é por acaso.
 
 
E que ninguém se iluda: a presença do Cametá vai funcionar como bomba de efeito retardado, pronta a ser detonada quando for conveniente a um dos clubes disputantes. Assim, corre-se o sério risco de acompanhar um campeonato de faz-de-conta, marcado para morrer nos tribunais. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 17)