Sandro, recuperado e pronto para empolgar a Fiel

A reapresentação, na tarde de quarta-feira, foi à altura dos grandes ídolos. Sandro (foto acima) chegou, vestiu a camisa alviceleste e foi para a galera. Beijou o uniforme e foi cumprimentado por dezenas de torcedores, esperançosos de que volte a mostrar o futebol valente e competitivo de até quatro anos atrás. Empolgado com a recepção, o volante de 36 anos falou da lesão na coluna que quase forçou sua aposentadoria. Garantiu que se não estivesse bem jamais aceitaria o convite da diretoria do Paissandu. Pelo que deu a entender, está pronto para estrear pelo Papão na abertura do campeonato, dia 17.

Ao mesmo tempo, a diretoria do clube faz os cálculos e projeta uma folha salarial em torno de R$ 250 mil com a chegada dos novos reforços e a contratação do técnico Luiz Carlos Barbieri (foto ao lado). Para ajudar a bancar os custos, o clube negocia mais dois patrocínios, provavelmente das empresas Medley e Y. Yamada. Para a disputa da Série C, a ideia é fazer novas aquisições, elevando a folha de pagamentos para até R$ 500 mil.

Até amanhã, antes do embarque para a pré-temporada em Barcarena, o Paissandu deve enxugar o atual plantel, que tem 38 jogadores. A vontade de Barbieri é viajar com 28 atletas. Os demais devem ser devolvidos às categorias de base, liberados ou emprestados. (Fotos de Tarso Sarraf/DIÁRIO; com informações do Bola e da Rádio Clube)

Cabanagem: Memória e Resistência Popular

Os movimentos de resistência popular à opressão portuguesa, no Pará, durante o período colonial serão homenageados hoje (7 de janeiro) durante programação cultural na Praça das Mercês, Forte do Castelo e Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP). Neste dia, 7 de janeiro, os colonizadores aprisionaram e mataram o líder dos Tupinambá, o índio Guaimiaba, que resistia à escravização pelos portugueses, em 1616. Esta mesma data marca a tomada de Belém pelo movimento cabano, em 1835, quase 300 anos depois. O evento, que começa às 17h, incluirá um cortejo até o Forte do Castelo e contará com a apresentação de poetas, músicos, boi bumbá e da Banda da Polícia Militar. No MHEP, uma exposição com documentos raros pertencentes ao acervo do Arquivo Público do Estado, será aberta ao público. (Colaboração do baluarte Cássio Andrade)

Meia assume apelido ilustre no novo-velho Timão

Quem conhece e gosta de futebol dificilmente se esquece dos ‘galácticos’ do Real Madrid, esquadrão montado pelo presidente Florentino Pérez no início dos anos 2000 que contava, dentre outras estrelas, com David Beckham, Roberto Carlos, Ronaldo Fenômeno e Zinedine Zidane. Dez anos mais tarde, o presidente do Corinthians Andrés Sanchez resolveu apostar em um clone, um pouco mais modesto do que o espanhol, para o ano do centenário, repatriando duas estrelas daquela época – Ronaldo e Roberto Carlos -, e outra genérica do craque francês: ‘Zidanilo”. Apelidado desta forma em sua passagem pelo São Paulo por apresentar estilo de jogo que lembrava o do aposentado meia dos ‘Bleus’, Danilo mostrou personalidade e afirmou sentir-se honrado com o apelido e por contribuir para levar ao Alvinegro o rótulo de ‘galáctico’ em 2010. (Da ESPN)

Zidanilo? Então tá…

Emergentes querem surpreender na estreia

Paissandu e Remo não terão vida mansa na abertura do campeonato. Essa é a opinião dos técnicos do Independente, Samuel Cândido, e do Ananindeua, Luís Oliveira. Dos dois times, o representante de Tucuruí é o que tem mais problemas para se armar para o jogo contra o Paissandu, no dia 17, na Curuzu. Samuel repassou uma lista de reforços pretendidos ao presidente Deley Santos. Existe pressa para a confirmação dos contratos, já que o rival anunciou nomes de peso. 

Na Tartaruga, o treinador português Luís Oliveira, recém-contratado, lamentou a saída de jogadores importantes, como o volante Marabá, do meia-esquerda Soares e do atacante Helinho. Mas aproveita para exaltar os que ficaram. “Mantivemos o Joãozinho, o Ricardo Henrique, o Kanu e ainda contratamos os zagueiros Max e Benevides. Também iremos atrás de goleiros”, afirmou Oliveira ao BOLA, no começo dos preparativos para a partida contra o Remo, no dia 18.

Na busca por reforços, Leão age como tartaruga

Elogiável na moderação com que tem agido na hora de contratar – apenas seis reforços, contra 41 do arqui-rival até agora -, o Remo tem pecado pela hesitação excessiva quanto a arranjar jogadores para o ataque. Sinomar Naves, a torcida que acompanha o Círio, a mídia esportiva, o leãozinho de pedra do Baenão, enfim, todo mundo sabe que o atual time remista precisa de atacantes mais taludos e experientes para a disputa do Campeonato Paraense e Copa do Brasil, competições do primeiro semestre.

Já foram especulados diversos nomes, regionais e nacionais, mas sem que a diretoria de Futebol consiga dar o passo final para sacramentar a contratação. A falta de dinheiro para bancar ações mais ousadas e a ausência de credibilidade do clube, minada nos últimos anos por administrações desastrosas e caloteiras, contribuem bastante para o atual estado de coisas. Mas pesa, também, a pouca (ou nenhuma) experiência dos dirigentes em relação aos segredos do mercado de atletas hoje no país.

Nomes como os de Tuta, Márcio Mexerica (foto 1), Fábio Jr., Sílvio Mendes, Marciano, Christian (foto 2), Simeão, Juliano César, Landu, Max Jari e Ciel (Amapá) foram cogitados exaustivamente, alimentando inutilmente a expectativa do torcedor e aumentando o descrédito com que todos observam as ações dos dirigentes azulinos. Depois do Re-Pa de dezembro, quando suplantou o adversário com relativa facilidade, o Remo parece ter dormido em berço esplêndido.

A vitória inesperada teve o condão de reduzir ainda mais os esforços, talvez na vã ilusão de que os atletas que compõem o atual elenco serão suficientes para a maratona de jogos da primeira metade do ano. Ledo engano. A base existente é razoável, mas carece de reforços em setores específicos – lateral-direita, zaga e ataque.

Técnicos experientes e sérios, que tiveram trajetória vitoriosa no clube nos últimos anos, como Paulo Bonamigo, Roberval Davino e Giba, deveriam ser consultados quanto aos reforços pretendidos. Davino, em particular, tem talvez o maior arquivo (atualizado) sobre jogadores de futebol no Brasil, com ênfase nas Séries B e C. Suas indicações são certeiras e preciosas, mas parecem não servir aos atuais cartolas do clube.

Claro está, porém, que a realidade do futebol brasileiro não permite mais ao Remo produzir ações intempestivas e amadoras, como a revelação desastrada de que pretende pagar R$ 30 mil mensais de salários a um centroavante “de peso” e que tenha nome no mercado.

A partir desta afirmação infeliz fica difícil imaginar que qualquer jogador, por mais limitado que seja, aceite vir defender o Remo por valores inferiores a esse teto. Mais uma constatação de que os responsáveis pela busca de atletas pecam pelo amadorismo num terreno hoje dominado por profissionais, situação ainda mais agravada pela ausência de um técnico de renome e prestígio nacional, capaz de fazer a “ponte” entre atletas mais experientes e a agremiação. 

O tempo conspira contra as pretensões do clube, que pode vir a ter que gastar muito mais nas próximas semanas, depois que os certames regionais estiverem em andamento e os melhores jogadores já estejam empregados. E pensar que o Remo teve oito meses para conseguir arrumar o elenco, sem pressa, para 2010…

Leãozinho vence e fica perto da classificação

O Remo realizou grande exibição e ganhou seus três primeiros pontos na Copa São Paulo de Futebol Júnior, ao bater o Atlético-PR, por 2 a 1, na tarde desta quarta-feira, em Paulínia. A vitória manteve as esperanças de classificação da equipe paraense à segunda fase da competição. Os gols azulinos foram marcados através de Zé Inácio, aos 16 minutos do primeiro tempo, e Leanderson, aos 47 da segunda etapa. Pelo Atlético, marcou Bruno Batista, de cabeça, aos 11 minutos do segundo tempo. O resultado deixa o Remo na segunda posição do Grupo U com 3 pontos (saldo=0; gols pró= 3), ficando somente atrás do Paulínia-SP, que na preliminar empatou em 2 a 2 com o Al Hilal e lidera com 4 pontos. Na terceira posição, aparece o Atlético-PR com 3 pontos (saldo=0 /gols pró= 2) e na última colocação vem o Al Hilal, com apenas 1 ponto. 

Última rodada do grupo: 
Sábado, 09/01 (estádio Luiz Perissinotto – Paulínia-SP) 
08h – Paulínia x Atlético-PR 
10h- Remo x Al Hilal-ARS 

(Informações da Rádio Clube)