Lei torna obrigatório diploma de jornalista em BH

Do Comunique-se

Foi sancionado nesta quarta-feira (20/01) o Projeto de Lei 667/09, que torna obrigatório o diploma de jornalismo para a atuação como assessor de imprensa ou jornalista nos poderes Legislativo e Executivo de Belo Horizonte. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM). A lei, de autoria dos vereadores Adriano Ventura (PT) e Luzia Ferreira (PPS), presidente da Câmara Municipal, tramitou nas comissões de Legislação e Justiça e de Administração Pública e foi aprovado em 2º turno no dia 23/12, durante reunião plenária. Um dos autores do PL, o vereador Adriano Ventura, é jornalista e professor de comunicação da PUC-Minas. Apenas o artigo 2º do projeto foi vetado pelo prefeito Marcio Lacerda, porque definia quais seriam os atos privativos do jornalista, considerando exercício específico do jornalista uma série de atividades que não estariam de acordo com a Constituição, além de ultrapassar a competência do Legislativo.

“Entendemos como essencial a formação acadêmica e técnica aprendidas em faculdades especializadas para o desenvolvimento do trabalho jornalístico. O diploma representou um avanço para o país, profissionalizando a categoria cuja atuação era condicionada por relações pessoais e interesses outros distintos do verdadeiro sentido do Jornalismo, que é zelar pela qualidade da informação repassada à sociedade”, diz o texto de justificativa do PL apresentado pelos vereadores. De acordo com a Câmara Municipal de Belo Horizonte, o objetivo da lei é valorizar a formação universitária especializada dos profissionais da imprensa, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.

Ananindeua se reabilita em cima do Águia

O Ananindeua se reabilitou brilhantemente da goleada sofrida na estreia diante do Remo. Jogando no estádio Baenão, na tarde desta quinta-feira, derrotou o Águia por 4 a 3 num jogo eletrizante na etapa final. Nos primeiros minutos, o Ananindeua foi mais envolvente e chegou a criar situações de perigo, através de Canu e Marituba, mas não conseguiu abrir o placar.

Aos poucos, o Águia foi se equilibrando, até tomar conta das ações no meio-campo, através de Daniel, Tiago Marabá, Soares e Vítor Ferraz. Finalmente, aos 45 minutos, Soares marcou gol olímpico em cobrança de escanteio, colocando o time marabaense em vantagem. A bola resvalou em Cléberton e entrou.

Quando a bola rolou no segundo tempo, logo a 1 minuto, o Ananindeua empatou. Marituba foi lançado na área e bateu forte rente ao travessão. O gol animou os comandados de Luís Oliveira, que lançaram-se ao ataque em busca do desempate. Isso ocorreria aos 7 minutos, o lateral Mocajuba chutou rasteiro, aproveitando cruzamento de Marituba. Logo em seguida, aos 9 minutos, o Águia foi todo à frente e, após passe preciso de Tiago Marabá, Aldivan livrou-se da marcação e tocou no canto direito do goleiro Alan.

O novo empate tornou a partida ainda mais aberta e emocionante. Joãozinho entrou no lugar de Fabinho Paulista e acabou se transformando no grande nome do jogo. Logo aos 19 minutos, em bela tabelinha com Canu, ficou frente a frente com Alan e mandou para as redes, desempatando novamente o placar.   

Aos 30 minutos, Cleidir levou a bola até a linha de fundo e cruzou para a área. Joãozinho só complementou e marcou 4 a 2 para o Ananindeua (seu quinto gol contra o Águia nos dois últimos jogos entre essas equipes). Aos 39 minutos, o Águia descontou através de Daniel, escorando cobrança de escanteio de Aldivan. Aos 46, Gustavo ainda acertou uma bola no travessão do Ananindeua, mas o resultado não foi mais alterado.

Com a vitória, o Ananindeua pulou para a quarta colocação do campeonato, com 3 pontos. O Águia segue na última posição. (Fotos de MÁRIO QUADROS/Bola)

Parazão abre 2ª rodada sem fechar a 1ª

Num exemplo do nível de desorganização da competição – que já teve até ameaça de paralisação por via judicial -, a segunda rodada do Campeonato Paraense começa na tarde de hoje sem que a primeira tenha sido concluída. O Ananindeua joga como mandante contra o Águia de Marabá, a partir das 15h30, no estádio Baenão. 

Para os dois, o jogo é de recuperação. A Tartaruga tem ainda mais motivos para tentar se reabilitar, pois sofreu a maior goleada do campeonato (6 a 0 diante do Remo) na estreia. Por isso, o técnico Luís Oliveira resolveu radicalizar: mudou mais de meio-time. Max, Cléberton, Diego Maciel, Fabinho e Kanu foram as peças que sobreviveram ao terremoto da estreia. 

Já o Águia, que foi derrotado pelo Cametá no último domingo por 2 a 1, vai manter o mesmo time. O técnico João Galvão não viu motivos para mudanças drásticas.

Pela Rádio Clube, Guilherme Guerreiro narra a partida e este escriba comenta, a partir das 15h.

Tribuna do torcedor

Por Ivanildo Pimentel

Gostaria de saber baseado em que o campeonato paraense é chamado de Parazão? Um torneio medíocre, disputado apenas por 8 clubes, que já começa nas oitavas de finais e tem apenas como objetivo manter a disputa entre Remo e Paissandu e arrecadar algumas migalhas para manter em atividade a arcaica FPF, que tenta copiar o futebol europeu e do sul do Brasil e com esse modelo  contribui para a destruição do futebol do Pará. Gostaria de lembrar ao sr. Antonio Carlos Nunes que, mesmo sendo torcedor do Clube do Remo, venho a público pedir que seja feita uma reflexão do modelo desse campeonato que tenta copiar o Sul e destrói o futebol do Norte. É inadimissível que uma Tuna, que ja teve em sua escolhinha de base quase dois mil atletas e revelou craques como Haroldo (Santos e Vasco), Manoel Maria (Santos e Seleção olímpica), Giovanni (Santos, Barcelona e Seleção), Edson Cimento (Bola de Prata do Camp. Brasileiro), além de Mesquita, Leônidas, Marinho, Antenor, Fefeu, Darinta e tantos outros, tenha que pagar com a inatividade por vários anos, simplesmente pela bela vontade dessa federação, que, a cada ano, afunda cada vez mais o futebol paraense. A Tuna, em seus 107 anos de existência, contribuiu para o engradecimento do futebol de nossa terra. Chega de incompetência, como diz a canção do nosso querido compositor Nilson Chaves. Norte não é com M, esse M de Morte que a FPF  colocou no futebol do Pará. Queremos dirigentes novos com idéias próprias, não copiadores, marionetes, paus mandados do ditador do futebol brasileiro, o sr. Ricardo Teixeira. Queremos dirigentes corajosos,  criativos e audaciosos, não queremos covardes, que depois de uma derrota como a de Belém para a sede da Copa do Mundo de 2014, calem a boca em troca de uma passagem para a África,  para bajular a Seleção Brasileira e o presidente da CBF, e ainda ser banido da delegação e proibido de falar em nome da Seleção, em virtude da deselegância e do despreparo. Por falar besteiras, besteiras que muito bem já conhecemos no comando da FPF. Volto à música do nosso compositor (“os velhos de Brasília não devem ser eternos…”). Acredito que os velhos da FPF também não podem e acredito que dias melhores virão  para o bem do futebol do Pará.

Coluna: O renascimento do craque

A bola procura os craques, ouço dizer desde que era moleque em Baião. Nos últimos tempos, Muricy Ramalho andou falando que a bola pune. Entre generosidade e castigo fico sempre com a primeira opção. E é justamente o que entendo estar ocorrendo com o súbito renascimento do craque Ronaldinho Gaúcho, tão execrado nos últimos quatro anos.
O apagão foi surpreendente e misterioso. Parecia até que o ex-ídolo do Barcelona havia sido abduzido e substituído na Terra por um clone robótico. Como racionalizar o ocaso precoce do astro aplaudido de pé no estádio do rival Real Madri, ao reger uma goleada histórica, com direito a golaços e dribles infernais?
Na cobertura da Copa da Alemanha era visível o alheamento de alguns jogadores, aparentemente entediados com tantos paparicos e eventos de marketing. Bola parecia ser a última das preocupações daquela Seleção. Mesmo nos exercícios táticos, quando o gramado era dividido em dois para permitir a rápida troca de passes, a maioria levava tudo na brincadeira.
O clima de doce folia contagiou a todos e vitimou principalmente Ronaldinho, que tinha tudo para se consagrar naquele mundial. Estava no auge da forma, vinha credenciado por excelentes atuações no Barcelona e era bicampeão (2004/2005) indiscutível do troféu de melhor do mundo da Fifa. Enfim, tinha o planeta a seus pés.
Lembro que os jornais alemães reverenciavam o Brasil em páginas destacadas, com ênfase no “quadrado mágico” – Ronaldos, Kaká e Adriano. Era um torneio que parecia destinado a cumprir mero ritual, o de entregar a taça aos brasileiros ao final dos jogos.
A derrocada do escrete golpeou todos os astros da companhia, mas foi particularmente danoso a Ronaldinho Gaúcho, que acusou o golpe e nunca mais foi o mesmo jogador alegre e desassombrado de antes. Caiu em desgraça no Barça e, como símbolo daquele fiasco, foi publicamente humilhado por Dunga no célebre amistoso londrino contra a Argentina.
Ao lado de Kaká, amargou o banco de reservas, como prenda. Kaká se recuperou naquela mesma tarde, conduzindo o Brasil a uma bela vitória, mas Gaúcho afundou de vez. Engordou, caiu de produção, foi vaiado no Camp Nou e acabou negociado com o Milan. Sem glória.
Eis que, de repente, quando quase ninguém acreditava mais, acontece o milagre. Pelas mãos de Leonardo, Ronaldinho foi aos poucos se aprumando no Milan até achar seu espaço. Confiança recuperada, a alegria voltou. Com ela, os dribles e os gols inspirados.         
 
 
Dunga, se for esperto, convoca logo e se antecipa ao clamor das ruas, que começa a crescer. Ainda mais agora que Kaká, o grande maestro da Seleção, convive com lesão crônica no púbis, com a preocupante possibilidade de cirurgia. Na ausência de Kaká quem poderia assumir o papel de condutor do time? Robinho, Júlio Batista, Luiz Fabiano, Adriano, Elano? Custo a crer. Gaúcho, que foi ao inferno e voltou, é a bola da vez. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 21)