Cerveja continua proibida no Serra Dourada

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Durou pouco a boa vida dos fãs da boa cerveja no estádio Serra Dourada, em Goiânia. O juiz Ari Ferreira Queiroz, da 3ª Vara de Fazenda Estadual de Goiás, havia concedido liminar que liberou a venda e consumo de cerveja no estádio do Serra Dourada, em decisão que foi na contramão das medidas da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A “loira gelada”, porém, voltou para o depósito. O procurador-geral de justiça, Eduardo Abdon Moura, pediu ao Tribunal de Justiça (TJ) de Goiás a imediata suspensão da medida liminar que permitia a venda de bebida alcoólica no Serra Dourada. Segundo o Ministério Público, o comando do policiamento de Goiânia atesta a redução de 90% das ocorrências de infrações penais no estádio depois da proibição da venda de bebida alcoólica.

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Não há dúvida sobre a relação direta entre consumo liberado de bebidas alcoólicas e baderna geral nas arquibancadas. Infelizmente, os torcedores ordeiros pagam um alto preço pela minoria de aleijados mentais que polui os estádios. E aquela cervejinha amiga, estupidamente gelada, vai perdendo espaço no futebol.

9 comentários em “Cerveja continua proibida no Serra Dourada

  1. Nossa “justiça” lembra aquela estória do sujeito que, para acabar com os carrapatos da fazenda mandou matar todo o gado.
    Eu sempre fui aficcionado por futebol e comparecia a todos os jogos do Clube do Remo, mas desde que esta lei foi posta em prática eu e meu grupo de amigos deixamos de ir aos estádios. Não há o que fazer… Não vejo a menor graça assistir uma partida de futebol sem a saborosa companhia de uma cervejinha. E nosso grupo é bastante numeroso e diversificado. Entre remistas e bicolores, assistimos jogos de um ou de outro, sem nunca ter havido qualquer problema, porquanto achamos que o mais importante é a nossa amizade e o momento de descontração. Claro que reconheço a violência praticada pelos imbecis de plantão, mas, sinceramente, não creio que com a proibição nos estádios tenha havido algum efeito positivo. A meu ver ficou pior, pois estes sujeitos, pouco antes jogo, sabendo que no estádio não haverá bebida, procuram saciar o desejo de forma rápida, tomando uma quantidade grande de bebida em pouco tempo. Quem bebe sabe os efeitos desta atitude. Outra; eles ficam bebendo até o limite máximo de tempo de adentrarem os estádios e quando necessitam fazê-lo ocorre uma verdadeira invasão, com pessoas sendo pisoteadas, roubadas, etc. Francamente, esta determinação me parece muito mais falta de competência dos órgãos responsáveis pela segurança dos cidadãos ordeiros. É mais uma prova de que estamos perdendo a luta para a violência. Daqui à pouco não poderemos mais sair de casa para trabalhar, nossos filhos não poderão mais estudar, etc. Competência, já!

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  2. Existem outros dados concretos com relação à cerveja. Não foi só nos arredores dos estádios sob lei seca que a violência caiu. Nas cidades onde se obrigou o fechamento dos bares às 22 horas, a violência caiu na mesma proporção. Todos os policiais sabem: boa parte das agressões e assassinatos são fruto de bebedeiras e ocorrem mesmo entre parentes. Boa parte da violência doméstica tem como causa a bebida. Bebida é outra modalidade de droga, uma droga hipocritamente aceita pela sociedade e pelos governos. Assim como existem drogados “bonzinhos”, que não fazem mal a ninguém, existem os que causam sérios danos a si mesmos e à sociedade.

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  3. Socorro!!… Eu sou um drogado!… Amo de paixão uma cervejinha gelada acompanhando um papo salutar e proveitoso com os amigos e familiares. E não me considero, sob hipótese alguma, “bonzinho”. Gente, partindo dessa premissa, aquela idéia da confraternização de fim de ano já era… A não ser que seja regada a leite, chá e suco de laranja… Aí, eu tô fora.

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  4. O PROBLEMA não é de quem BEBE.

    O PROBLEMA é de quem TOMA.

    Como eu NÃO TOMO, recomendo aos PROBLEMÁTICOS o seguinte CONSELHO:

    Pô… rsrsrs … “SE A BEBIDA ATRAPALHA OS NEGÓCIOS, LARGUEM OS NEGÓCIOS”.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK !!!!!!!!!!!!!!!!!

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  5. Ao contrário do meu xará sou apreciador inveterado de uma gelada e pra aguentar algumas bombas em campo, companheiro, ficar sóbrio não tá com nada. Tem é que acabar com essas gangues uniformizadas, isso sim, não penalizar o torcedor que paga ingresso e faz questão de assistir aos jogos de seu time com um copão na mão.

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