A quem interessar possa…

Agenda do presidente Lula para esta quinta-feira, 03:

09h – Despacho interno – Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

09h30 – José Múcio Monteiro, ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da

Presidência da República

10h30 – Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes

12h – Luiz Antônio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de

Transportes (Dnit)

12h30 – Cerimônia de sanção do projeto de lei que institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus

15h – Reunião sobre inclusão digital

17h30 – Renato Maluf, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e

Nutricional (Consea)

(Fonte: Secretaria de Imprensa da Presidência)

Cartola da Lusa culpa imprensa

Do Comunique-se

Na terça-feira (25/08) da semana passada, quatro homens armados entraram no vestiário da Portuguesa após a derrota do time para o Vila Nova (GO), no Canindé, em S. Paulo. No dia seguinte, o então técnico do time, René Simões, pediu demissão por causa da ameaça. O clube foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva com a interdição do estádio. Apesar dos fatos, para o presidente da Lusa, Manuel da Conceição Ferreira, a culpa é da imprensa.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (01/09), o cartola expressa “o seu descontentamento com a forma como os veículos de comunicação realizaram a cobertura dos fatos ocorridos”. Em sua opinião, o clube foi alvo de “uma série de interpretações equivocadas e sensacionalistas sobre o caso, que geraram prejuízos irreparáveis à moral e à honra” da Portuguesa.

É sempre assim. A imprensa tem uma costa larga, elástica e confortável. Pulhas de todos os matizes valem-se disso para arranjar desculpas para as piores atrocidades. O fato é que homens armados (entre os quais, dois conselheiros) invadiram o vestiário para intimidar e ameaçar jogadores. O técnico Renê Simões pediu o boné em função disso e denunciou os abusos. Agora, a diretoria da Lusa pressiona os jogadores Cristian e César Prates a desmentir o indesmentível.

Nova versão de uma foto célebre

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O músico Sean Lennon, 33, e a namorada dele, a modelo Kemp Muhl, 22, relembraram a clássica capa da revista Rolling Stone, na qual John Lennon e Yoko Ono, pais de Sean, foram fotografados por Annie Leibowitz. A diferença é que desta vez quem aparece nua é ela – a foto original, publicada em janeiro de 1981, mostra Yoko vestida e John nu. A foto é de Terry Richardson e foi feita para a revista francesa “Purple”. A mesma edição traz uma entrevista com Yoko.

Com todo respeito, o moleque escolheu melhor.

Classe operária vai às ruas

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As manifestações de operários da construção civil em greve criaram um pandemônio em áreas centrais da cidade na manhã desta quarta-feira. Diversos canteiros de obras foram paralisados e o amigo Wildes Lima, dono de banca de revistas e estudante de Jornalismo, acompanhou de perto as andanças do comando de greve. Eis o seu relato: 

“Durante a passagem da passeata dos grevistas pela avenida Visconde de Souza Franco (Doca), houve momentos de tensão entre grevistas e e a Polícia Militar e entre os próprios grevistas que reclamavam dos operários que não aderiram à greve. O momento mais tenso foi em frente às torres gêmeas de 40 andares, onde os grevistas tentaram invadir o canteiro de obras arrancando as grades de proteção. A ação foi reprimida pela PM, que teve que atirar para o alto deixando um rastro de destruição, onde nenhum veículo que estava estacionado em frente ao prédio escapou, tendo seus vidros quebrados por pedras. Além desses problemas, houve brigas entre grevistas por conta da bebedeira, que estava correndo solta na passeata, garrafas de vinho e aguardente era visível nas mãos dos grevistas”. As fotos são do próprio Wildes.

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Quem tem medo do pré-sal?

Por Leandro Fortes

O pré-sal trouxe um problema extra de longo prazo à oposição, sobretudo para os tucanos, cuja sobrevivência política está cada vez mais ameaçada pela falta absoluta de um discurso capaz de se contrapor ao Palácio do Planalto. Até a descoberta das reservas de petróleo do pré-sal, ainda era possível ao PSDB e a dois de seus mais importantes satélites, DEM e PPS, enveredarem-se no varejo das guerrilhas midiáticas montadas sobre dossiês e grampos fajutos. Havia sempre a chance de desconstruir as políticas sociais do governo Lula a partir da crítica fácil (e facilmente disseminada por jornalistas amigos) ao Bolsa-Família, descrito, aqui e ali, como uma fábrica de vagabundos, de jecas tatus preguiçosos e indolentes, sem falar no estímulo à ingratidão de domésticas mais interessadas – vejam vocês! – em criar os filhos do que esquentar o corpo no fogão a troco de um salário mínimo. Agora, o espaço para esse tipo de manobra tornou-se diminuto, para não dizer irreal.

A capacidade futura de gerar recursos do pré-sal, contudo, é circunstancialmente menor que o seu atual potencial político e eleitoral, e nisso reside o desespero da oposição. Há poucos dias, o governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, chegou ao ponto de se adiantar ao tempo e anunciar futuras mudanças no marco regulatório do pré-sal, falando como presidente eleito, a um ano das eleições. O senador Álvaro Dias, tucano do Paraná, livre de todos os escrúpulos, admitiu estar atrás de uma empresa americana do setor petrolífero para juntar munição contra a Petrobras.

No Senado Federal, um dia depois do anúncio oficial do pré-sal, um grupo de senadores se revezou na tribuna para choramingar contra o projeto eleitoral embutido no evento, quando não para agourar a possibilidade de todo esse petróleo ser usado, como quer Lula, para combater a pobreza no Brasil. E é nisso, no fim das contas, que reside a tristeza tucana e de seus companheiros de infortúnio.

Manter o pré-sal sob responsabilidade exclusiva da Petrobrás, como quer o governo, confere à opção uma cor, digamos, chavista, no melhor sentido da expressão, por deixar ao arbítrio do administrador da riqueza mineral em questão o poder de utilizá-la em programas voltados para o bem estar social, principalmente, nos setores de educação e saúde. Esse poder, que na verdade é do Estado, carrega consigo um óbvio e incalculável potencial eleitoral do qual Lula, que nunca foi bobo, não irá abrir mão.

Não por outra razão, ao discursar sobre o tema, em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente deu uma cacetada nos tucanos ao lembrar ao distinto público da sanha do PSDB, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, em privatizar a Petrobras (chamada pelos tucanos de “último dinossauro” estatal) e rebatizá-la de Petrobrax – uma designação tida como “mais internacional” por mentes notadamente sub-colonizadas.

A perspectiva de utilização de recursos petrolíferos em programas sociais, calcada no modelo adotado por Hugo Chávez, na Venezuela, é a fonte permanente de todo o terror da direita sul-americana, inclusive a brasileira, menos pelo fator ideológico embutido na discussão, mais pelo pavor de deixar nas mãos de um adversário tal instrumento poderoso de financiamento de novas e ainda mais ousadas políticas de distribuição de renda e assistência social. O interessante é que, se tudo der certo, o auge da exploração do pré-sal se dará em 2015, um ano depois, portanto, do mandato do sucessor de Lula.

Ou seja, o desespero da oposição está projetado para uma possível reeleição da ministra Dilma Rousseff, que sequer se sabe se será eleita.

Re-Pa na véspera do Círio

Uma ideia lançada pelos vereadores e desportistas Vandick Lima e Pio Neto pode viabilizar um Re-Pa na véspera do Círio de Nazaré, em outubro. O plano foi bem recebido pelos dirigentes de Remo e Paissandu, mas a intenção é que os dois clubes tenham custo zero na promoção, para que possam arrecadar um bom dinheiro para fechar as contas da temporada. Isso só será possível com apoio da iniciativa privada – pois a Prefeitura de Belém já descartou qualquer ajuda – e com a liberação das taxas do Mangueirão e da participação (10%) da Federação Paraense de Futebol na renda do clássico.

Já há até um nome para o jogo – “Torneio Ama Belém”. Se for concretizada a ideia, Belém pode ter, depois de muitos anos, um Re-Pa na véspera da maior festa religiosa do Pará, que atrai milhares de visitantes à Cidade das Mangueiras. “Remo e Paissandu não podem ficar sem se enfrentar por tanto tempo. Trata-se do clássico mais disputado do Brasil em número de partidas realizadas (701). Portanto, vamos lutar o quanto for possível para que o jogo realmente aconteça”, defende Vandick, em entrevista ao caderno Bola.  

E os planos de Vandick para reerguer o futebol paraense não ficam só no projeto do Re-Pa do Círio. “Temos em mente ações para fortalecer o futebol tanto do Remo quanto do Paissandu, com projetos para que as equipes tenham uma estrutura adequada. A primeira luta é para isentar os dois clubes do pagamento do IPTU. Queremos ainda reformar os ginásios dos dois clubes e o da Tuna também”, adianta Vandick.

Benazzi continua nos planos

Depois de sondar Jorginho, que foi técnico interino do Palmeiras antes de Muricy Ramalho chegar, o Paissandu volta suas vistas para Vagner Benazzi, atualmente no comando da Portuguesa de Desportos. Benazzi, conhecido em S. Paulo como “rei do acesso”, já dirigiu o Paissandu em 2004 no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão. O problema é que o técnico custa caro (salários na faixa de R$ 80 mil) e está fazendo boa campanha no Canindé, depois da tumultuada saída de Renê Simões. (Com informações do Bola)

Paissandu desmente Michel

O diretor de futebol do Paissandu, Antonio Cláudio Louro, desmentiu que o clube tivesse ficado sem cumprir algum acordo com o meia Michel. Em entrevista ao caderno Bola, de terça-feira, o jogador disse que se surpreendeu ao chegar à Curuzu e verificar que algumas promessas não seriam respeitadas. “Cumprimos todos os acordos. Cumprimos tudo que foi prometido e ele (Michel) recebeu o que tinha direito”, garantiu o dirigente.

A quem interessar possa…

Agenda do presidente Lula para esta quarta-feira, 02:

10h30 – Entrevista aos veículos franceses AFP e TV5 França

12h – Cerimônia de anúncio da seleção de projetos para o Programa Saneamento para Todos – Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – no Palácio Itamaraty

15h – Despacho interno – Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

15h30 – Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República

17h – Vieira da Cunha, presidente nacional do PDT

(Fonte: Secretaria de Imprensa da Presidência)

Tribuna do torcedor

Por Silas Negrão

Alguma medida contundente precisa ser tomada, acerca do futebol do Paissandu. Não dá pra continuar com esse modelo de presidente salvador da pátria, que tira do bolso para injetar no clube, centralizador, mandatário máximo e único; isso continua sendo amadorismo puro. A continuar assim, o fundo do poço encobrirá de vez o nosso futebol, mas isso é culpa de todos os setores do clube, principalmente do Conselho Deliberativo – aliás, ele delibera o quê mesmo? Haja vista que o presidente máximo faz o que quer do clube, joga o nome do clube na lama e esse tal conselho não se pronuncia, é muito omisso e olha que temos o recente exemplo do que o ex-presidente do maior rival fêz no time dele. Parece que ninguém atenta prá isso, ninguém se manca.
Notemos a oportunidade que o Bicolor está perdendo; ao invés de aproveitar as férias forçadas para entrosar um time regional, ele sai de atividade e o presidente sai à busca de outro técnico importado, disposto a vir enterrar o que restou do time e da tradição gloriosa conquistada em tempos áureos.
Não concordo com a tentativa de consolidação de opiniões, principalmente partindo de alguns membros da imprensa. Refiro-me ao descrédito atribuído aos treinadores locais, de que estes, não tem cabedal para dirigir os nossos times ditos grandes, em competições nacionais.
O fracasso do Válter Lima no comando do Bicolor não pode ser tratado da forma simplória como está sendo conduzido. Ele assumiu um time totalmente destroçado e montado por um treinador alienígena, que bem sabemos o que fez e o que era, e jogadores de outras plagas que não se identificam com a torcida nem com a região (a exceção foi o Zeziel). Deu no que deu e querem culpar o Valtinho pela derrocada.
Acontece, Gerson Nogueira, que nunca no futebol do Bicolor Amazônico, foi dispensado  aos treinadores e atletas locais a isonômica igualdade dispensada aos importados, tampouco o tempo nescessário para entrosamento das equipes. No momento em que surge a oportunidade, mercê de uma desclassificação, patrocinada por forasteiros, despreza-se os locais e volta-se novamente a importar tudo, coisa comum a mentes pequenas, cuja inabilidade administrativa aflora e assusta até, pelos resultados obtidos.
O Bicolor Amazônico tem o dever moral de manter o Válter Lima, redimensionar a comissão técnica, formar o plantel por ele indicado; dar-lhe o tempo necesário para entrosamento, providenciar amistosos, torneios e coisas do gênero. O tempo é agora, após o retorno das férias concedidas ao plantel remanescente.
Se com essas condições oferecidas, ele fracassar, então terão moral para defenestrá-lo, ainda no andamento do Parazão 2010.
Entretanto, continuarei  entendendo que importar comissão técnica de fora é passar atestado de gente subdesenvolvida.
Grato pelo espaço.