O que você faria se soubesse que vai morrer daqui a um ano? Quando foi desenganado pelo médico, Anthony Burgess escreveu três livros. O objetivo era deixar alguma receita de herança para sua viúva.
Mas era alarme falso! Ele viveu mais umas quatro décadas, e escreveu muitos outros livros fantásticos, e um que virou um grande filme, “A Laranja Mecânica”. Fora escrever centenas de artigos, compôr músicas maravilhosas e curtir demais a vida.
O cientista Randy Pausch também teve este diagnóstico. Escreveu seu primeiro e único livro, “A Lição Final”. É uma bonita mensagem para seus filhos sobre o sentido da vida (e o câncer o levou no tempo previsto).
Existe grande probabilidade estatística de eu já ter vivido mais da metade da minha vida. Torço bastante e me esforço um pouco para chegar pelo menos aos cem anos. Mas 2065 já está aí!
Pior: talvez eu só tenha mais uns dez minutos, antes de tropeçar na escada e trincar o crânio. Ou alguma variante de algum vírus malévolo quem sabe vá me enterrar mês que vem. Quem sabe? E você, leitor camarada, minha amiga, talvez tenha só mais duas semanas!
Hoje mesmo, o mundo vai acabar para uns 150 mil de nós. Uns 55 milhões de velórios por ano. A vida é bela e cruel e curta. E como sabemos, tristemente morreu muita gente antes da hora, nos últimos anos.
O que você vai fazer no próximo ano?
Em 2012 fiz de brincadeira uma lista de quais seriam minhas prioridades para meus últimos doze meses. Elas eram:
“- passar muito tempo com as pessoas que amo
cozinhar mais para as pessoas que amo (e assar mais uma Putitza)
viajar para o Japão, Angkor Wat e Eslovênia
mergulhar com um tubarão-baleia
pular de pára-quedas
organizar meus textos antigos em um livro
não desperdiçar segundos preciosos com falsas urgências
parir meu sensacional projeto de games educacionais
ouvir só música deliciosa e ver os grandes filmes que ainda não vi
ler sobre o futuro, a esperança, a beleza, o amor e o mistério
botar no papel três histórias que eu gostaria de deixar para o meu filho.”
Realizei parcialmente. Mas realizei muitas outras coisas, nesses anos desde então. Algumas realizações, alguns arrependimentos. Isso é viver.
E a sua lista? Topa escrever? Pare tudo. Escreva a sua.
Você talvez também conclua que pode realizar uma boa parte desses objetivos prioritários nos próximos doze meses. E nem precisa morrer no final da temporada!
É uma sensação maravilhosa.
Algumas coisas sempre vão ficar de fora. Não dá pra alcançar tudo que a gente sonha. Mas se você tentar de verdade, talvez consiga conquistar aquilo que realmente precisa.
Não sou místico ou religioso. Mas compreendo e admito o poder dos mitos e dos símbolos. Por exemplo: no Tarô, a carta Morte não indica que você vai morrer. É presságio de mudança, transformação, passagem.
Este ano vai ter série do “Sandman”, cultuada HQ que publiquei na Conrad. A personagem mais amada dessa história de Neil Gaiman é a inevitável, sedutora Morte. Por isso escolhi pra ilustrar este texto a Morte original, do gibi, e a atriz Kirby Howell-Baptiste, que vai interpretá-la na TV.
Este é significado da comemoração do solstício, do Natal e Ano Novo. É morrer para renascer, para mudar. Então digo de coração, como aqueles bravos apaches dos faroestes: hoje, qualquer dia, qualquer ano é bom para morrer. E para mudar.
Aqui na parede, do lado do computador, pendurei uma mensagem para mim mesmo. Me esforço para viver cada vez consciente da mudança, e cada vez mais de acordo com as palavras do meu ídolo Christopher Hitchens: “Escreva e aja postumamente”.
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Márcio Fernandes desembarca nas próximas horas em Belém para abrir a etapa de treinamentos do PSC para o Campeonato Paraense. Se precisasse estrear logo, a formação mais provável seria esta: Thiago Coelho; Potiguar, Marcão, Heverton e João Paulo; Bileu, Christian e Ricardinho; Robinho, Henan e Danrlei.
O time reserva ficaria assim: Elias Curzel; Igor Carvalho, Genilson, Kerve e Ruy (Lucas Marreiros); Denis Pedra, Yure e José Aldo; Dioguinho, Flávio e Marlon.
Com 24 atletas no elenco, o PSC deve anunciar mais reforços nos próximos dias. A intenção é montar um grupo forte, não só para a busca do tricampeonato estadual como para a campanha pelo acesso à Série B.
Márcio, que passou pelo futebol paraense em 2019 comandando o Remo, tentará levar o Papão de volta à Série B após ter obtido sucesso à frente do Vila Nova-GO em 2020. O setor mais carente do elenco é a lateral esquerda, que conta apenas com João Paulo, ex-Confiança.
Falta ainda um zagueiro experiente para compor o número ideal de defensores. Na meia-cancha, falta ainda o camisa 10 de peso, prometido pela diretoria. Volante de origem, Ricardinho será o 8, embora também tenha passado a atuar como meia nos últimos anos.
Tempo de esperança para jovens do Leão
Quando iniciar nesta semana os preparativos para o Parazão, o técnico Paulo Bonamigo deve escalar o Remo com: Vinícius; Ricardo Luz, Kevem, Marlon e Lailson; Uchoa, Lucas Siqueira, Erick Flores e Felipe Gedoz; Vanilson e Ronald (Luan).
Nos treinos coletivos, o time B ficaria assim delineado: Rodrigo Joviasky; Rony, Davi e Paulinho Curuá; Warley, Pingo, Warley, Veraldo e Tiago Miranda; Welthon e Tiago Mafra (Henrique).
Bonamigo conhece pelo menos dois terços do elenco. É uma vantagem e tanto, que lhe permitirá montar o time titular com base nas informações que reuniu em 2020 e no começo de 2021 quando comandou a equipe.
Os garotos oriundos da base têm motivos concretos para alimentar esperanças, pois o técnico costuma abrir espaço para os iniciantes, principalmente no Campeonato Paraense. Foi assim com Pingo, Ronald, Mafra, Tiago Miranda e Warley durante a recente passagem pelo Baenão.
Dos remanescentes, o trio Uchoa-Siqueira-Gedoz deve ser o ponto de referência da equipe, a partir do qual serão estruturadas as formas de atuação. Na frente, Vanilson e Welthon disputam a titularidade no centro do ataque; Veraldo, Luan e Ronald são as opções de lado.
A prioridade máxima neste início de temporada será a contratação de dois laterais esquerdos. A posição segue carente depois que Igor Fernandes e Raimar se desligaram e Marlon optou pelo meio da zaga.
Direto do blog campeão
“Estou um pouco preocupado com a movimentação do Remo na formação do elenco para 2022. Essa renovação com peças antigas não trará retorno no Parazão, pois realizaram vários jogos com uma preparação inadequada e estão desgastados. Vamos aguardar a movimentação de janeiro”. Bira Corrêa
“Quanto a essas chapas à presidência da FPF, eu, na qualidade de azulino, só tenho a lamentar e a me preocupar. Não há nada tão ruim no Brasil que não possa piorar. Depois de Euclides Freitas e Nunes de Lima, não vejo esperanças de neutralidade aí nesses nomes. Quase a mesma coisa de elegerem o falecido contraventor Miguel Pinho para o cargo”. Antônio Valentim
“Será que vai dar certo (Cruzeiro transformado em SAF)? Ronaldo ‘comprou’ o Valladolid na primeira divisão espanhola e ajudou a empurrá-lo para a segunda divisão. É certo que os clubes brasileiros precisam de um banho de gestão, mas o caminho que estão seguindo parece nebuloso”. Miguel Silva
“Bom, sou torcedor de um clube SAF (Liverpool) e, francamente, não vejo nenhuma diferença. Aliás, vejo que o clube é muito estruturado e muito bem administrado, bem diferente do clube desequilibrado de décadas anteriores, capaz de formar grande time num ano e uma porcaria no seguinte. Se fosse pra defenestrar essas tralhas que há muito afundam o meu Flu, aceitaria de muito bom grado”. Sérgio Soeiro
Uma breve folga para os baluartes
A coluna entra em recesso de 10 dias aproveitando as férias do futebol e também para dar uma folga aos 27 leais baluartes. Até a volta.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 03)
“Tenho esperança no Brasil reconstruído em 2030… 2022 vai ser pau puro. A tendência: sentindo que perderão as eleições, os fascistas acelerarão a destruição do estado e os alucinados que os apoiam vão aprofundar discursos e práticas de violência e boçalidade. Mas vamos vencer!”.
Ortega y Gasset, em um ensaio clássico, definiu bem o papel do estadista. Estadista é o político que usa sua capacidade de influenciar e mobilizar pessoas em direção a objetivo comum. Todo estadista é um megalomaníaco, pois pessoas normais não têm a pretensão de mudar o Estado, ou o mundo.
Sua ambição maior não é a riqueza, o dinheiro, mas as mudanças que puder conduzir, a influência na vida de milhões de pessoas. O estadista só tem um compromisso inamovível: o da reforma do Estado, o da construção de nações. Em nome desses objetivos, é capaz de atropelar convenções, aliar-se a Deus e ao diabo.
O Estadista tem tal dimensão que as pessoas comuns não conseguem enxergar. A alternativa, então, é medi-lo pela régua das pessoas comuns: é grosseiro, é ignorante, é ladrão, é bêbado. É a maneira como as pessoas comuns trazem o Estadista para as rés do chão da mediocridade – isto é, do pensamento médio do homem comum.
Posto isto, comecemos nossa conversa com uma premissa central: Lula é um Estadista, um dos poucos Estadistas da história do Brasil, ao lado de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitscheck.
A discussão relevante é sobre sua dimensão como estadista.
Peça 2 – As diversas formas de estadista
Há diversos modelos de Estadistas.
Há o Estadista que transforma nações de forma irreversível. Há os Estadistas da paz, que conseguem pactos que impedem guerras fratricidas.
Lula pertence ao grupo dos Estadistas da paz, ao lado de figuras como Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela, Papas João 23, Francisco etc.
Conseguiu reduzir a pobreza, reduzir a desigualdade de um país com pesada herança escravagista, levar o discurso da paz para todo o mundo.
Contornar todos os obstáculos, promover alianças que viabilizaram o grande pacto social do período, foi uma obra de arte política.
Mas não conseguiu chegar ao nível dos Estadistas da modernização, aqueles que mudam de forma irreversível a realidade, lançando o país em outro patamar.
Fazem parte desse grupo seleto Franklin Delano Roosevelt, nos Estados Unidos, Lenin, na União Soviética, Mao Tse Tung e Xi Jinping na China, Park Chung-hee na Coreia, Konrad Adenauer, na Alemanha, entre outros.
Obviamente, cada caso tem que ser analisado dentro de suas circunstâncias.
Muitos deles foram frutos de revoluções que legaram união nacional e governos fortes. Até hoje, a caminhada da China se faz sob estrita vigilância do Partido Comunista chinês. Da mesma forma, a revolução coreana foi liderada por um general após a sangrenta guerra da Indochina.
No Brasil, Vargas mudou o país, a partir de 1930 no bojo da revolução comandada pela Aliança Liberal; depois pela ditadura do Estado Novo. E, finalmente, pelo governo democrático eleito, que legou Eletrobrás, Petrobras, abrindo espaço para a revolução industrial de JK.
Vargas e JK conseguiram montar seu pacto cooptando parte das elites. Apesar da Revolução paulista, o governo Vargas teve apoio dos Matarazzo, Klabin (que se tornou um dos maiores grupos nacionais graças ao apoio direto de Vargas), Jafet, Moreira Salles entre outros.
Por sua vez, JK conseguiu implantar a indústria automobilística em cima dos trabalhos da Comissão de Desenvolvimento Industrial, criada por Vargas, mas com a condição das montadoras terem sócios brasileiros, os grandes capitalistas da época, os Monteiro de Carvalho, do Rio, a família Flexa de Lima, de Minas, entre outros. Foi o que garantiu a governabilidade contra as ameaças de golpe.
O próprio João Goulart, presidente deposto, tentou pactos de produção com empresários nacionais, através do trabalho de San Thiago Dantas e do próprio Moreira Salles.
Em três casos – Vargas, Jango e Lula – as resistências aparecem, e o golpe se desenha, quando abrem espaço para o protagonismo político das classes populares. Para um país escravagista, é pecado mortal, mesmo a inclusão gradativa desses grupos fazendo parte da dinâmica da democracia.
Peça 3 – O estadista Lula
Aí se chega ao cerne da questão.
Lula deixa uma obra esplêndida, que o habilita ao posto de um dos Estadistas da paz do século. Mas sua obra acabou com sua sucessão.
O grande Estadista consegue pactos que mobilizam todos os segmentos sociais e econômicos em torno dos mesmos objetivos: o desenvolvimento harmonioso, a busca do desenvolvimento como objetivo comum. Consegue transformar os objetivos em valores nacionais, defendidos por todos os setores e, por isso mesmo, sobrevivendo ao fim de seu governo.
Alguns pressupostos são essenciais para um projeto duradouro de país:
1. Ver o país como um todo, cada setor como parte do todo, empresários, movimentos, instituições.
2. Ter bem claro o conceito de interesse nacional. Assim, quando houver pressões para atendimento de demandas setoriais, o conjunto reage fortalecendo a posição do presidente-mediador.
3. Saber utilizar os instrumentos de poder, em ambiente democrático
Sem uma bandeira unificadora, a estratégia de Lula consistiu em abrir espaço para todos os grupos de pressão. Especialmente aos três agentes mais desestabilizadores: mercado, mídia e militares. O preço foi caro e só percebido cinco anos depois, com o impeachment de Dilma. Em menos de um ano, em dois tempos o pior grupo político do país – o Centrão – destruiu os pilares das políticas sociais.
Peça 4 – As batalhas perdidas
Com o mensalão, o PT perdeu os três grandes cérebros estratégicos: José Dirceu, José Genoíno e Luiz Gushiken. Genoíno tinha montado um grupo de estudos para discutir projeto de Nação. Participavam militares, políticos, intelectuais, membros das corporações públicas. Entregou a coordenação a Rodrigo Janot, o procurador que, depois, entrou na conspiração do impeachment, talvez o principal responsável pela desmoralização do MPF.
Sem a visão estratégica do trio, Lula montou uma política de conciliação sem pensar no dia seguinte. Saiu aparentemente vitorioso, mas perdeu nas seguintes batalhas, levando à derrota final:
1 Batalha do câmbio
O câmbio competitivo, e o uso do mercado interno como bem público para barganhas com empresas estrangeiras, são essenciais para o desenvolvimento. A grande vantagem da desvalorização cambial seria o fortalecimento de uma nova geração industrial, capaz de fazer frente às pressões do mercado pela ampla desregulamentação do mercado cambial.
Em vez disso, o governo Lula criou operações cambiais – os chamados swaps cambiais, do Banco Central – pelas quais os grandes exportadores não ganhavam no operacional, mas compensavam na Tesouraria, impondo custos pesados ao Tesouro.
Essa estratégia ampliou a desindustrialização do país e ajudou a fortalecer uma geração de rentistas, substituindo os antigos capitães da indústria.
2 O medo do aprofundamento da democracia
Hoje em dia, a socialdemocracia europeia aprendeu que a única forma de consolidar a democracia é através do seu aprofundamento: a criação de conselhos de participação em todos os níveis, de movimentos sociais a associações empresariais, fóruns para prefeitos, governadores,. Ou seja, em vez de meramente beneficiários das políticas públicas, transformá-los em agentes ativos.
Lula limitou-se a preservar o lugar dos sindicatos tradicionais. Cada movimento, ainda que tímido, de avanço da democracia era recebido com alarido pela mídia, acusações de chavismo e outras besteiras similares. E Lula recuava.
Depois do impeachment, quando teve início o desmonte das políticas públicas pelo governo Temer, não havia defensores na rua. E a nova classe média tinha certeza de que ascendeu devido à meritocracia.
3 O republicanismo ingênuo
A Presidência da República dispõe de uma série de prerrogativas, destinadas a protegê-la contra tentativas de golpe de poderes não eleitos. Lula jamais se valeu desses instrumentos, fundamentais para defender a democracia.
No início, ainda tinha dois bons estrategistas para essa área – Márcio Thomaz Bastos e Tarso Genro. Mas, assim como Dilma Rousseff, acabou embarcando em todos os blefes colocados. Afastou Paulo Lacerda da ABIN, escolheram Ministros do STF sem nenhuma tradição de defesa dos direitos, permitiram que um órgão privado – a Associação Nacional dos Procuradores da República – indicasse o Procurador Geral.
Peça 5 – A nova estratégia
A grande indagação é qual será a estratégia de Lula para garantir a governabilidade, caso eleito. Certamente aprendeu com os erros. Mas, ainda assim, terá que encontrar a bandeira unificadora, que permita ampliar o arco de alianças e fugir da dicotomia esquerda-direita.
As viagens internacionais de Lula dão alguma pista.
Na França foi recebido não apenas pelo presidente Emmanuel Macron, mas pelos maiores grupos empresariais franceses. Um dos maiores grupos – a Alston – foi vendido para a americana General Eletric (GE) depois que o principal executivo foi preso nos Estados Unidos, acusado de corrupção. Só após a venda cessou a perseguição.
Do mesmo modo, o lawfare foi utilizado pelos americanos contra executivos da chinesa Huawei e da coreana Samsung. Assim como Sérgio Moro, o principal responsável pela Lava Jato coreana é candidato a presidente.
Na França, a ofensiva americana contra os próprios aliados da OTAN provocou reações da Assembleia Nacional e de entidades empresariais. E explica a recepção de Lula no país, que não ficou restrita aos grupos de esquerda.
Anos atrás, Steve Bannon deixou vazar que Lula era o principal adversário da ultradireita. Na verdade, a próxima etapa de Lula será ajudar na reação do Ocidente contra as investidas dos Estados Unidos através dos quinta-colunas do sistema judicial. O que supõe um arco bem mais amplo que o da centro-esquerda.
Provavelmente, a questão da soberania será a peça central da estratégia de Lula, caso eleito. É o fator que unifica todas as bandeiras, o controle dos abusos do mercado, a defesa do mercado interno, o desenvolvimento tecnológico, o fortalecimento do emprego e do mercado, a volta dos planos nacionais de defesa, conferindo uma missão às Forças Armadas.
Será a maneira mais didática de demonstrar aos empresários industriais o lado da política econômica.
“É interessante pois mostra que existe mesmo um movimento mais espontâneo em relação ao Lula no Twitter. As principais autoridades não são militantes tradicionais”, afirmou Arles à Fórum.
O gráfico abaixo mostra como as menções espontâneas pró-Lula, retratadas em verde escuro, se juntaram a movimento de progressistas engajados, em lilás, dominando a rede na semana da virada de 2021 para 2022.
No total, as menções espontâneas ocuparam 55,78% de uma rede de retuites constituída por 166.089 membros e 374.944 interações entre eles. Elas se somam a 19,03% dos lulistas engajados, citando o ex-presidente em três a cada quatro tuites nesse universo.
“Foram formadas 2.431 comunidades utilizando o algoritmo de Modularidade em grau 2. Isso significa também uma grande variedade de grupos diferentes falando sobre Lula, furando a “bolha”. A maior comunidade, como eu falei anteriormente, não é de militantes tradicionais, ou usuários que só falam de política. São usuários ligados à cultura de redes, que comentam coisas do dia a dia, que falaram de Lula principalmente no contexto da virada do ano e sobre a possibilidade de eleição do mesmo”, explica Arles.