Mês: novembro 2021
Goiás repudia insultos a Nicolas e ameaça denunciar o Remo ao STJD
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O Goiás emitiu nota repudiando os xingamentos homofóbicos de um grupo de torcedores do Remo ao atacante Nicolas, na última segunda-feira (15), no jogo entre as equipes pela Série B do Campeonato Brasileiro, em Belém. O time goiano venceu por 1 a 0 e avançou ao G4. Nicolas defendeu o PSC até o ano passado e esse aspecto da rivalidade veio à tona na forma de insultos durante a partida e no momento em que o atacante foi substituído por Bruno Mezenga, no 2º tempo.
Pelo Papão, o jogador esteve em campo 15 vezes contra o Remo e marcou oito gols. Na Série B, o atacante balançou a rede no empate em 1 a 1 do Verdão com o Leão Azul, pela 17ª rodada. Ao ser substituído, Nicolas também foi bastante vaiado pelos torcedores remistas. Neste momento, o gaúcho levantou as mãos, “devolvendo” a provocação. Na súmula do confronto, o árbitro não fez registros sobre os xingamentos homofóbicos.
Além da nota de repúdio, o time esmeraldino prometeu acionar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com a possível entrada de notícia-crime para que medidas cabíveis sejam tomadas.
O Remo divulgou uma nota repudiando os xingamentos homofóbicos que o atacante Nicolas, do Goiás, recebeu da torcida azulina no jogo desta segunda-feira, pela 36ª rodada do Brasileiro. O clube pede desculpas ao atacante e a “todos que se sentiram ofendidos” pela atitude por parte dos torcedores.
A nota divulgada pela diretoria do Leão:
“O Clube do Remo lamenta e repudia qualquer canto ou manifestação de caráter homofóbico por parte de alguns de seus torcedores na partida da última segunda-feira (15), diante do Goiás, no Banpará Baenão. O clube manifesta seu pedido de desculpas ao atleta Nicolas, a equipe do Goiás e a todos que se sentiram ofendidos por este lamentável comportamento.
Reiteramos nosso repúdio a quaisquer gestos de preconceito e reforçamos que, a diretoria azulina realiza nas redes sociais e estádio campanhas contra a homofobia e no combate a qualquer tipo de discriminação. A intolerância, a discriminação e o preconceito precisam ser combatidos, seja no esporte ou em qualquer lugar na sociedade.”
Rock na madrugada – Engenheiros do Hawaii, “Refrão de Bolero”
Erro fatal afunda o Leão
POR GERSON NOGUEIRA

O clima era inteiramente favorável. Torcida empolgada, apoiando desde antes da partida, time mostrando concentração e foco. Tudo parecia indicar que, após quatro rodadas (agora são sete derrotas em oito jogos), o Remo faria as pazes com a vitória. Ledo engano: um erro primário do zagueiro Kevem pôs as esperanças azulinas por terra na metade do 2º tempo.
A partida era equilibrada, com o Remo até mais presente no campo ofensivo e defendendo-se com correção. Mas, depois de sofrer o gol (Alef Manga aproveitou bem a “gentileza”), o time perdeu a régua e o compasso. Os erros se acentuaram e os homens de frente passaram a precipitar as finalizações, sem levar maior perigo.
Ironicamente, o 1º tempo registrou uma das melhores atuações do Remo no returno. Controlava o jogo a partir do meio-campo, com Felipe Gedoz se movimentando bem e tendo em Mateus Oliveira um escape pela direita. Foi por ali que logo aos 3 minutos de partida quase saiu o gol azulino.
Mateus Oliveira pegou de primeira da entrada da área, obrigando o goleiro Tadeu a fazer uma defesa arrojada, no susto. O Goiás foi ao ataque e Alef Manga bateu forte para defesa segura de Vinícius. As equipes jogavam no limite máximo da segurança evitando comer erros.
Ao Remo faltava caprichar mais nos passes na intermediária goiana. Com uma segunda linha de marcação, a equipe visitante não permitia aproximações. Victor Andrade caía pela esquerda, mas não aprofundava as jogadas. Como sofria marcação dupla, voltava sempre para trocar passes com Lucas Siqueira e Igor Fernandes.
Com mais vigilância à cobertura da zaga, o Remo se mostrou diferente do modelo praticado durante a era Felipe Conceição. Buscava sempre a verticalização das jogadas. Não havia perda de tempo com troca de passes laterais. Aliás, os lados do campo voltaram a ser utilizados com intensidade e maior frequência.
Tiago Ennes e Mateus Oliveira foram bastante acionados, levando sempre perigo para a defesa goiana. O problema era a ocupação de espaços na área, onde Neto Pessoa voltou a ficar muito isolado, sem receber passes ou cruzamentos. O time atacava com Gedoz, Mateus, Victor e até Anderson Uchoa, mas o centroavante pouco participou das jogadas.
Veio a segunda metade e o Remo chegou logo assustando, com Victor Andrade pegando bem da entrada da área. Bem colocado, Tadeu defendeu sem dar rebote. O Goiás pressionou e conseguiu falta junto à área. O meia Elvis cobrou e Vinícius espalmou para escanteio.
Aí, aos 22 minutos, quando o Remo tinha o jogo controlado, um passe errado de Bruno Mezenga acabou virando assistência preciosa para Alef Manga invadir a área e marcar. Na linha da bola, Kevem errou bisonhamente ao tentar interceptar. Foi a segunda falha feia da zaga nos últimos jogos. Contra o Londrina, Romércio “deu” o gol para Zeca.
Como a bola pune, segundo aquele filósofo resmungão do Morumbi, o jogo que era parelho ficou então nas mãos do Goiás, que a partir dali fez todo o possível para interromper jogadas e fazer o tempo passar. Ronald ainda arriscou duas arrancadas, mas ao Remo faltou qualidade e força emocional para buscar o empate.
Apesar da derrota, Leão ainda tem chances
Os números ainda são favoráveis ao Remo, apesar da derrocada que a equipe vive nas últimas 10 rodadas. Com 41 pontos, está em 16º lugar (11 vitórias), com a mesma pontuação de Londrina, 41 pontos, mas com uma vitória a menos. O Vitória é o 18º, com 40, três vitórias a menos. O Brusque também tem 41, mas é o 15º porque tem 12 vitórias.
As duas últimas rodadas serão de tirar o fôlego, com possibilidades amplas para todos os concorrentes pela permanência. O Remo terá que ganhar quatro pontos diante de Vasco e Confiança. É difícil, mas não impossível. Dependerá de um bom rendimento técnico, já visto ontem, e de força psicológica para suportar a pressão.
O Brusque, que ontem venceu o CRB, terá jogos difíceis, com Operário (casa) e Goiás (fora). O Londrina joga (fora) com o Vila Nova ainda não garantido e recebe o Vasco. Já o Vitória vai a Maceió enfrentar o CRB e depois recebe o Vila Nova.
Fogão está de volta à Série A, com todos os méritos
Cheguei a duvidar do acesso. Os primeiros jogos no campeonato foram decepcionantes. Com Chamusca no comando, o time chegou a patinar entre os últimos colocados, perto do Z4. A mudança se operou com a entrada de Enderson Moreira, que conseguiu encaixar um jogo reativo e de grande movimentação no meio-campo, a partir de figuras como Luiz Oyama e Chay. A zaga ganhou estabilidade com o retorno do xerife Joel Carli.
Mesmo sem ter sido muito eficiente como visitante, o Botafogo foi sempre imbatível em casa. Vai fechar a Série B como o melhor mandante, garantindo a arrancada a partir de resultados no estádio Nilton Santos.
O ataque se beneficiou da ótima fase de Rafael Navarro, jovem centroavante que respondeu sempre positivamente às necessidades do time. Outro jogador de destaque foi o meia-atacante paraense Marco Antônio, revelado pela Desportiva e que vive um momento auspicioso.
Alguns coadjuvantes foram fundamentais na conquista do acesso, casos de Barreto, Kanu, Warley, Diego Gonçalves e Pedro Castro. Um elenco sem estrelas ou jogadores caros, mas de nível técnico satisfatório para a Série B.
Vibrei muito ontem com o meritório retorno à elite do futebol brasileiro, mas agora quero a taça. Caso mantenha a pegada atual, o título será a consequência natural da excelente campanha.
(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 16)
Botafogo vence de virada e está de volta à Série A

O Botafogo está de volta à Série A. Foi na garra e no coração. Com a vitória, de virada, sobre o Operário por 2 a 1, o alvinegro confirmou o acesso nesta segunda-feira sob os aplausos da torcida no Estádio Nilton Santos. Com duas rodadas de antecedência, o time comandado por Enderson Moreira não pode mais ser alcançado e segue na liderança com 66 pontos.
“Essa torcida merece muito. Foi um ano muito difícil. Hoje foi o torcedor que ganhou essa partida para gente”, disse o técnico Enderson Moreira, que busca o terceiro título da Série B na carreira.
Enquanto a torcida fazia o papel do 12º jogador, com mais de 25 mil torcedores presentes no estádio, o nervosismo também entrou em campo no Nilton Santos. Precisando apenas da vitória para confirmar a vaga na Série A, o Botafogo quase se atrapalhou nas próprias pernas diante do Operário, que saiu na frente.
O alvinegro fez um primeiro tempo consistente, com domínio total da partida, mas não soube traduzir em gol. Com Chay de volta, após se recuperar de lesão, o time ganhou qualidade no meio, mas o último passe era o grande problema. O alvinegro teve apenas uma chance realmente boa, com Oyama, que desperdiçou. Sinal de que o apoio das arquibancadas também tem seu grau de pressão.

No segundo tempo, o Operário, que havia vencido a partida do primeiro turno, encontrou seu jogo diante de um adversário a cada minuto mais ansioso. Teve espaços para chegar com velocidade no gol de Diego Loureiro e tirou os do Botafogo. Pimpão poderia ter aberto o placar com um golaço de bicicleta, mas conseguiu um escanteio. Na cobrança, após um bate e rebate na área, Fabiano pegou a sobra e fez o gol do Operário.
Enderson Moreira mexeu no time, que se acalmou aos poucos, e retomou o domínio da partida. Aproveitando o recuo do Operário, com o resultado a favor, o alvinegro se organizou no ataque. Com um cruzamento perfeito de Chay, que naquele momento já mancava em campo por causa de cãimbras, Pedro Castro, de cabeça, empatou.
Só faltava um. E ele veio com o gol do artilheiro Rafael Navarro, após cruzamento de Frizzo. Como típico centroavante, ele se jogou na bola e marcou o 14º gol pelo Botafogo. Chay, que já havia saído de campo após o empate, comandou a festa no banco de reservas e com o público. (Transcrito de O Globo)
Enquanto isso…
Rejeição a Bolsonaro é tão alta que parece não ter mais volta
Por Maria Carolina Trevisan
As pesquisas de opinião divulgadas esta semana mostram que a rejeição ao presidente Jair Bolsonaro alcançou um patamar tão alto que pode ter atingido um ponto de não retorno, o que inviabilizaria a reeleição.
A pesquisa Exame/IDEIA divulgada nesta sexta (12) mostra que 52% dos eleitores consideram o governo Bolsonaro “ruim/péssimo” e 54% desaprovam o trabalho do presidente. Esses dados confirmam o que mostrou a pesquisa Genial/Quaest publicada na quarta (10): a avaliação negativa de Bolsonaro atingiu 56%, 11 pontos percentuais a mais que em agosto.
Na pesquisa PoderData desta quinta (11), 57% avaliam o trabalho do presidente Bolsonaro como “ruim/péssimo”. E na Vox Populi também divulgada na quinta, 69% dos eleitores disseram que reprovam o trabalho do ex-capitão.
“Bolsonaro tem índices muito desfavoráveis. Se ele vencer, será a maior virada de uma eleição presidencial recente na América Latina”, afirma Maurício Moura, fundador do Instituto IDEIA.”
Um levantamento feito pelo instituto de pesquisa de opinião de Moura sobre a relação entre o índice de aprovação e reeleição de governadores desde 1998 mostra que quando a avaliação positiva ficou abaixo de 20%, apenas 11% dos candidatos foram reeleitos.
Moura lembra também que todos os ex-presidentes que conquistaram a reeleição (Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff) tinham índices de aprovação superiores a 30% no terceiro ano de mandato e menor rejeição do que Bolsonaro tem hoje.
Apesar de manter a significativa e consistente aprovação entre 19% e 25% nas duas pesquisas, pode não ser o suficiente para conquistar a reeleição. Um levantamento realizado pela Ipsos Public Affairs com base em 300 votações, concluiu que o candidato que detém o cargo vence a eleição quando aprovado por 40% do eleitorado. Se o apoio for de 30%, sua chance cai para 19% e desaba para 8% quando apenas 1/4 da população o avalia bem.
Para que seja reeleito, o desempenho de Bolsonaro no ano eleitoral teria de ser fenomenal. O presidente conta com o Auxílio Brasil para reconquistar parte dos eleitores. Mas o efeito que o auxílio emergencial teve em sua popularidade no ano passado não deve se repetir com o novo programa social. O Auxílio Brasil carrega muitas incertezas e não tem sustentabilidade para depois de 2022, quando terminam os recursos dos precatórios. Além disso, a alta de preços de alimentos faz com que o poder de compra do novo auxílio seja menor. “Outro fator é o trauma da interrupção do auxílio emergencial. Isso anestesia o entusiasmo”, diz Moura.
Essas avaliações mostram que a população compreendeu a política destrutiva de Bolsonaro e a rejeita. Ele fracassou na gestão da pandemia, da crise econômica, na educação, na área social, queimou a imagem do Brasil no mundo, se tornou refém do centrão no Congresso, falhou ao enfrentar o judiciário e alardear o golpismo, perdeu espaço nas Forças Armadas e foi desmascarado com as emendas secretas e na CPI da Covid, mostrando a face exposta à corrupção.
Perdeu apoio de parte dos evangélicos, do agronegócio, dos empresários, dos lavajatistas, dos mais pobres. Nunca foi bem entre jovens, negros e mulheres. Sobraram os homens brancos, mais velhos e escolarizados. Se perder esses, não tem mais volta. Talvez já não exista mais meio de reverter a popularidade.
Diante do cenário atual e das expectativas pessimistas de futuro, Bolsonaro periga ser o único presidente brasileiro do período democrático a não conseguir se reeleger desde que é possível concorrer à reeleição. Um mito ao contrário.
Bastidores do rock
Pink Floyd
Para refletir
Sobre Justiça à brasileira
Um confronto estratégico
POR GERSON NOGUEIRA

No festivo treino aberto realizado ontem, o técnico Eduardo Baptista manteve o time titular que Felipe Conceição escalou nos últimos jogos do Remo. Neto Pessoa segue no ataque, ao lado de Mateus Oliveira e Victor Andrade. A grande novidade é o retorno de Felipe Gedoz ao meio-campo, depois de dois jogos de ausência – e fazendo muita falta.
Baptista chegou ao clube fazendo largos elogios a Gedoz, com quem já trabalhou. Ficou evidente que vai apostar as fichas no meia, que ainda se recupera de lesão que o afastou de jogos importantes, contra CSA e Operário. Sem ele, o Remo não teve transição eficiente e o ataque sofreu para articular jogadas.
O embate desta noite com o Goiás, no Baenão, é decisivo e estratégico. Caso vença, o Remo dá um passo seguro para se afastar do risco de rebaixamento. Vai a 44 pontos e fica em situação privilegiada, talvez dependendo apenas de mais um ponto para se garantir de vez.
O empate não é um resultado desesperador, mas obrigará o time a vencer Vasco ou Confiança. Além disso, o adiamento de uma solução na tabela de classificação torna a caminhada mais dramática, tensa e sujeita a erros. É justamente o que Baptista tentará evitar, muito mais à base de conversa e motivação. Não há tempo para treinos e correções de campo.
Do jeito como o Remo vinha atuando, os resultados ruins foram gerando desânimo no grupo. O medo de errar inibiu os lances individuais e as tentativas de finalização. Sem vitórias, a crise chegou forte. Baptista tem o desafio de estancar esse processo de queda.
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Disse na apresentação que vem estudando o Remo detalhadamente, de todas as maneiras e tem ideia do que fazer para cumprir sua missão já no jogo de hoje. Para isso, recorreu ao apoio da torcida. Ontem, na recreação de 20 minutos, os torcedores aplaudiram e deram apoio ao elenco.
Contra o bem ajustado Goiás, 5º colocado, o Leão terá que buscar forças onde não tem, recorrendo à experiência de um treinador que não veio para ficar, mas que está claramente empenhado em deixar seu nome no clube.
Para superar as virtudes do adversário, que tem um meio-campo de qualidade (Elvis é o organizador) e um ataque de bom desempenho no jogo aéreo, o Remo terá que se reinventar em relação às pífias atuações recentes. Terá que se defender, mas não pode deixar de ter ousadia e determinação no ataque. (Fotos: Samara Miranda/Ascom Remo)
Estatística põe o Remo (ainda) em situação razoável
Números atualizados da projeção feita pelos estatísticos da UFMG para as chances de rebaixamento na Série B mostram que a Ponte Preta é quem está melhor na fita, com apenas 0.71% de probabilidades de queda. Joga hoje com o Londrina, no Paraná. O Remo aparece com 9.2% contra 49.3% do Brusque, 61.3% do Londrina e 93.9% do Confiança. O Brasil já levou o destempero.
O fato novo na briga pela permanência é o Vitória, que tinha 85.3% de probabilidade de queda, mas empreende uma reação impressionante. Venceu Vasco e Cruzeiro (por 3 a 0) e conseguiu sair temporariamente do Z4. Os jogos de hoje devem expor um cenário mais realista. Mas, no balanço das horas tudo pode mudar, como diz a canção.
Um inglês prova que a F1 ainda pode ser sensacional
Lewis Hamilton reafirmou ontem em S. Paulo que é mesmo o piloto mais espetacular da F1 atual. Conquistou nove posições em 19 voltas e ficou sempre bem perto do rival Max Verstappen, com quem sustentaria um pega histórico até o final da prova. A manobra decisiva veio na 59ª volta, para euforia da torcida em Interlagos. A modalidade teve momentos sensacionais nesta temporada, quase todos com o inglês como protagonista.
Ele já havia feito estrago na corrida classificatória, dando uma pequena prova do que iria acontecer no GP. No sábado, teve que largar do fundão do grid por força de uma irregularidade, pulando do 20º para o 5º lugar nas 24 voltas disputadas.
No domingo, com o incentivo das arquibancadas, que o empurrava aos gritos de “Senna”, Hamilton teve um desempenho à altura de seu ídolo brasileiro. Nada mais apropriado do que festejar com a bandeira do Brasil, gesto patrioteiro que marcou a carreira do tricampeão brasileiro.
Interlagos nunca havia presenciado a vitória de um piloto que tenha largado da oitava posição ou abaixo disso. Foi a 101ª vitória da estupenda carreira, colocando um freio no jejum que já durava dois meses.
Semifinal da Série B junta novidade e tradição
Caeté x Parauapebas e Pedreira x Amazônia Independente fazem as partidas semifinais que definirão as duas vagas à elite do Parazão 2022. As partidas de ida se realizam na próxima quarta-feira. O Caeté recebe o Parauapebas no estádio Diogão, em Bragança, às 15h30.
O Pedreira enfrenta o Amazônia Independente no Souza, em Belém, também às 15h30. Os confrontos de volta acontecem domingo: o Amazônia recebe o Pedreira no CT da Desportiva, em Marituba, às 9h30, enquanto o Parauapebas enfrenta o Caeté no Rosenão, às 18h.
As campanhas de mais destaque até agora foram as dos estreantes Caeté e Amazônia. Ambos têm a responsabilidade de confirmar a arrancada inicial diante de adversários que já têm história no Parazão.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 15)