Artilheiro baionense marca 2 vezes e garante classificação do Papão na Copa Verde

Paysandu x Castanhal, Copa Verde

O jogo de volta das quartas de final da Copa Verde tinha tudo para ser equilibrado, mas um jogador mudou a história da partida, com dois gols decisivos. O centroavante Danrlei abriu o placar, aos 9 minutos do primeiro tempo, colocando o Papão em vantagem. O Castanhal empatou ainda na primeira etapa, mas no segundo tempo o PSC marcou duas vezes (Marlon e Danrlei, novamente, num golaço), aos 7 e aos 15 minutos, definindo o confronto.

A partida teve um bom início do PSC, culminando com o gol de Danrlei, que escorou de cabeça um cruzamento de Marlon. Depois disso, só deu Castanhal no estádio Modelão. Com jogadas rápidas de Pedrinho pela direita, levando vantagem sobre Diego Matos, os ataques se repetiam, sempre com perigo. O próprio Pedrinho, Pecel, Samuel e Lukinhas ameaçaram com chutes da entrada da área.

De tanto insistir, o Japiim chegou ao gol aos 37 minutos. Pecel foi derrubado pelo goleiro Victor Souza quando ia mandar para as redes e o pênalti foi marcado, Na cobrança, Pecel converteu. O Castanhal ainda teve duas boas chances de marcar.

Na etapa final, com Jhonathan e José Aldo, o meio-campo do PSC finalmente se organizou e o time passou a ter uma saída mais organizada. Logo aos 7 minutos, após um arremesso lateral na área, Marlon aproveitou a falha da zaga castanhalense e fez 2 a 1. Aos 16′, Jhonatan lançou Danrlei, que deu uma arrancada em direção à área driblando o goleiro Axel e o zagueiro Cleberson antes de tocar rasteiro para o fundo das redes. Foi o gol mais bonito da partida e decretou o triunfo bicolor.

O Castanhal não teve forças para reagir e o Papão se fechou para garantir a vitória que classifica o time às semifinais da Copa Verde.

Pará perde Biratan Porto, craque do traço e amante das artes

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O Pará perdeu hoje um dos seus melhores cartunistas, músico, escritor e jornalista. Morreu Biratan Porto, um cultor das palavras, e do humor inteligente. Estudou Comunicação Social (Propaganda) na UFPA. Além da atividade como chargista, Bira foi um entusiasta e grande incentivador do chorinho em Belém, apresentando-se com amigos em bares e casas noturnas da cidade. Com prêmios nacionais e internacionais, Bira virou referência para jovens desenhistas. Deixa os filhos Nairá, Tomás e Adelmo.

Nascido a 29 de outubro de 1950, Biratan tinha 71 anos. Foi cartunista profissional por mais de 40 anos. Entre 1978 e 2001, publicou, diariamente, suas charges no jornal “A Província do Pará”.

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O show do capitão é velho e ruim

Por Elio Gaspari, em O Globo

O bom filho chega ao PL

Bolsonaro anunciou que sentará praça no PL do deputado Valdemar Costa Neto, a quem já chamou de “corrupto” e “condenado”. Para um presidente que tem como chefe da Casa Civil um senador que já o chamou de “fascista”, essas são salvas trocadas entre figurantes daquilo que o general Augusto Heleno chamou de “o show político”.

Bolsonaro quer o apoio desse tronco do Centrão e, acima de tudo, quis evitar que Costa Neto flertasse com uma coligação petista. Já o cacique do PL quer o apoio do governo para lubrificar seus candidatos ao Congresso. Nessa disputa, o resultado da eleição presidencial é secundário. Quem acreditou nas virtudes econômicas do grafeno e da cloroquina, bem como nas “bancadas temáticas” que dariam sustentação ao governo, foi rebaixado na qualidade da empulhação que consome.

Valdemar Costa Neto é um prodígio político. Move-se no escurinho de Brasília. Quase sempre acerta, mas em 2012 tomou uma condenação de sete anos, cumpriu parte em regime semiaberto, trabalhando numa padaria cujos brioches apreciava. Vestiu o galardão da tornozeleira eletrônica e acabou beneficiado num indulto coletivo. Suas raízes eleitorais estão em Mogi das Cruzes (SP), onde ganhou o apelido de Boy. É um mestre nas armações de bastidores, capaz de passar despercebido no mundo dos holofotes federais.

(Perde, de longe, para o chinês Zhang Daqian, que chegou a sua cidade no final dos anos 40 e lá viveu por algum tempo sem deixar rastros. Zhang acumulava dois títulos: era ao mesmo tempo um célebre pintor e o maior falsário de pinturas antigas chinesas.)

As alianças de Costa Neto têm a autenticidade das pinturas de Zhang, e é bom lembrar que ainda há quem pague bastante por elas. Pelo lado do capitão, esse acerto tem um presente promissor, mas seu futuro é incerto. Não lhe faltam candidatos a ministros, mas coisas estranhas acontecem na sua máquina.

Bolsonaro elegeu-se por um partido, o oitavo  de sua carreira política, anunciou que criaria outro, não conseguiu, ciscou aqui e ali e finalmente chegará ao PL. Três ministros (Santos Cruz, Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro) tornaram-se adversários. O “Posto Ipiranga” de Paulo Guedes perdeu 21 integrantes. Nem todos foram embora porque estavam desconfortáveis, mas todos sentiram-se melhor. Num só dia, 35 servidores do Inep pediram o boné. Noutro, 21 cientistas devolveram os crachás da Ordem Nacional do Mérito Científico.

Baixas em governos são coisas da vida, mas o mandarinato do capitão tem um aspecto inédito: ninguém ficou menor saindo. (Noves fora Ricardo Salles e Ernesto Araújo.) O raciocínio inverso é dramático, Paulo Guedes ficou menor. Essa perda de escala é mais significativa quando se sabe que ele acumulou ministérios e instituições com voracidade e inexperiência jamais vistas.

O general da reserva Augusto Heleno classificou a metamorfose bolsonarista como parte do “show da política”, desclassificando muito mais o tipo de espetáculo em que se meteu. A política tem sempre algo de show, mas o do capitão tem o travo das velharias de má qualidade.

Felipe Conceição não é mais técnico do Leão

A diretoria do Remo emitiu nota, na manhã desta quarta-feira (11), informando sobre a rescisão de contrato do técnico Felipe Conceição “em comum acordo entre a diretoria e o treinador”. A medida foi decidida após a terceira rodada seguida na Série B, na noite de terça-feira, frente ao Operário-PR.

Felipe Conceição
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