Eleito como um dos novos imortais da ABL (Academia Brasileira de Letras), Gilberto Gil, 79 anos, esperar que a instituição se posicione em defesa da pluralidade e democracia. “É expectativa minha que a Academia se poste cada vez mais na direção da defesa da democracia, da pluralidade, do respeito entre as várias camadas de formação da sociedade”, declarou o cantor e compositor em entrevista ao “Fantástico” de hoje.
Ele se emocionou ainda ao falar da luta contra o racismo e o significado de sua eleição para a ABL:
“Quando a Academia me acolhe, acolhe aquele que ela sabe quem é. O apreço que eu tenho pela formação negro-mestiça da sociedade brasileira. Os problemas relativos a isso e a necessidade de posicionamento em relação a esses problemas, que tem sido uma constante na minha vida.”
Gil completou: “A sociedade brasileira espera da Academia esse tipo de compromisso”. Questionada por Poliana Abritta sobre como o brasileiro pode tirar fé em um momento complicado, o cantor declarou que “o sentido da fé, independente de crenças e convenções” é quando há a percepção e valores e distinções entre certo e errado e bom e ruim”. O novo imortal ainda completou:
“A fé é maior que a religião.”
Gil falou também sobre como encarou a pandemia. “Tinha receio de não estar plenamente preparado para estar em um palco de novo, porque a pandemia foi um momento de grande destaque físico e psíquico.” O novo imortal da ABL celebrou ainda o retorno aos palcos, em uma turnê. “Voltando a assumir posições de protagonismo na vida”.
A ABL (Academia Brasileira de Letras) elegeu Gilberto Gil como novo imortal da casa, com 21 votos. O cantor e compositor de 79 anos ocupa a cadeira 20, que tem como patrono o médico e jornalista Joaquim Manuel de Macedo. Gil substitui o jornalista Murilo Melo Filho, morto em maio de 2020.
O artista disputava a posição com o poeta e compositor Salgado Maranhão (7 votos) e com o escritor Ricardo Daudt (nenhum voto). Com a eleição do artista, a ABL tem agora dois membros negros: Gilberto Gil e o acadêmico Domício Proença Filho.
Fernanda Montenegro e Gilberto Gil são os mais novos imortais da ABL (Academia Brasileira de Letras). A atriz e o músico foram eleitos, respectivamente, para as cadeiras 17 e 20, com votação expressiva. Os dois devem assumir os postos apenas em março de 2022, quando passarão a receber o salário e os cachês semanais — caso compareçam aos compromissos da Academia. Segundo apuração do UOL TAB, esse valor pode ultrapassar R$ 10 mil por mês. (Do UOL)
Mick, Ron e Keith no palco, em Las Vegas (EUA), na noite deste sábado. Houve tempo em que os fãs de rock só viam a foto de um show desses um, dois anos depois, se chegassem a ver um dia.
Gilberto Gil, eleito nesta semana para a Academia Brasileira de Letras. Autor de obras-primas como “Refazenda”, “Domingo no Parque”, “Aquele Abraço”, “Copo Vazio”, “Esotérico” e “Nos Barracos da Cidade”, entre tantas outras composições memoráveis, mestre Gil merece a honraria e a ABL ganha um nome realmente merecedor de integrar suas fileiras.
Como disse Eduardo Suplicy, “aquele Fortíssimo Abraço com muita alegria. A Paz invadiu nossos corações, de repente, nos encheu de paz”.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi o vice-presidente da CPI do Genocídio, vem se movimentando pela abertura de uma CPI para investigar o “orçamento secreto” utilizado pelo presidente Jair Bolsonaro, em articulação com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para supostamente “comprar” o apoio de parlamentares. Ao longo da semana, Randolfe vem angariando apoios.
O requerimento pela abertura da chamada CPI do Bolsolão no Senado, em 4 dias, já recebeu assinaturas de 12 senadores, segundo lista obtida pela Fórum. Este número representa quase a metade do necessário, de 27 assinaturas, para a abertura de uma CPI na Casa.
Assinaram o requerimento de Randolfe, até o momento, os seguintes senadores: Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Jorge Kajuru (Podemos-GO), Reguffe (Podemos-DF), Fabiano Contarato (Rede-ES), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Jean Paul Prates (PT-RN), Paulo Paim (PT-RS), Leia Barros (Cidadania-DF) e Paulo Rocha (PT-PA).
“Orçamento secreto”, ou bolsolão, é o nome com o qual vem se chamando as emendas de relator para o Orçamento da União. Essas emendas seguem um rito diferente de outras, que transitam por um rito rígido, atendendo a critérios específicos, para que haja um equilíbrio e uma equivalência entre todos os parlamentares que compõem a Câmara. A prática nada mais é do que um acordo informal que permite ao governo, por meio da direção da Casa, liberar recursos bilionários para que deputados passem a apoiar as propostas encaminhadas pelo Executivo ao Legislativo.
O jogo teve boa movimentação no primeiro tempo, mudanças de peças no segundo e gols na reta final. Pelas quartas de final da Copa Verde, Manaus e Remo fizeram um confronto equilibrado. Com uma escalação modificada, sob o comando de João Neto, o Leão levava perigo quando se aproximava da área inimiga tocando a bola. O problema é que fez isso poucas vezes.
Os gols não saíram no primeiro tempo porque a equipe repetiu aquele roda-roda sem fim dos tempos de Paulo Bonamigo e da última fase com Felipe Conceição. Toques laterais improdutivos, que não incomodam o adversário e fazem a bola ir ficando cada vez mais longe do gol.
Imaginava-se que sob a batuta de Netão e com outros jogadores, o Remo tivesse uma postura mais aguda e verticalizada. Nada disso. Raimar corria com a bola e, quando se aproximava da intermediária do Manaus, engatava a marcha à ré e tocava de novo para um dos zagueiros.
Do outro lado, a mesma coisa. Wellington Silva pouco se arriscava. No meio, Pingo e Marcos Junior eram os mais avançados, mas Rafinha não dava sequência às tentativas de escapada. Gorne corria em vão lá na frente.
Tudo isso forma um repertório que o torcedor azulino conhece bem. Sem agressividade, o Remo tem uma das piores artilharias da Série B. Esmera-se em reter a bola, mas faz uso ruim dela. É um dos motivos da situação dramática na classificação do campeonato.
O bom empate (1 a 1) na Arena da Amazônia serviu como preparatório para as três decisões que esperam pelo Remo na Série B. Marlon foi bem na zaga e melhor ainda batendo falta – fez um golaço aos 37 minutos.
Erick Flores, ausente desde a penúltima rodada do turno (contra o Vasco, no dia 13 de agosto), era uma das presenças mais esperadas. Por cautela, jogou apenas o 2º tempo. Movimentou-se bem, mas ainda com algumas dificuldades quanto ao ritmo das passadas e ao tempo de bola.
Pode ser opção para o importante jogo de segunda-feira contra o Goiás. Jefferson é outro que chamou atenção diante do Manaus. Tomou a iniciativa, buscou lances individuais pelo lado do campo e poderia ter sido melhor sucedido caso a equipe tivesse jogadas ofensivas mais trabalhadas.
Ronald e Paulinho Curuá, que entraram no 2º tempo, também merecem ser observados pelo novo técnico, Eduardo Baptista, que desembarcou em Belém na sexta-feira. Como ele terá curtíssimo tempo para conhecer o elenco, dependerá das indicações de Netão.
O ala Ronald deveria ser alternativa para o lado esquerdo. Está em nível superior a Raimar, Igor e qualquer outro que atue por ali. Curuá, ignorado por Conceição, mostrou rapidez e força no combate à frente da zaga. Marca melhor que quase todos os demais volantes disponíveis no elenco.
Baptista certamente acompanhou o jogo e pode usar isso para traçar a estratégia para a dura missão de estancar a queda livre do Leão na Série B.
Mais um paraense fazendo história no Botafogo
Marco Antônio é um dos destaques da belíssima campanha do Botafogo na competição. Chegou para compor elenco, não era dos mais badalados. Rendeu pouco no início, quando o Chamusca ainda era o técnico. Com a entrada em cena de Enderson Moreira o time todo cresceu de rendimento e o paraense revelado pela Desportiva subiu junto.
Com méritos indiscutíveis, tornou-se peça fundamental na movimentação ofensiva e virou um dos mais festejados pela torcida. Os gols foram saindo, coroando atuações sempre caprichadas. Uma evolução tremenda para o jovem paraense revelado no sub-15 da Desportiva.
No clube paraense, Marco Antônio teve a sorte de contar com um fino observador de seu futebol: Walter Lima. Quando chegou a categorias mais elevadas, ele atuava como volante. Por orientação de Waltinho, passou a jogar como meia e ponta, exatamente os papéis que executa no Botafogo.
Marco Antônio despontou na Copa São Paulo, há quatro anos, principalmente no jogo em que a Desportiva eliminou o Atlético-MG, um dos favoritos ao título. Depois da Copinha, foi adquirido pelo Bahia.
Os que conhecem os clubes emergentes do futebol paraense conhecem Marituba, que defendeu Tuna e Ananindeua. Ele é tio de Marco Antônio e sua referência para buscar o futebol como ofício.
A atuação diante do Botafogo, domingo passado, serviu como atestado da importância dele na caminhada alvinegra rumo à Série A. Sem poder contar com Chay, lesionado, Enderson Moreira designou Marco Antonio para ser o meia avançado. Deu certo. O paraense bom de bola fez dois gols e ajudou a construir a goleada sobre o Vasco em São Januário.
Marco Antônio refaz a conexão entre o Pará e a Estrela Solitária. Há 60 anos, Quarentinha foi ídolo no Botafogo de Garrincha e Nilton Santos. Silencioso e implacável, tornou-se o maior artilheiro do clube.
Bola na Torre
Guilherme Guerreiro apresenta o programa, que vai ao ar excepcionalmente às 19h15 deste domingo, na RBATV. Participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. A edição é de Lourdes Cézar.
Um remédio para os abusos pós-expulsão
Assisti uma cena, sexta-feira, de expulsão do jogador Jonathan Bocão (Confiança) que pisou acintosamente na mão de Clayton (CSA). Bocão só faltou bater no apitador ao ser expulso. Palavrões e acusações de parcialidade foram gritados pelo infrator, de dedo em riste. Fez toda a papagaiada, o árbitro ouvindo tudo e a coisa ficou por isso mesmo.
Não é uma situação incomum, muito pelo contrário. Problemas desse tipo poderiam facilmente ser evitados com a figura do segundo cartão vermelho. O sujeito receberia o primeiro e, em caso de reação, toma outro, que o suspende automaticamente por duas partidas. Seria mão na roda.
(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 14)