Meia da Aparecidense na mira do Leão

Informes vindos do Evandro Almeida indicam que a diretoria do Remo contratou o meia Albano, considerado o melhor jogador da Série D. Ele será um dos reforços do time paraense na série B do Campeonato Brasileiro. O time azulino ainda não fez o anúncio oficial da contratação. O jogador, de 23 anos, foi o grande destaque da Aparecidense na Série D, marcando 11 gols na temporada 2020.

Livro marca os dez anos de realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação

Por Marcos Urupá, em Tela Viva

Nesta quarta-feira, 10, das 19 até às 21 horas, o Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) da Universidade de Brasília lança o livro “Conferência Nacional de Comunicação, 10 anos depois: os desafios das Políticas de Comunicação no Brasil”. Por meio de um debate com autoras(es) da obra, o lançamento virtual pode ser acompanhado pelo canal do LaPCom no Youtube. O livro foi produzido para circular de maneira aberta e, após o evento, estará disponível em: www.intervozes.org.br/confecom e aqui.

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) ocorreu em 2009 e foi um marco nas políticas de comunicação do setor ao ser o único espaço institucionalizado deste tipo que reuniu Executivo, Legislativo, empresários e sociedade civil para debater propostas de políticas públicas de comunicação no Brasil. O processo mobilizou cerca de 30 mil pessoas e gerou um caderno de resoluções com mais de 600 recomendações.

Publicado pela Ulepicc-Brasil (capítulo Brasil da União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura), a obra está estruturada em artigos, analisando o período da Confecom e buscando conectá-lo com a realidade atual. Tais textos são de autoria de Murilo César Ramos, Fernando Oliveira Paulino, Jonas Valente, Marcos Urupá, Octavio Penna Pieranti, Lara Haje, Cecília Bizerra Sousa, Camilo Vannuchi e Carlos Henrique Demarchi

O livro, também traz depoimentos de personagens essenciais à realização da Confecom: Ana Néca, André Barbosa Filho, Bia Barbosa, Cesar Rômulo Silveira Neto, Érico da Silveira, Indira Pereira Amaral, Jeronimo Calorio Pinto, Jonas Valente, José Carlos Torves, José Luiz do Nascimento Sóter, Juliana Cézar Nunes, Juliana Soares Mendes, Luiza Erundina de Sousa, Mariana Martins de Carvalho, Octavio Penna Pieranti, Paulo Miranda, Renata Mielli, Romário Schettino, Walter Vieira Ceneviva e Yuri Soares Franco.

“Conferência Nacional de Comunicação, 10 anos depois: os desafios das Políticas de Comunicação no Brasil” conta com entrevistas do ex-ministro Franklin Martins e de Evandro Guimarães, além de trazes documentos importantes como anexos.

De maneira inédita, o livro conta com a minuta do Projeto de Lei que “dispõe sobre os serviços de comunicação eletrônica, os serviços de comunicação social eletrônica e dá outras providências”, debatido durante o fim do segundo mandato do governo Lula. Também foram incluídos o decreto de convocação da Confecom, as portarias do Ministério das Comunicações com a composição da Comissão Organizadora da Conferência e a aprovação do seu Regimento Interno, a Resolução da Comissão Organizadora que define seus eixos temáticos e a metodologia para encaminhamento e aprovação das propostas e o Cadernos com as propostas aprovadas.

A despedida do Maestro

POR GERSON NOGUEIRA

Eduardo Ramos

Gratidão é um troço muito sério. Em qualquer atividade, em todas as relações humanas. Nada mais generoso que um gesto de reconhecimento. Eduardo Ramos, que contribuiu imensamente para colocar o Remo na Série C com o acesso em 2015 e deu prestimosa colaboração no acesso à Série B 2021, está de partida. Roeu osso na fase das vacas magras e sai quando o filé vai chegar. Enfim, coisas da vida.

Ontem, o jogador sacramentou a saída e foi generoso nos agradecimentos ao clube. Fez juras de amor ao Remo, afagou a torcida. Acima de tudo, mostrou maturidade e respeito, justamente o que de certa forma não houve na abordagem do caso dele. Havia um acordo verbal, para permanecer com ou sem acesso, mas isso não se confirmou.

Ficou no ar a sensação de que merecia ganhar um contrato por produtividade, cobrindo o risco de lesões para um jogador de sua faixa etária. Seria a maneira ideal de assegurar que o meia disputasse sua última temporada pelo clube participando da campanha na Segunda Divisão, em sua provável despedida dos gramados.

Eu sei que os pragmáticos, que Nelson Rodrigues chamava de idiotas da objetividade, acreditam que jogadores veteranos devem ser sumariamente descartados, mas é preciso ver que há casos e casos. Com a camisa do clube, onde ficou por seis anos, entre idas e vindas, ER disputou com empenho e comprometimento todas as competições. De mais a mais, o clube renovou com atletas até menos importantes.

As lesões atrapalharam, a covid-19 também, mas aquele atleta contestado tantas vezes – acusado de farras e barcas – havia mudado radicalmente. Nesta última passagem, após abrir mão de pendências trabalhistas antigas, engajou-se na luta pelo acesso à Série B com o mesmo entusiasmo de quando, em 2015, liderou a campanha para tirar o Remo da Série D.

Além de ser um jogador tecnicamente acima da média, o camisa 10 é conhecido pela capacidade de agregar e pacificar vestiário. Apesar das opiniões contrárias, predominantes na comissão técnica do clube, ainda teria muito a contribuir e seria útil na reta final de Copa Verde, que o Remo disputa aos solavancos com carências técnicas óbvias.

Curiosamente, poucas vezes o torneio inter-regional esteve tão ao alcance das ambições azulinas. Terá o Manaus como oponente na semifinal e, se vencer, enfrentará depois Vila Nova ou Brasiliense, adversários do mesmo top. Mas, para chegar ao sonhado título, será preciso melhorar muito o desempenho apresentado até agora.     

De toda sorte, se faltou consideração por parte do clube, a torcida não economiza em homenagens ao ídolo, um dos poucos que o Remo teve nos últimos anos. Segundo o próprio ER, até gente que não gostava lá muito dele se manifestou pessoalmente e nas redes sociais. Melhor assim.

No cômputo geral, Ramos foi um digno sucessor dos craques Artur Oliveira e Gian com a camisa azulina. E marcou seu nome como artilheiro do clube neste século, com 37 gols.

Derrotas esportivas são testes de temperança verbal

Saber perder é tão complicado quanto festejar conquistas. Marcelo Gallardo, técnico do River Plate, falou pela primeira vez sobre a queda na Libertadores e o fracasso alviverde no Mundial de Clubes. O festejado treinador parece ainda não ter engolido a eliminação.

“Eles (Palmeiras) mostraram que têm aquele fogo sagrado. Por outro lado, para mim o campeão nem sempre é o melhor. Ele tem méritos, mas nem sempre é quem joga melhor”, disse.

Gallardo esqueceu que há dois anos também perdeu nas semifinais do Mundial. Não dá para apontar o dedo para o Verdão de Abel Ferreira.

Protocolo da covid-19 deve ser respeitado por todos

A Federação Paraense de Futebol e a CBF precisam urgentemente se manifestar sobre os incidentes registrados domingo (7) em Tucuruí, durante o jogo Independente x Remo pelas quartas de final da Copa Verde, no estádio Navegantão. Além da competição nacional, há a preocupação com o Campeonato Estadual, que começa no final deste mês. 

Torcedores estavam nas arquibancadas ao lado de dirigentes do Independente. Famílias inteiras estavam no estádio, com o aparente consentimento do clube mandante. Quando o presidente do Remo reclamou da situação, foi hostilizado agressivamente.

A ocorrência é grave, pois a presença de torcedores é terminantemente proibida em competições da CBF, em atenção aos protocolos de saúde e segurança no combate à covid-19.

Piquet, um tricampeão sem rabo preso

Ao entrevistar Reginaldo Leme, contratado da Band para as transmissões da Fórmula 1 desta temporada, o apresentador José Luiz Datena comentou de passagem que era fã e torcedor do tricampeão Nelson Piquet. Eu também. A F1 jamais terá de novo um campeão como Nelson.

Sempre preferi o mau humor de Nelson ao marketing patrioteiro de Ayrton Senna. Gostava principalmente da total independência em relação à Globo, que dedicava tempo, atenção e cuidados ao rival.

Um anti-herói perfeito, famoso pelo azedume e capaz de soltar um palavrão à emissora quando ganhou o primeiro título mundial pela Brabham. Nenhum outro desportista brasileiro teve tamanho desassombro, ontem e hoje. Tem meu respeito. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 10)