Parazão 2021: Papão empata na estreia; Castanhal foi melhor

No jogo de estreia do Parazão 2021, o PSC empatou com o Castanhal na manhã deste domingo (28), no estádio da Curuzu. O placar ficou em 1 a 1. Nicolas abriu o placar aos 24 minutos do 2º tempo e Canga (de cabeça) empatou dois minutos depois. O Castanhal foi superior em grande parte do jogo, criou mais oportunidades de gol, mas errou muito nas finalizações. O time do Papão ainda está em formação e sentiu os efeitos do desentrosamento.

No final, o técnico Itamar Schülle voltou a pedir paciência ao torcedor e viu aspectos positivos no empate, levando em conta o pouco tempo de preparação. Já Artur Oliveira, do Castanhal, lamentou as chances desperdiçadas pelo Japiim e destacou o fato de sua equipe ter feito o PSC “sofrer até o fim” jogando dentro de sua casa. Reclamou também de penal não marcado pelo árbitro Dewson Freitas – aos 38 minutos, o zagueiro Denilson deu um pisão no pé do atacante Alexandre dentro da área.

Nas entrelinhas: a tragédia do negacionismo

Por Luiz Carlos Azedo, no Correio Braziliense

Bolsonaro é paranoico, vê conspiração em tudo. Acredita que os defensores do lockdown querem desestabilizar seu governo e aprovar o seu impeachment

O presidente Jair Bolsonaro bateu no teto do negacionismo quando atacou governadores e prefeitos que adotaram medidas de lockdown. Em Fortaleza, durante evento que causou aglomeração e ao qual compareceu sem máscara, na sexta-feira, disse: “Agora, o que o povo mais pede, e eu tenho visto, em especial no Ceará, é trabalhar. Essa politicalha do ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’, não deu certo e não vai dar certo”. Aproveitou para ameaçar os governadores que não seguirem a sua cartilha: “O auxílio emergencial vem por mais alguns meses e, daqui para a frente, o governador que fechar seu estado, o governador que destrói emprego, ele é quem deve bancar o auxílio emergencial”.

Mirou, sobretudo, o governador cearense Camilo Santana (PT), que havia endurecido as medidas de distanciamento social. Fortaleza está com uma taxa de ocupação de leitos de UTI de 94%, sendo uma das capitais em risco de colapso do Sistema Único de Saúde (SUS). As demais são: Porto Velho (RO), 100%; Florianópolis (SC), 96,2%; Manaus (AM), 94,6%; Goiânia (GO), 94,4%; Teresina (PI), 93%; e Curitiba (PR), 90,0%. O país já contabilizou 10,4 milhões de casos e 252 mil óbitos por covid-19 desde o início da pandemia. Na véspera das declarações, Bolsonaro havia questionado o uso de máscaras, enquanto o país batia o recorde de mortos num único dia: 1.582.

Psicologicamente, negacionismo é uma forma de escapar de uma verdade desconfortável. Na ciência, o negacionismo é definido como a rejeição dos conceitos básicos, incontestáveis e apoiados por consenso científico a favor de ideias radicais e controversas. Costuma se fortalecer quando a sociedade se depara com situações de instabilidade, como essa crise sanitária, ou diante de algo nunca presenciado, um vírus novo e letal, como é o caso. O negacionismo apela para teorias e discursos conspiratórios, que acabam favorecendo disputas ideológicas, interesses políticos e religiosos. Bolsonaro é paranoico, vê conspiração em tudo. Acredita que os defensores do lockdown (medida para conter a velocidade de propagação do vírus e evitar o colapso do sistema de saúde) querem desestabilizar seu governo e aprovar o seu impeachment.

Vacinas
No governo, além de Bolsonaro, os ministros de Relações Exteriores, Ernesto Araujo; do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, em suas respectivas pastas, estão na linha de frente do negacionismo. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também fez parte desse time. Sua responsabilidade no colapso do SUS em Manaus, por falta de oxigênio, está sendo investigada, assim como no atraso da compra de vacinas, inclusive, as que estão sendo produzidas no Brasil, como a CoronaVac (Instituto Butantan); a Oxford (Fiocruz) e a Sputnik V (União Química, privada). Agora, corre atrás das vacinas da Pfizer, que negocia desde agosto e refugou em setembro passado.

O negacionismo é insidioso e perigoso, pois atua no campo ideológico para influenciar a opinião pública e legitimar governantes com posições anticientíficas. Com isso, pode resultar em tragédias humanitárias. É o caso da epidemia de Aids na África do Sul, que chegou a registrar 5,4 milhões infectados, para uma população de 48 milhões de pessoas. O ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki (1999-2008) ficou para a história como o principal negacionista do HIV/Sida, que mandou tratar com erva, o que custou a vida de mais de 300 mil pessoas. Há quem exija que seja julgado por crimes contra a humanidade.

A negligência no combate à pandemia, a negação das vacinas e a insistência na promoção de tratamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19, pelo presidente Jair Bolsonaro, porém, provocou ampla mobilização de médicos, pesquisadores e entidades científicas, que atuam nos meios de comunicação e nas redes sociais para combater a fake news e explicar à população o que realmente está acontecendo. O negacionismo irresponsável é tanto que até hoje o governo não fez uma campanha oficial de esclarecimento e incentivo à vacinação, que é a última fronteira do combate ao negacionismo em relação à pandemia da covid-19.

Toninho Costa, editor de esportes da RBA, morre vítima da covid-19

Toninho Costa (camisa listrada preta e branca) ao lado de Bob Iran, Rui Guimarães e Gerson Nogueira. Ele deixará saudade entre familiares, amigos e colegas de trabalho.

Aos 62 anos, morreu neste domingo (28) o jornalista esportivo Emílio Antonio da Costa (Toninho Costa), editor de esportes da RBATV, vitimado por complicações da covid-19. Natural de Igarapé-Miri, ele estava internado há um mês no Hospital da Beneficente Portuguesa. Nos últimos dias, amigos e colegas se mobilizaram numa campanha para conseguir doação de sangue, mas o estado dele se agravou durante a madrugada, levando ao óbito pela manhã.

Profissional competente e respeitado, Toninho Costa trabalhava há 31 anos na RBATV, tendo comandado os principais programas de esporte da emissora. Era o diretor do Camisa 13 e do Bola na Torre, campeões de audiência no segmento. Muito querido pelos companheiros, Toninho era conhecido pela capacidade de trabalho. Botafoguense e bicolor, era um cidadão politizado e crítico da forma como o governo federal tem atuado durante a pandemia, sem saber que seria uma vítima do descalabro da saúde no Brasil.

Em 2004, Toninho recebeu em Brusque (SC) o Troféu Bola de Ouro, premiação máxima da mídia esportiva brasileira. Sua morte consternou a todos no meio esportivo paraense. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Pará emitiu nota oficial pelo seu falecimento. Toninho deixa esposa, Zulene, e filha, Bia.

De minha parte, perdi um amigo querido, de convivência quase diária na RBA e nos demais veículos do grupo. Trabalhamos em projetos particulares nos anos 90, sempre com a mesma seriedade e profissionalismo. Perdemos um jornalista de alto nível. Vai fazer muita falta. Na foto acima, numa confraternização em 2015, ele aparece comigo, Rui Guimarães e Bob Iran. Toninho é o que aparece à minha esquerda, de camisa azul e branca em listras horizontais.

Papão encara primeiro desafio

POR GERSON NOGUEIRA

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O Campeonato Estadual começa hoje com modelo de disputa diferente e um número maior de participantes. Dois jogos aparecem como grandes atrações da domingueira. Em Belém, o PSC recebe o Castanhal. Em Marabá, acontece o duelo das águias, entre Águia e Tuna.

A volta da Cruz de Malta vem revestida de simbolismos, a partir da excelente campanha na Segundinha e do esforço administrativo que permitiu ao clube manter jogadores importantes e ainda ir ao mercado contratar uma estrela do porte de Eduardo Ramos.

Na Curuzu, sob o previsível sol escaldante das 10h30, o PSC terá que enfrentar suas próprias limitações de momento: o desentrosamento e a ausência de peças importantes. O técnico Itamar Schülle (foto) teve pouco mais de uma semana para ajustes na mini-temporada realizada em Barcarena.

O problema é que boa parte dos reforços chegou nos últimos dias, sem tempo para conhecer os demais jogadores, dificultando o encaixe. Os remanescentes da Série C formam a base, mas os treinamentos não foram suficientes para deixar o time pronto.

Itamar, que não assumiu a equipe na Copa Verde, foi preservado para as competições da temporada e o primeiro teste de fogo é o Parazão. Envolvido diretamente na busca e contratação de reforços, o técnico vai estrear dependendo de uma dose extra de paciência da torcida.

Nas entrevistas, o comandante alviceleste tem deixado isso claro, consciente de que o adversário da estreia está mais preparado, até por ter montado elenco já no começo de janeiro.

O técnico Artur Oliveira, que dirigiu o Castanhal em 2020, prossegue com o trabalho e liderou pessoalmente a prospecção por novas peças. Conseguiu formar uma espécie de seleção interiorana, com a contratação de jogadores que despontaram em outros clubes emergentes.

Tradicionalmente, o Castanhal é um adversário difícil de ser batido. Com a preparação antecipada, deve oferecer mais resistência ao reformulado PSC. Vale lembrar que, na última partida entre ambos, na Curuzu, a vitória bicolor por 1 a 0 foi valorizada pela pressão exercida pelo Japiim em busca do empate, mesmo com apenas nove jogadores – dois foram expulsos.

Uma das novidades no PSC é a possível utilização de três zagueiros, até para compensar as dificuldades para compor o lado direito – Israel só será regularizado a partir de segunda-feira. Foi somente no sábado que o time teve a primeira movimentação no gramado da Curuzu, chance para os novatos conhecerem o ambiente do jogo.

Como já virou rotina, o papel de comandante em campo ficará com Nicolas, grande destaque do time nas últimas temporadas e artilheiro do último Parazão. Dependerá dele a responsabilidade pela dinâmica ofensiva, principalmente pela ausência de um meio-campo afiado e criativo.

Itamar já deixou claro que tem uma desculpa na ponta da língua para eventual tropeço: o pouco tempo de trabalho e a insuficiência de atletas para realizar treinamentos mais completos. A conferir.

Hélio deixa saudades, mas deixa substituto

Enquanto acompanha a saída de seu melhor atacante de lado, o Remo encaminha a contratação do meia Renan Oliveira e do centroavante Edson Cariús, que deve compor o ataque da Série B com Renan Gorne. Além deles, mais seis atletas já estão contratados.

Na situação atual, a perda de Hélio Borges constitui duro golpe no planejamento para o Brasileiro, embora já estivesse mais ou menos desenhada desde a disputa da Série C – e muitos ainda não estejam preparados para esta conversa.

Hélio tem proposta de outro clube e decidiu dar uma guinada na carreira. Tem qualidades e, dependendo do novo clube (e do técnico) pode repetir o sucesso de Roni e Pikachu nos grandes centros.

A característica de arrancadas e dribles na vertical pode lhe ser muito útil. Precisa, porém, aperfeiçoar a finalização, principalmente em chutes de média distância. Nada que esforço, treino e dedicação não corrijam.

Alguns técnicos sabem muito bem como orientar jovens valores. Se tiver sorte, Hélio só precisará de uma boa dose de perseverança, coisa que um garoto humilde vindo das divisões de base certamente carrega consigo.

Para Paulo Bonamigo, resta o consolo de que a solução pode estar no próprio Evandro Almeida. Ronald, que é ala de origem, tem perfil de atacante. Dribla, vai à linha de fundo e é tão rápido quanto Hélio.

O problema é adquirir a confiança do técnico, que não o utilizou nem mesmo na Copa Verde. Só entrou (muito bem) no final do jogo com o Independente no Mangueirão, a tempo de cruzar para Laílson fazer um gol.

Alguns jogadores exigem tempo e insistência. Caso isso seja concedido a Ronald, o Remo certamente colherá os frutos, ganhando uma promissora opção de velocista pelas beiradas.  

Experiência e rodagem o elenco vai ter com Cariús, Jefferson Lima, Renan Gorne e Renan Oliveira, que foi confirmado como novo contratado, mas só será regularizado na primeira semana de março.

Renan, 31 anos, chega cotado para ser titular da meia-cancha, principalmente depois que Felipe Gedoz teve que se desligar do clube, sem garantia de que voltará para jogar a Série B.

Bola na Torre

O programa tem apresentação de Valmir Rodrigues, com participação (on-line) de Guilherme Guerreiro, Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, a primeira rodada do Parazão. Edição de Lourdes César, direção geral de Toninho Costa. Começa logo depois do jogo da NBA. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 28)

Papão contrata meia que fez sucesso no ABC

Papão acerta contratação de meio-campo; Atleta chega a Belém na segunda - Crédito: Luciano Marcos/ABC

O PSC deve anunciar no começo da semana a contratação do meia-atacante João Paulo, de 27 anos, que estava no ABC (RN). A informação foi confirmada por fontes ligadas ao jogador, que deve chegar a Belém para assinar contrato na próxima segunda-feira, 1º. Em 2020, atuando pelo clube potiguar, João Paulo marcou dez gols em 24 jogos disputados. Capixaba nascido em Vila Velha, o meia estava treinando na Portuguesa (RJ). O Paissandu entrou em contato com o clube carioca e acertou a vinda do jogador.

João Paulo tem passagems pela base do Internacional, Bahia, Rio Branco-ES, CRB, Sampaio Corrêa, Fortaleza e Londrina. Foi destaque do Alvinegro no Campeonato Potiguar, tendo feito gols decisivos em clássico contra o América-RN.

Nome: João Paulo de Assis Penha
Data de nascimento: 06/09/1993
Naturalidade: Vila Velha (ES)
Altura/peso: 1.76 / 74
Pé principal: Direito
Clubes: Rio Branco/ES (2011), Internacional/RS (2012), Rio Branco/ES (2013-2014), Internacional/RS (2014), Rio Branco/ES (2015), Bahia/BA (2015), CSA/AL (2016), Bahia/BA (2016), Fortaleza/CE (2016), CRB/AL (2017), Sampaio Corrêa/MA (2018), Rio Branco/ES (2019), Sampaio Corrêa/MA (2019) e Londrina/PR (2019).