Prefeitura de Belém vacina hoje idosos de 83 anos

Nesta terça-feira, 23, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), executa mais uma etapa da vacinação contra a Covid-19, em Belém. A meta é alcançar três mil pessoas vacinadas nascidas em 1938, ou seja, idosos de 83 anos ou que completarão a idade até o final deste ano de 2021. A ação será apenas na terça-feira, administradas em 14 postos de vacinação em sistema de drive-thru e a pé, no horário das 9h às 17h.  Para receber a dose do imunizante, as pessoas devem apresentar o RG ou certidão de nascimento, cartão SUS (opcional), CPF e comprovante de residência de Belém.

Os idosos com idade a partir de 83 anos com dificuldade de mobilidade poderão ser vacinados em casa, após a realização do cadastro no site https://sistemas.belem.pa.gov.br/belemvacinada ou nas Unidades Básicas de Saúde. Já as pessoas que têm 84 e 85 anos ou mais, terão mais uma chance para receber o imunizante nos pontos que serão montados.

Postos de vacinação:
1) Universidade Federal do Pará (UFPA – Campus Guamá), Rua Augusto Corrêa, 01, bairro do Guamá-Drive-thru e a pé;
2) Escola de Enfermagem da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Avenida José Bonifácio, nº 1289, Guamá – Drive-thru e a pé;
3) Universidade da Amazônia (Unama), Avenida Alcindo Cacela, nº 287 – Drive-thru e a pé;
4) Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz), Avenida Visconde de Souza Franco, nº 72, bairro do Reduto- Drive-thru e a pé;
5) Faculdade Integrada Brasil Amazônia (Fibra) , Avenida Gentil Bitencourt, nº 1144, bairro de Nazaré – Drive-thru e a pé;
6) Aldeia Amazônica , avenida Pedro Miranda, S/N, bairro da Pedreira – Drive-thru e a pé;
7) Ginásio Mangueirinho , avenida Augusto Montenegro, nº 524, bairro do Mangueirão – Drive-thru e a pé;
8) Colégio do Carmo , Travessa Dom Bôsco, nº 72, bairro da Cidade Velha;
9) Escola Rotary, Rua Lauro Malcher, nº 279, na Condor;
10) Cassazum, Avenida Duque de Caxias, nº 1375, bairro do Marco – Drive-thru e a pé;
11)  Paróquia de São João e Nossa Senhora das Graças, praça Pio XII, nº 148, Distrito de Icoaraci;
12)  Fundação Escola Bosque (Funbosque), Avenida Nossa Senhora da Conceição, Distrito de Outeiro;
13) Unidade Municipal de Saúde (UMS) Maracajá, travessa Siqueira Mendes, nº 1132, Distrito de Mosqueiro; e
14) UMS Carananduba, na praça Carananduba, Distrito de Mosqueiro.


 

Do Esporte para esportistas

Quero pedir desculpas por ter posto no meio de vocês uma pessoa que se disfarçou de jogadora de vôlei

Por Casagrande

Olá, esportistas do meu Brasil, tudo bem?

Saudades de ver vocês me representando pelas quadras, piscinas, pistas, gramados, tatames, mundo afora.

Por causa da pandemia, ficamos distantes pela proteção de todos.

Não tivemos a Olimpíada em 2020, talvez tenhamos agora em 2021 e será prazer enorme vê-los competindo novamente.

Com muita entrega, lutando, cortando, fazendo gols, levantando pesos, nadando, enfim, independentemente do esporte de cada um, todos em busca de lugar no pódio.

Mas o motivo dessa carta não é esse.

Na verdade, quero pedir desculpas por ter posto no meio de vocês, e por muito tempo, uma pessoa intragável, prepotente, arrogante, defensora de armas, que se disfarçou de jogadora de vôlei, capaz de defender até esse infame deputado preso por ser violento e golpista.

Ana Paula Henkel — Foto: Reprodução

Como alguém pode ter a desfaçatez de distorcer uma frase de Voltaire para defender um pregador de agressões às instituições democráticas e seus representantes?

E usar o passado de esportista para isso?!

Uma ex-atleta que enquanto jogou nunca abriu a boca para nada, jamais mostrou ter personalidade para falar de política, calou diante da evidente corrupção no esporte que praticava!

Alguém que espalha fake news, assim como o seu ídolo, para difundir mentiras e defender pessoas que não têm a mínima condição de viver em sociedade democrática!

Triste, muito triste, mas, enfim, acontece em todas as atividades.

Preparem-se para a Olimpíada e esqueçam que dentro do esporte existiu criatura como essa.

Ana Paula Henkel, defensora dos violentos, dos antidemocráticos, das armas e de tudo que é ruim em nossa sociedade.

Que, lembremos, não vive aqui e está sofrendo porque seu outro ídolo perdeu a eleição nos Estados Unidos e, oxalá, sumirá do cenário político.

Muitos beijos para vocês, meus atletas queridos!

Casagrande detona ex-jogadora Ana Paula: “Defensora de tudo que é ruim em nossa sociedade”

Ex-jogador de futebol e comentarista esportivo, Walter Casagrande publicou neste domingo (21) no Globo Esporte uma carta aberta aos esportistas na qual faz duríssimas críticas à ex-atleta de vôlei Ana Paula Henkel. Segundo Casagrande, Ana Paula é “defensora dos violentos, dos antidemocráticos, das armas e de tudo que é ruim em nossa sociedade”.

“Casão”, como é conhecido, também pediu desculpas “por ter posto no meio de vocês, e por muito tempo, uma pessoa intragável, prepotente, arrogante, defensora de armas, que se disfarçou de jogadora de vôlei, capaz de defender até esse infame deputado preso por ser violento e golpista”.

Ana Paula é atualmente influenciadora da ultradireita no Brasil e nos Estados Unidos, onde mora, não escondendo sua afeição a Jair Bolsonaro e ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.

Diretoria do PSC desmente fake news sobre o laudo da Curuzu

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Uma notícia falsa começou a circular na tarde de hoje, 22, sobre o estádio da Curuzu, do PSC. Nas redes sociais, internautas divulgaram um documento falso para indicar que o estádio não teria o laudo técnico da engenharia, a uma semana da abertura do Estadual, entre Papão e Castanhal (domingo, 28, às 10h30). Em sua conta oficial no Twitter, o presidente bicolor Maurício Ettinger fez questão de mostrar o documento oficial assegurando que a Curuzu está pronta para receber o espetáculo.

“Pessoal, tá circulando uma informação de que falta o laudo de engenharia da Curuzu. Isso é fake! Sempre esteve tudo ok no estádio inclusive estamos fazendo reparos pro jogo de domingo, deixando nossa casa mais bonita”, escreveu.

Após alta hospitalar, 1/4 dos pacientes intubados por Covid morre por sequelas

***ARQUIVO*** SAO PAULO, SP, 15/01/2021 - Movimentação no hospital Tide Setubal. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

Por Claudia Collucci, no Yahoo! Notícias

No período de seis meses após a alta hospitalar, um em cada quatro pacientes graves de Covid-19 que foram intubados acaba morrendo. Entre os internados que não precisaram de ventilação mecânica, a taxa de mortalidade é de 2%.

Os resultados preliminares são do estudo Coalizão, conduzido por oito hospitais de excelência do Brasil e institutos de pesquisa, que avalia a qualidade de vida e os desfechos de sobreviventes de hospitalizações por Covid-19.

Os participantes são pacientes internados nessas instituições. São monitorados por ligações telefônicas a cada três, seis, nove e 12 meses após a alta hospitalar.

Os pesquisadores investigam, por exemplo, se eles foram reinternados por alguma razão, se sofreram eventos cardiovasculares e falta de ar e se voltaram ao trabalho e às atividades habituais.

Os dados já disponíveis mostram que, no período de seis meses, a taxa de nova hospitalização geral desses pacientes foi de 17%. Entre os intubados na primeira internação por Covid, 40% tiveram que ser reinternados.

“Trabalho em UTI, estou envolvido com vários estudos e fiquei muito surpreso com esses resultados. Mesmo nos casos mais leves, a doença não tem uma evolução tão benigna quanto pensávamos”, diz Alexandre Biasi, diretor de pesquisa do HCor (Hospital do Coração) e membro da Coalizão Covid-19 Brasil.

A rede é formada pelos hospitais Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa e os institutos Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).

Embora a intubação esteja associada a uma maior taxa de mortalidade e complicações na internação e após a alta, é a gravidade da doença, e não o procedimento em si, a responsável pelos desfechos ruins.

A ressalva é importante porque muitas pessoas têm retardado a ida ao hospital com medo da intubação, o que piora ainda mais o quadro clínico.

O estudo Coalizão ainda está compilando as causas das mortes e das reinternações dos sequelados pela Covid, mas os dados preliminares já servem de alerta para a importância do acompanhamento desses pacientes após a alta.

O trabalho mostra que 20% dos pacientes que foram intubados ainda não tinham voltado a trabalhar seis meses após deixarem o hospital. Entre os que não precisaram de ventilação mecânica, foram 5%.

“O problema não acaba quando o paciente sai do hospital. Temos agora um contingente absurdo de pessoas com sequelas de uma doença aguda que antes não tínhamos na sociedade. Falta de ar, por exemplo, é super comum, mesmo em casos que não eram graves. É uma perda para as pessoas, uma perda para a sociedade”, diz Biasi.

Os primeiros resultados do estudo Coalizão envolveram 1.006 pacientes. Atualmente, mais de 1.200 estão sendo acompanhados e outros ainda serão incluídos. A idade média dos participantes é de 52 anos, sendo 60% homens. O tempo médio de hospitalização foi de nove dias. Um quarto necessitou de ventilação mecânica.

Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores é a alta taxa de queixas de transtornos mentais após a alta hospitalar: 22% relatam ansiedade, 19%, depressão e 11%, estresse pós-traumático.

“Independentemente de terem sido ou não intubados, o impacto na saúde mental é grande. Em três meses após a internação, 20% dos pacientes intubados apresentam sinais de estresse pós-traumático. Entre os não intubados, foram 12%”, diz .

Nos pacientes mais graves, os pesquisadores estão analisando os efeitos da chamada “síndrome pós-UTI”. Essas disfunções acabam gerando sequelas importantes como fraqueza muscular e redução da capacidade física.

O fisioterapeuta Rogério Dib, do departamento de pacientes graves do hospital Albert Einstein, explica que os pacientes intubados, além da imobilismo e da sedação, usam uma medicação chamada de neurobloqueador, que “desliga” os músculos.

O tempo de reabilitação depende da gravidade da doença, do tempo de internação e da condição prévia de saúde do paciente. “Quanto mais frágil o paciente, mais sujeito a ter complicações.”

O empresário Victor Simão, 62, foi infectado em outubro do ano passado e ainda busca recuperar os sete quilos de músculo perdidos nos 19 dias de internação no Einstein, sete dos quais na UTI, intubado.

No seu caso, a evolução da doença foi muito rápida. Em menos de uma semana de sintomas, 75% do seu pulmão ficou comprometido, ele sofreu uma embolia pulmonar e precisou ser intubado.

Ao sair do hospital, ele conta que não tinha condições de ficar em pé tamanha a fraqueza. Em casa, precisou de mais 20 sessões de fisioterapia para ir recuperando a força muscular. No período, também contou com ajuda da fonoaudióloga para reaprender a comer sem engasgar.

“Você começa a dar importância às pequenas coisas da vida, que é a sua independência. Naquele período, me ajudavam a escovar os dentes, a pentear o cabelo, a ir ao banheiro. Alguém precisava me ajudar a sair da cama porque se eu ficasse em pé, cairia.”

Ele retomou a rotina de trabalho e faz academia quatro vezes por semana. “Estou quase no que eu era. Não consigo levantar os mesmos quilos de antes, mas estou chegando lá.”

Para ele, foi um conjunto de fatores que possibilitou a sua rápida recuperação. “Acho que foram as correntes de orações, o hospital, os médicos, as enfermeiras, a fisio, a fono, a nutricionista. Você depende de uma série de pessoas, elas é que te salvam a vida. Eu sou um privilegiado não só pela recuperação, mas por ter acesso a todo esse tratamento.”

Chamusca é apresentado no Botafogo

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O técnico Marcelo Chamusca foi apresentado nesta segunda-feira (22) como técnico do Botafogo para a temporada 2021. Ele afirmou que escolheu comandar o clube porque o projeto de reestruturação “mescla grandeza com profissionalização”. Adiantou que o elenco para o Carioca e a Série B deve ter reforços para todos os setores: “A análise de mercado é uma análise permanente”.

Erros pontuais atrapalham Leão

POR GERSON NOGUEIRA

Sandy marcou o primeiro do Jacaré na partida

Um lance polêmico fechou o primeiro confronto da final da Copa Verde 2020, ontem à tarde, no estádio Mané Garrincha (Brasília). Wellington Silva recebeu passe na entrada da área, dominou e bateu no canto direito da trave do Brasiliense. O gol daria o empate ao Leão, mas o VAR anulou, apontando o tal impedimento milimétrico, outra das aberrações que a nova realidade das arbitragens criou.

Ao longo da partida, o Remo manteve um desempenho técnico satisfatório, principalmente a partir dos 20 minutos do primeiro tempo. Bem compactado e com troca de passes rápidos, chegou ao gol aos 22’ após uma brilhante assistência de Felipe Gedoz a Wallace, que apareceu livre na pequena área do Brasiliense e desviou com um simples toque.

Erros pontuais na marcação, principalmente pela falta de mais vigor no combate direto à frente da zaga, permitiram ao Brasiliense reequilibrar as coisas e chegar à igualdade minutos depois. Uma bola perdida pelo volante Pingo na saída da defesa deu a Sandy a chance de finalizar da intermediária. Ele bateu no canto, surpreendendo o goleiro Vinícius.

O Remo ainda chegou com grande perigo em cabeceio de Lucas Siqueira rente ao poste esquerdo de Sucuri, após arremesso cobrado por Marlon. A movimentação do meio-campo era ágil quando tinha a posse da bola, o que resultava em boas tramas aproveitando certa lentidão do setor de marcação do Brasiliense.

No segundo tempo, as tentativas iniciais couberam ao time da casa, mas o Remo aos poucos foi retomando o controle da partida. Wellington Silva teve duas excelentes oportunidades ao receber completamente livre pelo lado direito do ataque. De frente para o gol, tomou decisões erradas: optou por cruzar ao invés de chutar direto.

Depois, Laílson (que havia substituído a Pingo) acertou um tiro forte que explodiu na trave direita de Sucuri. Gedoz também teve chance clara, mas chutou por cima do gol. O Brasiliense se mantinha encolhido e não tinha velocidade quando buscava o ataque.

Tímido, o time de Vilson Tadei pouco saía de seu campo. Numa das poucas tentativas no ataque, nasceu o gol da vitória. Aos 34’, em escanteio cobrado por Peu da direita, o atacante Aldo se antecipou aos quatro defensores azulinos e desviou a bola para as redes.

O Remo não se abateu, voltou a insistir e criou algumas situações perigosas. Bonamigo queria dar fôlego e juventude ao time, mas tirou o trio de ataque – Hélio, Augusto e Wallace – e isso não favoreceu a reação final. Tiago Miranda e Dioguinho entraram bem pelos lados, junto com Laílson, mas não havia referência e força dentro da área.

Gedoz partiu para uma tentativa individual aos 44’ e disparou com muito perigo, assustando o goleiro. Logo depois, em rápida troca de passes entre Gedoz e Lucas Siqueira a bola chegou a Wellington Silva na entrada da área. Ele mandou no canto. Era o gol do empate, que a arbitragem invalidou após consulta ao VAR.

A imagem com a linha imaginária traçada mostra que os jogadores estavam na mesma linha, mas a decisão foi pela anulação do gol, baseada num suposto adiantamento do lateral remista por alguns centímetros.

De positivo para o Remo ficou a certeza de que o time está mais entrosado, compacto, tocando com rapidez e objetividade. Há uma inegável evolução depois de toda a reformulação do elenco. Resta corrigir a falta de combatividade à frente da zaga, a marcação frouxa em alguns setores e o preciosismo por parte de Gedoz em determinados lances.

Pelo futebol apresentado ontem, observando o nível técnico das equipes, é plenamente possível reverter o placar em Belém. Wellington, Gedoz, Lucas e Hélio atuaram em alto nível, constituindo-se nos destaques do time. (Fotos: Igo Estrela/Metrópoles)

VAR vira muleta para arbitragens fracas e medrosas

O Flamengo venceu o Internacional, ficou 2 pontos à frente e muito perto do bicampeonato. O jogo era igual até a expulsão de Rodinei no início do segundo tempo. Um pisão no pé do lateral Filipe Luís interpretado como força excessiva e o lateral foi excluído. O detalhe é que outros lances parecidos aconteceram, com igual intensidade física, sem que a interpretação fosse tão rigorosa.

No fim das contas, mais uma decisão de arbitragem influencia o resultado de uma partida decisiva. Uma rotina em jogos que envolvem o Flamengo. Coincidência ou não, os árbitros quase sempre tomam decisões que infelicitam os adversários do rubro-negro carioca.

Com a bola rolando, sem influência de apito, o jogo foi equilibrado, apesar de o Inter ter se atrapalhado na transição ofensiva, com dificuldades para encaixar jogadas verticalizadas, como é sua característica. No final, a arbitragem (e o VAR) acertou em punir falta de Pedro no lance que seria o do terceiro gol do Flamengo.

Curiosamente, o comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira insistiu até o fim com a tese esdrúxula de jogada normal, mesmo com as imagens evidenciando que o empurrão do atacante no zagueiro foi absolutamente acintoso.

O VAR ganha outra vez protagonismo na reta final do Brasileiro, o que não é boa notícia. O equipamento eletrônico, utilizado com sabedoria e praticidade nas competições europeias, virou uma patética muleta dos medrosos árbitros brasileiros. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 22)