Chicão é empossado na presidência da Alepa

O deputado Francisco (Chicão) Melo tomou posse nesta segunda-feira (01), às 11h, na sala da Presidência da Alepa, no cargo máximo do Legislativo estadual. A solenidade presencial foi restrita aos deputados e poucas autoridades, com transmissão ao vivo pela TV e Rádio Web Alepa, Youtube e TV aberta.

Além de Chicão, foram empossados o deputado Antônio Tonheiro (PL) na primeira vice-presidência; a deputada Michele Begot (PSD), na 2ª vice-presidência; a deputada Nilse Pinheiro (Republicanos), como 1ª secretária; a deputada Dilvanda Faro (PT) no cargo de 2ª secretária; o deputado Victor Dias (PSDB) como 3º secretário; e o deputado Hilton Aguiar (DEM) como 4º secretário. 

Entre as prioridades da gestão, o deputado Chicão – servidor efetivo (como técnico legislativo) da Alepa desde 1985 – destacou a garantia de melhorias aos deputados e servidores, com mais infraestrutura e instalações modernas.   

“A missão que hoje assumimos vai exigir de cada um de nós muita responsabilidade e muita coragem para enfrentar os desafios. É preciso avançar na modernização dos procedimentos de competência da Assembleia Legislativa seja administrativa, legislativa ou processual.  É preciso disponibilizar ferramentas virtuais que nos permitam melhorar a dinâmica da atuação parlamentar, fazendo com que as deliberações do legislativo sejam mais célere e eficaz”, disse o presidente.

A eleição para a nova Mesa Diretoria ocorreu a 15 de dezembro de 2020, após a renúncia do então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Daniel Santos (MDB), que deixou a função para assumir a prefeitura de Ananindeua.

No quarto mandato de deputado, Chicão atuou como líder do governo no Legislativo Estadual,  sempre desenvolvendo atividades no plenário e junto a comunidades em várias regiões do Pará. É defensor dos direitos dos educadores e desenvolve meios de reduzir a violência nas áreas urbanas e rurais. (Foto: Ozeas Santos/AID Alepa)

Diálogos entre Moro e Dallagnol provam conluio contra Lula e diversos réus da Lava Jato

Com a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, de levantar o sigilo das conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, tornam-se públicas 50 páginas de diálogos que comprovam o conluio contra o ex-presidente Lula e diversos outros réus.

O documento, divulgado pela jornalista Mônica Bergamo nesta segunda-feira (1), inclui trocas de mensagens individuais e em grupos (chats) no aplicativo Telegram, o que representa aproximadamente 34 Gb (4,6% dos 740 Gb totais disponibilizados). Nas conversas, Moro se comporta como chefe, orientando os procuradores e até reclamando de recursos apresentados.

O conteúdo dos diálogos foi incluído no processo pela defesa do ex-presidente Lula. Uma parte deles já havia sido publicada, mas outra parte, até hoje sob sigilo, pode ser conhecida agora. 

Confira aqui a íntegra do documento 

Os terabytes que inocentam Lula – que podem liquidar a Globo também

Por Malu Aires (*)

Deltan Dallagnol, Sérgio Moro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Quando Glenn sentou com os Marinho, negociou as bombas atômicas que tinha, capazes de pulverizar o segundo maior latifúndio comunicacional do planeta.

A Globo, envolvida com corrupção desde a primeira farsa divulgada num “Plantão”, negociando ilha com a Shell e Paulo Roberto Costa, sócia de empresa fantasma no Panamá que gerencia evasão de divisas da elite brasileira, flagrada com recibo e escritura de um triplex no Guarujá, vizinho do que atribuíam ao Lula, teme.

Teme cada byte daqueles terabytes que estão com Zanin.

Leitão correu fingir arrependida pra proteger a cria de cobra que ajudou a dar roteiro pra tanta injustiça, mentira e roubalheira. Estes dias, veio Noblat, se arrastando, pedindo clemência por fazer de Moro, seu muso inspirador de masturbações fascistas no twiter, estes anos todos.
O que a Globo esconde que ninguém já não saiba?
Ela é a segunda maior marqueteira do crime organizado para fins de genocídio. Velha máquina importada de moer gente, na Alemanha nazista seu nome era Goebbels.

O que a Globo esconde desde sua primeira transmissão em rádio e TV, já escondia nos jornais impressos. E tudo o que ela esconde, ela exibe com exclusividade, de outro ângulo. Um ângulo que apague sua imagem no conluio, ameace quem a deixe exposta, faça chantagem com quem tá no mesmo balaio e que, no final, pegue um pra Cristo que sepulte a história.

Desta vez, a história não está nas mãos da Globo. Nem se a Globo juntasse todos os roteiristas e roteiros de novelas, daria tanto terabyte, como tem Zanin.

A Globo disse a Glenn: “Você não sabe com quem está falando… Somos os donos desse latifúndio chamado Brasil!”. Se Glenn não sabia, Zanin sabe.

Zanin pediu sigilo dos 7 terabytes. É no silêncio que se diz tudo. Zanin sinalizou que entre Dallagnol e Moro tem terabytes e terabytes de bombas pra não deixar pedra sobre pedra.

Toda a imprensa que não vale nada, mas se vende por milhão, sentou na sua própria bomba-relógio.
Aqueles que mostraram simpatia ao processo de Lula, mesmo tendo aberto a temporada de caça à sua honra, sabem quantos terabytes valem bilhões. Sabem que basta 1 mega pra muito jornalista ficar rico, mas basta 1 byte para acabar com a vida de muito “especialista de corrupção”, desses que o país teve que aturar pra que se chegasse a esta situação lastimável no Brasil.

Zanin tem em mãos a história do julgamento mais criminoso do século. Tem as provas de uma operação criminosa agindo dentro do Ministério Público, Polícia Federal e Varas Federais.
Terabytes e terabytes de delação de um promotor federal e de um ex-juiz e ex-ministro de milícia. Delação voluntária, como a que Moro grampeava nas celas, nos escritórios de advocacia. Um hacker apareceu com terabytes de conversas entre bandidos da República. Não só bandidos de Curitiba, mas juízes, políticos…

Moro foi ao FBI, gabinete de fachada da CIA, encomendou hackeamento de uma lista de desafetos, incluindo os Bolsonaro, e perdeu a briga pra Aras, fiel advogado fundamentamilícia, eleito a contragosto da lista tríplice de Curitiba.

O golpe criou um grupo incapaz de mobilizar o poder pra si, por muito tempo. Esperto, reuniu facções que traem por natureza e exercício de vantagem. O bolsonarismo nasceu colado a cuspe. A Lava Jato, colada com chiclete. Chiclete que a imprensa mascava rindo. Exibição diária de um linchamento moral criminoso, ilegal e desumano. Não poderão dizer que não sabiam, com tantos terabytes pra contar que mentem.

Zanin tem o direito de pedir sigilo para manter o foco da defesa no processo. Mas assim que Lula estiver livre dessa perseguição jurídica imoral, desse sequestro indecente dos seus direitos políticos, o povo brasileiro tem o direito de ver vazada toda a depravação golpista, arquitetada entre uma Vara especializada em lavagem de dinheiro, uma grampolândia ilegal, uma promotoria de acusações falsas para acordos bilionários, tribunais de conluio e um jornalismo-crime que validou todos os excessos, abusos, ilegalidades, crimes, chamando-os pro palco e pedindo à plateia de milhões de brasileiros aplausos.

Nos últimos 5 anos, ficaram ricos pra que o Brasil todo ficasse mais pobre. A Lava Jato foi crime de genocídio institucional e econômico do Brasil, com XP investimentos, com tudo.

Cada terabyte desmorona um punhado de golpistas, duma só vez. Ali estão as provas de que o QG do gabinete do ódio era Dallagnol quem coordenava. Zambelli, MBL, Antagonista, mito e toda a militância nazista que elegeu a besta e que fugiu do cercadinho, era alimentada por um promotor de farsas, porcamente desenhadas num powerpoint ginasial.

Era de Dallagnol o Telegram que combinou com juiz, jornalistas, delegados, investidores, banqueiros, igrejas e ONGs de fachada, juízes do supremo, agentes internacionais criminosos, delatores mentirosos, desembargadores, procuradores e delegados de todo o país, o crime do milênio.

Em conluio com todos os canais de rádio e TV, combinaram: juiz que rouba um país, ganha prêmio.

O showzinho dos “heróis anti-corrupção” acabou com troféu abacaxi. Um abacaxi que nem Globo quer descascar e transformar em pavê de enganar a massa.

Esperamos ansiosos o desfecho dessa patifaria. A anulação dos processos contra Lula e, em seguida ao arquivamento dos processos, a desgraça moral, jurídica e profissional de cada envolvido neste crime lesa-pátria – pátria, vale lembrar, que não pertence a nenhum general covarde de tão entreguista e lambuzado em superfaturamento.

Moro e Dallagnol são 1% de toda a sujeira jurídica que mata o Brasil hoje, nesse poço fundo de descaso.
A Lava Jato virou franquia XP, Santander, Banc of America, disputando, como milícia, cada MP e vara federal desse país.

Para que o Brasil se livre dessas quadrilhas de toga, para que Lula e qualquer brasileiro se sinta seguro para se indignar contra a maldade sem castigo que o dinheiro compra, cada byte é precioso. Zanin lançou bytes estes dias. Em dois diálogos, não tem contestação que mude a vergonha lida. É possível que Zanin nem precise olhar o restante desse arquivo, pelo que já entregou à justiça.

O restante desse material não é lixo. Pro país e sua legítima defesa, é preciosa chance do povo poder provar o certificado de posse soberana do Brasil. Pode ter prova do conluio do lawfare contra Dilma, manobras que alimentaram as forças golpistas e provas de vendas e acordos ilegais da nossa soberania.
Estes arquivos guardam a verdade de tudo, a confissão de tudo, a prova de tudo.

O Brasil já pode sair dessa matrix criada por agiotas e banqueiros. Já pode ocupar dois triplex no Guarujá – o do Moro e o da Globo. Já pode pedir seu pré-sal de volta e mandar os caminhoneiros buscarem o diesel da fonte.
Já pode desligar a TV. A programação de 56 anos de mentira sairá do ar para ajustes técnicos, mas não voltará inocente por isso.

  • Malu Aires é uma paulistana radicada em Belo Horizonte. Compositora e Intérprete. Trabalha com os grupos Junkbox, Transfônica Orkestra e Sagrado Coração da Terra. Mas, além da apurada veia artística Malu Aires é, antes de tudo, uma crítica cidadã brasileira.

Herói do acesso, artilheiro Salatiel retorna ao Náutico

Emprestado pelo Náutico, Salatiel é herói do acesso do Remo; Timbu não  descarta negócio | náutico | ge

Após o encerramento de seu contrato de empréstimo com o Remo, o atacante Salatiel retornou ao Náutico nesta segunda-feira (01), e já aparece registrado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. No Remo desde outubro, Salatiel foi fundamental na campanha que recolocou o clube na Série B do Brasileirão após 13 anos. Em 13 jogos, o atacante marcou cinco gols, sendo um deles o gol que garantiu o acesso no clássico Re-Pa de 10 de janeiro.

Apesar do retorno ao clube pernambucano, a diretoria do Remo negocia com o Náutico a liberação do artilheiro para a temporada 2021. O jogador manifestou interesse de permanecer no Evandro Almeida.

Volante se despede do Remo: 'Sensação de dever cumprido' - Crédito: Ascom Remo

Além de Salatiel, os volantes Júlio Rusch e Charles também deixaram o Leão nesta segunda-feira. Charles agradeceu ao clube pela oportunidade. Aos 25 anos, foi titular em grande parte da campanha na Série C, tendo marcado dois gols. Rusch, de 23 anos, disputou 23 jogos. Ele retorna ao Coritiba, que já o registrou no BID nesta segunda-feira.

São Paulo demite Diniz e Raí após sequência de maus resultados

Fernando Diniz comanda o São Paulo à beira do campo contra o Atlético-GO -  Heber Gomes/AGIF

Fernando Diniz não é mais técnico do São Paulo. Ele foi demitido pelo presidente Julio Casares em reunião na tarde de hoje (1º) um dia após a derrota por 2 a 1 para o Atlético-GO, na tarde de ontem (31), em jogo válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. A saída se dá por causa da má fase da equipe, eliminada na semifinal da Copa do Brasil e que perdeu a liderança do principal torneio nacional após seis jogos sem vencer. O executivo de futebol Raí também deixou o cargo após o encontro vespertino.

Diniz deixa o cargo que ocupava desde setembro de 2019 por decisão da nova gestão são-paulina. O treinador era contratado na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e, por isso, não tinha uma multa rescisória estipulada em seu acordo. Não havia também prazo contratual no vínculo empregatício do comandante. (Com informações do UOL)

Procuradora disse que TRF, Moro, Lava Jato e Globo tinham sonho de ver Lula preso

Por Renato Rovai, na Revista Fórum

“TRF, Moro, Lava Jato e Globo tem (sic) um sonho: Que Lula não seja candidato em 2018. Não querem Lula de volta porque pobre não pode ter direito. (…) e o outro sonho de consumo deles é ter uma fotografia dele preso para um orgasmo múltiplo, para ter tesão”, escreveu a procuradora da República Lívia Tinoco no dia da prisão de Lula em chat mantido com procuradores da “Lava Jato” e da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), apreendido na “Operação Spoofing”. A procuradora provavelmente comentava o discurso que o ex-presidente Lula fazia em São Bernardo que tinha este contexto.

No chat em que escreveu isso, Livia Tinoco interagia entre outros procuradores com o então presidente da associação, José Robalinho, que na conversa disse: “Já preparei nota defendendo a Lava Jato (Deltan e Cia).” E ainda acrescentou em relação ao avião escolhido para levar o ex-presidente da República de São Bernardo para Curitiba: “Estão dizendo que o avião eh igual ao do Teori….Mas para mim parece mais velho…kkk”. Ao que um procurador de nome Wellington responde sarcasticamente: “Uma pesquisa rápida no Google mostra que o do TZ (Teori Zavascki) era um Hawker Beechcraft King Air C 90″.

Essa mensagem consta de ofício da defesa de Lula ao ministro Ricardo Lewandowski. E tem por objetivo demonstrar que há interesse público nas conversas entre os procuradores e que por isso não se deve guardar sigilo sobre as mesmas. Os advogados de Lula afirmam no documento que essa troca de mensagem comprova o que “há tempos vem sendo denunciado pela Defesa, os diálogos desnudam um sórdido uso estratégico do Direito para fins ilegítimos (lawfare), além de um claro desprezo pela própria integridade física do reclamante, no caso, o ex-presidente Lula.”

Em nota, José Robalinho diz o seguinte:

“O grupo que parece vir as mensagens já foi apagado, então não tenho as mensagens aqui e não tenho nem como comprovar isso. Pelo que estão me falando, o que Livia diz foi o próprio Lula que falou, mas isso é melhor perguntar a ela.

Sobre o avião, eu não me lembrava de ter falado disso, mas quando Lula subiu no avião eu achei ele estranho mesmo. Um avião duplo-hélice. Depois me disseram que era um avião dos mais seguros do mundo.

Essa piada pode parecer uma piada de mal gosto. Foi uma estranheza entre amigos. Não entendo de avião.

Eu não tiro o direito do presidente Lula de se defender com a veemência que achar devida, mas é também do jogo que a associação defenda os seus associados. O presidente Lula fez um discurso muito contra o associado Deltan Dallagnol.

Os jornais estavam coalhados com manchetes todas muito duras. Fiz uma nota defendendo o Deltan. Era obrigação da ANPR de defender o Deltan.

Nesse dia quem fez o ataque primeiro foi o presidente Lula. Ele pessoalmente falou do Deltan, o que obrigou a associação em fazer uma defesa. Acho que Lula extrapolou.

Não me envolvi em nenhum momento no processo. Quando estava na ANPR estava desligado de minhas funções no Ministério. Fiquei afastado das funções de 2015 a 2019. Não chegou nada da Lava-Jato na minha mão.

Eu como presidente da associação exerci uma função de defender a Lava Jato. É papel da associação defender os colegas. Defendi contra ataques do presidente Lula, da presidente Dilma, do presidente Temer, do PP, MDB, do PT. Era meu papel defender a Lava Jato”.

Fator Covid foi decisivo

POR GERSON NOGUEIRA

Remo 2×3 Vila Nova-GO (Lucas Siqueira)

Uma decisão entre times parelhos, que empataram em 0 a 0 nos confrontos diretos da fase de classificação, deveria ser marcada pelo equilíbrio e não pelo disparate de uma goleada (no agregado) de 8 a 3. Nem o mais empolgado torcedor do Vila Nova ignora que o surto de covid que acometeu o Remo foi decisivo na final desta Série C.

Em situação normal, com os dois times inteiros na primeira partida decisiva, o Vila Nova tinha plenas condições de vencer. Tem um time bem organizado, com bons valores individuais – Alex Mineiro, Henan, Pablo. Ocorre que o retrospecto na competição não fazia crer em goleada na final.

Ao longo da competição, somente o Imperatriz sofreu goleadas tão contundentes. Nos demais jogos, pouquíssimas vezes os escores tiveram diferenças superiores a dois ou três gols. Apesar disso, é bem possível que o Vila Nova se sagrasse campeão e o título seria merecido, como realmente foi. Mas a definição seria em embates acirrados. Daí a conclusão de que o fator covid acabou facilitando as coisas para o time de Márcio Fernandes.

O que desequilibrou a disputa foi a imensa perda que o Remo teve com a contaminação por covid-19 de 11 de seus jogadores, dos quais cinco são titulares. Na transmissão da partida pela RBA Band, no sábado à tarde, locutor e comentarista goianos se esmeravam em apontar a superioridade do Vila Nova. Menos, menos…

Não se pode minimizar o fato de que a vantagem imposta na primeira partida tornou a segunda quase que um amistoso, justamente porque os times se equiparam no aspecto técnico. O condicionamento físico azulino foi que destoou no primeiro e, em parte, no segundo duelo.

Ocorre que há uma brutal diferença na maneira de atuar de um time que precisa descontar quatro gols e um que administra as ações. E foi assim que se desenrolou a partida final, com o Remo fazendo o gol muito cedo, em belíssima jogada de Felipe Gedoz, mas sofrendo em seguida o empate no arremate indefensável de Alan Mineiro.

Depois, o Remo fez o segundo gol, com Lucas Siqueira, mas permitiu novo empate (Pablo ou Mimica, segundo o árbitro), ainda no primeiro tempo. Bem verdade que Pablo estava adiantado quando recebeu o rebote do chute de Henan na trave. Em seguida, finalizou para as redes após assistência do centroavante.

Um gol contra de Mimica garantiu a virada do Vila na etapa final em momento de maior presença ofensiva do Remo, que subia ao ataque e deixava a zaga desguarnecida. É natural que o desgaste se manifestasse com mais ênfase no lado azulino, pelo tempo de isolamento da maioria dos jogadores que foram acometidos de covid.

O placar de 3 a 2 reflete o equilíbrio de forças dos finalistas e é um resultado normal, ao contrário da surra estabelecida pelos goianos no jogo de ida. De qualquer forma, a Série C termina em boas mãos. Vila e Remo foram os times mais regulares e o alvirrubro de Goiás garantiu merecidamente o tricampeonato da Série C.

Aos azulinos, fica a lição dolorosa de que a pandemia não poupa descuidos e falta de zelo com protocolos médicos. O Remo seguiu à risca as recomendações e cuidados desde março do ano passado, mas bastou um momento de vacilo nos festejos do acesso para terminar pagando um preço alto demais.

Papão desmancha elenco e anuncia novo comandante

O anúncio da contratação do técnico Itamar Schulle foi cercado de um curioso ritual de suspense com chamadas para o site oficial do PSC, na noite de sábado. Não era para tanto. O novo comandante tem dois acessos no currículo, boas passagens por clubes medianos, mas não pode ser visto como uma estrela no ramo.

Foi especulado umas 200 vezes para dirigir o PSC e o Remo, mas desta vez firmou compromisso com os bicolores. E vai assumir provavelmente amanhã já com o elenco reduzido. Nove jogadores – Micael, Tony, Vítor Feijão e Uilliam Barros entre eles – foram dispensados.

Nenhuma surpresa na barca. Quase todos estavam marcados pela campanha de altos e baixos na Série C. Talvez Feijão merecesse mais oportunidade, mas se a ideia é reformular não pode haver hesitação neste momento.

Schulle terá uma dura missão pela frente, a começar pela montagem de um time competitivo para os duelos da Copa Verde com o Manaus, que começam na quarta-feira (3), em Brasília. A partir do próximo mês, começa a indicar e receber reforços para o Campeonato Estadual.

Palmeiras absoluto e Conmebol abusiva no Maracanã

Os números da campanha do Palmeiras na Libertadores são, por assim dizer, o chamado paraíso orgástico dos cartesianos. O time de Abel Ferreira (e de Rony) foi o primeiro em quase tudo. Em aproveitamento teve 82%. Marcou mais gols (33), sofreu menos (6). Deu mais chutes para gols (4.3), mais assistências para gol (246) e foi o 2º em chances claras de gol (36).

Rony foi responsável por muitos desses números, tanto atacando como finalizando e botando os companheiros na cara do gol, como no cruzamento perfeito para a cabeçada de Breno Lopes. Bonito ver a comemoração com a bandeira do Pará. Justa conquista para quem foi tão espinafrado pela mídia paulista nos primeiros meses de clube.

Título foi tão indiscutível quanto o cinismo dos que permitiram a presença de quase 10 mil torcedores no Maracanã. A aglomeração e os abraços nos festejos pelo gol de Breno Lopes e pelo título eram mais do que previsíveis. Quem permitiu – Conmebol à frente – nutre um profundo desamor pela vida humana.

Afinal, apesar do discurso negacionista e pró-pandemia de um certo presidente, ninguém tem o direito de esquecer que 225 mil vidas já foram perdidas neste país para a covid-19. Permitir agrupamentos de torcedores no estádio da final foi uma afronta sem tamanho.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 01)