CR7 supera marca do Rei Pelé

Cristiano Ronaldo comemora o gol da Juventus contra a Roma pelo Campeonato Italiano - Isabella Bonotto / AFP)

Cristiano Ronaldo segue impossível pela Juventus. Um dia após completar 36 anos, o atacante português voltou a marcar com a camisa da Juventus e fez um dos gols da vitória sobre a Roma neste sábado (6), por 2 x 0, pela 21ª rodada do Campeonato Italiano. Com 16 gols, CR7 é o artilheiro da Série A. Nesta temporada 2020/21, o atacante já soma 23 gols em 24 jogos pela Juve. Com esse gol sobre a Roma, Cristiano Ronaldo tem agora 763 gols em jogos oficias, superando Pelé, que era o recordista com 762 gols. Na última terça-feira, CR7 havia igualado essa marca do Rei após os 2 gols que fez na Internazionale, na semifinal da Copa da Itália.

Desde que chegou ao clube italiano, Cristiano Ronaldo soma 88 gols em 113 jogos. No futebol italiano, ninguém marcou tantos gols nas últimas três temporadas quanto ele. Só na Série A, foram 68 gols e 16 assistências, tornando-o o jogador com mais participação em gols no Campeonato Italiano desde sua chegada (84), à frente de Ciro Immobilie (Lazio), com 82, e Zapata (Atalanta), 66. Maior artilheiro do futebol mundial em atividade, Cristiano Ronaldo tem 102 gols pela seleção portuguesa (sendo o 2º maior artilheiro por uma seleção na história) e 657 gols por clubes (5 pelo Sporting-POR, 118 pelo Manchester United-ING, 450 pelo Real Madrid-ESP e agora 88 pela Juventus-ITA).

Vale lembrar que Cristiano Ronaldo é o maior artilheiro da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes da Fifa, o 2º maior do Campeonato Espanhol, e o maior artilheiro da história do Real Madrid.

Maiores artilheiros do futebol mundial (gols oficiais):

1º Cristiano Ronaldo (763 gols em 1046 jogos)

2º – Pelé (762 gols em 832 jogos)

3º – Josef Bican-TCH/AUT (759 gols em 495 jogos)

4º – Romário (743 gols em 961 jogos)

5º – Gerd Müller-ALE (727 gols em 772 jogos)

6º – Messi-ARG (721 gols em 897 jogos)

7º – Puskás-HUN/ESP (706 gols em 718 jogos)

Maiores artilheiros do futebol mundial na atualidade (gols oficiais):

1º – Cristiano Ronaldo (763 gols em 1046 jogos)

2º – Messi (721 gols em 897 jogos)

3º – Ibrahimovic (561 gols em 940 jogos)

4º – Lewandowski (518 gols em 763 jogos)

5º – Luis Suárez (496 gols em 780 jogos)

6º – Agüero (424 gols em 766 jogos)

7º – Cavani (409 gols em 724 jogos)

8º – Huntelaar (406 gols em 729 jogos)

Notas torpes sobre um quase adeus ou até breve ao GGN

Por Armando Rodrigues Coelho Neto (*)

Quando comecei a escrever neste espaço não trouxe grandes novidades, exceto quanto mergulhava um pouco nas entranhas da Polícia Federal, sobre o desserviço dela à Nação, seu papel de capitã do mato nos golpes de 1964 e 2016, e, mais recentemente na vergonhosa formação de seus novos jagunços… “Mito mito! ”

Minhas palavras geraram revolta dentro da PF e seus calhordas, enquanto os policiais sérios quedavam amordaçados sujeitos a um regime jurídico decadente, com regras de valas comuns nos quais seus servidores são enquadrados, conforme humores administrativos. Aos inimigos a lei é a regra número zero.

Por conta delas (minhas palavras), sofri interpelações, já que para a PF é mais fácil conviver com mentiras e hipocrisia do que com a verdade. Ela nega até mesmo os bons préstimos da gestão petista em seu favor e que lhe deram projeção. Entre eles, mais autonomia, instrumentos legais, recursos materiais e humanos (1).

Segui o desafio de dizer algo às segundas-feiras, quando já se havia dito tudo sobre tudo, e com muita propriedade, na verve de jornalistas, juristas, cientistas políticos… a respeito das escrotices promovidas pela elite sabuja, com a proteção do Supremo Tribunal Federal e das covardes Forças Armadas – pátria amada raio que o parta!

Ao começar a escrever nos primórdios do golpe de 2016, tinha ilusão de mostrar o reduzido contingente na PF ávido por justiça social, honesto, preocupado com direitos humanos. Gente séria para quem direitos humanos protegem o cidadão contra a tirania do Estado. Mas, para a maioria é mesmo proteção de bandidos.Leia também:  Derrota de Maia esvazia bloco da direita não-bolsonarista para 2022, por Helena Chagas

Para se ter ideia, a unidade que trata do meio ambiente é chamada de “Delebambi” (2). A ambientalista mirim Greta Thunberg só perde para Lula em termos de ironias. Isso mostra o sentimento retrógado sobre uma importante questão mundial. É coisa para inglês ver, com as ressalvas obrigatórias quanto às honrosas exceções.

Assim era, assim é, mas era preciso dizer que havia gente refletindo na instituição. Desse modo, à exceção das particularidades da PF, tudo o quanto mais registrei neste GGN repercutia muito mais em razão de quem (um delegado federal) estava dizendo, escrevendo, do que mesmo pelo ineditismo ou contribuição ao debate.

É como se um delegado federal dizendo “é golpe, foi golpe” fizesse alguma diferença. Sempre chamei de Farsa Jato a maior tramoia jurídica da história, urdida por entreguistas, corruptos, por capitães do mato da elite do atraso. Parecia fazer a diferença chamar o herói da TV Globo de Zé Roela, hoje a serviço de corruptos.

Se fez ou não fez diferença, não se sabe. Mas, já deu. Bateu o cansaço, parecido com o de Álvaro de Campos (“O que há em mim é sobretudo cansaço — Não disto nem daquilo; Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço… infecundo, cansaço; Um supremíssimo cansaço, Íssimo, íssimo, íssimo”).

Ocupar nossa precária massa cefálica com histrionices, macaquices, pouca vergonha, com a horda de assassinos e ladrões da gangue do Planalto é demais. Chega de reverberar a hemorroida do Bozo, o pinto mal lavado dos adolescentes, gripezinha, ambientalistas maricas, e daí (?), não sou coveiro, jacaré…Leia também:  Impeachment distante e as outras lutas, por Aldo Fornazieri

Basta de o … da tua mãe, enfia no… fdp, ela quer dar o furo, chicletes, leite Moça, alfafa, o compromisso diário com a podridão aplaudida por insanos. Às favas o culto ao ódio, à família nepotista, o processo de imbecilização de uma sociedade doente, programada para sê-la, por que a alienação é a galinha dos ovos de ouro deles.

Não há luta entre esquerda e direita, mas sim luta da civilização contra a barbárie. Esquerda, já o disse, é concessão da direita para que ela, a direita, apareça limpinha e cheirosa na fita, como quem dá direito de defesa num processo aberto para condenar. O “golpichimam” de Dilma e o justiçamento de Lula falam por si (3).

A imprensa bate de mentirinha no Bozo, pois sabe que vitimizando Bozo ele ganha apoio popular. Enquanto reverbera sandices e maldades do Bozo, Paulo Guedes passa a boiada. Alimenta o embate futuro entre Bozo e Dória (o cocô puro contra o cocô com chantili) com Supremo, FFAA, Transparência Internacional et caterva.

A rigor, cansei de falso “Brazil quebrado”, de ver ladrão chamando Lula de ladrão, farsas jurídicas no Supremo, bandidos julgando inocentes (como a gangue de Eduardo Cunha), juízes larápios com “juridiquês” empolado livrando a barra das elites, com autoridades querendo furar a fila da vacina. Vão todos às favas!

Sob silêncio sepulcral das exceções, grassa a covardia e sabujice das Forças Armadas sempre a serviço do sistema, e que só apareceram na história para derrubar governos populares e pintar meio-fio. Aos quintos dos infernos também!Leia também:  Pacheco e Lira alinham pautas econômicas e querem “pacificar” Congresso

Acho que já deu. Por certo farei como Adriana Calcanhoto, e escreverei “cartas pra ninguém”, já que o inverno no Leblon é quase glacial.

Aliás, não só no Leblon. Na Praça Roosevelt também, onde a inútil e assassina Polícia Militar de S. Paulo, na cara de pau, cínica e autoritariamente rouba centímetro a centímetro o espaço público, com a cumplicidade de sua omissa “corregedoria” e do Ministério Público.

São essas minhas notas torpes de um quase adeus ou até breve ao GGN. É possível que eventualmente, reapareça por aqui, talvez em razão do que se diz ou se possa dizer, e, não mais em razão de quem diz… É possível que me dedique a um livro ou a uma saudade intensa que dói, dói, dói por que ser nervo exposto é fo…

(*) Armando Rodrigues Coelho Neto – jornalista, delegado aposentado da Polícia Federal, ex-representante da Interpol em São Paulo

1-     https://jornalggn.com.br/artigos/desculpas-delegados-da-pf-mas-foi-dilma-quem-fortaleceu-voces-por-armando-coelho-neto/

2-     https://www.youtube.com/watch?v=hI2WnEPXAFY

3-     https://jornalggn.com.br/crise/e-o-golpe-da-maconha-intrujada-lewandowski-por-armando-coelho-neto/

Remo lança a camisa “Soberana” no 116º aniversário, em homenagem ao açaí

Imagem

“O material de mídia da nova camisa azulina foi gravado na comunidade Santa Maria, no rio Maracapucú médio, em Abaetetuba. Os atores e atrizes são nativos que se mantém do extrativismo, açaí, peixe, entre outros. A comunidade possui um time de futebol amador chamado Azulino, que disputa o campeonato das ilhas”. A informação foi postada no perfil oficial do Remo no Twitter detalhando como foi a produção visual da campanha de lançamento da camisa “Soberana” no 116º aniversário do clube. A peça integra a coleção “Raízes”, marcando o retorno do Leão à Série B nacional.

O primeiro uniforme da temporada 2021 já está a venda nas lojas oficiais do Remo. A camisa faz alusão ao açaí, fruto típico da região e muito popular entre os paraenses. É a primeira peça lançada para a temporada. Batizada de “Soberana”, a camisa traz como conceito a Amazônia Azul, em homenagem à sua biodiversidade, recursos naturais, fonte de riquezas, pedras preciosas, petróleo e muitos ecossistemas.

Imagem

“O novo manto azulino é uma declaração de amor para a Amazônia, às nossas raízes. Essa nova camisa significa e tem uma importância especial para o Clube do Remo. Ela mais uma vez foi pensada, desenhada e desenvolvida pela equipe de marketing do clube. Pesquisando sobre a Amazônia Azul, muito utilizado pela marinha, pelo serviço de defesa nacional, acabamos tendo a ideia de homenagear a Amazônia Azul, pela sua biodiversidade, sua riqueza, o manancial de vida da Amazônia. Com toda a pesquisa acabamos colocando a nova camisa com o azul, o azul marinho único e mais lindo do mundo. Na camisa também tem o açaí, que veio para representar a vida da gente, toda a luta do nosso povo”, diz o diretor de marketing, Renan Bezerra.

Imagem
No dia em que completa 116 anos, Remo lança camisa

“Açaí é sinônimo de vida, fruta vital do povo do Pará. Queremos mostrar nossas raízes, de um todo, como história, cultura, política, arte, economia, esportes, onde tudo nasce de um princípio, de uma raiz. Raízes são a fonte primária, a seiva bruta de um povo, de uma nação. Reconhecer de onde viemos para descobrir quem somos”. (Renan Bezerra)

Imagem

O novo uniforme já está à venda nas lojas oficiais do Remo de toda a região metropolitana de Belém. O torcedor poderá adquirir a nova peça nos valores R$229,90 (masculina, do P ao GG); R$239,90 (masculina do 3G e 5G); R$209,90 (feminina, do P ao GG); R$209,90 (10 a 14 anos) e R$199,90 (2 a 8 anos), com desconto de 10% para os sócios.

Não foi definida ainda a estreia do novo uniforme, mas não será neste domingo, quando o Leão enfrenta o Independente Tucuruí pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Verde. A programação do clube é utilizar a camisa pela primeira vez no jogo seguinte, válido pela semifinal do torneio. Abaixo, o vídeo promocional de lançamento da Soberana:

(Com informações do perfil do Remo/Twitter e do GE)

Tribuna do torcedor

POR DANIEL MALCHER

Com a sucessão de rebaixamentos de clubes de futebol tradicionais do país ano após ano – o premiado com a desdita agora e mais uma vez é o Botafogo de Futebol e Regatas – acho mesmo é que a terminação “time grande” precisa ser rediscutida no Brasil. A extrema relevância dos estaduais até os anos 1980 e a importância considerável que possuíam até meados de 2004 e a consequente polarização de títulos dessa natureza entre os clubes das capitais dos estados da federação alimentou por anos a fio a ideia de que no país há muitos “times grandes”, “como em nenhum país do mundo do futebol de primeira linha”.

Somado a isso o fato de que os campeonatos nacionais com calendário menor do que os estaduais e com fórmulas mistas (pontos corridos na primeira fase, eliminatórias na segunda fase) e regulamentos esdrúxulos até 2002 abriam margem para o “imponderável”: times menos fortes seguirem e vencerem os campeonatos ou chegarem às finais.

O caótico planejamento administrativo do futebol dos clubes era sempre para o amanhã dos “6 meses” (estaduais de janeiro a julho + Copa do Brasil + Libertadores / Série A de agosto a dezembro). Quando a CBF estendeu o calendário das competições nacionais em 2003 com a Série A e em 2016 com a Copa do Brasil e a Conmebol em 2017 estendeu o calendário das competições continentais o planejamento precisou ser pensado para o ano todo, inaugurando-se no país a ideia da temporada. 

Clubes que até então levavam na barriga a Série A não suportaram mais levar todas as competições de forma quase que simultânea o ano inteiro, condição essa agravada a partir de 2016. E olha que no Brasil tudo no futebol ainda engatinha em termos de profissionalismo extremo. Não é à toa que muitos clubes outrora grandes sucumbiram aos rebaixamentos na era dos pontos corridos. Quando se exigiu o mínimo de organização, profissionalismo e competitividade na Série A a partir de 2003 não aguentaram o tranco.

O Brasil então não se diferencia dos demais países que adotam o modelo. O amadorismo administrativo histórico dos clubes entrou em parafusos pois não se encaixa às novas exigências inauguradas lá no quase longínquo início do século com as mudanças no calendário e fórmula de disputa na Série A. Não é à toa também que até há um certo tempo muitos dos outrora grandes clubes queriam a volta das fases eliminatórias e finais.

A justificativa da “volta da emoção” (?) e do aumento da arrecadação nas bilheterias era mera desculpa. Hoje, com muita boa vontade, temos 6 clubes realmente grandes no Brasil. E olhe lá. Somos como aqueles que um dia ousamos dizer que dos quais éramos diferentes.