Papão confirma contratação de zagueiro e atacante

Zagueiro é o novo reforço do Paysandu — Foto: Agência Paysandu

Denilson, zagueiro, e Igor Goularte, atacante, reforços anunciados pelo Paissandu no último final de semana, já estão treinando com o restante do elenco bicolor. Os jogadores iniciaram a pré-temporada na manhã desta segunda-feira com exames médicos e, em seguida, avaliações físicas antes das primeiras movimentações no Estádio da Curuzu.

Cria do Grêmio, onde atuou em boa parte da carreira, Denilson, de 25 anos, também já vestiu as camisas de Atlético Tubarão e Santa Cruz, seu último clube. Em 2020, ele fez 13 jogos pela equipe pernambucana, onde trabalhou com o técnico Itamar Schulle.

Igor Goularte atua pelos lados do campo — Foto: Agência Paysandu

Atacante de beirada, Igor Goularte, de 24 anos, vem de um acesso à Série C com o Grêmio Novorizontino. Lá, fez apenas sete jogos, sem marcar gol. Teve passagens por Itaboraí-RJ, Correcaminos-México, Atlético Acreano, Luverdense, Avaí, ABC e Estoril Praia-Portugal.

Além de Denilson e Igor Goularte, o Paysandu já havia anunciado as contratações do goleiro Victor Souza, do lateral-direito Júnior e do atacante Ari Moura.

Remo anuncia mais três reforços

A marcha das contratações do Remo para o Campeonato Paraense e a Série B. O clube anunciou hoje três novos reforços:

Jeferson Lima, volante — Foto: Divulgação/Remo

Jeferson Lima: volante, 24 anos, foi anunciado pelo Leão nesta segunda-feira, 15. O volante teve no Confiança, em 2020, o primeiro time profissional da carreira. Foram 41 jogos pelo Dragão.

Rodrigo Josviaki, ex-Vilafranquense — Foto: Divulgação/Remo

Rodrigo Josviaki, goleiro, 25, atuou por Tupi e Operário-PR antes de se transferir para o exterior: foram três anos no FC Stumbras, da Lituânia, e uma temporada no Vilafranquense, de Portugal, seu último clube. Foi anunciado nesta segunda-feira.

Acerto com Lucas de Sá já havia sido adiantado pelo ge Pará — Foto: Divulgação/Remo

Lucas de Sá: meia, 24, ex-Joinville, realizou 24 confrontos e balançou as redes quatro vezes em 2020. 

EM NEGOCIAÇÃO

Albano: principal jogador da Aparecidense na última Série D, o jovem meia de 23 anos é visto com grande potencial para o setor de criação. O Leão monitora do jogador, mas outros clubes têm interesse em sua contratação.

Reis: formado no Baenão, o meia-atacante realizou grande Série B pelo time sergipano, marcou 17 gols em 2020 e despertou atenção de clubes das Séries A, B e do exterior. A diretoria azulina fez contato com o estafe do jogador em janeiro, mas não houve acordo.

Gerente bolsonarista do Grupo Líder insulta professores e Sintepp exige retratação

Com erros grosseiros de português, o gerente comercial do Supermercado Líder Orimar Benedito Sousa Rodrigues postou críticas e insultos aos professores nas redes sociais, sugerindo até que o dinheiro do auxílio emergencial seja retirado da educação. O posicionamento soou esdrúxulo para o funcionário de uma rede varejista que depende do grande público para obter lucro e seguir crescendo, principalmente em tempos de pandemia.

Afirma na postagem que os professores estariam “sem trabalhar há um ano”. Além disso, ele compartilhou o post de uma pessoa que seria chamada “Mônica Patriota”, que dissemina inúmeros posts por dia, no melhor estilo robótico da propaganda bolsonarista. Na publicação, ele insulta os professores dizendo que estariam “curtindo” a vida em bares e praias e não querem voltar a trabalhar.

Os insultos foram prontamente rechaçados nas redes sociais, dando origem a uma campanha de solidariedade aos professores e de boicote às lojas do Grupo Líder.

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Diante das acusações e ataques infundados proferidos pelo gerente Orimar Rodrigues, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Pará (Sintepp) se pronunciou oficialmente exigindo que o Grupo Líder se retrate publicamente sobre o posicionamento de seu gerente. Diz a nota:

“Recentemente corre nas redes socais que um dos gerentes comerciais do Grupo Líder, sr. Orimar Rodrigues, está compartilhando de um robô ligado ao presidente Bolsonaro, que o próximo auxílio emergencial fosse descontado dos recursos da Educação Pública, por insinuar que os professores e professoras da Rede Pública estão nas praias e balneários ao invés das salas de aula. Tal afirmativa, sem base concreta em fatos, estão repercutindo de forma negativa no meio da categoria de educadores/as. A afirmação do gerente ligado à esta equipe empresarial, pode sem querer, levar a opinião pública a deduzir que este posicionamento reflete o desejo e pensamento do Grupo Líder. O que não nos parece no momento!”

Diante da repercussão, o gerente postou novas ofensas e deboches, buscando inclusive amparo em nota do próprio Grupo Líder, que não diz absolutamente nada sobre o episódio e nem demonstra intenção de coibir os abusos. Além disso, com ironia, Orimar dá a entender que a súbita notoriedade pode ser um ensaio para aventuras eleitorais futuras:

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No começo da tarde, fez outra postagem em tom mais comedido, tentando se vitimizar e negando ter ofendido a categoria dos professores:

“Bom dia! Isso aqui chamasse ASSASSINATO DE REPUTAÇÃO, eu expus uma posição minha e não da empresa que eu trabalho. Penso que a classe dos Professores é essencial pro crescimento do país, quando falo que tem que voltar a trabalhar, não são os que tem problemas médicos ou do grupo de risco, mas aqueles que são jovens e bons de saúde, sabemos que o vírus está aí a espreita, mas vejo que as escolas particulares estão funcionando com todos os procedimentos necessários pra não ter problemas. Tem mais eu sempre tive meu posicionamento político e é a partidário, respeito a todos, mas eu tenho o direito de expor as minhas posições e não deixarei de fazê-la quantas vezes forem necessárias, é além de uma obrigação é um dever de cidadão meu. Trabalho desde os meus 12 anos, sou honesto e digno da minha família, jamais desrespeitei os Professores, que são essenciais pro Brasil, apenas coloquei o que penso, inclusive no meu face, dias depois defendi a vacinação a favor da classe em vez de vacinar os presidiários. Sempre brinco com meus amigos, eu tenho personalidade, devo pra duas Entidades fortes, uma é DEUS a outra é o Bradesco, Deus perdoa e o Bradesco cobra em suaves prestações. Que vcs me perdoem mas jamais iria contra os nossos Professores, inclusive os meus da década de 70, 80 e 90 os chamo de Mestres até hoje, mas tem uma corja aí que não vale nada, esta apenas pra tumultuar, segue a vida e segue o jogo, aos meus amigos que me conhecem, meu respeito, aos que não sabem quem sou EU, procurem informações antes de me julgar. Fiquem com Deus que eu vou viver em paz. Fuuuuiiii…”.

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Nas redes sociais, Orimar mantém perfil de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, defendendo inclusive o “tratamento precoce” como combate à pandemia do novo coronavírus – iniciativa que cientistas e epidemiologistas consideram inócua em relação à covid-19.

Um drama que podia ser evitado

POR GERSON NOGUEIRA

Manaus-AM 1×1 Remo (Wellington Silva)

O jogo começou estranho para o Remo. Um apagão da zaga permitiu a Elivélton e Gabriel Davis manobrarem à vontade até o toque final de Diego Rosa para as redes, logo aos 6 minutos. Em qualquer circunstância, sofrer gol assim de cara complica bastante os planos de jogo, mas havia tempo para se recompor e reagir.

Ofensivo, buscando o jogo pelos lados com Marlon e Wellington, o Remo criou lances de perigo. Quase empatou com Lucas Siqueira, perdeu chances com Wallace e Augusto. Descuidos na marcação permitiam ao Manaus algumas boas chances em contra-ataque.

O problema maior estava nos avanços de Pingo, que tentava chegar à frente junto com Lucas. A subida dos dois volantes abria um buraco no meio-campo, por onde Gabriel Davis organizava o Manaus.

Quase ao fim do primeiro tempo, Bonamigo ajustou mais as linhas de marcação, mas o ataque não conseguia se ajustar. As bolas não chegavam a Augusto, Wallace era marcado com rispidez e Hélio parecia ainda longe do condicionamento ideal e sem conexão com Wellington Silva.

Na etapa final, Kevem quase empatou cabeceando rente ao poste. Wallace também esteve perto de marcar, mas o Manaus se defendia bem, não permitindo espaços à entrada da área.

Aos 10 minutos, a história começou a mudar. Tiago Spice, que havia batido à vontade no 1º tempo, deu uma cotovelada em Hélio e foi expulso. Abria-se um cenário extremamente favorável ao Remo na partida.

Com gramado pesado, os times sentiam o desgaste, mas a bola estava sempre em poder dos azulinos. Aí ficou clara a ausência de um planejamento ofensivo, que valorizasse a troca de passes em velocidade e as jogadas pelos lados. As melhores manobras eram quase sempre com Wellington, que virou ala na parte final do jogo.

O Manaus se multiplicava em campo, muito em função da marcação bem posicionada, priorizando setores e não o corpo a corpo. Em contra-ataques, ameaçava seguidamente. O lado curioso disso é que, com a vantagem de um homem a mais, o Remo levou menos perigo do que quando a partida estava numericamente igual.

Faltava ideia e capacidade de elaboração no meio-campo. Felipe Gedoz, responsável pela criação, andou arriscando alguns chutes, mas sempre descalibrados. Chegou com perigo numa tentativa pela linha de fundo, mas tomou a decisão errada, finalizando ao invés de passar para Augusto.

Quando o desespero já batia forte, uma jogada despretensiosa nascida na intermediária abriu caminho para o empate, aos 43’. Gedoz lançou Lucas e este passou para Dioguinho, que não havia acertado nenhuma tentativa até então. O meia bateu em direção ao gol, a bola resvalou no goleiro e sobrou para Wellington chutar para as redes.

Depois desse lance, Augusto podia ter feito o segundo gol, mas disparou em cima do goleiro e desperdiçou grande oportunidade.

O drama final do confronto deu a medida das dificuldades que o Remo teve em campo, pela ausência de entrosamento em vários setores da equipe e o baixo rendimento de peças importantes, como Marlon e o próprio Lucas.

Superar essas deficiências, sem dispor de um banco de suplentes confiável, será o maior desafio para Paulo Bonamigo no jogo da volta, antecipado para quinta-feira à tarde, no Mangueirão. O Manaus não é superior ao Remo, mas em alguns momentos se mostrou mais organizado e consciente do que precisava fazer em campo.

Apesar dos efeitos danosos da covid para o condicionamento físico e da visível perda de força ofensiva, Bonamigo acredita na evolução técnica dentro da competição. A conferir.

Escaramuças do VAR e garfadas em série contra o Fogão

O VAR marcou presença na rodada de ontem da Série A. Corinthians e Vasco, adversários de Flamengo e Internacional, reclamaram muito das marcações. Fica mais evidente esse tipo de erro no momento de definição do campeonato ao mesmo tempo que torna o rebaixado Botafogo completamente invisível, inclusive quanto aos erros grosseiros que seguem se repetindo contra o time.

Contra o Goiás, no sábado, o volante Caio Alexandre sofreu pênalti claro, mas o árbitro deixou rolar. Faltas invertidas, rigor excessivo nos cartões a jogadores alvinegros. Um filme velho, repetitivo.

É claro que, pelas regras não escritas do futebol, quem está em fase descendente não pode nem reclamar de nada. Uma reles analista de arbitragem do Sportv se sentiu encorajada a dizer que as queixas do Botafogo no jogo não passavam de chororô.

O clube alvinegro assinou a sentença prévia de morte ao se posicionar, correta e corajosamente, contra a volta antecipada do futebol durante a pandemia, tanto no Covidão RJ quanto no Campeonato Brasileiro. Desafiou interesses poderosos.

A briga com a cartolagem da Ferj foi encampada pelos patifes da CBF com requintes de perversidade. A entidade, refém do discurso negacionista do presidente da República, castigou sem pena o Botafogo neste Brasileiro, tirando-lhe entre 15 e 20 pontos, por baixo. Desconfio que os árbitros ganhavam até elogios a cada nova garfada.

Importante: nada disso diminui a incompetência criminosa da cartolagem nas contratações, na gastança inútil com bondes internacionais e na mão podre para escolher técnicos. Mas, obviamente, não era campanha para rebaixamento; o time é fraco, mas num campeonato absurdamente ruim está no mesmo nível de metade de seus adversários.

Anotei aqui alguns dos clubes que não têm elenco superior e nem jogam em nível técnico flagrantemente acima do Botafogo: Sport, Atlético-GO, Goiás, Vasco, Coritiba, Fortaleza, Corinthians, Atlético-PR e Bahia. A maioria conseguiu se salvar porque teve mais aplicação, apostou em técnicos competentes e não enfrentou arbitragens seletivas. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 15)