“No final da II Guerra mundial, descobriu-se que ninguém era nazista na Alemanha. Todos tinham votado no Amoedo”.
Manoel Olavo, no Twitter
“No final da II Guerra mundial, descobriu-se que ninguém era nazista na Alemanha. Todos tinham votado no Amoedo”.
Manoel Olavo, no Twitter

As partidas finais do Campeonato Paraense, entre Remo x Paissandu, terão transmissão pela TV Meio Norte para várias regiões do país. Os jogos estão marcados para amanhã (2), às 20h, e domingo (6), às 17h, direto do Estádio Jornalista Edgar Proença (Mangueirão), em Belém.
A transmissão do clássico Re-Pa pela emissora sediada em Teresina (PI) acontece por força de uma parceria entre a TV Meio Norte e a TV Cultura do Pará, que vai gerar as imagens e produzir a cobertura.
O presidente da Funtelpa, Hilbert Nascimento, descreve a parceria como uma possibilidade ímpar de torcedores de todo o Brasil acompanharem a decisão de “um campeonato extremamente competitivo disputado por alguns dos maiores rivais do futebol brasileiro”.
Neste ano, será a 59ª vez que o Re-Pa decidirá o campeonato estadual. No histórico, são 32 vitórias do Remo contra 26 do PSC. O Leão encara a sua 86ª decisão de Parazão, enquanto o Papão da Curuzu fará sua 79ª final. O time vencedor vai erguer a taça “Estrela do Norte”, nome escolhido pelos torcedores por meio de uma votação virtual.
O coordenador de conteúdo e apresentador da Rede Meio Norte, Marcos Monturil, prepara uma programação diferenciada envolvendo todo o núcleo de esporte da emissora. No jogo de domingo (6), a TV vai oferecer aos telespectadores uma edição especial do programa ‘Domingo Olé’, que começa antes da partida de futebol.
Além da parceria com a Meio Norte, a Cultura vai ceder imagens para a TV Brasil, TV Encontro das Águas (AM), TV Cultura de Roraima e TVE do Espirito Santo.
A Assembleia Legislativa reprovou as contas do ex-governador Simão Jatene (PSDB), que já tinham sido votadas e aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em votação secreta e tumultuada, a ampla maioria dos deputados votou (34) votou pela reprovação. Apenas seis votaram contra o parecer da Comissão de Justiça da Alepa, que recomendou a rejeição das contas de Jatene referentes ao exercício de 2018, último ano de seu governo, em função das graves irregularidades levantadas.
O próprio Jatene compareceu para acompanhar a sessão, acompanhado pelos ex-deputados José Megale e Tetê Santos, ambos tucanos. Jatene fez sua defesa da tribuna da Alepa, onde descreveu em 1h45 detalhes da prestação de contas e criticou a postura do parecer elaborado pelos deputados Júnior Hage (PP) e Wanderlan Quaresma (MDB), contrário ao que o TCE já havia julgado e aprovado.
A votação das contas foi realizada em votação secreta e turno único, como recomenda o regimento interno da Alepa. Os deputados Thiago Araújo (Cidadania), Heloísa Guimarães (DEM), Eliel Faustino (DEM), Delegado Caveira (PP) e Toni Cunha (PTB) revelaram que votaram contrariamente à reprovação das contas do ex-governador.
Irritado com o resultado, que o torna inelegível por oito anos, Jatene ainda discutiu com deputados à saída da Assembleia Legislativa. Foi particularmente agressivo com o deputado Wanderlan Quaresma. Em meio a ofensas, o deputado Dr. Daniel, presidente da Alepa, foi obrigado a intervir para acalmar os ânimos.
Vale dizer que Jatene já havia sido declarado inelegível pelo TRE, por oito anos (até 2022), por abuso de poder e compra de votos nas eleições de 2014.
Jatene já estava inelegível. Além da condenação pelo TRE em 2014, ele havia sofrido uma segunda condenação (inelegibilidade) pelo uso abusivo de cheque moradia na eleição de 2014, em processo movido pelo MDB. A rejeição das contas de 2018 pelo plenário da Assembleia Legislativa é, portanto, a terceira inelegibilidade.

O deputado Carlos Bordalo (PT), que preside a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará, protocolou nesta terça-feira (01) Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que revoga o título honorífico de “Honra ao Mérito” a Júlio Marcos de Deus Saraiva. A solicitação da revogação do decreto ocorreu mediante declarações racistas, misóginas e preconceituosas que Saraiva proferiu na rede social Facebook no dia 25 de agosto contra a pré-candidata à prefeitura do Rio de Janeiro e atual deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ).
“Mulher feia, insípida, inodora, incolor, preta ridícula, beiçuda, nariz de tomada, essa vagabunda, criou uma Lei, que dá para quem é Quilombola (preguiçosos e lerdos) e preto em geral, cota de 20% nos Partidos na próxima eleição, vai inviabilizar os Partidos, só podia ser coisa dessa negra idiota. Líder da Esquerda Evangélica…”, declarou Saraiva.
As ofensas racistas ferem o artigo 5º da Constituição Federal, que considera a prática, crime inafiançável, imprescritível e sujeito à pena de reclusão. Portanto, de acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos são atitudes e declarações “abjetas que desonram o mérito recebido”, declarou em nota de repúdio.
As declarações de Júlio Saraiva se deram após decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que determina como obrigação dos partidos destinarem recursos do Fundo Eleitoral de forma equivalente à quantidade de negros e brancos. A determinação é proveniente de uma consulta proposta pela deputada federal Benedita da Silva.
Segundo IBGE, as candidaturas negras para vereador nas eleições municipais de 2016 somavam 48% dentre 437 mil aptos à concorrência. Já entre os eleitos o percentual caiu para 42%. No que diz respeito às pessoas pretas, o quantitativo é de 5%. De acordo com a justificativa da proposição apresentada em sessão ordinária da Alepa “(…) a distribuição justa dos recursos de campanha e do tempo de propaganda, na exata proporção de candidaturas lançadas, demarca um passo decisivo para diminuição da histórica desigualdade de condições entre negros e brancos vivenciadas no nosso país”.
Benedita da Silva compareceu ontem (31) à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) prestar queixa contra Saraiva. “É lamentável que ainda tenhamos episódios assim, mas continuarei lutando, como sempre fiz em toda a minha vida. Não vão me calar jamais, pois racistas não passarão!”, afirmou.

A Justiça Federal publicou, nessa segunda-feira (31), sentença de condenação do ex-prefeito de Belém (PA) Duciomar Gomes da Costa e de outras seis pessoas e uma empresa acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa com recursos públicos de contrato de 2009 para a prestação de serviços de comunicação, marketing e realização de eventos para a prefeitura.
O grupo foi condenado a devolver R$ 4,2 milhões aos cofres públicos, a pagar multa no valor de 10% desses recursos, e ficou proibido de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais ou creditícios durante dez anos. O ex-prefeito também teve os direitos políticos suspensos por oito anos.
Além de Duciomar Costa, a juíza federal Hind Ghassan Kayath condenou Ilza Baía Pereira, Márcio Barros Rocha, Yuseff Leo Leitão Siqueira, Ana Emília Brito Leitão Siqueira, Maria de Nazaré Brito Siqueira, Délcio Donato Pantoja Oliveira, e a empresa I9+ Serviços de Comunicação.
O processo foi aberto a partir de ação judicial decorrente das investigações que resultaram na Operação Forte do Castelo, realizada em dezembro de 2017 em Belém, Ananindeua (PA), São Paulo (SP), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG), com o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária, 14 de busca e apreensão e três de condução coercitiva.
Além do processo cuja sentença foi publicada nessa segunda-feira, há cerca de 15 outros processos em trâmite na Justiça Federal em Belém originados de ações do MPF decorrentes da Operação Forte do Castelo. São ações por improbidade, ações com pedidos de ressarcimento aos cofres públicos, e ações penais.
Assinadas pelos procuradores da República Alan Mansur e Ubiratan Cazetta, as ações detalham a formação de um esquema que o MPF chamou de “verdadeira apropriação privada de contratos públicos”: pessoas ligadas ao ex-prefeito criaram ou tornaram-se sócias de empresas e, a partir daí, essas empresas passaram a conseguir contratos com a prefeitura por meio de processos que restringiam a participação de concorrentes.
No caso da concorrência pública 006/2009, promovida pela Prefeitura de Belém por meio da Coordenadoria de Comunicação Social (Comus), a Controladoria-Geral da União (CGU) detectou que houve “evidente favorecimento” da empresa I9+ Serviços de Comunicação, apontou o MPF na ação judicial.
Entre as irregularidades apontadas, estão: restrição da competitividade mediante exigência de que a retirada do edital, a entrega de documentos e as impugnações fossem feitas de forma presencial na sede da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura, falta de juntada ao processo administrativo da licitação da justificativa da proibição da participação de empresas na forma de consórcio, e exigência de apresentação de garantia da proposta em momento anterior à data definida para o recebimento e abertura dos documentos relativos à fase de habilitação no processo licitatório. (Com informações da Justiça Federal)

A decisão do procurador Deltan Dallagnol de deixar o comando da Lava Jato foi recebida com ironia pelo advogado Rodrigo Tacla Duran, que denunciou irregularidades na operação, incluindo a tentativa de extorsão para que ele fosse blindado nas investigações. Em tweet, Tacla Duran ironizou o anúncio da saída de Dallagnol: “Essa é a famosa saída de fininho”, escreveu Duran.
De acordo com publicação do Correio Braziliense, Dallagnol deverá passar tempo com sua filha durante um tratamento médico. Em consequência, ao procurador-geral da República, Augusto Aras, caberá escolher uma nova equipe para a operação em Curitiba, ou não.
Dallagnol ficou conhecido na operação, em particular durante investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com destaque para o escandaloso caso do Power Point, pelo qual ele foi denunciado ao CNJ. Dallagnol é a favor da continuação do trabalho da força-tarefa, que vê como necessária para o efetivo combate à corrupção.
Ainda segundo a mídia, Dallagnol tem observado retrocesso no combate à corrupção nos últimos meses, o que seria resultado de possíveis interferências no trabalho da Polícia Federal, assim como desentendimentos internos entre as equipes do órgão nos estados com a Procuradoria-Geral da República.
Lava Jato: polêmica e contestação
Iniciada em 2014, a Operação Lava Jato envolve uma série de investigações contra suspeitas de um grande esquema de lavagem de dinheiro e corrupção, envolvendo principalmente políticos, funcionários públicos e empresários. Mais de mil mandados de busca, apreensão, prisão temporária, prisão preventiva e condução coercitiva já foram feitos ao longo das dezenas de fases operacionais.
Ao mesmo tempo, boa parte da indústria nacional de peso foi dizimada pela operação. Os casos mais óbvios são os da indústria naval e da construção civil. No campo político, a Lava Jato interferiu decisivamente no processo que resultou no golpe contra Dilma Rousseff e na posterior eleição de Jair Bolsonaro, cujo principal adversário, Lula, foi impedido de se candidatar por força de uma condenação sem provas, a partir de investigações até hoje muito questionadas.

O BTG Pactual foi o assunto mais comentado no Twitter na segunda (31), após uma decisão judicial ter proibido o GGN de divulgar reportagens sobre o banco fundado por Paulo Guedes. Foram mais de 60 mil mensagens disparadas na rede social citando “BTG Pactual”. As tags “Nassif”, “3 bilhões”, “Banco do Brasil”, que tiveram na censura ao GGN a mesma origem, também estiveram entre os trending topics mobilizando dezenas de milhares de tweets.
A reação ocorreu depois que um juiz do Rio de Janeiro, sem analisar o mérito das matérias assinadas pelos jornalistas Luis Nassif e Patrícia Faermann, mandou remover do site 11 textos sobre o BTG, alegando que a imprensa deve ser livre, mas não para “causar danos à imagem de quem quer que seja”. A sentença ainda diz que a censura era necessária para minimizar os prejuízos financeiros dos acionistas do BTG.
As principais associações da classe jornalística (Abraji, Fenaj, ANJ, ABI, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo) repudiaram a censura judicial imposta ao GGN.
A presidência nacional da OAB, o Grupo Prerrogativas, o Instituto Vladimir Herzog, entre outras instituições, também manifestaram apoio. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, políticos, juristas, artistas e acadêmicos renderam sua solidariedade a Nassif e à equipe do GGN.
Sites da imprensa alternativa – Brasil 247, Viomundo, Diário do Centro do Mundo, Jornalistas Livres, Revista Fórum, Blog do Marcelo Auler, entre outros – repercutiram a censura ao GGN. Jornalistas como Barbara Gancia, José Trajano, Sidney Rezende, Bob Fernandes e Marcelo Lins também se solidarizaram.
Mas à exceção do Congresso em Foco, associado ao UOL, os veículos da chamada grande mídia não publicaram uma linha sobre a decisão judicial classificada como “genérica” e “inconstitucional”, por afrontar o direito à informação, a liberdade de imprensa e de expressão.
Nas redes, jornalistas e internautas questionaram a indiferença dos grandes sites e jornais. Folha, O Globo, UOL, CNN Brasil, Estadão, entre outras empresas de comunicação, incluindo o Intercept Brasil, foram “marcados” pelos navegantes, que cobravam uma posição.
Apenas o jornalista Ricardo Noblat retuitou uma mensagem da conta Jornalismo Wando (que tem uma coluna no Intercept) sobre o caso BTG. E Pedro Fernando Nery, colunista do Estadão, escreveu em seu perfil que a censura ao GGN era “lamentável”.
Na mesma noite em que o BTG virou um dos assuntos mais comentados na internet, a Rede Globo denunciou um esquema na gestão Crivella para “atacar jornalistas” e impedir reportagens negativas nos hospitais em tempos de Covid-19.
Somente este obstáculo à imprensa livre comoveu os jornalistas da grande mídia. Os mesmos que até agora permanecem em silêncio sobre a censura imposta ao GGN.

Por Heraldo Campos (*)
Outro dia, meio que por acaso, dando uma zapeada na televisão, me deparei com um documentário sobre a Inezita Barroso, na TV Cultura de São Paulo.O documentário “Inezita” mostrou várias facetas da cantora que foi também uma folclorista, professora, apresentadora e atriz.Lá pelas tantas, um trecho dessa bela memória televisiva mostrou a paixão da artista pelo Corinthians, seu time do coração.
Pelo que pude entender, ela tem uma música “Corinthians Meu Amor” dedicada a esse time que é minha paixão também.Pesquisei na internet para ver se achava a letra dessa música e não encontrei, mas acabei topando com a pérola dessa letra “Corintia (Meu amor é o Timão)” de outro corintiano, o Adoniran Barbosa. Aqui está:
Como é bom ser alvinegro
Ontem, hoje e amanhã
Respirar no ar a mistura
Do Tietê e Tatuapé
Lá no alto a velha Penha
De Anchieta e Bandeirantes
Ver São Jorge lá na Lua
Abençoando a fazendinha
Onde mora um gigante
Tem igreja e tem biquinha
Corintia, Corintia
Meu amor é o timão
Corintia a cada minuto
Dentro do meu coração
Corintia, Corintia
Meu amor é o timão
Corintia a cada minuto
Dentro do meu coração
Belém, Vila Maria e Mooca
E São Paulo extensão
Mogi, Guarulhos, Itaquera
Tudo vibra Coringão
É o Corintia de nóis tudo
É paulista é campeão
Corintia, Corintia
Meu amor é o timão
Corintia a cada minuto
Dentro do meu coração
Corintia, Corintia
Meu amor é o timão
Corintia a cada minuto
Dentro do meu coração
Dentro do meu coração
Dentro do meu coração
Apesar dele não citar o Brás nessa letra, bairro onde nasci na cidade de São Paulo, puxado pela memória, me senti totalmente dentro do cenário dos bairros que ele fala (Tatuapé, Penha, Belém, Vila Maria, Mooca e Itaquera), pois a Zona Leste paulistana era a região que mais frequentava, quando estudei no Colégio Nossa Senhora do Carmo que funcionava no centro velho de São Paulo.
Nessa escola marista, a maioria dos meus amigos do ginásio e do colégio morava na Zona Leste, para onde tinha a linha de ônibus “Parque São Jorge” da extinta CMTC – Companhia Municipal de Transporte Coletivo.

Essas cenas todas me fez lembrar a primeira vez, com oito anos de idade, que embarquei junto com meu pai nesse ônibus para assistir um Corinthians 1 x Guarani 0 no Parque São Jorge, salvo engano, com um gol de falta do Luizinho, o “Pequeno Polegar”. Nessa partida, o goleiro alvinegro era o Heitor e o lateral direito o Oreco.
Assistimos ao jogo do alambrado, em pé, porque as arquibancadas de madeira da Fazendinha estavam lotadas.O ano deveria ser 1962 e estava no segundo ano primário do Grupo Escolar Romão Puiggari, que ficava na Avenida Rangel Pestana, no bairro do Brás.
Depois desse dia marcante, virei um frequentador assíduo dos estádios em que o Timão jogava, principalmente os jogos na capital paulista, numa época que se comprava o bilhete de entrada poucas horas antes do jogo e se comia um suculento sanduba de pernil, alternado com uns bons goles de cachaça, para não passar fome dentro do estádio.
Passados muitos anos e depois das perdas que estamos passando nesses tempos de hoje, parece que o que ainda restou foi um grito que nos faz lembrar o que já diziam, com muita energia, os ilustres corintianos, Inezita Barroso e Adoniran Barbosa: “Vai, Corintia!”.
(*) Heraldo Campos é Graduado em geologia (1976) pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Mestre em Geologia Geral e de Aplicação (1987) e Doutor em Ciências (1993) pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo – USP. Pós-doutor (2000) pelo Departamento de Ingeniería del Terreno y Cartográfica, Universidad Politécnica de Cataluña – UPC e pós-doutorado (2010) pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo – USP.

O Instituto Vladimir Herzog se manifestou ontem para repudiar a censura imposta por um juiz do Rio de Janeiro ao jornalista Luis Nassif. Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, juiz da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro, obrigou o “Jornal GGN” a tirar do ar uma série de reportagens de Luis Nassif sobre o Banco BTG Pactual, sob pena de pagamento de multa diária de 10 mil reais em caso de descumprimento. As reportagens censuradas abordam vários contratos suspeitos envolvendo o banco e, portanto, possuem um inegável interesse público.
“A capacidade de jornalistas e comunicadores produzirem e fazerem circular informações e opiniões para a sociedade nunca esteve tão comprometida desde a redemocratização”, diz a nota.
“A censura imposta a Luis Nassif impacta não só os profissionais diretamente atingidos por ela, mas também a livre circulação de informações e de ideias, restringindo o direito da população à informação como um todo. Questionar a imprensa ou discordar dela são atitudes legítimas, tentar silenciá-la com ataques é uma evidente e grave violação à Constituição e ao Estado democrático de Direito”.
“O Instituto Vladimir Herzog presta solidariedade ao jornalista Luis Nassif e reafirma seu compromisso em acionar todas as vias legais para cobrar representantes públicos e responder aos desafios que atravessamos. Somente assim é que seremos capazes de interromper a escalada de violações à liberdade de expressão e de ataques a jornalistas e comunicadores”, finaliza o comunicado.
Cafiero Filippelli (1889 – 1973).
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