Hélio tenta reencontrar caminho das vitórias na Série C

Hélio dos Anjos sobre pressão ao Paysandu antes da final da Copa Verde: 'Eu  não afrouxo'

O técnico Hélio dos Anjos, que assumiu o comando do Papão no ano passado, em plena Série C, sobreviveu bem à crise que agitou o clube nas últimas semanas após resultados ruins no Brasileiro. A conquista do título estadual abafou os protestos, pelo menos por enquanto, dando ao treinador goiano tranquilidade para tentar iniciar a recuperação na competição nacional.

Aos 62 anos, Hélio já foi chamado de ultrapassado por parte da torcida, mas deu a volta por cima com a taça do Parazão. O desafio agora é conseguir estabilidade no Brasileiro, onde o PSC ocupa a oitava posição no grupo A, à beira do Z4. Em cinco jogos, perdeu três, empatou um e obteve uma vitória.

Em 2019, o time teve um comportamento bastante diferente sob o comando de Hélio. Avançou invicto até o mata-mata, disputando com o Náutico o acesso à Série B. Depois de assumir a equipe, o time jogou 14 partidas, conquistando 11 empates e três vitórias.

O saldo da passagem de Helio pelo clube é bastante positiva. Foram 43 jogos, com 18 vitórias, 19 empates e seis derrotas.

Neste sábado, às 19h, Hélio comanda o Papão diante do Imperatriz necessitando de uma vitória para se afastar das últimas posições e entrar de novo na briga direta pela classificação. Com problemas na equipe – principalmente Nicolas, que pode ficar de fora -, o PSC faz um jogo de recuperação depois da derrota para a Jacuipense na quarta-feira.

O time maranhense também terá desfalques, pois quatro jogadores testaram positivo para covid-19 e ficaram em Imperatriz.

Tribuna do torcedor

Por Marcão Fonteles

Há alguns anos atrás o futebol paraense tinha uma característica importante. De revelador de grandes jogadores: Manoel Maria, Oliveira, Assis, Bira e dezenas de outros.
No campeonato paraense os grandes clubes tinham na Tuna Luso uma oficina de produção de craques, que brilhavam na Tuna em um ano e no outro eram contratados pelo Paysandu e pelo outro time. Vinham jogadores também do interior do estado (Belterra, Tuíca) e do Amapá (Aldo, Bira).
Sempre os maiores clubes traziam 1 ou 2 jogadores dos chamados grandes centros. De Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul. Uma parte do Nordeste. Esses que vinham era para fazer a diferença, dar qualidade e rodagem ao time local. Assim vieram Bené, Adilson, Luizinho e outros. O time que acertava na contratação invariavelmente era o campeão do ano. Com esses times, os clubes paraenses eram respeitados no Estado e fora daqui. Eram fortaleza na Amazônia e disputavam de igual com os times do Nordeste.

A direção dos nossos clubes eram realizadas por pessoas abnegadas, que amavam o clube de o esporte. Diferente de hoje, que parece muito mais um
bando de menino pimbudo, que nunca jogou bola no asfalto ou nas ruas sem; nunca empinou papagaio, nunca foi moleque. Receberam o que tem de herança e, até tem um sentimento de amor ao clube, querem retribuir as alegrias que os clubes deram aos pais e avós (esses sim dirigentes de verdade, como Falângola, Couceiro e outros). Infelizmente, esses meninos são jogadores de peteca no carpete da sala, com merendinha na boca dada pela vovozinha. São facilmente engabelados pelos espertos empresários de jogadores, experts em empurrar gato por lebre.

Toots Hibbert, pioneiro e lenda do reggae, morre aos 77 anos

Toots Hibbert

O músico Toots Hibbert, criador e líder do grupo Toots and the Maytals, que ajudou o reggae a se tornar um dos ritmos mais populares do planeja, morreu aos 77 anos em Kingston, na Jamaica. A causa da morte não foi informada pela família, que vinha cuidando dele no hospital, onde deu entrada com sintomas do coronavírus.

Nunca escutou a música dele? Então tire esse atraso da sua vida Influente, multi-instrumentista, dono vocais agudos cheios de emoção, Hibbert transformou músicas como “Pressure Drop”, “Monkey Man” e “Funky Kingston” em clássicos do reggae de todos os tempos, influenciando de Bob Marley a ingleses como os Rolling Stones.

Bastidores do rock

Pink Floyd – Wish You Were Here: O som da ausência – Wand'rin' Star

O calendário das grandes datas do rock traz hoje como destaque os 45 anos do lançamento de “Wish You Were Here”, grande álbum do Pink Floyd, cuja capa icônica simboliza a ausência de várias maneiras. As gravações do álbum começaram em janeiro de 1974, sendo que a maioria das canções foi feita durante a primeira parte do ano seguinte.

Pandemia sem ambrosia

Por Heraldo Campos (*)

Como é boa uma ambrosia bem feitinha, caseira, sem grandes perfumarias culinárias ou com receitas de metidos gourmets.

Para uma receita de ambrosia não existe muita dúvida. Para a ambrosia é preciso de água, ovos, leite, canela, cravo, raspa e suco de limão, com as proporções variando dependendo da quantidade.

Existem boas receitas, bem simples de serem executadas, que podem ser encontradas na internet, ao gosto do freguês.

Agora, tem uma coisa, assistindo a TV no feriado prolongado de 7 de setembro de 2020, até esse doce caseiro, feito na beira do fogão, durante a quarentena, anda desandando, deixando a gente numa pandemia sem ambrosia.

Com as praias urbanas lotadas ao longo do extenso litoral brasileiro, parece que não existe mais dúvida de que não estamos no meio de uma pandemia do coronavírus que matou mais de 127 mil pessoas. Parece que essa pandemia passou e todo mundo foi vacinado. Ninguém mais é potencial reservatório do coronavírus para transmitir para seu compatriota. Essa é a impressão que fica vendo as imagens pela TV.

Será que foi essa uma das mensagens, de certa fora bem aceita por um monte de gente, que o atual governo militar passou, quando insistia em querer empurrar goela abaixo a tal da cloroquina, como a verdadeira salvadora da pátria?

Aglomerações desse tipo, vistas aos borbotões pela TV, durante o feriado prolongado, quem sabe, um dia, poderão existir com um risco reduzido, se a maioria da população estiver vacinada. E, convenhamos, não temos a data, ainda, para que esse esperado e festejado dia aconteça.

Se essa gente toda que foi para praia no feriado prolongado resolvesse protestar contra o governo, como fizeram algumas torcidas organizadas num passado recente, teríamos alguma esperança de mudança política nesse nosso sofrido país. Será que a maioria do povo tem essa dúvida?

“Aprendi que coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo”. (Nelson Mandela).

(*) Heraldo Campos é Graduado em geologia (1976) pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Mestre em Geologia Geral e de Aplicação (1987) e Doutor em Ciências (1993) pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo – USP. Pós-doutor (2000) pelo Departamento de Ingeniería del Terreno y Cartográfica, Universidad Politécnica de Cataluña – UPC e pós-doutorado (2010) pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo – USP.