Demitido pelo Confiança, Matheus Costa é anunciado como novo técnico do Papão

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O Paissandu confirmou Matheus Costa como o novo técnico do time para a disputa da Série C. Campeão invicto do certame sergipano com o Confiança neste ano, o treinador foi demitido na quarta-feira, 16. Aos 33 anos, Matheus é paranaense (natural de Curitiba) e iniciou a carreira em 2017 no Paraná Clube. Dirigiu Joinville, Coritiba, retornou ao Paraná em 2019 e comandou o Confiança até quarta-feira, 16, quando foi dispensado após o empate (2 a 2) com o Avaí.  

“Torcida fiel bicolor, estou muito motivado para trabalhar pelo acesso com essa nação gigante que é a do Paissandu. Conto com o apoio de todos para que juntos possamos conquistar esse acesso”, declarou o novo treinador ao site oficial do clube.

Na partida de domingo contra o Ferroviário, em Fortaleza, Matheus não dirigirá o time. A responsabilidade será do auxiliar permanente Leandro Niehues, que assumiu a equipe após a demissão de Hélio dos Anjos. Na próxima terça, 22, Matheus comandará o primeiro treino, no CT do Retrô, na região metropolitana do Recife, iniciando a preparação para o duelo com o Botafogo-PB, em João Pessoa.

Matheus saiu do Confiança devido à sequência de nove partidas e apenas uma vitória na Série B. Decisão foi tomada um dia depois do empate em 2 a 2 com o Avaí dentro de casa, na última terça-feira, 15. Ele estava no clube desde fevereiro e ganhou o campeonato estadual de forma invicta, além de realizar grande campanha na Copa do Nordeste.

Desempenho de Matheus no Confiança: 23 jogos, com 7 vitórias, 5 derrotas e 11 empates – 47,82% de aproveitamento. O time marcou 24 gols (1,04/por jogo) e sofreu 22 (0,95/por jogo).

Molecagem & genocídio

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“Primeiro-ministro inglês diz que segunda onda de covid-19 é inevitável no Reino Unido;Itália tem maior número de novos casos desde maio; Espanha tem número de casos equivalente ao pico da pandemia; França tem numero de casos recorde… Bolsonaro: ‘Ficar em casa é coisa para fracos'”.

Palmério Dória, jornalista e escritor

Meio século sem Jimi

Se no futebol existe Pelé, no basquete, Michael Jordan e na física, Albert Einstein, na guitarra há alguém chamado James Marshall Hendrix. O “maior guitarrista de todos os tempos” morreu há exatos 50 anos, no auge, deixando para nós um legado de magnitude cósmica —de onde provavelmente ele veio.

OK, você prefere a “mão lenta” do “deus”, Eric Clapton, a técnica e velocidade absurdas de Eddie Van Halen ou misticismo único de Jimmy Page. Mas responda sinceramente: algum deles foi maior, mais revolucionário e influente que o cometa Jimi Hendrix? Er…. Difícil.

Essa era nossa teoria, e ela foi confirmada por seis expoentes da guitarra brasileira: Andreas Kisser (Sepultura), Kiko Loureiro (Megadeth), Edgard Scandurra (Ira!), Robertinho do Recife, Edu Ardanuy (Dr. Sin) e Lanny Gordin. E eles foram além: dá pra sintetizar a viagem “hendrixeana” em três pontos.

*Ele colocou a guitarra, instrumento antes relegado ao acompanhamento, como protagonista da música

*Ele abusou de solos, experimentação e pedais de distorção, como fuzz e wah-wah, “inventando” o rock pesado

*Ele investiu no visual e performance incendiária, anos à frente dos já revolucionários anos 60

E tudo isso sem falar na qualidade de um compositor que soube sintetizar a experiência da contracultura em ‘Foxy Lady’, ‘Purple Haze’, ‘Little Wing’, ‘The Wind Cries Mary’, que viraram cânone para guitarristas. (Do Splash/UOL)

Seleção é convocada com duas novidades

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Saiu a convocação da Seleção Brasileira para os os dois primeiros compromissos nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, contra Bolívia e Peru. As partidas estão marcadas para os dias 9 e 13 de outubro, respectivamente. Tite manteve a base de jogadores, mas chamou dois novatos: Gabriel Menino (Palmeiras) e Rodrygo (Real Madrid).

Chance de ouro para o Leão

POR GERSON NOGUEIRA

Gustavo Hebling

A estratégia, esboçada em declarações do presidente Fábio Bentes e do técnico Mazola Junior, é amparada nos números: os quatro jogos seguidos que o Remo vai cumprir em Belém a partir de domingo (20) representam preciosa oportunidade de encaminhar a classificação à próxima fase do Brasileiro da Série C.  

Com nove pontos ganhos na classificação do grupo A, o Remo disputará 12 pontos contra Botafogo-PB, Manaus, PSC e Jacuipense. É legítimo esperar que o time consiga ganhar pelo menos 10 pontos – três vitórias contra os visitantes e um empate no Re-Pa marcado para 3 de outubro.

O Remo, que venceu (Ferrovário) e empatou (Vila Nova) no estádio Jornalista Edgar Proença, não pode, porém, hesitar nos próximos compromissos. Para que a premissa se confirme vitoriosa, terá que superar os visitantes e ter uma postura mais competitiva diante do maior rival.

Caso conquiste 10 pontos, o time alcançará 19 pontos e iniciará a virada da fase de classificação em posição privilegiada, podendo resolver sua situação nos quatro jogos que terá em casa no chamado “returno” desta etapa. Os cálculos mais conservadores indicam que é possível classificar com até 27 ou 28 pontos, mas 30 pontos é a contagem mais segura.

Para se estruturar e entrar em condições de acumular a pontuação necessária, a diretoria e a comissão técnica do Remo sabem que o elenco precisa ser reformulado. As mudanças já começaram. Zé Carlos, Xaves, Neguete e Douglas Packer foram liberados nos últimos dias.

Ontem, o clube anunciou duas contratações para o meio-campo: Dioguinho, jovem revelado pelo Castanhal, com boa performance no Parazão; e Gustavo Hebling (foto), que atuou fora do Brasil. Ambos são bem recomendados, mas o importante é que consigam encaixar no sistema de jogo adotado por Mazola.

Packer, por exemplo, muito criticado pelas atuações recentes, tem um estilo que jamais poderia dar certo num time que joga com duas linhas de quatro. Não é pivô e sempre jogou como meia-armador clássico, distribuindo passes e lançamentos.   

Outras novidades devem surgir ainda hoje. Há especulação sobre Salatiel, centroavante que defendia o Náutico, e tem bom histórico no futebol nordestino – antes, atuou pelo Sampaio Corrêa. Mais do que nomes, o Remo vai precisar de um esquema que seja competitivo e regular.

A instabilidade do time, revelada nas últimas partidas, é o maior obstáculo à pretensão de avançar à próxima fase da Série C. Nesse sentido, fazer valer o mando é missão obrigatória.

Clube dos milionários da bola inclui até bola murcha e chinelinho

A dança de cabeças no futebol brasileiro não arrefeceu nem durante a pandemia. Thiago Neves, meia que saiu em desgraça do Cruzeiro, passou um chuvisco no Grêmio, agora está de malas prontas para desembarcar no Recife, onde irá defender o Sport.

Thiago pertence ao exclusivo – e pouco compreensível – clube dos jogadores que faturam mais de R$ 500 mil mensais. Não sei como chegou a esse patamar, tendo em vista a bola murcha que apresenta há mais de três temporadas e a fama justificada de desagregador.

Como o Brasil é o paraíso do “chinelinho” e de técnicos milionários que nada sabem, a fortuna que Thiago fatura mensalmente é algo que é visto quase como natural, embora não seja. O noticiário sobre sua contratação pelo Sport revela, sem que ninguém questione, que ele aceitou reduzir sua pedida mensal de R$ 600 mil para R$ 400 mil.

Definitivamente, como dizia mestre Tom Jobim, o Brasil não é para amadores.  

Salve-se quem puder: CBF prepara a volta das torcidas

O senso comum indica que não há a menor condição de reabrir estádios para a presença de torcidas. Quando quase todo mundo já percebeu, até mesmo os cloroquiners de crachá e os negacionistas contumazes, que a covid-19 não poupa ninguém. Os números expostos nos boletins diários revelam que a pandemia está longe ainda de ser controlada no Brasil.

Ainda assim, a CBF resolveu enviar para o governo federal um estudo propondo o retorno de público aos estádios. O general que ocupa – não sei como – o Ministério da Saúde recebeu o documento. Na mesma direção, a avalhacada Federação do Rio de Janeiro move céus e terra para convencer prefeito e governador a liberar geral.

Tudo pelo faturamento e nenhuma preocupação com a vida. A Ferj, comandada por um bufão típico dos tempos da velha cartolagem, já havia tentado reabrir as bilheterias no Cariocão, apelidado justificadamente de Covidão. Não colou porque a reação foi contundente e o cartola que comanda a banda preferiu recolher as armas.

Agora, com endosso da CBF e de clubes (Flamengo e Vasco à frente), volta com a funesta ideia. Por enquanto, o Ministério da Saúde não se manifestou sobre a proposta bizarra, mas já se sabe que o documento prevê o retorno de 30% da capacidade de público e apenas a presença de público mandante.

Para o país que aceita, por pressão de empresários do setor, a volta temerária de aulas nas escolas privadas, não surpreende que a CBF se sinta à vontade para oferecer ao presidente da República a senha para promover a abertura generalizada, como sempre foi sua vontade.Como diria o Comendador Raymundo Mário Sobral, valha-nos quem?    

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 18)

História gloriosa

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Há exatos 65 anos o Botafogo entrava em campo com essa formação para enfrentar o carismático Tupi num amistoso que terminou 0 x 0 em Juiz de Fora. O paraense Quarentinha, o maior artilheiro de nossa história, estava em campo. Sem Nilton Santos e Garrincha, que estavam no Maracanã com a Seleção, e fora da disputa do título, o Botafogo da foto entrou em campo assim: em pé, Gerson dos Santos, Edgard, Rubens, Orlando Maia, Pampolini e Juvenal. Agachados: Neivaldo, João Carlos, Wilson Moreira, Gato e Quarentinha. (Com informações de Roby Porto)

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