Postura de campeão

Na tarde de domingo (13), dia em que conquistou sua 90ª vitória na Fórmula 1, no Grande Prêmio da Toscana, o piloto Lewis Hamilton, da Mercedes, vestiu camiseta lembrando a morte de Breonna Taylor e pedindo que os responsáveis pelo assassinato

“Prendam os policiais que mataram Breonna Taylor”, dizia a camisa vestida por Hamilton. O piloto, primeiro negro a vencer a Fórmula 1, ainda estampa em seu capacete o nome do movimento Black Lives Matter.

Taylor foi morta a oito tiros, em março, quando a polícia de Louisville, no estado de Kentucky, invadiu seu apartamento, durante uma investigação de narcóticos, na qual nenhuma droga foi encontrada.

O passado é uma parada

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Foto de 1976, primeiro ano de Bira no futebol paraense, ainda como jogador do Paissandu. Em pé, da esquerda para a direita: Villi, Joaquim, Albano, Valtinho, Reginaldo e Edmir. Agachados: Tuíca, Roberto Bacuri, Bira, Valfrido e Valdir. (Arquivo: Redivaldo Lima).

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Macapá, início dos anos 70. Cinco irmãos titulares no Esporte Clube Macapá: Aldo, Assis, Bira, Marco Antonio e Haroldo Santos.

A frase do dia

“É que é o Lula quem tem mais intenção de voto. Se fosse o Ciro a Lava-Jato iria atrás do Ciro. Se fosse o Boulos a Lava-Jato iria atrás do Boulos. A Lava-Jato não combate a corrupção, a Lava-Jato quer colocar serjo moro no segundo turno de 2022. É política, não justiça”.

Ricardo Pereira, professor e jornalista

Defesa rebate novo ataque da Lava Jato contra Lula

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No apagar das luzes da operação, a força-tarefa da Lava Jato volta a mirar no ex-presidente Lula, requentando desta vez denúncia de suposta lavagem de dinheiro através do Instituto Lula. A LJ se baseia na delação premiada, já desmoralizada outra vezes, do ex-ministro Antonio Palocci. A própria Polícia Federal, recentemente, concluiu um dos inquéritos dizendo não ser possível seguir com a investigação contra Lula porque as informações de Palocci eram recortes de jornais, portanto não confiáveis.

Abaixo, a nota divulgada pelos advogados de Lula:

“A defesa do ex-presidente Lula foi surpreendida por mais uma denúncia feita pela Lava Jato de Curitiba sem qualquer materialidade e em clara prática de lawfare. A peça, também subscrita pelos procuradores que recentemente tiveram suas condutas em relação a Lula analisadas pelo CNMP após 42 adiamentos — e foram beneficiados pela prescrição —, busca criminalizar 4 doações lícitas feitas pela empresa Odebrecht ao Instituto Lula entre 2013 e 2014. Tais doações, que a Lava Jato afirma que foram “dissimuladas”, estão devidamente documentadas por meio recibos emitidos pelo Instituto Lula — que não se confunde com a pessoa do ex-presidente — e foram devidamente contabilizadas.”

“A Lava Jato mais uma vez recorre a acusações sem materialidade contra seus adversários, no momento em que a ilegalidade de seus métodos em relação a Lula foi reconhecida recentemente em pelo menos 3 julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal Federal. No caso do uso da delação de Palocci em processos contra Lula às vésperas das eleições presidenciais de 2018, o Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, também identificou possível motivação política do ato, além da própria ilegalidade. Para além disso, o mesmo tema tratado na nova denúncia já é objeto de outra ação penal aberta pela mesma Lava Jato de Curitiba contra Lula, que foi recentemente sobrestada por decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, acolhendo pedido da defesa do ex-presidente”.

“O excesso de acusações frívolas (overcharging) e a repetição de acusações são táticas de lawfare, com o objetivo de reter o inimigo em uma rede de imputações, objetivando retirar o seu tempo e macular sua reputação.”

“A denúncia acusa Lula e outras pessoas pela prática de lavagem de dinheiro, partindo da premissa de que o ex-presidente integraria uma organização criminosa. No entanto, Lula já foi absolvido de tal acusação pela 12ª. Vara Federal de Brasília, por meio de decisão que se tornou definitiva (transitada em julgado) e que apontou fins políticos na formulação da imputação. Nos contratos da Petrobras referidos na denúncia não há qualquer ato praticado por Lula (ato de ofício), assim como não há qualquer conduta imputada ao ex-presidente que tenha sido definida no tempo e no espaço, mesmo após 5 anos de investigação.”

“Essa nova investida da Lava Jato contra Lula reforça a necessidade de ser reconhecida a suspeição dos procuradores de Curitiba em relação ao ex-presidente, que está pendente de análise no Supremo Tribunal Federal, assim como a necessidade de ser retomado o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro — a fim de que os processos abertos pela Lava Jato de Curitiba em relação a Lula sejam anulados.”

Bira, goleador e grande ídolo azulino, morre aos 65 anos

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Quinto maior goleador da história do Remo, com 118 gols, o artilheiro Bira morreu na manhã desta segunda-feira (14), em Macapá, onde convalescia de câncer no fígado. Tinha 65 anos e foi um dos maiores ídolos da massa azulina, abaixo apenas do gigante Alcino.

O ex-centroavante estava doente há cerca de três anos, chegou a ser trazido para Belém em 2019, mas nos últimos meses ficou junto aos familiares na capital amapaense, sua cidade natal.

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Bira é recordista de gols numa só edição de Campeonato Paraense. Em excelente fase, marcou 32 gols no certame de 1979. Com a camisa azulina, conquistou três títulos estaduais e destacou-se nas campanhas de 77, 78 e 79 do Campeonato Brasileiro da Série A.

Contra o Guarani, em 28 de maio de 1978, no Mangueirão, Bira fez o que talvez seja a maior atuação de sua carreira: assinalou todos os gols da goleada remista de 5 a 1 sobre o time que viria a ser o campeão brasileiro da temporada, com jogadores do nível de Careca, Zenon e Renato. O gol de honra do Bugre naquele jogo foi marcado por Careca.

Participou do histórico Re-Pa de 1979 que teve a estreia de Dadá Maravilha com a camisa do maior rival (vídeo acima). Dario anunciou durante a semana que faria o gol “Sossega Leão”. O clássico terminou empatado no Mangueirão e Bira fez o gol azulino, que chamou de “Sossega Dario”. Após marcar, correu até o centro do campo para abraçar Dadá. Bons tempos.

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Recentemente, Bira foi eleito titular do ataque do “Remo de todos os tempos”, em enquete que mobilizou milhares de torcedores na internet.

Com o "time que nunca perdeu"

Com o nome em destaque pelas ótimas temporadas no Remo, Bira foi negociado com o Internacional, conquistando títulos e marcando seu nome na história do Colorado gaúcho. Jogou ao lado de craques como Falcão, Mauro Galvão, Jair e Mário Sérgio na campanha do tricampeonato colorado, em 1979.

Depois que pendurou as chuteiras, o ex-atacante trabalhou como técnico, dirigindo equipes do interior do Pará e do Amapá. Seu trabalho mas conhecido foi como treinador do Castanhal, em 1999.

Nas redes sociais, o Remo rendeu homenagens a Bira:

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O Internacional também tributou seu ex-centroavante:

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O corpo do Bira será velado na Assembleia Legislativa do Amapá durante a tarde de hoje, em Macapá. O sepultamento não tem horário confirmado.

Pará lidera produção nacional de abacaxi e Adepará garante a sanidade do fruto

O Pará é o maior produtor abacaxi no Brasil. Quem afirma é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com base em uma produtividade de 22.726 unidades por hectare, o fruto conferiu ao Estado renda de R$ 566.650 milhões. A fruta, cultivada em uma área de 18.779 hectares, tem sua produção acompanhada pelos técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), por meio do Programa Fitossanitário da Cultura do Abacaxi.

“Primordialmente, o Programa tem como objetivo garantir que a fusariose, principal praga que ameaça a produção de abacaxi, permaneça sob controle. Para isso é fundamental que os produtores cumpram suas obrigações, entre elas o cadastro na Adepará”, explica a responsável técnica do Programa Fitossanitário da Cultura do Abacaxi, Thais Leão.

As ações de defesa sanitária incluem fiscalizações periódicas. “Atuamos para proteger o produtor, independentemente de seu tamanho. O cadastro na Adepará o insere no Programa e garante a ele a segurança do controle da praga em seu plantio, por meio de fiscalizações realizadas e punições aos produtores que descumprirem a legislação”, detalha.

Nesta quinta-feira (10), a equipe da Adepará está na cidade de Rio Maria, no sul do Pará, realizando atividades de cadastramento dos produtores de abacaxi da Vila Betel, zona rural localizada a 60 quilômetros da sede do município. O trabalho está sendo capitaneado pela Fiscal Estadual Agropecuária (FEA), Adra David Antonio, com o apoio de Rodrigo Sirqueira, gerente local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). “A atividade está sendo realizada em etapas. A primeira delas ocorreu entre os dias 27 e 31 de julho e a última será entre os dias 21 a 25 de setembro”, detalha Adra Antonio.

PRODUÇÃO

Floresta do Araguaia, Conceição do Araguaia e Salvaterra são os municípios que lideram a produção. Além deles, outras treze cidades se destacam na abacaxicultura, o que não significa, porém, que a cultura não esteja presente em outras localidades do Pará, uma vez que a maior parte da produção é fruto da agricultura familiar.

Thais Leão revela que grande parte da produção de abacaxi paraense é voltada pra frutos “de mesa”, ou seja, o fruto ­in natura que chega nas mãos do consumidor nas feiras e mercados, e exportada para outros estados da Federação.

Além da comercialização da fruta, parte da produção de abacaxi paraense é industrializada na forma de suco e exportada para os EUA e Europa por uma fábrica de suco de abacaxi localizada no município de Floresta do Araguaia, gerando dividendos ao município.

Dividem com o Pará o pódio da produção nacional de abacaxi os estados da Paraíba e Minas Gerais. O Pará lidera o ranking nacional de produção com 426.780 milhões de frutas. Paraíba ocupa a segunda colocação com 334.880 milhões enquanto Minas Gerais está no terceiro lugar com a produção anual de 192.189 milhões de abacaxis. Os números integram o último levantamento agrícola divulgado pelo IBGE em 2019.

PROGRAMA

O Programa Fitossanitário da Cultura do Abacaxi foi criado com o objetivo de proteger o abacaxicultor das principais pragas que ameaçam a cultura. “Mantendo a saúde do fruto é possível trabalharmos na manutenção da economia e na conquista de novos mercados consumidores”, explica a responsável técnica pelo programa.

Um massacre na Curuzu

POR GERSON NOGUEIRA

Alex Maranhão fez dois gols

O PSC precisava reagir depois da pífia atuação contra a Jacuipense, quando foi derrotado por 2 a 1, na Curuzu. A resposta veio no sábado, e de forma contundente. O time se encheu de brios, foi resoluto e o resultado aconteceu, de forma acachapante. Um massacre: 6 a 1 sobre o Imperatriz, que esboçou resistência na primeira etapa, mas sucumbiu no 2º tempo.

Foi a melhor atuação do PSC na Série C. Combinação feliz da fome com a vontade de comer. De início, o jogo transcorreu em lentidão excessiva, com muita luta no meio-campo e falhas na construção de jogadas. Tudo melhorou a partir dos 20 minutos, quando Tony passou a ir até a linha de fundo cruzando bolas perigosas na área do Imperatriz.

Aos 30′, o lateral direito cruzou e o volante Jocinei meteu a mão na bola dentro da área. Alex Maranhão foi lá e converteu, aos 32’. Quando tentava se estabilizar, o PSC sofreu o empate. Lance bobo. Cesinha dividiu bola com Gabriel Leite e bateu para o gol vazio. O goleiro saiu estabanado e errou ao tentar despachar a bola.

Aos 44′, nova chegada de Tony à linha de fundo devolveu a verdade ao jogo. Ele cruzou no segundo pau onde Nicolas estava livre. O atacante, jogando fora de suas melhores condições, teve impulso para cabecear com firmeza na gaveta direita da trave, recolocando o PSC em vantagem.

O gol de Nicolas teve importância capital, pois evitou que o time sofresse o abalo emocional que tanto influiu no tropeço da quarta-feira. Com a vitória parcial, Hélio dos Anjos trocou Nicolas por Elielton, que não era escalado desde a pré-quarentena. A mexida deu nova dinâmica ao time.

Logo aos 7 minutos, Uilliam recebeu lançamento caprichado de Tony e marcou o terceiro gol, abafando qualquer esboço de reação por parte do Cavalo de Aço. Dominado, o visitante não conseguiu mais elaborar jogadas, entregue à pressão do Papão. 

O PSC seguiu investindo nas ações verticalizadas. A goleada se iniciou aos 11’. Consequência direta disso foi a confiança demonstrada por Alex Maranhão na cobrança de falta, de longa distância. Disparou um chute perfeito que entrou no ângulo direito do gol de Henal.

Maranhão e Tony eram os melhores até aquele momento. Aos 29’, Elielton começa a dar suas credenciais. Lépido, aproveitou bem um chutão direcionado à defesa do Imperatriz, disputa com o goleiro, ganha a bola e toca para as redes apesar da chegada de um zagueiro. PSC 5 a 1.

Alan Calbergue e Bessa entraram a 10 minutos do fim, renovando as energias. O meia passou a ajudar nas articulações ofensivas e a compor o meio-de-campo. Aos 43’, Elielton voltou a pontificar, quando o time já se acomodava.

No lance mais bonito da partida, ele avançou desde seu campo com a bola dominada e em alta velocidade, deixando para trás a marcação. Chegou à entrada da área e finalizou para fechar a goleada em grande estilo.

Uma atuação de alta intensidade, principalmente no 2ª tempo. O placar foi atípico, mas a atuação segura sinaliza uma evolução técnica da equipe. Elielton, Alex e Tony foram os responsáveis diretos pela grande vitória.   

De surpreendente apenas a insatisfação de Hélio dos Anjos com problemas internos, revelada na entrevista pós-jogo. Em meio ao clima festivo pelo triunfo, as palavras do técnico reabriram preocupações com o ambiente na Curuzu. (Foto: Jorge Luiz/Ascom PSC)

Leão cai no Recife castigado pela falta de intensidade

Com atuação razoável, superior ao que mostrou nas rodadas anteriores, o Remo perdeu a invencibilidade de cinco partidas ontem à noite, no Recife. O Santa Cruz não foi acentuadamente melhor, mas aproveitou a chance que surgiu e marcou seu gol na metade do 2º tempo, justamente quando os azulinos atuavam melhor e eram mais agressivos.

As reiteradas críticas da torcida ao excesso de cautela foram legitimadas pela produção nos 45 minutos iniciais. Recuado, lento nas saídas, o Remo foi deixando o tempo passar. Poucos passes verticais, recuos e ações laterais deixavam os atacantes Tcharlles e Zé Carlos isolados.

Já o Santa Cruz era ofensivo. Explorava os lados, com Jaderson e Chiquinho, que cruzavam todas as bolas para Vítor Rangel e Tinga, mas a última linha azulina mostrou segurança, através de Mimica e Alemão.

Para não se dizer que o Remo não agrediu, dois lances provaram que um pouco mais de ousadia poderia ter surtido efeito. Aos 29 minutos, Zé Carlos matou a bola à frente da área, fazendo o papel de pivô para Lucas Siqueira finalizar por cima do travessão.

Aos 46’, uma aguda investida criou duas grandes chances no mesmo lance. Carlos Alberto tocou para Lucas dentro da área. O chute estourou na zaga. Tcharlles cabeceou, houve rebote e Gelson devolveu de cabeça, forçando defesa difícil do goleiro com a bola ainda tocando na trave.

Mais avançado, o Remo voltou inteiramente diferente para o 2º tempo, embora com as mesmas peças. Aos 15 minutos, Zé Carlos foi trocado por Gustavo Ermel, que logo de cara cabeceou à queima-roupa. O goleiro espalmou e Tcharlles entrou batendo, mas a bola foi salva pela zaga.

Carlos Alberto ainda desperdiçou uma excelente oportunidade, aos 20’. Aí, aos 24’, quando o Remo mais atacava, veio o castigo. Escanteio batido por Chiquinho achou o zagueiro Elivelton na linha da pequena área, para um cabeceio que os zagueiros do Leão não interceptaram.  

Mazola resolveu apostar de novo na força jovem. Wallace e Hélio substituíram Gelson e Carlos Alberto e se posicionaram próximos a Tcharlles, ajudando no avanço sobre a marcação, mas o gol não veio.

Faltou ao Remo desassombro para buscar o gol desde o começo. No 2º tempo a atitude medrosa deu lugar à volúpia ofensiva, mas veio o gol em bola aérea e a derrota se consumou, fazendo perceber novamente a imensa falta que um meia-atacante como Eduardo Ramos faz.

O torcedor vai seguir bombardeando o técnico porque se revolta com a maneira tímida que adota, permitindo um imenso vazio na meia-cancha por falta de ideias e de iniciativa, situação que se agrava com as escolhas infelizes, resumidas na temerária insistência com Zé Carlos.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 14)