Vem aí o podcast “Discoteca Básica”, de Ricardo Alexandre

O último editor da revista Bizz, jornalista Ricardo Alexandre, está lançando um podcast chamado “Discoteca Básica”, cujo nome é uma homenagem à seção da antiga publicação, segundo ele, “o hall da fama dos maiores álbuns de todos os tempos”. A ideia permanece a mesma: contar a história e as histórias dos maiores álbuns de todos os tempos, de preferência, com alguma participação especial, contando sua história com aquele disco.

O piloto já está no ar, o link é esse.

É o primeiro podcast que Ricardo edita desde 2006, quando acabou o “Podcast Bizz”. A ideia central, além de enaltecer os grandes álbuns de todos os tempos, é atribuir valor à velha forma de ouvir música, no disco, do início ao fim, com intencionalidade.

“Discoteca básica”, o podcast, é uma produção pessoal de Ricardo. Ele edita, escreve e faz a locução, cuidando, inclusive da produção visual. É uma empreitada amorosa e corajosa.

Ele deixa um recado para quem se interessar:

“Assinar o feed para seguir o podcast, em qualquer plataforma. Já está no Spotify, na Deezer e no Pocket Casts, deve entrar na Apple a qualquer momento. Divulgar. Pode ser em seus canais de pessoa física ou pessoa jurídica, pode ser agora ou quando o episódio 01 entrar no ar”.

A intenção é ter uma temporada completa, com  16 episódios, de setembro a dezembro. O primeiro passo é criar uma comunidade em torno do podcast.

Lesão muscular tira Eduardo Ramos do Re-Pa decisivo

Em áudio, Eduardo Ramos relata lesão: 'Senti o músculo abrir' - Crédito: Fernando Torres

O departamento médico do Clube do Remo informou na tarde desta quinta-feira que o meia Eduardo Ramos foi detectado, após exames realizados hoje no hospital Porto Dias com uma lesão grau 2 na posterior da coxa esquerda. O tempo de recuperação é de três semanas. O atleta já iniciou o tratamento junto ao departamento médico azulino – Nasp e NAR.

No 2º tempo do Re-Pa de quarta-feira, 2, Eduardo deixou o campo com uma lesão na coxa. Na manhã desta quinta-feira, um áudio do camisa 10 azulino circulou na internet relatando a situação. “Eu senti o músculo abrir, certeza. Vou fazer exame amanhã (quinta-feira, 3). Não tô conseguindo encostar a perna no chão. Ah, meu Deus do céu, final… na melhor hora, ficar de fora…”, diz o meia no áudio. 

Árbitro goiano apita a decisão do Parazão

Wilton Pereira Sampaio apita a decisão de domingo entre Remo e Payandu - Crédito: Wesley Santos/Press Digital

Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO) será o árbitro do clássico Re-Pa do próximo domingo, 06, que decidirá o Campeonato Paraense 2020. Wilton apitou ontem Palmeiras x Internacional, jogo muito tumultuado e com reclamações dos dois times.

Os auxiliares serão Guilherme Dias (Fifa-MG) e Bruno Raphael Pires (Fifa-GO). Como quarto árbitro, trabalhará a paraense Elaine da Silva Melo. 

Segundinha começa dia 01 de novembro e terá 20 clubes

FPF divulga data de início da Segunda Divisão do Campeonato Paraense - Crédito: Lipe / ASCOM Sport Belém

Em reunião realizada na terça-feira, 1, entre a Federação Paraense de Futebol (FPF) e os 20 representantes dos clubes que irão disputar a Segundinha deste ano, definiu o formato da disputa e as chaves da competição. No encontro do Conselho Técnico foi formalizado o início da competição para 1º de novembro e segue até 13 de dezembro.

A competição define os dois clubes que irão subir para a elite do Campeonato Paraense. Neste ano, a competição contará com 20 clubes, divididos em quatro chaves de cinco equipes. Todos se enfrentarão dentro do grupo com quatro jogos para cada, os dois melhores da chave se classificam para as oitavas de finais. Inicialmente, seriam 18 disputantes, mas ligas e clubes pressionaram a FPF, que aceitou mais 2 participantes.

O grupo A1 foi regionalizado com clubes do sul e sudeste do Pará. Por sorteio, o Izabelense, da região metropolitana de Belém também fará parte da chave. Os outros grupos também foram definidos por de sorteio. A tabela oficial ainda não foi repassada pela FPF aos representantes dos times.

AS CHAVES DA SEGUNDINHA 2020

Chave A1Atlético Paraense, Gavião Kyikatejê, Parauapebas, Cametá e Izabelense.

Chave A2São Francisco, Vila Rica, Vênus, Sport Real e Paraense SC.

Chave A3Tuna, Pedreira, Pinheirense, Caeté e União Paraense.

Chave A4Sport Belém, Santa Rosa, S. Raimundo, Sporting Fonte Nova, Tiradentes.

Pastora atraía fiéis para fazer sexo em sua casa após os cultos, diz testemunha

Um homem de 48 anos, morador da favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) durante as investigações da morte do pastor Anderson do Carmo e fez novas revelações à polícia sobre a vida da deputada Flordelis, pastora acusada de matar seu marido. A reportagem é do jornal O Globo

Deputada Federal Flordelis (PSD-RJ)

O homem contou aos investigadores que era “obreiro” da igreja na época em que ela funcionava no bairro do Rocha, na Zona Norte, e também frequentava a casa de Flordelis.

Segundo o depoimento, depois de um tempo convivendo com a família, ele passou a perceber o que chamou de atividade incomum, “na qual pessoas que frequentavam os cultos eram atraídas para a casa” para se relacionar sexualmente com a pastora e deputada. Na época, Flordelis e o pastor Anderson já eram casados.

Com intensidade e raça

POR GERSON NOGUEIRA

Remo x Paysandu

Foi um Re-Pa disputado em alta velocidade e a vitória veio do banco de reservas, atestando a melhor leitura do jogo pelo técnico Hélio dos Anjos. Enquanto Mazola Jr. fez trocas reforçando a marcação para garantir o 1 a 0, o PSC mudou de baciada, aos 25 minutos do 2º tempo, e foi mais feliz. Dois dos que entraram descansados, Uilliam Barros e Netinho, construíram a virada que estabeleceu a vantagem bicolor na final do Parazão.

Para o confronto final, no próximo domingo, no Mangueirão, o Papão tem a condição de jogar pelo empate, enquanto o Leão precisará de uma vitória para provocar cobrança de penalidades ou vencer por dois gols de diferença para levantar o sonhado tricampeonato.

A partida demarcou bem os estilos de cada treinador, embora ambos tenham atração natural pelo jogo de baixo risco. No 1º tempo, prevaleceu o equilíbrio, com o PSC mais agressivo no começo. Aos  poucos, o Remo passou a explorar com mais insistencia as saídas pelos lados.

Nicolas perdeu a primeira chance, logo aos 10 minutos, pegando mal na bola após cruzamento de Mateus Anderson. O chute subiu muito. Nos minutos seguintes, o Remo caprichou mais na saída e conseguiu levar perigo. Ermel teve ótima oportunidade, aos 14’, em assistência de Tcharlles, mas precipitou o chute e o goleiro Gabriel Leite espalmou.

Os erros de passe e a distância excessiva entre os volantes à frente da zaga faziam com que o Remo tivesse muita dificuldade em fazer a bola chegar ao ataque, problema que se acentua ainda mais quando um dos volantes – Gelson ou Júlio – tenta comandar a transição.

Eduardo Ramos era o ponto de equilíbrio, recebendo a bola na intermediária e tentando arrancadas, a fim de povoar a linha de frente. Aos 22’, uma boa chegada após cruzamento de Ramos para a pequena área. Ermel recebeu livre e bateu à direita da trave.

Do lado alviceleste, Hélio mantinha o sistema de marcação alta, mas com a participação de Alan Calbergue flutuando pelo meio. Na maioria das vezes, ele buscava o jogo com Tony e Mateus Anderson na direita, mas o último arremate era sempre prejudicado pela forte marcação da zaga remista.

Vinícius Leite, fixo pela esquerda, tentava lançar Nicolas na área. Como não teve êxito, arriscou a infiltração e quase marcou aos 24’. Após passar por dois marcadores, mandou no ângulo e Vinícius fez boa defesa.

O primeiro gol surgiu aos 29’, quando o Remo retomou bola reposta por Gabriel Leite e Ermel mandou um chute forte da entrada da área. O goleiro tentou espalmar e a bola sobrou limpa para Eduardo Ramos finalizar, abrindo o marcador no Mangueirão.

Não havia superioridade clara em campo, mas o gol mudou a postura dos rivais. O Remo voltou para o 2º tempo preso à marcação e o PSC acelerou as tentativas ofensivas, embora com problemas e hesitações no meio.

Mazola teve uma perda expressiva logo aos 8 minutos da etapa final. Eduardo Ramos sentiu incômodo muscular e foi substituído por Douglas Packer, uma opção equivocada que enfraqueceu o ataque deixando Tcharlles fora de jogo. Lento, o camisa 8 errou todas as tentativas.

Enquanto Mazola trocou Ermel e Julio por Djalma e Lailson, expressando os cuidados com a segunda linha, Hélio botou Luís Felipe, Serginho, Uilliam, Diego e Netinho (saíram Calbergue, PH, Mateus, Collaço e Tony).

O que veio a seguir foi praticamente um embate do ataque bicolor contra a defesa do Remo. O PSC atacava com até seis homens, utilizando muito os lados. E tome cruzamento na área, em avanços rápidos ou escanteios.

Uilliam Barros comemora o gol de empate no clássico

Em bola cruzada na área, aos 28’, Micael quase empatou. Aos 40’, depois de muito insistir em busca do gol, o Papão foi premiado. Em outra bola aérea, Uilliam pegou de meia bicicleta entre três defensores e acertou o ângulo da trave. Um golaço para empatar o clássico.

Abatido pelo gol e sem volume na meia-cancha, o Remo raramente atacava, ficando ainda mais exposto defensivamente. A virada alviceleste veio aos 43’. Nicolas tentou abrir caminho pelo meio da zaga, Vinícius não reteve a bola e Netinho chegou batendo para as redes.  

O triunfo do Papão expõe algumas verdades. Mazola se apegou muito cedo à ideia de garantir o resultado e fez trocas que resgataram o 4-4-1-1. Não arredou pé de suas convicções, mas atraiu o adversário para seu campo, como havia ocorrido domingo frente ao Vila Nova. O problema é que estratégias desse tipo em Re-Pa são sempre temerárias.

Por seu turno, ante a derrota iminente, Hélio fez o que a lógica recomenda. Povoou o meio e deu mais rapidez e força ao ataque, com Uilliam entrando pela direita. E, claro, insistiu na intensidade e no jogo aéreo, sua principal arma ofensiva. Acertou em cheio, conseguindo resolver todos os seus problemas em apenas três minutos. Vitória no sufoco, mas merecida.

Invicto, Hélio provou que entende melhor a lógica do Re-Pa  

O técnico do PSC tem uma façanha pessoal no currículo. Treinou os dois rivais, mas nunca perdeu um Re-Pa. A explicação para tamanho sucesso talvez esteja na compreensão das nuances do mais disputado clássico do futebol brasileiro. Na atual passagem, mantém a invencibilidade contra técnicos diferentes, que insistiram em repetir erros no confronto.  

Mesmo em desvantagem no placar e com falhas de posicionamento no time, Hélio não hesitou em mudar a equipe, tornando-a mais leve a partir dos 30 minutos finais da partida. Podia não dar certo, mas ficaria a certeza de pelo menos ter tentado mudar as coisas.

Contou com a persistência de seus jogadores, boa dose de sorte e erros crassos de leitura por parte do técnico remista para aplainar o caminho. Mazola, que se abespinhou com um repórter domingo passado ao ser perguntado pelos erros em substituições, teve hoje a prova de que a humildade em rever conceitos pode ser uma virtude decisiva.

É gritante que o Remo sofre quando precisa propor o jogo. Não há dinâmica no meio, o que atrapalha a transição. As jogadas pelas extremas exigiriam mais do que apenas Ermel. Talvez fosse necessário olhar para o banco, onde Ronald, melhor velocista do elenco, segue ao relento.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 03)