Em áudio vazado, diretor do Papão detona Belém, critica o clube e ataca colega

Hélio dos Anjos, comissão técnica e elenco não teriam recebido bem os áudios vazados do diretor de Futebol do PSC Felipe Albuquerque, e revelado na manhã de hoje. Nas gravações, o dirigente bicolor faz duras críticas à capital paraense, chamando Belém de suja e desorganizada, além de criticar um supervisor do clube, ao qual Felipe chama de “anta”. O executivo goiano também diz que o Paissandu é um clube sem credibilidade no mercado, por conta da grave crise financeira que vive, e que isso dificultava a contratação de atletas. A conversa aparentemente aconteceu uma semana antes do começo do Parazão.

À tarde, o presidente do PSC, Ricardo Gluck Paul, comentou em tom conciliador o vazamento do áudio de Albuquerque: “Esse áudio foi no auge da montagem do elenco, na segunda quinzena de dezembro, quando tivemos uma baixa de dois a quatro atletas que negociaram, mas não vieram por questões financeiras. Na verdade, eles tiveram notícias sobre as dificuldades financeiras do clube, que foram até agravadas pela questão da Copa Verde, com a obrigação de fazer o aditivo com jogadores para a final e tudo mais (como a perda do título)”.

“Naturalmente, alguns atletas que estávamos tentando não vieram, como o Didira, que preferiu ir para o Santa Cruz. Isso nos deixou muito chateados, muito perturbados, porque estávamos colocando que a situação iria se contornar, como se contornou. Mas isso (dificuldades financeiras) atrapalhou algumas negociações, sim. Não tem como esconder”.

“É um áudio de quem está se preocupando com o clube de forma honesta. Ele está desabafando com negociador e essa questão do Didira nos deixou abalados, porque estava dada como certa a vinda dele e ele não veio”, defende o presidente.

No áudio, é citado por Felipe o interesse em trazer o argentino Quiroga, que joga em Buenos Aires (ARG). É o momento em que ele fala: “Belém é uma cidade suja, tem o calor, uma culinária muito específica…”.

Sobre isso, Ricardo Gluck Paul disse que “fica muito claro que ele está se colocando no lugar do atleta. Ele não está dizendo que ele acha isso e tem que ter cuidado com o contexto das coisas. Nós iríamos trazer um uruguaio e dois argentinos. Não que iríamos trazer os três, mas chegamos a negociar com alguns, e eles falaram isso. Eu tive que ouvir o empresário deles dizendo que fulano não vinha porque teve a informação que Belém é uma cidade suja, que não tem esgoto…”.

“Depois da terceira negociação, isso foi nos desgastando. No áudio, o Felipe mostra que negociar com mais um jogador argentino (Quiroga) seria mais um desgaste, porque parece que queremos mais do que eles (jogadores) e eles (jogadores) ficam botando tudo que é defeito. Ah, porque é o calor, porque ninguém fala espanhol… Fica muito claro que ele se coloca no lugar do atleta. Não vejo nada demais. Vejo um tom de desabafo de quem está preocupado em formar um elenco campeão e alinhado com quem sofre e se chateia com as negociações”.

Ainda enquanto vislumbra a chegada do reforço estrangeiro, Felipe Albuquerque ataca um supervisor de futebol do clube com a seguinte afirmação: “Aí, o jogador chega ao aeroporto e vai o meu supervisor que é uma anta, burro igual a uma porta’ para receber o cara…”.

“Não sei a qual supervisor ele está se referindo, até porque neste período o Paissandu estava de férias. Provavelmente, seria alguém que estivesse disponível no clube para buscar o jogador no aeroporto. Pode ser que ele esteja se referindo ao fato de a pessoa não saber falar espanhol. Já tivemos uma experiência com o inglês (Ryan William), que ninguém sabia falar inglês. O jogador não sabia chegar ao quarto dele… Eu preciso ouvir dele (Felipe Albuquerque) para saber de quem ele estava falando, mas é um assunto que não vou valorizar”, explica o presidente.

No site do clube, o cargo de supervisor de futebol é de Anderson Muniz, que é funcionário do PSC há mais de dez anos. Ricardo, porém, observa que o clube tem mais de um supervisor.

Para finaliza, Ricardo destacou o que considera um aspecto positivo no episódio. “Vocês estão tendo acesso aos bastidores de uma montagem de elenco, que não se costuma levar ao conhecimento público, até porque a opinião pública pode ficar conjecturando coisas que não têm muita força. Essas situações acontecem todos os dias. Há quem venha colocando banca, há quem não venha. Há quem chegue cheio de condições, há que não chegue. Há quem prefira jogar em uma outra praça, porque morar numa cidade praiana… Enfim, não vejo o Felipe denegrindo nem a imagem do Paysandu e nem a da cidade. Eu acho muito lamentável que um áudio desse vaze, porque dá direito às pessoas que o interpretem do jeito que quiserem, por estar fora de contexto”. (Com informações da Rádio Clube, DOL e O Liberal)

Coringa faz crítica ao racismo sistêmico

O astro de “Coringa” Joaquin Phoenix criticou duramente a falta de diversidade entre os indicados para a premiação após vencer o Bafta de melhor ator na noite deste domingo, o Oscar britânico.

“Nós mandamos uma mensagem muito clara para pessoas de cor de que elas não são bem-vindas aqui”, disse Phoenix. “Não acho que qualquer um queira tratamento preferencial, apesar de ser isso o que damos a nós mesmos todos ano. Acho que as pessoas só querem ser reconhecidas, admiradas e respeitadas por seu trabalho”.

Nós temos que fazer um trabalho duro para entender o racismo sistêmico. Acho que é obrigação das pessoas que criaram, perpetuam e se beneficiam de um sistema de opressão que acabem com ele. Isto está com a gente”, concluiu.

Todos os concorrentes a melhor ator eram brancos: Leonardo DiCaprio (Era Uma Vez… Em Hollywood), Jonathan Pryce (Dois Papas), Adam Driver (História de Um Casamento) e Taron Egerton (Rocketman).

Defensor da militarização da educação, Bolsonaro critica autonomia do Nordeste

Durante inauguração na manhã desta segunda-feira (3) da pedra fundamental do Colégio Militar de São Paulo, no aeroporto Campo de Marte, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar governadores do Nordeste e afirmou que a educação na região forma militantes e desinforma.

Bolsonaro criticou que a decisão de oito dos nove governadores do Nordeste em não aderir à iniciativa do Ministério da Educação (MEC) para a instalação de colégios cívico-militares na região. “Para eles, a educação vai indo muito bem, formando militantes e desinformando, lamentavelmente”, afirmou.

Ataque do presidente vem no mesmo dia em que Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, anunciou pelo Twitter que o novo piso salarial para professores que trabalham 40 horas semanais nas escolas do Estado será de R$ 6.358,96. Atualmente, o piso nacional é de R$ 2.886,24.

Enquanto Bolsonaro aponta falhas, o governo do Maranhão expandiu o ensino integral a 74 escolas, ou seja, 25 unidades a mais que no ano passado e uma Escola Bilíngue, com Educação Infantil, a primeira do estado nesta modalidade.

A frase do dia

“Se houvesse mínimo jornalismo, se houvesse, não há , não há, nunca houve, o caso Banestado havia matado a ideia do juiz Sergio Moro como fodão da Nação, mas jamais haverá jornalismo, jamais, nunca haverá jornalismo brasileiro a não ser pra fuder a esquerda”.

Xico Sá, escritor e jornalista

Show do Japiim no niver do Papão

POR GERSON NOGUEIRA

Foi o jogo mais emocionante e disputado do campeonato até aqui. Cinco gols e duas viradas de placar. O resultado final premiou o melhor futebol do Castanhal, que controlou grande parte do jogo e só fraquejou por alguns minutos no 2º tempo, permitindo a virada. Apesar disso, o time de Artur Oliveira encontrou força, foco e categoria para arrancar uma segunda e definitiva virada em apenas dois minutos.

O grande nome da tarde foi o centroavante João Leonardo, autor de dois gols aos 43 e 45 minutos, garantindo a vitória castanhalense. Renegado pelo PSC no ano passado – fato que ele recordou em entrevista pós-jogo –, João deixou o banco de reservas aos 34 minutos do 2º tempo para garantir uma vitória histórica para o Castanhal.

Aniversariante do dia (106 anos) e invicto até então, o PSC entrou como favorito para encarar um adversário que havia perdido na rodada anterior e buscava recuperação. Artur Oliveira havia dado a letra: o Castanhal, na condição de mandante, ia partir para o ataque e buscar a vitória até o final. Cumpriu a palavra.

Ao longo da partida, o Japiim foi sempre superior ao PSC, tanto em organização quanto em iniciativa. Fazendinha e Santa Maria dominavam as ações no meio-campo. A insistência em atacar desde os primeiros movimentos foi recompensada logo aos 7 minutos. Santa Maria entrou na área e deu assistência preciosa para Pecel, que só escorou para as redes.

O gol tornou o PSC ainda mais nervoso e inseguro em campo, errando Paes e tendo muita dificuldade para sair em direção ao ataque. Para complicar, o lateral Tony cometeu falta dura sobre Pecel e recebeu o segundo cartão amarelo.

Se com 10 já estava complicado, com menos um a tarefa de equilibrar o jogo parecia ainda mais inglória. Curiosamente, o PSC voltou melhor. Reposicionado, o time melhorou com Uchoa no meio e passou a atacar com mais qualidade, explorando avanços de Uilliam (que entrou no lugar do improdutivo Deivid Souza) pela direita.

Aos 14’, Caíque empatou a partida. Ele tocou para as redes após recebe uma devolução de Uilliam dentro da área. O Castanhal sentiu o baque e começou a apresentar falhas seguidas na zaga. Aos 28’, Nicolas aproveitou uma bola rebatida e mandou para as redes.

O lance foi muito questionado pelo Castanhal. Nicolas recebeu a bola quando voltava da posição de impedimento. Além disso, o atacante Uilliam, adiantado, teve participação no lance diante do goleiro Artur.

Com a virada, o jogo passou emocionalmente a favorecer a equipe bicolor, mas o Castanhal logo retomou o controle, com jogadas envolvendo Léo Rosa pelo lado direito, ajudado por Pecel e Dioguinho. Era o lado guarnecido por Diego Matos, depois substituído por Bruno Collaço.

Aos 34’, João Leonardo entrou em cena para conduzir o Japiim à vitória. Em apenas dois minutos, ele mudou radicalmente a situação. Aos 43’, ele subiu entre quatro bicolores e desviou cruzamento de Keoma empatando novamente a partida. Aos 45’, Léo Rosa cruzou e lá estava João outra vez para tocar de cabeça e vencer o goleiro Gabriel Leite.

Estava definida a partida, com um placar que coroou a reação fulminante e a grande atuação do Castanhal frustrando os festejos do aniversariante. Resultado justo. O time interiorano jogou para vencer e a vitória, muitas vezes, sorri para quem acredita nela.

Leão assume liderança em jogo morno

O Remo venceu a terceira partida consecutiva, passando pelo Independente na tarde de sábado, no estádio Jornalista Edgar Proença. Apesar do triunfo, o time azulino voltou a mostrar problemas sérios de articulação, dificuldades nas manobras ofensivas e intranquilidade na defesa.

Mesmo com a campanha 100% e a liderança do campeonato, o Remo revela insegurança até quando fica em franca vantagem sobre o adversário. Com Charles e Douglas Packer no meio-campo, ditando o ritmo e lançando os atacantes, o time cercou o Independente e chegou ao gol aos 4 minutos.

Na entrada da área, Packer deu um toque de letra para Jackson, que chutou por cima do goleiro Evandro. Melhor em campo, o Remo foi arrefecendo e diminuindo a intensidade no balanço ofensivo. Alguns jogadores (Gustavo Ermel, Ronaell e Xaves) já acusavam cansaço no fim do primeiro tempo.

O Independente, mandante da partida, aos poucos foi se soltando e passou a utilizar as laterais, principalmente com o rápido Daelson pela direita. Apesar disso, o time quase não criou situações de perigo no ataque.

No segundo tempo, com Evair substituindo a Leandrinho, o Galo Elétrico melhorou de rendimento no meio-campo e passou a criar jogadas para Ramon e Leandro Cabecinha, que chegava pela esquerda. A zaga azulina se confundia, errando a saída de bola, mas o Galo não e aproveitava disso.

Aos 20’, o atacante Jackson ganhou uma dividida com Ezequias na zona intermediária e tocou para Wesley bater forte em direção ao gol e ampliar o placar. Remo 2 a 0. O técnico Vanderson, do Independente, protestou muito em relação ao lance, mas o árbitro entendeu corretamente o choque como normal entre Jackson e o zagueiro.

Três minutos depois, outro lance discutível. O árbitro assinalou pênalti de Mimica sobre Ramon. O atacante estendeu a bola e o zagueiro veio para o choque. Cabecinha bateu e descontou.

Jogo em ritmo bom no primeiro tempo, pela boa dinâmica de Packer e Charles no Remo, mas pouco interessante na etapa final. Leão venceu, lidera o Parazão, mas ainda não ganhou a confiança da torcida. (Foto: Samara Miranda)

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 03)

Papão faz aniversário, mas a festa é do Japiim

O aniversário era do Papão mas quem fez a festa foi o Castanhal no Mangueirão. O Japiim da Estrada, mais organizado em campo, buscando sempre o ataque, levou pânico constante à pesada zaga alviceleste. Os problemas bicolores começavam na articulação de meio-campo, onde

Com muitas dificuldades para sai jogando, o PSC acabou facilmente envolvido pela movimentação de Dioguinho, Bruno Santa Maria, Fazendinha, Keoma, Léo Rosa e Pecel, principais peças do Castanhal na partida.

O gol de Pecel, logo aos 8 minutos, confirmou a superioridade do Castanhal em campo e tornou o PSC ainda mais atrapalhado e sem alternativas ofensivas. A entrada de Deivid Souza, compondo o trio ofensivo com Nicolas e Vinícius Leite, não deu a consistência esperada.

O Japiim ainda produziu algumas jogadas de perigo, assustando Gabriel Leite. A única oportunidade alviceleste foi em chute forte de Diego Matos. Ficou nisso. Tony ainda foi expulso, tornando mais difícil a reação bicolor.

Na volta do intervalo, os bicolores mostraram mais presença no ataque, contando com falhas bisonhas da zaga do Castanhal e da arbitragem para empatar e virar o marcador, com gols de Caíque Oliveira e Nicolas. O lance do segundo gol, muito contestado pelo Castanhal, teve participação direta do atacante Uilliam, que estava em posição irregular.

Quando o jogo parecia definido, com festa da torcida bicolor nas arquibancadas, o Castanhal voltou a pressionar e alcançou a virada em dois cabeceios certeiros do centroavante João Leonado, que tetou em meio a quatro marcadores no segundo lance, após furada do zagueiro Micael.

Com o resultado, o Paissandu permaneceu com seis pontos e deixou o Remo na liderança isolada da tabela. Já o Japiim soma seis pontos e entrou no G4. O próximo jogo do Papão será contra o Brasiliense, em Sobradinho, pela Copa do Brasil, na quinta-feira, 6. O Castanhal volta aos gramados no domingo, 9, jogando diante do Carajás pelo Campeonato Estadual.

Papão comemora 106 anos de fundação

O Conselho Deliberativo do PSC realizou na manhã deste domingo, no salão nobre da sede social, uma sessão solene para celebrar os 106 anos de fundação do clube, com presença da Diretoria Executiva, membros da Assembleia Geral e sócios torcedores.

Números da história do Papão:

4.884 jogos
2.518 vitórias
1.172 empates
1.188 derrotas
6 jogos sem registro
9.602 gols marcados
5.436 gols sofridos

(by Jorginho Neves)

Sem rigor legal, trabalhador é demitido sem nada receber na rescisão

Transcrito de O Dia

A não homologação da rescisão do contrato de trabalho no sindicato da categoria, como previsto na Reforma Trabalhista, tem sido um artifício utilizado por algumas empresas para não pagarem as verbas trabalhistas ao ex-empregado. Até a entrada em vigor da Lei 13.467, o artigo 477 da CLT estabelecia que o pedido de demissão ou o recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho firmado pelo empregado com mais de um ano só seria válido quando feito com a assistência do respectivo sindicato ou perante a autoridade competente. A Reforma Trabalhista acabou com essa exigência.

“Os trabalhadores estão sendo vítimas de golpe”, adverte o advogado Sergio Batalha. Dois casos que O DIA teve acesso mostram uma prática não usual na dispensa de empregados. Em um deles, o ex-empregado, que é analfabeto, dá quitação da verba trabalhista sem ter recebido. Em outro, a ex-funcionária também assinou os papeis e não recebeu a rescisão. Os dois casos, por acaso, se referem à mesma empresa.

E como seria esse golpe? “O empregado é dispensado e convocado ao departamento de pessoal para ‘assinar a rescisão’. Quando comparece, é informado de que tem de ‘assinar a rescisão para sacar o FGTS’ e que a empresa irá depositar as verbas rescisórias nos próximos dias”, conta o advogado. O que não ocorre. “A empresa não deposita e, quando o empregado entra com o processo na Justiça do Trabalho, ela alega que pagou as verbas rescisórias ’em espécie’, ou seja, em dinheiro”, acrescenta Batalha.

(…)