Manhã de carnaval na Curuzu

POR GERSON NOGUEIRA

Uilliam aproveitou falha da defesa para abrir o placar

Quenzão, Rancho, Matinha e Bole-Bole desfilaram no sábado à noite na Aldeia Cabana e o Papão bailou na manhã de ontem na Curuzu. Quase sem falhas no desenvolvimento de jogo, os bicolores dominaram o Paragominas desde o início, aplicando goleada categórica e assumindo a liderança.

Pareceu muito fácil porque o PSC fez por onde deixar o jogo assim. Jogou em cima, sufocando as linhas de marcação do adversário e utilizando bem a subida dos laterais Tony e Diego Matos.

O primeiro gol aconteceu logo aos 7 minutos. Um escanteio cobrado pela direita foi rebatido pela zaga, a bola subiu, o goleiro Gustavo ficou vendido no lance e Uilliam só escorou de cabeça abrindo o marcador.  

O Papão se tranquilizou, criou e perdeu chances no decorrer do primeiro tempo, mas sem passar aperto. Tímido, o PFC abusava dos erros de passe e se enrolava todo, principalmente quanto insistia em sair jogando pelo meio.

Nicolas marcou dois no segundo tempo

Soou até surpreendente, pela maneira desarrumada de atuar, ver como o time de Rogerinho Gameleira havia conseguido alcançar a liderança do campeonato na 4ª rodada. A pontuação do Jacaré diz mais do nível geral da competição do que de suas próprias qualidades.

No 2º tempo, de novo aos 7’, um cruzamento da direita encontrou Nicolas na área. Ele se antecipou à zaga e raspou de cabeça, marcando o segundo gol. Aos 21’, Alex Maranhão levantou bola na área, o goleiro soltou nos pés de Wesley Matos, que finalizou, sem marcação.

Aos 30’, novo rebote do goleiro. Caíque, que havia acabado de entrar, aproveitou o presente na área e marcou o 4º gol. Ainda deu para fazer mais um gol, o mais bonito da partida. Aos 43’, em assistência de Deivid, Nicolas avançou desde a intermediária para tocar na saída do goleiro e assumir a vice-artilharia do campeonato. (Fotos: Jorge Luiz/Ascom PSC)

Leão mesclado sofre para passar pelo Águia

O Remo venceu o Águia por 1 a 0 neste sábado

O começo foi até animador. O time mesclado do Remo, com oito mudanças em relação à equipe titular, tocava passes em velocidade e valorizava a posse de bola no campo adversário. Sem preocupações defensivas, a prioridade era entrar na área do Águia.

Logo aos 3 minutos, o volante Gelson apareceu de surpresa e finalizou com um chute à queima-roupa, que Gustavo defendeu bem. Aos 12’, Djalma acertou um chute forte da entrada da área. Nova boa defesa do goleiro.

A boa atuação no primeiro tempo – como o time A até agora não fez – foi premiada aos 27 minutos. Hélio, boa figura na partida, invadiu a área pela direita e tocou rasteiro para Giovane finalizar e abrir o placar.

Djalma, Lukinha e Gelson, principalmente, foram responsáveis pelo grande desempenho da equipe. Dominavam a meia-cancha, marcavam com eficiência e abasteciam o ataque. O Águia pouco ameaçou na etapa inicial.

Veio o 2º tempo e o Remo acomodado de sempre entrou em cena. Nem parecia o mesmo time da primeira etapa. O ataque já não investia como antes sobre as linhas inimigas. Atento, João Galvão mexeu logo no reinício colocando Danilo e Ângelo para reforçar o setor ofensivo. Deu certo.

Acuado, o Remo se defendia bem como Jansen e Neguete, mas o torcedor remista, que havia aplaudido o time na saída para o intervalo, passou a cobrar mais qualidade. Mesmo assim, Rafael Jaques só foi fazer mudanças aos 34 minutos, quando a pressão do Águia se intensificava.

Trocou Lukinha por Wesley e Nininho por Charles, ganhando mais força no meio-campo, mas ainda sem mexer na peça mais apagada do time, Robinho, que permaneceu até o fim. Gelson, o melhor da partida, saiu sob algumas vaias (para Jaques) já aos 43’, substituído pelo garoto Warley.

O Remo até ensaia evolução, mas o espírito de acomodação insiste em prevalecer. A baixíssima produção ofensiva (6 gols) atesta isso. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Tristes tardes de domingo no futebol televisivo

Retrato do Brasil desigual e burro. A maior rede de TV do país, que monopoliza os principais torneios, submete o telespectador a uma gororoba boleira dos infernos na tarde de domingo. Semifinal da Taça Guanabara, entre dois colossos: Boavista x Volta Redonda. Um da Série C e outro da Série D. A Alemanha segue goleando tranquilamente por 7 a 1.

Castanhal bate Tapajós e mantém vice-liderança

Em boa atuação diante do Tapajós, no estádio Barbalhão, em Santarém, o Castanhal manteve a série invicta, superando o anfitrião e preservando a vice-liderança do campeonato. Pecel (artilheiro do Parazão com 6 gols) marcou 1 a 0 ainda no 1º tempo, o Boto reagiu e empatou, mas, na etapa final, Dioguinho desempatou após cruzamento de PC. Ofensivo, como sempre, o Japiim vai se consolidando como candidato à semifinalista. Três vitórias fora de casa.

A dica esportiva do dia

Carlos Kila, diretor executivo do Clube do Remo, e Cláudio Guimarães, radialista e jornalista, são os convidados do 1º Debate Bola do ano, hoje, às 18h, no auditório do Laboratório Amaral Costa (à rua Antonio Barreto, no Umarizal), promovido pelo Troféu Camisa 13. Em discussão, a importância e as dúvidas em torno da função de executivo de futebol. Apresentação de Mariana Malato e regência geral de Gandur Zaire Filho.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 17)

Botafogo tenta “engenharia financeira” para trazer Yaya Touré

Touré foi oferecido ao Botafogo, mas vazamento da informação irritou clube, que alega também falta de grana - Reuters

O Botafogo empolgou a torcida ao trazer Heisuke Honda. Enquanto ainda curte a contratação do novo xodó, outro jogador de quilate internacional foi oferecido: Yaya Touré. A negociação pelo marfinense seria intermediada por Marcos Leite, mesmo empresário que trouxe o japonês. O Botafogo demonstrou interesse e buscou mais informações sobre esta possibilidade. Tudo, no entanto, ainda estava em uma fase bastante preliminar.

O problema é que, nesse ponto, a situação vazou pela imprensa, e o Botafogo não gostou nem um pouco disso. Criou-se um impasse já que o clube não tem dinheiro para fazer a negociação e, agora, ficou pressionado pela torcida, que novamente aderiu em massa nas redes sociais.

Segundo apuração do UOL Esporte, o Botafogo alega não ter dinheiro para avançar na história. E é justamente por isso que existe o clima de revolta com o vazamento da informação.

Há uma forte pressão para que o Alvinegro traga o africano de 36 anos sem que o clube tenha condição de seguir adiante. A tendência durante todo o sábado era de que o negócio não seguisse em frente. De acordo com a diretoria, isso aconteceu também por causa da forma como tudo foi conduzido, além do dinheiro.

Tudo indicava que nem mesmo a pressão feita pela torcida faria diferença para a chegada de mais uma estrela mundial. Porém, outra ala da diretoria entrou no circuito e colocou panos frios no problema com Marcos Leite e tenta encontrar uma solução. Para a questão financeira, o Botafogo pode conseguir investimento com empresários interessados na vinda de Yaya Touré.

O jogo ainda não acabou e o mercado da bola segue fervendo em General Severiano.

A frase do dia

“Na Bahia, a determinação é cumprir ordem judicial e prender criminosos com vida. Mas se estes atiram contra pais e mães de família que representam a sociedade, os mesmos têm o direito de salvar suas próprias vidas, mesmo que os MARGINAIS mantenham laços de amizade com a Presidência. O governo do Estado da Bahia não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça”.

Rui Costa, governador da Bahia

“Bandido bom é bandido morto” não vale para miliciano amigo de Bolsonaro?

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) destacou no Twitter a classificação de “execução” dada por Bolsonaro em nota à morte do miliciano Adriano da Nóbrega, condecorado por seu filho Flávio Bolsonaro em 2005 a seu pedido.

“Bolsonaro chamou de execução a morte do miliciano Adriano da Nóbrega porque era seu herói e amigo dileto que abastecia os cofres e pagava as contas da família. O lema hipócrita ‘bandido bom é bandido morto’ não vale para Bolsonaro quando é um comparsa seu. #BolsonaroMiliciano”, escreveu Pimenta.