Kirk Douglas, o homem que ajudou a acabar com a 'lista negra' em Hollywood

Por Kiko Nogueira

Kirk Douglas, o último da era de ouro de Hollywood, o galã do furo no queixo, morto hoje aos 103 anos, era também um campeão das boas causas e um exemplo de coragem e altivez. Em 1960, ele acabou com a lista negra como produtor e estrela do épico “Spartacus”, dirigido por Stanley Kubrick, vencedor de um Oscar.

Douglas insistiu que o nome do roteirista Dalton Trumbo, seu amigo, aparecesse nos créditos. Até então, o socialista Trumbo só podia assinar com pseudônimo por causa da caça às bruxas dos anos 40 e 50 que acabou com a carreira e a vida de diversos artistas.

Em 2015, quando foi lançada a cinebiografia “Trumbo”, Kirk deu um depoimento sobre aqueles dias. Como de hábito em se tratando de grandes homens e grandes feitos, serve hoje para nós, mais do que nunca, e sempre:

“Como atores, é fácil interpretarmos o herói. Temos que lutar contra os bandidos e defender a justiça. Na vida real, as escolhas nem sempre são tão claras.

A lista negra de Hollywood, recriada poderosamente na tela em ‘Trumbo’, foi uma época que me lembro bem. As escolhas eram difíceis.

As consequências foram dolorosas e muito reais. Durante a existência da lista negra, tive amigos que se exilaram quando ninguém os contrataria; atores que cometeram suicídio em desespero.

Minha jovem co-estrela em ‘Detective Story’ (1951), Lee Grant, não conseguiu trabalhar por 12 anos depois que se recusou a testemunhar contra o marido perante o Comitê de Atividades Anti-Americanas da Câmara.

Fui ameaçado pelo fato de usar um escritor da lista negra em ‘Spartacus’ – meu amigo Dalton Trumbo. Isso me marcaria como um “amante dos comunistas” e encerraria minha carreira.

Há momentos em que é preciso defender princípios. Estou tão orgulhoso dos meus colegas atores que usam sua influência pública para se manifestar contra a injustiça.

Aos 98 anos, aprendi uma lição da história: ela se repete com muita frequência. Espero que ‘Trumbo’, um belo filme, lembre a todos nós que a lista negra foi uma época terrível em nosso país, mas que devemos aprender com ela para que nunca mais aconteça”.

Projeto autoritário e neoliberal se beneficia da desmobilização

Por Céli Regina Jardim Pinto

Interpretar o governo Bolsonaro como um fracasso é um equívoco perigoso. Ao mesmo tempo, anunciá-lo como a vitória definitiva de um projeto autoritário-fascista é igualmente equivocado. O projeto do governo é inserir o Brasil no neoliberalismo profundo, riscando do mapa a presença do Estado na economia e nas políticas públicas sociais.

Bolsonaro tem importância relativa nesse projeto. É uma figura caricata, violenta, inculta, mas que interpela com êxito largas parcelas da população. A Presidência caiu no seu colo como um prêmio de loteria. É transparente que ele não tem ideia do que é ser presidente da república, mas isso tem pouca importância para o projeto. Certamente é foco de chacota em encontros internacionais, mas há cinismo nisso. Ao mesmo tempo que deve ser desconfortável para o sofisticado Macron, a cientista Merkel ou o milionário Trump conviver com Bolsonaro, eles sabem que o ex-tenente é um peão importante no xadrez do imperialismo capitalista do século 21.

O governo se organiza com muita esperteza para cumprir esse papel. Enganam-se os que imaginam que estamos frente a dois governos paralelos, um competentemente neoliberal e técnico, outro culturalmente obscuro e ideológico. Essa divisão é falsa e serve a muitos interesses.

A equipe econômica aparece como respeitável para todos os setores conservadores do país: os empresários de diferentes plumagens e a grande mídia, mesmo as que Bolsonaro “detesta”, como a Globo e a Folha. Na última, colunas de opinião dão chances a críticas, já na Globo, mesmo em sua versão mais sofisticada, a Globonews, as reformas propostas pelo governo são anunciadas por todos os seus jornalistas como necessárias e bem-vindas. Nisso a mídia é uma aliada importante do Poder Legislativo, liderado pelo hábil Rodrigo Maia na Câmara dos Deputados, que articula a aprovação de reformas ultraconservadoras. O governo teve uma importante vitória com a aprovação da reforma da Previdência e certamente outras virão.

Mas o projeto desestruturante necessita de uma sociedade desorganizada e passiva, uma sociedade não demandante. Essa talvez seja a questão mais séria que o neoliberalismo em geral enfrenta no século 21, pois há sociedades mobilizadas que se espalham por diferentes partes do mundo, com organizações diversas e demandas variadas. Seria uma imprudência analítica encontrar uma causa comum para todas as manifestações que ocorrem desde 2011, mas seria igualmente temeroso atribuí-las à mera coincidência.

A questão mais séria em tudo isso é por que, após um ano de governo, não está sendo produzida uma reação popular capaz de ameaçar esse projeto autoritário, obscurantista, no limite do fascismo?
O problema é que não se elimina a consciência crítica da sociedade em um passe de mágica. No Brasil, o governo Bolsonaro faz dois ataques estratégicos e simultâneos nesse sentido: o primeiro reduz ao mínimo, quando não zera, recursos orçamentários para as áreas da cultura e da educação: faz ameaça contra o cinema, o teatro, as artes visuais, a música, a educação em todos os níveis e a ciência. O segundo ataque se dirige aos setores que necessitam ser convencidos de que cultura, ciências, luta por direitos, por liberdade e igualdade são farsas. Qualifica todas as áreas da cultura e da educação como produtoras do marxismo cultural, da ideologia de gênero e de riscos à família e à religião e assim dá sentido à farsa, central para fragilizar as classes populares e minimizar suas possíveis demandas. Nesse esforço, as igrejas evangélicas são aliadas fundamentais.

Não se pode satanizar as igrejas evangélicas e afirmar que elas só existem para apoiar governos como o de Bolsonaro. O crescimento exponencial das denominações pentecostais é um fenômeno complexo e não pode ser atribuído a cenários momentosos. Mas o que se deve pontuar aqui é que essas igrejas formam lideranças e congregações predispostas a se colocarem em antagonismo às liberdades individuais, às ciências, à cultura, à luta por direitos.

As congregações são celeiros para teorias terraplanistas, antiecológicas, antivacinação, antiborto, a favor da família tradicional, da violência policial, do armamento e do encarceramento. Criam espaços privilegiados para ministros que afirmam ter visões de entidades religiosas, ou como o da educação, que trata de convencer a população de que nas universidades há grandes plantações de maconha e que seus laboratórios de química produzem anfetaminas. Nesse cenário, dirigir carros de aplicativos acaba parecendo muito mais digno do que perder tempo em antros amorais como as universidades. Em um país com índices muito baixos de leitura, a fala do presidente, ao dizer que os livros didáticos têm texto demais, cai como uma luva.

O êxito do governo na desmobilização e/ou paralisia política da sociedade pode ser medido, paradoxalmente, por dois eventos muito festejados pelas forças de oposição: as revelações do Intercept Brasil, que mostraram as formas não republicanas como foram montadas as provas contra Lula pelo então juiz Moro na operação Lava Jato, e a soltura do próprio Lula, por consequência da decisão do STF contra a prisão de condenados em segunda instância. Moro continua sendo o ministro mais popular do governo, mais popular que o próprio Bolsonaro. E Lula, solto, fez pouca diferença.

A questão mais séria em tudo isso, que necessita ser pensada para além de justificativas ao sucesso de Bolsonaro como consequência das fake news, é por que, após um ano de governo — que precarizou a vida das camadas mais pobres da população; reduziu verbas para a saúde; atacou a educação e, principalmente seu setor de maior êxito, as universidades federais; matou pobres, principalmente crianças e jovens negros nas comunidades; desqualificou a cultura; perseguiu movimentos sociais — não está sendo produzida uma reação popular capaz de ameaçar esse projeto autoritário, obscurantista, no limite do fascismo?

O sucesso do governo não pode ser medido pela melhoria das condições de vida do brasileiro em qualquer aspecto, seja a saúde, a educação, o emprego. Não foi a isso que veio, mas, sim, na confortável apatia da população frente a quem está a destruir com precisão cirúrgica conquistas fundamentais para os brasileiros, algumas inclusive garantidas na Constituição de 1988.

2020 é um ano eleitoral, portanto um ano muito imprevisível. É esperar para ver.

Céli Regina Jardim Pinto é cientista política e professora emérita da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Torcida vai ao Ver-o-Peso festejar aniversário do Leão

A torcida azulina transformou o cenário desta manhã no Ver-o-Peso, com bandeiras, banda de música e muito foguetório para marcar a passagem dos 115 anos de fundação do Clube do Remo, comemorado nesta quarta-feira (5). Grupos de torcedores chegaram bem cedo à feira, mantendo uma tradição de décadas.

(Fotos: Luiz Otávio Lucas/Bola)

Leão à frente do Papão no ranking nacional de média de público

O site Verminosos Por Futebol divulgou uma pesquisa em que apresenta as médias de públicos de cada clube, no período entre 1967 a 2019, em torneios nacionais. Qual clube levou mais público na história do futebol brasileiro? Muitos diriam Flamengo, outros Corinthians. Cravar com 100% de certeza é bastante difícil.

Pela primeira vez, levantamento reúne médias de clubes em todos os campeonatos nacionais – realizados entre 1967, quando dados de público passaram a ser divulgados, e 2019. Estão nele as Séries A, B, C e D, além da Copa do Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, precursor do Brasileirão.

Bem, no levantamento não estão contempladas todas as edições de todas as divisões, nem campeonatos estaduais e nem regionais (como as copas Rio-São Paulo ou do Nordeste, por exemplo). Porém, apesar disso, a estatística é a mais aprofundada até hoje já publicada sobre torneios nacionais.

Os dados são do pesquisador cearense João Ricardo de Oliveira, um dos maiores especialistas em rankings de público de futebol no país. A pesquisa, feita com exclusividade para o Verminosos por Futebol, considera números dos seguintes campeonatos:

• Torneio Robertão – 1967/1970
• Série A – 1971/2019
• Série B – 2003/2019
• Série C – 2005/2019
• Série D – 2009/2019
• Copa do Brasil – 1989/2019

O Remo aparece entre os 20 primeiros, sendo o clube paraense melhor colocado, ocupando a 19ª posição, com média de 12.588 mil torcedores por partida, à freente do antos-SP, que ocupa a 20ª posição. Grande rival do Leão, o Paysandu é o 22°, com 12.305 mil (283 torcedores a menos por jogo).

A pesquisa aponta as duas maiores torcidas do Brasil, Flamengo e Corinthians, no topo do levantamento. O Mengão tem uma média de público de 29.159 mil. Já o Corinthians, 25.842 mil. Quem completa o pódio é o Atlético-MG, com 22.917 mil. A surpresa fica por conta da presença do Nacional-AM, à frente da dupla Re-Pa, em 18°, com 12.737 mil – número garantido por uma única participação no Brasileirão de 1971.

A pesquisa reúne os números de todos os campeonatos nacionais, a partir de 67, ano em que os dados de público começaram a ser divulgados. O ranking abrange a Série A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a competição Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, precursora do Brasileirão atual.

O levantamento reúne os 46 clubes com melhor média de público geral, considerando os jogos disputados em todas as competições entre os anos de 1967 e 2019. O cálculo final reflete, sob esse aspecto, quem são os times mais seguidos na história do futebol nacional. Por causa desses critérios, campeonatos estaduais e regionais não entram para as estatísticas.

MAIOR TORCIDA

Na última semana, o Remo rebateu um ranking nacional que apontou o Paysandu como a maior torcida do Pará. De acordo com os dados da Pluri Consultoria, o Papão aparece na 22ª colocação, com 630 mil torcedores, enquanto que o Leão é o 23°, com 540 mil. O estudo usou números do ano de 2018, divulgados apenas em janeiro deste ano, e estatísticas em relação ao crescimento das principais torcidas paraenses, a partir de 2016. Um dos argumentos dos azulinos para contrariar o levantamento da Pluri é justamente a maior média de público nos estádios ao longo da década.

RANKING DE MÉDIA DE PÚBLICO NOS ESTÁDIOS:

1° ) Flamengo – 29.159 mil

2° ) Corinthians – 25.842 mil

3°) Atlético-MG – 22.917 mil

4°) Palmeiras – 21.371 mil

5°) Cruzeiro – 21.360 mil

6°) Bahia – 20.658 mil

7°) Grêmio – 19.554 mil

8°) São Paulo – 19.381 mil

9°) Internacional – 19.332 mil

10°) Vasco – 17.625 mil

……………………….

19°) Remo – 12.588 mil

22°) Paysandu – 12.305 mil

Everaldo Marques troca ESPN pelo Sportv

Um dos principais rostos da ESPN por muitos anos, Everaldo Marques decidiu encarar o desafio e saiu da sua zona de conforto ao fechar com a SporTV. Entre tantas conquistas, a principal, talvez, tenha sido a de popularizar a NFL no Brasil. O jornalista domina o assunto como poucos e divide seu conhecimento ao tirar as dúvidas dos telespectadores sempre que pode. O tom professoral fez muitos que não conheciam a modalidade virarem fãs.

O esporte americano, no entanto, não faz parte da grade da sua nova emissora e isso já evidencia o tamanho do desafio abraçado por Everaldo, que seguirá na antiga casa até sexta-feira. O interesse do SporTV no profissional é antigo. São pelo menos quatro anos de namoro até que o casamento fosse consumado no início dessa semana.

No Grupo Globo, Everaldo Marques assume a vaga aberta com a demissão de Roby Porto. Ele será o principal narrador na NBA, mas essa não será a única atribuição. O SporTV o considera completo, com capacidade de atuar em alto nível diante de várias modalidades. O profissional chega com moral e para trabalhar em algumas frentes. Inclusive o futebol.

Além de ter a possibilidade de trabalhar no futebol brasileiro, o que praticamente não ocorria na ESPN, Everaldo estará no grupo que fará a cobertura olímpica da Globo, no Japão, entre 24 de julho e 9 de agosto. Fora que, neste novo desafio, terá uma escala menos sacrificante do que tinha na antiga casa, o que garante maior qualidade de vida.

A informação sobre a troca de canais mexeu com o grande público. Mas há uma certeza. O bom desempenho na ESPN fatalmente será repetido no SporTV. Afinal, seus telespectadores gostam de usar seu próprio bordão para bradar: “Você é ridículo”, Everaldo. (Do UOL)

Botafogo convoca torcida para apresentação de Honda

O Botafogo marcou a apresentação oficial de Honda para este sábado, no Nilton Santos, e convocou a torcida para ter o primeiro contato com o astro japonês, que chega ao Rio de Janeiro na sexta-feira. O clube programou uma série de atrações para o dia, incluindo a primeira entrevista coletiva do principal reforço alvinegro, e fez o anúncio pelas redes sociais na noite desta terça.

Além da entrevista coletiva, Honda será apresentado à torcida no gramado do Niltão. O dia começa com um amistoso do time sub-17 do Botafogo, que tem como estrela a joia Matheus Nascimento, das seleções de base, contra o Boavista. Haverá ainda show do DJ Pelé e do MC G15. Os portões abrirão às 9h, e a entrada será através de doação de 1 Kg de alimento não perecível.

A contratação de Honda, que vestirá a camisa 4, foi anunciada na última sexta-feira e levou os torcedores do Botafogo à loucura. Desde o início da negociação, os alvinegros encheram as redes sociais do meia com pedidos para ele acertar com o clube. O anúncio do final feliz foi feito pelo próprio Honda, em vídeo em português.

– Oi, tudo bem? Eu sou Keisuke Honda, muito prazer. Eu jogo no Botafogo. Vamos nos ver no Rio de Janeiro. Até logo, obrigado, tchau.

No Botafogo, o japonês receberá um salário fixo mensal e adicionais por metas alcançadas. Além disso, o meia ficará com 20% de toda a comercialização de marketing que o clube fizer com ele. Há também um bônus por jogos em que atuar.

Honda tinha interesse de incluir no contrato um item em que as partes se comprometeriam a garantir sua participação em 75% dos jogos. A diretoria alvinegra não aceitou, bateu o pé, mas pôs no contrato que o jogador se empenharia a estar em forma, e a comissão técnica, por sua vez, poderia escalá-lo caso se encaixasse nas condições técnicas e físicas. Clube e jogador concordaram.

Honda, de 33 anos, traz no currículo passagens por grandes clubes na Europa, como Milan e CSKA, além da presença em três Copas do Mundo. Pela seleção, marcou 37 gols em 98 jogos. O último clube do japonês foi o Vitesse, da Holanda.

Cientistas do mundo todo denunciam na revista Nature o descaso ambiental no Brasil

Por Rede Brasil Atual:

Principal revista científica internacional, a Nature publicou nesta segunda-feira (3) um artigo assinado ao todo por 1.239 cientistas de diversas instituições de pesquisa do Brasil e do exterior, entre eles Carlos Nobre e Paulo Artaxo. Os signatários destacam o fato de estar no país a maior parte da floresta Amazônica, o que é um elemento crítico para estabilizar o sistema climático da Terra e manter seus ecossistemas terrestres bem conservados, que armazenam imensas quantidades de carbono e 12% dos recursos hídricos globais. Que esses, mais os ecossistemas marinhos, abrigam 10% da biodiversidade do mundo, incluindo muitas espécies úteis para alimentação, medicamentos e construção. Além disso, a diversidade cultural do Brasil inclui mais de 300 grupos étnicos que preservam conhecimento ecológico indígena ancestral e historicamente têm prestado serviços essenciais para as sociedades.

Os pesquisadores destacam ainda que desde 2005, políticas de conservação bem-sucedidas tornaram o Brasil um exemplo global de governança ambiental, em especial com a expansão de Áreas Protegidas e demarcação de Terras Indígenas, o desenvolvimento de sistemas avançados de monitoramento para detectar a perda de vegetação e a intervenção nas cadeias de fornecimento de soja e carne bovina. Mas que agora, o governo do presidente Jair Bolsonaro está desmantelando as políticas socioambientais do país, comprometendo a governança de serviços ecossistêmicos de importância global.

Para reverter esta agenda destrutiva, eles sugerem medidas como o desenvolvimento de uma agroindústria sustentável, a promoção do uso estratégico de incentivos para expandir os sistemas de produção baseados na biodiversidade e a agricultura de baixo carbono, o fortalecimento dos sistemas públicos locais para o desenvolvimento agropecuário sustentável, o fortalecimento dos sistemas públicos locais de controle sobre o uso de agrotóxicos, o investimento em ciência, biotecnologia e inovação baseado na diversidade biológica nativa. Mas para isso, é necessária a pressão de parceiros comerciais internacionais, governos estaduais e municipais,membros do legislativo e cidadãos preocupados que pressionem o governo brasileiro “antes que a humanidade perca serviços críticos dos ecossistemas”.