Manchester City é banido da Champions por dois anos

Manchester City está proibido de disputar competições europeias pelos próximos dois anos — Foto: Reprodução de Twitter

A Uefa anunciou nesta sexta-feira que o Manchester City está banido por dois anos de qualquer competição europeia de clubes. A confederação divulgou um comunicado alegando que a decisão foi tomada pelo Organismo de Controle Financeiro (CFCB), que também impôs uma multa de € 30 milhões (R$ 140 milhões na cotação atual) ao clube inglês por cometer sérias violações e também não cooperar com a investigação. Cabe apelação ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).

O City foi considerado culpado por ter inflacionado de forma falsa os valores de seus patrocínios, apresentados à Uefa em um processo aberto depois de documentos vazados pela revista alemã “Der Spiegel”, em novembro de 2018.

Os emails vazados mostravam que o proprietário do City, Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, da família que governa Abu Dhabi, estava financiando o patrocínio de 67,5 milhões de libras da camisa, estádio e as divisões de base através da companhia aérea de seu país, Etihad.

Um dos documentos sugeriu que apenas 8 milhões de libras desse patrocínio na temporada 2015/16 foram financiados diretamente pela Etihad, enquanto o restante veio do veículo da empresa de Mansour para a propriedade do City, o Abu Dhabi United Group.

Em comunicado oficial, o Manchester City se disse “decepcionado por não se surpreender” com a decisão e afirmou que irá recorrer.

Em dezembro de 2018, o Investigador Chefe da Uefa previa publicamente a sanção que ele desejava impôr ao clube, mesmo que nenhuma investigação tivesse se iniciado à época. O processo falho e constantemente vazado da Uefa que ele supervisionava deixava poucas dúvidas quanto ao resultado que ele anunciaria. O clube reclamou formalmente para o Comitê Disciplinatório da Uefa, reclamação esta que foi validada por uma decisão do CAS“.

Atual segundo colocado do Campeonato Inglês, o City está na zona de classificação para a próxima edição da Liga dos Campeões. Com a decisão da Uefa, a tendência é que o quinto colocado da Premier League passe a fazer parte do grupo de classificados, posição hoje ocupada pelo Sheffield.

Greve chega ao 13º dia e já mobiliza 20 mil petroleiros

Os petroleiros chegam ao 13º dia de greve nesta quinta-feira 13 com anúncio de ampliação das paralisações. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), já são 113 bases do Sistema Petrobras, em 13 estados do país, com mais de 20 mil petroleiros mobilizados. Na quarta-feira 12, a FUP contabilizava 108 unidades paralisadas.

De acordo com a organização, estão em greve 53 plataformas, 23 terminais, 11 refinarias, 7 campos terrestres, 7 termelétricas, 3 Unidades de Tratamento de Gás (UTGs), 1 usina de biocombustível, 1 fábrica de fertilizantes, 1 fábrica de lubrificantes, 1 usina de processamento de xisto, 2 unidades industriais e 3 bases administrativas.

De um dia para o outro, houve adesões de três plataformas na Bacia de Campos, entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A FUP diz que 33 das 39 plataformas da região entraram na greve. Em Manaus, no estado do Amazonas, também aderiram trabalhadores das termelétricas Jaraqui e Tambaqui, informa a organização.

Em greve desde 1º de fevereiro, os petroleiros cobram a suspensão da demissão de mil trabalhadores na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), previstas, segundo a FUP, para terem início na sexta-feira 14. Eles também exigem o cumprimento de outros pontos relacionados ao Acordo Coletivo de Trabalho. Segundo os trabalhadores do setor, a gestão da Petrobras tem se recusado a negociar.

Ministro bilionário tem vida de parasita

Da Coluna Painel, de Camila Mattoso, na Folha de S.Paulo

Além do salário de R$ 30,9 mil, Paulo Guedes (Economia) recebe dos cofres públicos R$ 7.733 por mês de auxílio-moradia, o teto permitido por lei, e passagens para ir de Brasília ao Rio, onde tem moradia fixa. Até julho, Guedes recebia também diárias (R$ 7.501 ao todo) para dar expediente na cidade onde mora, incluindo em datas sem compromisso na agenda. Entre as 60 viagens bancadas com dinheiro público no ano passado, 38 aconteceram a partir de quinta-feira, tendo como destino o Rio. 

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O contracheque do ministro traz também um aporte mensal de R$ 458 a título de auxílio-alimentação.

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Guedes é alvo de críticas de servidores desde que os comparou a parasitas que estariam matando o hospedeiro, no caso o governo, que em suas palavras “está quebrado” e gasta 90% da receita com o funcionalismo.

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Antes de ingressar na política, Guedes era presidente da Bozano Investimentos, que administrava fundos avaliados em R$ 2,7 bilhões. Como nunca foi candidato a cargo eletivo, o tamanho do seu patrimônio não é público.

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A consulta ao Portal da Transparência mostra que, dos 22 ministros, ao menos 5 não recebem auxílio para alimentação e 11 não ganham o de moradia.

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O Ministério da Economia diz que os auxílios estão previstos em lei e que Guedes não tem imóvel próprio em Brasília. 

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Globo noticia encontro no Vaticano, mas aproveita para atacar Lula

O Jornal Nacional dedicou 49 segundos da edição desta quinta-feira, 13, para falar sobre a visita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Papa Francisco no Vaticano. Do total do rápido registro, que não aparece declaração do ex-presidente, embora ele tenha feito vídeo nas redes sociais falando sobre o encontro, o apresentador William Bonner dedicou 31 segundos para falar da condição jurídica do ex-presidente. 

“Lula não sofre restrições para sair do Brasil. Ele foi condenado à prisão em segunda instância, e está solto porque o Supremo Tribunal Federal entendeu que os condenados podem permanecer em liberdade até o esgotamento dos recursos judiciais. A defesa do ex-presidente conseguiu adiar o depoimento que ele prestaria nesta semana como réu na Operação Zelotes. Lula responde pela suposta venda de uma medida provisória para beneficiar empresas do setor automobilístico. O depoimento foi remarcado para quarta-feira que vem”, disse Bonner.

Nas redes sociais, internautas protestaram contra a cobertura da Globo ao encontro. 

“Jornal Nacional falou do encontro do Papa com Lula, mas fez questão de citar toda a ficha policial do ex-presidente. Foi mais tempo apontando o dedo do que explicando o fato do dia”. Felipe Alves, no Twitter

Antes e depois de Jesus

POR GERSON NOGUEIRA

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O futebol brasileiro nunca mais será o mesmo depois da passagem fulgurante do furacão Jorge Jesus por aqui. Ganhou quase tudo o que disputou no semestre final de 2019, com um jeito especial de jogar que transformou a visão acerca do que se praticava nos clubes nacionais. Ninguém foi tão ofensivo e destemido quanto o Flamengo no ano passado.

Talvez o legado mais importante da presença do português no Brasil seja o de quebrar o conformismo vigente. É fato que, até antes de Jesus, o torcedor se contentava com o pouco que os times entregavam. Joguinho retrancado, feio e amarrado no meio-campo e pouco agressivo no ataque. Era o que havia por aqui e quase todo mundo achava que estava bom.

Como diz aquela antiga canção do Clube da Esquina, nada será como antes – depois de Jesus. Anteontem, depois de vencer o Fluminense e se classificar para a final da Taça Guanabara, Jesus falou com aquele ar blasée sobre o jogo, desdenhando do campeonato estadual, reafirmando o pouco caso em relação à competição e ainda cutucando os outros técnicos brasileiros.

Até nisso, Jesus é um inovador, um exterminador de etiquetas. Pode ser um exemplo ruim, quando exagera na soberba e deslegitima um campeonato estadual que tem raízes históricas e tradicionais. Mas, ao mesmo tempo, pode fazer bem quando defende ferrenhamente que os melhores jogadores devem jogar sempre, não devem ser poupados, como alguns antigos treinadores brazucas adoravam fazer.

O discurso franco e ácido desagrada muita gente. É natural. Até porque é proferido pelo cara que está ganhando tudo e que parece se colocar acima de todos. Em vencedor, o vencedor desperta admiração e repulsa. Ainda mais quando o supercampeão tem imensa popularidade e rejeição, visto como beneficiado em vários momentos justamente pelo tamanho que tem.

Jesus passa ao lago das questões domésticas. Fala para o mundo. Quando solta uma frase mais cortante, parece estar se dirigindo a plateias brasileiras e portuguesas, onde mantém sua base. Lá, como cá, divide opiniões. Jornalistas de Lisboa alertaram desde o começo que, ao se perceber vitorioso, Jesus iria liberar o lado mais egocêntrico.

Já deu pitaco sobre comportamento de adversários em campo, embora sem se retratar quando seus comandados extrapolam. Franco, refere-se ao Flamengo como mera plataforma para cavar espaço na Europa e não esconde que o projeto pessoal é assumir o comando de um gigante, como Real ou Barcelona.

Desfruta de aceitação e paciência da mídia esportiva por estar em alta, vencendo e convencendo. Tenho cá minhas dúvidas se continuará a ser gentilmente tratado caso o time não repita os feitos de 2019. O melhor a extrair da passagem de Jesus – que pode findar em maio próximo – é sua disciplina férrea e a fé cega em conceitos técnicos que casam perfeitamente com a essência do futebol brasileiro. O resto é perfumaria.

Fim da interiorização enfraquece os grandes

O que ocorre no campeonato estadual do Rio, com clubes pequenos optando por jogar sempre no Maracanã – principalmente contra o Flamengo –, a fim de garantir faturamento, é vergonhoso e configura atentado à equidade da competição. Pena que não seja uma exceção.

Com a preocupação óbvia de faturar o seu quinhão, as federações  costumam avalizar (e aplaudir em silêncio) os remanejamento de jogos, que subvertem uma das faces mais ricas dos certames estaduais: a interiorização do futebol.

O Parazão 2020 segue essa tendência. Já teve quatro jogos remanejados para Belém e outros ainda virão pela frente, negando às torcidas do interior o imenso prazer de ver Remo e PSC de perto.

Quando a velha rivalidade, alicerçada nos campeonatos domésticos, começar a ser abalada por esses deslizes talvez seja muito tarde para corrigir a rota. No âmbito do Pará, a dupla Re-Pa deveria ser a mais interessada em preservar a interiorização, por ser quem tem mais a perder com o caráter metropolitano da disputa.

Por estanha ironia, ao contrário do que pode parece, os maiores prejudicados (a longo prazo) são os clubes de massa. O raciocínio é simples: sem proximidade afetiva com os times locais, o torcedor interiorano tende a bandear exclusivamente para clubes cujos jogos a TV mostra à exaustão, nacionais e estrangeiros.

O patrimônio afetivo é a base da paixão pelos clubes. Resiste ao tempo e às intempéries mais hostis. Mas, como todo sentimento, não sobrevive ao abandono e à indiferença.

Leão tem jogo-chave para encaminhar classificação

Depois da classificação à segunda fase da Copa do Brasil, o Remo ganhou a tranquilidade necessária para tentar se reabilitar no Campeonato Estadual no jogo de amanhã diante do Águia, no estádio Jornalista Edgar Proença. O revés no clássico havia deixado muitas dúvidas quanto à capacidade de o time brigar pelo tricampeonato estadual.

As indefinições e erros cometidos pelo técnico Rafael Jaques na escolha da equipe titular ampliaram as desconfianças, culminando com o insucesso no Re-Pa. Depois do triunfo sobre o Freipaulistano, o treinador ganha crédito para seguir buscando a melhor formação.

Vinícius; Nininho, Mimica, Fredson e Jansen; Charles, Djalma e Douglas Packer; Gustavo Ermel, Jackson e Lukinha. Aos olhos de quem acompanha treinos e jogos, esta é a melhor formação possível do Remo. Jaques, pelo que demonstra, não pensa da mesma forma.  

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 14)

Copa do Brasil: Remo e PSC têm horários e locais definidos na 2ª fase

Copa do Brasil 2020 — Foto: Divulgação/CBF

Classificados na Copa do Brasil, Remo e Paissandu já sabem data e horário de suas partidas na segunda fase da competição. A confirmação saiu no início da noite desta quinta-feira, dia 13, pelo site oficial da CBF. O Papão receberá o CRB na próxima quarta-feira, dia 19, às 19h30, na Curuzu.

O Remo encara o Brusque na próxima quinta-feira, dia 20, às 21h30, no Estádio Augusto Bauer, em Santa Catarina. Esta será a segunda vez que as equipes irão se enfrentar pelo torneio nacional. Em 2017, os azulinos perderam por 2 a 1 no mesmo local, ainda pela primeira fase.

Os jogos de Remo e Paysandu terão transmissão ao vivo pelo canal Sportv.

Gratidão à Estrela Solitária

Paulo Autuori, técnico do Botafogo

A intimidade com a estrela solitária vem de longa data, mas há 19 anos que Paulo Autuori não era associado ao termo “técnico do Botafogo”. Nesta quinta-feira, aos 63 anos, ele foi apresentado para assumir mais uma vez o comando do time, substituindo Alberto Valentim.

– É um orgulho e satisfação estar no Glorioso. Tudo o que eu devo e eu sou eu devo ao Botafogo. Foi o clube que me abriu as portas. As pessoas que me abriram as portas foram corajosas e até loucas, porque era um profissional sem nenhum lastro – comentou o treinador, campeão brasileiro em 1995, mas Autuori não quer saber mais de falar do passado:

– A partir de hoje, para os jogadores, eu não vou mais me referir a esse tempo. Queremos criar um solo forte para que mais conquistas possam acontecer. Nosso olhar tem que ser para frente.

Autuori deixou de lado a promessa de que não treinaria mais times no Brasil – a intenção dele em território nacional era ser coordenador técnico, cargo que executou em Athletico-PR e Fluminense recentemente. Ficar no banco, só se fosse em times do exterior, como o fez em Atlético Nacional (COL) e Ludogorets (BUL). Mas o chamado do Botafogo não poderia ser recusado.

– Só abri mão porque é o Botafogo. Tenho que dar uma reciprocidade a tudo o que esta instituição me proporcionou. Foi o único motivo que aceitei deixar a função que estava para contribuir para que possamos nesse momento de mudanças e transformações poder dar um contributo – explicou Autuori.

Paulo Autuori chega acompanhado pelo auxiliar Renê Weber. A missão dele é comandar um time que tem como principal astro o japonês Keisuke Honda, que ainda não estreou.

– Todos nós já conhecemos pelo seu currículo extenso. E foi o técnico que nos deu o título brasileiro de 1995. Foi uma escolha que fizemos no comitê do futebol. Ficamos muito contentes com a vinda dele. Tenho certeza que irá nos trazer grandes alegrias e até títulos.

(Do Extra)