O passado é uma parada

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Ao lado da repórter Linda Ribeiro (que postou a imagem no Facebook) no programa de entrevistas apresentado pelo jornalista Francisco Cézar, presidente da Funtelpa nos idos de 1989, na TV Cultura, cujo diretor era o saudoso Afonso Klautau. A convidada era a professora Terezinha Gueiros (à dir.), então secretária estadual de Educação. Eu trabalhava na Cultura desde 1988 chefiando a Redação, a convite do amigo e mestre Afonso.

Maia sobre Heleno: ministro virou ‘radical ideológico contra a democracia’

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu à sugestão do chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno, a Jair Bolsonaro para enfrentar “chantagem” do Congresso Nacional nas negociações sobre os vetos da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Parlamentares ainda analisarão as propostas da LDO. Segundo Maia, a postura do ministro é “triste” e ele se comporta como um adolescente ao agredir o Parlamento.

“Geralmente, na vida, quando a gente vai ficando mais velho, a gente vai ganhando equilíbrio, experiência e paciência. O ministro, pelo jeito, está ficando mais velho e está falando como um jovem, um estudante no auge da sua juventude”, disse o parlamentar, que teve encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.

“É uma pena que o ministro (Heleno) com tantos títulos tenha se transformado num radical ideológico contra a democracia, contra o Parlamento. Muito triste. Não vi por parte dele nenhum tipo de ataque quando a gente estava votando o aumento do salário dele como militar da reserva”, acrescentou.

SENADO

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), rebateu nesta quarta-feira (19) às críticas do general Augusto Heleno ao Congresso e, por nota, chamou o ato de “ataque à democracia”. “Nenhum ataque à democracia será tolerado pelo Parlamento. O momento, mais do que nunca, é de defesa da democracia, independência e harmonia dos Poderes para trabalhar pelo país. O Congresso Nacional seguirá cumprindo com as suas obrigações”, disse Alcolumbre.

Na terça-feira (18), general Heleno afirmou que o Congresso estava chantageando o Executivo, em falas captadas em transmissão ao vivo da presidência da República durante cerimônia de hasteamento da bandeira no Palácio do Planalto. “Não podemos aceitar esses caras chantageando a gente. Foda-se”, afirmou, em relação ao Orçamento de 2020. Heleno defendeu que o presidente deixasse claro à população que está sofrendo uma pressão e “não pode ficar acuado”. (Com informações do Brasil247 e DCM)

Grupo RBA afasta apresentador que insultou jornalista da Folha de SP

Depois das afirmações do vereador Joaquim Campos (Podemos), na sessão da Câmara de Belém nesta quarta-feira (19), usando termos ofensivos de cunho sexual para insultar e desqualificar a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, que havia sido alvo de um ataque pelo presidente Jair Bolsonaro nesta semana.

O Grupo RBA decidiu afastar o apresentador de suas funções após declarações na Câmara Municipal de Belém.

GRUPO RBA, no qual o vereador também trabalha como apresentador, se pronunciou sobre o ocorrido em nota, reproduzida abaixo:

“Em relação aos comentários do vereador Joaquim Campos (Podemos), no plenário da Câmara Municipal de Belém, na manhã desta quarta-feira (19/02), a Rede Brasil Amazônia de Comunicação tem a registrar o seguinte:

1. O vereador também é apresentador de programas de televisão da emissora há mais de 10 anos. As palavras do parlamentar não representam, em momento algum, a linha editorial adotada pela RBATV;

2. A RBA de Comunicacão repudia atitudes e manifestações ofensivas, preconceituosas e de misoginia, que venham a ferir a dignidade humana e a honra das pessoas e tomou a decisão de afastar o apresentador de suas funções na emissora;

3. A RBA tem se pautado por um jornalismo sério, pelo pluralismo de idéias, pensamentos e o respeito às posições políticas e ideológicas de todos os segmentos sociais;

4. A RBA reafirma a sua política editoral de valorização e respeito à pessoa humana, como tem feito nos últimos 30 anos.

RBA de Comunicação”

Sinjor e Fenaj denunciam falta de decoro e exigem providências contra vereador do Podemos

Em nota oficial, o Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj-PA) repudiam a falta de decoro do vereador Joaquim Campos (Podemos), durante a sessão ordinária realizada na manhã desta quarta-feira, 19 de fevereiro, na Câmara Municipal de Belém. Campos chamou de “vagabunda” a jornalista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos Mello, interrompendo grosseiramente o pronunciamento do vereador Toré Lima (PRB). Da tribuna da CMB, Toré Lima criticava o presidente da República Jair Bolsonaro pelas ofensas à jornalista, que tentou desqualificá-la com expressões de cunho sexual.

“Sem nenhum respeito ao trabalho dos jornalistas, apesar de atuar como comunicador, Joaquim Campos discutiu com quem o criticou, proferindo expressões de misoginia, machismo e total falta de decoro no plenário do Parlamento Municipal.
Ele foi confrontado também pelos vereadores Nazaré Lima (PSOL) e Fernando Carneiro (PSOL). Apesar da postura arrogante, mal educada e desrespeitosa, recebeu apoio da vereadora Simone Kawage (PRB), 2ª vice presidente da CMB, que presidia a sessão e também do vereador Sargento Silvano (PSD).
Exigimos que o presidente da Câmara Municipal de Belém, vereador Mauro Freitas (sem partido), a presidência do Podemos em Belém e no Pará tomem providências quanto ao comportamento do vereador. Também iremos estudar quais medidas jurídicas podem ser tomadas em relação ao fato”, diz a nota.

Podemos-PA repudia ataques de vereador a jornalista e abre processo de expulsão

Nota oficial do Podemos-PA, divulgada na tarde desta quarta-feira (19), repudia as agressões verbais do vereador Joaquim Campos à jornalista Patrícia Campos Mello durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Belém. Ao mesmo tempo, o partido informa que iniciou o processo de expulsão do parlamentar.

Sobre o caso do vereador Joaquim Campos

Esclarecemos em caráter irrevogável que o Podemos não tolera qualquer tipo de preconceito, agressão e violência contra as mulheres.

Desta forma:

1- Prestamos total solidariedade a jornalista da Folha de São Paulo Patrícia Campos Mello, além da Vereadora de Belém Nazaré Lima, ambas atacadas covardemente pelo Vereador Joaquim Campos durante a sessão no Plenário da Câmara Municipal de Belém nesta quarta-feira.

2- Diante do fato ocorrido, tomando conhecimento de que o mesmo ainda está filiado ao Partido, e, não existindo condições da permanência do filiado nos quadros do Podemos, a Direção Estadual, por unanimidade, encaminhou pelo acionamento do referido vereador no conselho de ética, iniciando assim, o processo de expulsão.

3- Nascemos como partido sustentado por ideais democráticos. Atitudes como essa não serão toleradas, o Podemos é defensor intransigente do respeito e dos direitos.

Deputado Estadual Igor Normando – Presidente do Podemos/Pará

Copa do Brasil: Papão pronto para decisão de vaga com o CRB

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Paissandu e CRB se enfrentam hoje, a partir das 19h15, na Curuzu, após quase dois anos. A última partida ocorreu pela Série B 2018. O confronto, desta vez, é pela 2ª fase da Copa do Brasil, em jogo único. Nesta fase, o mando de campo foi definido previamente, em sorteio, e não mais pelo ranking. Também não há a vantagem do empate para o visitante: a igualdade no placar, agora, levará à decisão por pênaltis.

Disputa em penalidades é coisa que o PSC quer evitar a todo custo. A equipe vem de traumas recentes, como as derrotas para o Náutico na Série C e frente ao Cuiabá na Copa Verde – que teve até a tragicômica cobrança do volante Caíque.

Os bicolores chegam à 2ª fase da Copa BR empolgados pela goleada sobre o Paragominas, domingo, por 5 a 0, que garantiu a liderança na classificação.

A cota de R$ 1,5 milhão pela classificação à terceira fase é superior ao patrocínio master do CRB, que, por essa razão, dá muito peso à Copa do Brasil. Assim, o elenco está mobilizado desde sábado para tentar a classificação. Ano passado, nessa mesma fase, o Galo eliminou o Goiás fora de casa. Esse jogo serve de inspiração para os atletas.

Transmissão: SporTV 2, com Júlio Oliveira e PC Vasconcellos.

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No Papão, a expectativa é pela volta de Vinícius Leite. O atacante não jogou contra o Paragominas, por causa de incômodo muscular, mas está concentrado e em tratamento intensivo. Caso não alcance condições de jogo, Luiz Felipe pode voltar a ser testado. Com Uchoa suspenso, o técnico Hélio dos Anjos pode manter o meio com três volantes optando pela entrada de Caíque, que já fez quatro gols na temporada.

Outra possibilidade seria Alex Maranhão, meia ofensivo que começou o ano como titular, mas, após cair de rendimento, perdeu espaço. O time deve manter o estilo intenso nos primeiros minuto, a fim de tentar sufocar o adversário e chegar ao gol.

No CRB, o lateral-direito Lucas Mendes volta ao time, depois de desfalcar a equipe contra o América-RN pela Copa do Nordeste. Ele sentiu dores musculares e foi poupado. Baixa certa é o meia-atacante Dudu, que ainda se recupera de torção de tornozelo. Luidy e Maurinho brigam pela posição.

Aliados avaliam como erro grave Bolsonaro levar ‘caso Adriano’ para dentro do Planalto

Adriano Magalhães da Nóbrega e Jair  Bolsonaro

Aliados de Jair Bolsonaro consideram que ele está cometendo um erro político ao levar para dentro do Palácio do Planalto o caso da morte de Adriano da Nóbrega, o miliciano que integrava o clã e era peça-chave nos casos da “rachadinha” e da morte de Marielle Franco. Ao chamar o caso para si, Bolsonaro garante atenção máxima a um assnto que seus interlocutores sabem que pode bater às portas do clã.

Um parlamentar próximo a Bolsonaro ouvido pelo jornalista Gérson Camarotti, da Globo, afirmou que “é preciso esclarecer as circunstâncias da morte do Adriano. Mas o presidente da República, priorizando esse caso, joga um holofote excessivo”.

“A percepção desses interlocutores é que tanto Bolsonaro como o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, acabam explicitando uma preocupação incomum com a condução do caso envolvendo alguém como Adriano, que era foragido da polícia”, escreveu Camarotti, analista político de direita que apoiou o golpe contra Dilma e a eleição de Bolsonaro.

O jornalista ainda observou que “Bolsonaro também demonstrou preocupação com a perícia nos celulares encontrados com o ex-PM”.

Tênis turbo da Nike força mudança nas regras da maratona

Do blog Lei em Campo

A Maratona de Tóquio anunciou, nesta segunda-feira (17), o cancelamento da prova para os amadores em razão da epidemia de coronavírus que assola os países asiáticos. Ao invés de mais de 40 mil corredores, apenas algumas dezenas de profissionais poderão percorrer as ruas da cidade no próximo dia 1º de março, a partir das 9h10 da manhã, horário local.

Alguns atletas já confirmaram presença nessa que é uma das seis provas do Circuito de Maratonas Majors, mas ainda pode haver desistências. A única certeza é que aqueles que forem ao Japão poderão utilizar a versão atual dos polêmicos tênis Vaporfly, da Nike.

O modelo, desde 2017, está nos pés daqueles que surpreendem com novos recordes. O último deles foi estabelecido pelo ugandês Joshua Cheptegei, campeão mundial dos 10.000 metros, que, no último domingo, registrou a melhor marca nos 5.000 metros, com o tempo de 12 minutos e 51 segundos. Joshua tirou 27 segundos da marca anterior.

Acredita-se que os tênis em questão vêm com solas super grossas que incorporam placas de fibra de carbono que agem como molas, permanecendo incrivelmente leves. Assim, estima-se que seus usuários tornam-se 4% mais eficientes.

“Um produto que oferece vantagem esportiva pode ser comparado ao doping. É o chamado doping tecnológico. Portanto, é preciso haver regulamentação para impor condições ao uso. Senão, é injusto”, pondera a advogada especialista em propriedade intelectual e direito esportivo, Juliana Avezum.

Por este motivo, a World Athletics alterou as regras que regem os calçados de competição, para proporcionar maior clareza aos atletas e fabricantes em todo o mundo, e proteger a integridade do esporte. As emendas que o Conselho Mundial de Atletismo aprovou, e anunciou em 31 de janeiro, foram recomendadas pelo Grupo de Revisão de Assistência, com especialistas técnicos, científicos e jurídicos, além de representantes de atletas.

“A tecnologia faz parte do esporte. Por mais que se combata em nome do purismo, não dá pra ir contra o mercado. A evolução é cada vez maior e mais veloz. Precisa estar integrada, já que incrementa o esporte. Mas também precisa ser acessível a todos e é necessário proibir o excesso”, defende Thomaz Mattos de Paiva, advogado especialista em doping e direito esportivo.

A nova regulamentação determina que, a partir de 30 de abril de 2020, qualquer tênis deve estar disponível para compra por qualquer atleta no mercado aberto por um período de quatro meses antes de poder ser usado na competição. Do contrário, será considerado um protótipo e o uso em competição não será permitido.

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Uma versão protótipo do tênis Nike – o Alphafly – foi usada por Eliud Kipchoge (foto), do Quênia, quando ele se tornou a primeira pessoa a correr uma maratona em menos de duas horas, embora não oficialmente, em Viena, em outubro passado. A partir de primeiro de maio, ele não poderá mais correr com tênis experimental.

“O prazo de quatro meses com o produto disponível no mercado, em tese, é tempo suficiente para que qualquer atleta tenha acesso e possa adquiri-lo. De qualquer forma, é importante que seja realizado um estudo para identificar se há aumento de performance ou não”, avalia Juliana Avezum.

Ainda de acordo com o comunicado do Conselho Mundial de Atletismo, se a entidade tiver motivos para acreditar que um tênis ou tecnologia específica não está em conformidade com as regras, ela pode enviar o material para estudo e proibir o uso durante a investigação.

“Além de coibir abusos, a regulamentação também estimula o mercado a buscar novas tecnologias e os atletas a se superar, melhorar seus índices”, considera Thomaz Mattos de Paiva. Foi o que aconteceu na natação. Os trajes tecnológicos proporcionaram muitas quebras de recordes nas piscinas, porque eram fabricados com poliuretano, material que auxilia na flutuação e repele a água. Com ele, o deslocamento ficava mais fácil e os nadadores mais velozes.

A partir de 2010, a Federação Internacional de Natação (FINA) proibiu o uso e passou a permitir apenas trajes feitos com material têxtil. Além disso, determinou que as peças não poderiam cobrir o corpo inteiro. No masculino, são permitidas sungas e bermudas. No feminino, os maiôs não podem passar dos joelhos. Dez anos depois da proibição, muitas marcas conquistadas com os supermaiôs já foram superadas.

Por enquanto, os polêmicos tênis Nike Vaporfly receberam o selo de aprovação da World Athletics e os recordes estabelecidos com eles estão mantidos. Mas a entidade definiu também que novas pesquisas sejam feitas para avaliar o “verdadeiro impacto dessa tecnologia”. E determinou que se o tênis for personalizado por razões estéticas ou médicas, para se adequar às características do pé de um atleta em particular, será permitido. O que não vale é um calçado novo, com sola mais espessa que 40 milímetros e mais de uma placa ou lâmina rígida incorporada.

O presidente da World Athletics, Sebastian Coe, disse que “não é nosso trabalho regular todo o mercado de calçados esportivos, mas é nosso dever preservar a integridade da competição de elite. Quando entramos no ano olímpico, não acreditamos que possamos descartar os produtos que estão disponíveis no mercado há algum tempo. No entanto, podemos traçar uma linha proibindo o uso daqueles que vão além do que está no mercado enquanto investigamos mais”.

O Comitê Olímpico Internacional segue as regras determinadas pelas entidades que regem cada modalidade no mundo. “Assim, acredito que o COI vai acatar todas as recomendações da World Athletics para os Jogos Olímpicos de Tóquio”, finaliza Thomaz Mattos de Paiva. (Por Ivana Negrão)