Leão apresenta o volante Gelson

O Remo apresentou na manhã desta segunda-feira o volante Gelson, 26 anos, 12º reforço para a temporada. Ele teve sua contratação buscada dede dezembro, mas algumas restrições atrapalharam sua liberação pelo Operário-PR, clube que defendeu no final da temporada.

Aos 26 anos, Gelson entrou no radar azulino pelas atuações na Série C defendendo o Volta Redonda (RJ). Empolgado com a oportunidade, ele chega ao Baenão com credenciais para ser titular do meio-campo.

“A vontade é maior possível. Não vejo a hora de estar dentro de campo ajudando a rapaziada, independente se for 10, 20, 45 ou 90 minutos. Importante é estar junto. O clube vinha interessado em mim há algum tempo, mas agora que conseguimos nos acertar e estou muito feliz de estar aqui”, declarou.

Em 2019, o volante fez 22 jogos pelo Voltaço e encerrou a temporada passada no Operário (PR) disputando a Série B. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Direto do Twitter

“Obra de ficção não é Democracia em Vertigem de Petra Costa, mas a biografia de Roberto Marinho escrita por Bial. O ‘doutor Roberto’, como se refere Bial ao ex-patrão, foi o ‘democrata’ que nos anos 50 fez de tudo para derrubar Vargas e, nos anos 60, apoiou a ditadura militar”.

Florestan Fernandes, jornalista

A frase do dia

“Pedro Bial não gostou de ser lembrado pela Petra Costa de ele que não passa de um golpista. Por isso ficou incomodado com Democracia em Vertigem. Estamos falando de um sujeito que escreveu uma biografia apologética do patrão, não dá para ser mais puxa saco que isso”.

Ricardo Pereira, jornalista e professor

Villaça desmonta crítica grosseira de Bial ao doc “Democracia em Vertigem”

Em uma sequência de tuítes publicados na tarde desta segunda-feira 3, o crítico de cinema Pablo Villaça destruiu, ponto a ponto, a agressão feita pelo apresentador da Globo Pedro Bial à cineasta Petra Costa, cujo filme Democracia em Vertigem, que está disponível na Netflix, concorre ao prêmio de Melhor Documentário no Oscar 2020.

Villaça contesta os argumentos de Bial de que o filme, por exemplo, é uma obra de ficção, e toca num ponto importante: o caráter misógino de seu ataque à cineasta. “É uma menina querendo dizer para a mamãe dela que ela fez tudo direitinho”, insultou o jornalista, em entrevista a uma rádio do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira. Ele disse ainda que Petra “é uma ótima cineasta”, mas que escorregou em seu último filme, para ele uma “ficção alucinada”.

“Isso, além de estúpido, é de um sexismo colossal”, rebateu Pablo Villaça, se dizendo revoltado. “Eu DUVIDO que se o filme tivesse sido dirigido por um homem, Bial tentaria atacar o realizador dessa maneira. Ele usa dois clichês misóginos ao mesmo tempo: o de que as mulheres não são capazes de pensar por conta própria e o que precisam da aprovação alheia”, acrescentou.

“É um ataque feio feito por um jornalista que há muito se tornou defensor ferrenho dos interesses dos patrões e, no processo, se esqueceu de uma lição fundamental de sua profissão: a de que os FATOS devem sempre falar mais alto do que as opiniões pessoais. É um vexame, sua fala”, disse ainda, lembrando a seguir que Bial foi o autor da biografia de seu próprio patrão, Roberto Marinho. “É um menino querendo dizer para o papai dele que ele fez tudo direitinho, que ele está ali cumprindo as ordens do papai”, ironiza.

Em áudio vazado, diretor do Papão detona Belém, critica o clube e ataca colega

Hélio dos Anjos, comissão técnica e elenco não teriam recebido bem os áudios vazados do diretor de Futebol do PSC Felipe Albuquerque, e revelado na manhã de hoje. Nas gravações, o dirigente bicolor faz duras críticas à capital paraense, chamando Belém de suja e desorganizada, além de criticar um supervisor do clube, ao qual Felipe chama de “anta”. O executivo goiano também diz que o Paissandu é um clube sem credibilidade no mercado, por conta da grave crise financeira que vive, e que isso dificultava a contratação de atletas. A conversa aparentemente aconteceu uma semana antes do começo do Parazão.

À tarde, o presidente do PSC, Ricardo Gluck Paul, comentou em tom conciliador o vazamento do áudio de Albuquerque: “Esse áudio foi no auge da montagem do elenco, na segunda quinzena de dezembro, quando tivemos uma baixa de dois a quatro atletas que negociaram, mas não vieram por questões financeiras. Na verdade, eles tiveram notícias sobre as dificuldades financeiras do clube, que foram até agravadas pela questão da Copa Verde, com a obrigação de fazer o aditivo com jogadores para a final e tudo mais (como a perda do título)”.

“Naturalmente, alguns atletas que estávamos tentando não vieram, como o Didira, que preferiu ir para o Santa Cruz. Isso nos deixou muito chateados, muito perturbados, porque estávamos colocando que a situação iria se contornar, como se contornou. Mas isso (dificuldades financeiras) atrapalhou algumas negociações, sim. Não tem como esconder”.

“É um áudio de quem está se preocupando com o clube de forma honesta. Ele está desabafando com negociador e essa questão do Didira nos deixou abalados, porque estava dada como certa a vinda dele e ele não veio”, defende o presidente.

No áudio, é citado por Felipe o interesse em trazer o argentino Quiroga, que joga em Buenos Aires (ARG). É o momento em que ele fala: “Belém é uma cidade suja, tem o calor, uma culinária muito específica…”.

Sobre isso, Ricardo Gluck Paul disse que “fica muito claro que ele está se colocando no lugar do atleta. Ele não está dizendo que ele acha isso e tem que ter cuidado com o contexto das coisas. Nós iríamos trazer um uruguaio e dois argentinos. Não que iríamos trazer os três, mas chegamos a negociar com alguns, e eles falaram isso. Eu tive que ouvir o empresário deles dizendo que fulano não vinha porque teve a informação que Belém é uma cidade suja, que não tem esgoto…”.

“Depois da terceira negociação, isso foi nos desgastando. No áudio, o Felipe mostra que negociar com mais um jogador argentino (Quiroga) seria mais um desgaste, porque parece que queremos mais do que eles (jogadores) e eles (jogadores) ficam botando tudo que é defeito. Ah, porque é o calor, porque ninguém fala espanhol… Fica muito claro que ele se coloca no lugar do atleta. Não vejo nada demais. Vejo um tom de desabafo de quem está preocupado em formar um elenco campeão e alinhado com quem sofre e se chateia com as negociações”.

Ainda enquanto vislumbra a chegada do reforço estrangeiro, Felipe Albuquerque ataca um supervisor de futebol do clube com a seguinte afirmação: “Aí, o jogador chega ao aeroporto e vai o meu supervisor que é uma anta, burro igual a uma porta’ para receber o cara…”.

“Não sei a qual supervisor ele está se referindo, até porque neste período o Paissandu estava de férias. Provavelmente, seria alguém que estivesse disponível no clube para buscar o jogador no aeroporto. Pode ser que ele esteja se referindo ao fato de a pessoa não saber falar espanhol. Já tivemos uma experiência com o inglês (Ryan William), que ninguém sabia falar inglês. O jogador não sabia chegar ao quarto dele… Eu preciso ouvir dele (Felipe Albuquerque) para saber de quem ele estava falando, mas é um assunto que não vou valorizar”, explica o presidente.

No site do clube, o cargo de supervisor de futebol é de Anderson Muniz, que é funcionário do PSC há mais de dez anos. Ricardo, porém, observa que o clube tem mais de um supervisor.

Para finaliza, Ricardo destacou o que considera um aspecto positivo no episódio. “Vocês estão tendo acesso aos bastidores de uma montagem de elenco, que não se costuma levar ao conhecimento público, até porque a opinião pública pode ficar conjecturando coisas que não têm muita força. Essas situações acontecem todos os dias. Há quem venha colocando banca, há quem não venha. Há quem chegue cheio de condições, há que não chegue. Há quem prefira jogar em uma outra praça, porque morar numa cidade praiana… Enfim, não vejo o Felipe denegrindo nem a imagem do Paysandu e nem a da cidade. Eu acho muito lamentável que um áudio desse vaze, porque dá direito às pessoas que o interpretem do jeito que quiserem, por estar fora de contexto”. (Com informações da Rádio Clube, DOL e O Liberal)

Coringa faz crítica ao racismo sistêmico

O astro de “Coringa” Joaquin Phoenix criticou duramente a falta de diversidade entre os indicados para a premiação após vencer o Bafta de melhor ator na noite deste domingo, o Oscar britânico.

“Nós mandamos uma mensagem muito clara para pessoas de cor de que elas não são bem-vindas aqui”, disse Phoenix. “Não acho que qualquer um queira tratamento preferencial, apesar de ser isso o que damos a nós mesmos todos ano. Acho que as pessoas só querem ser reconhecidas, admiradas e respeitadas por seu trabalho”.

Nós temos que fazer um trabalho duro para entender o racismo sistêmico. Acho que é obrigação das pessoas que criaram, perpetuam e se beneficiam de um sistema de opressão que acabem com ele. Isto está com a gente”, concluiu.

Todos os concorrentes a melhor ator eram brancos: Leonardo DiCaprio (Era Uma Vez… Em Hollywood), Jonathan Pryce (Dois Papas), Adam Driver (História de Um Casamento) e Taron Egerton (Rocketman).

Defensor da militarização da educação, Bolsonaro critica autonomia do Nordeste

Durante inauguração na manhã desta segunda-feira (3) da pedra fundamental do Colégio Militar de São Paulo, no aeroporto Campo de Marte, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar governadores do Nordeste e afirmou que a educação na região forma militantes e desinforma.

Bolsonaro criticou que a decisão de oito dos nove governadores do Nordeste em não aderir à iniciativa do Ministério da Educação (MEC) para a instalação de colégios cívico-militares na região. “Para eles, a educação vai indo muito bem, formando militantes e desinformando, lamentavelmente”, afirmou.

Ataque do presidente vem no mesmo dia em que Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, anunciou pelo Twitter que o novo piso salarial para professores que trabalham 40 horas semanais nas escolas do Estado será de R$ 6.358,96. Atualmente, o piso nacional é de R$ 2.886,24.

Enquanto Bolsonaro aponta falhas, o governo do Maranhão expandiu o ensino integral a 74 escolas, ou seja, 25 unidades a mais que no ano passado e uma Escola Bilíngue, com Educação Infantil, a primeira do estado nesta modalidade.