
Lembrete


O meia Carlos Alberto passou mal e teve que ser levado para o hospital Porto Dias (onde segue internado) ontem à noite. Segundo fontes, há suspeita de anemia profunda, com necessidade até de doação de sangue. O departamento médico do Clube do Remo está aguardando o resultado dos exames que foram realizados no jogador. Os exames deverão ser liberados ainda hoje.
Outro detalhe: lista de relacionados que sempre é divulgada um dia antes das viagens, só será divulgada nesta sexta de manhã. (Com informações de Magno Fernandes)

POR GERSON NOGUEIRA
Emerson Carioca era o mais criticado atacante do Remo. Até o jogo com o Luverdense, pela 12ª rodada da Série. Depois disso, como que por encanto, ele passou a ser visto como peça indispensável na estrutura ofensiva da equipe, com lugar assegurado em qualquer formação a partir de agora.
O motivo é bem simples: na partida que reabriu o estádio Evandro Almeida, Emerson foi o responsável pela reação que evitou um vexame monumental. Entrou aos 23 minutos do primeiro tempo, substituindo a Carlos Alberto, e fez com que o time adotasse outra postura.
Em meio a um clima de desorganização e caos tático, o atacante entrou em campo como um raio. Não tomou conhecimento da marcação do LEC, chamou a responsabilidade com ações individuais, arrancando com a bola e apresentando-se para marcar. Multiplicou-se em esforços pela equipe.
Quase marcou em duas ocasiões, em jogadas muito bem elaboradas. Acima de tudo, revelou uma faceta diferente daquela que estava impregnada na cabeça do torcedor. Ao contrário do atacante rude e de pouca intimidade com a bola, ele arriscou dribles e fez lançamentos precisos.
Atuou em boa parte do tempo como um ponta-de-lança, acompanhando de perto os atacantes e ajudando Eduardo Ramos na criação de jogadas. Tudo isso com empenho, foco e, principalmente, entusiasmo.
Sua atuação beneficiou o Remo e contagiou seus companheiros, fazendo com que uma derrota que se desenhava certa virasse uma reação empolgante. Os gols vieram no final, mas a torcida não esqueceu o papel decisivo que Emerson teve na mudança de atitude coletiva.
Ficou de fora do jogo passado, contra o Ypiranga, cumprindo suspensão automática. Pela primeira vez sua ausência foi lamentada. É que Emerson fez falta ali naquele espaço de campo entre os volantes e o ataque. Poderia ter sido útil diante de uma defesa que mostrou vulnerabilidades e lentidão.
Sinal da reviravolta: para o confronto de amanhã, em Rio Branco, diante do Atlético-AC, não há nenhuma dúvida quanto à sua presença e utilidade na escalação que Márcio Fernandes treinou nos últimos dias.
Caso raro de resgate de um jogador marcado por cobranças e vaias. Uma prova de que, com esforço e determinação, é possível produzir reviravoltas. Reconheça-se também o mérito do treinador. Márcio Fernandes foi resoluto e ágil em mexer na equipe no momento crítico do jogo contra o LEC.
Mostrou conhecer bem as entranhas do elenco que dirige, lançando mão de um jogador com perfil adequado para enfrentar o desafio. Caso fizesse a mexida óbvia, trocando Carlos Alberto por outro meia (Zotti, Garré ou mesmo Djalma), talvez o remédio não fosse suficiente para sanar o mal.
Emerson conseguiu se reabilitar por conta de seu empenho pessoal e do profissionalismo de Márcio Fernandes. Resta saber como se comportará amanhã, até porque aparece escalado como atacante. Ocorre que brilhou atuando de forma mais recuada, como um meia-atacante de aproximação.
A conferir.
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O duro batismo de fogo de Jesus no Brasil
Jorge Jesus chegou ao Brasil cercado de expectativas. Com larga experiência no futebol português e vivência em outros centros, ele trouxe a aura do profissional gabaritado que os rubro-negros procuravam para o ambicioso projeto de internacionalização do clube.
Com um elenco estrelado nas mãos, Jesus conquistou a torcida com um discurso de responsabilidade e disciplina. Mudou horários de apresentação, cobrou mais envolvimento nos treinos, adotou até mesmo a prática do “faça você mesmo” ao trotar junto com os atletas nos exercícios físicos.
Tudo isso pegou muito bem junto à massa torcedora, ávida por demonstrações explícitas de comprometimento e responsabilidade. Na prática, não significa lá muita coisa, mas ajuda a enriquecer o personagem.
O problema é que no caminho de Jesus havia uma decisão. Em duelo eliminatório na Copa do Brasil, ele pelejou com o rápido Atlético-PR e acabou ficando pelo caminho, golpeado nas cobranças de penalidades.
Veio, então, o segundo batismo de fogo. O confronto válido pela Copa Libertadores com o Emelec do Equador. Todo mundo via o Fla como favorito absoluto, e nem podia ser diferente. Afinal, só os salários de Arrascaeta e Rafinha superam a folha do clube equatoriano.
Em campo, o favoritismo não se confirmou. O Flamengo amargou uma derrota por 2 a 0, que precisa agora ser revertida no Maracanã com uma vitória por três gols de diferença. Foi como se Jesus descobrisse de repente que nem sempre fama e riqueza garantem felicidade plena.
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Com Juarez morre mais um pedaço do bom jornalismo
Juarez Soares, o China, nos deixou na última terça-feira. Tinha 78 anos e uma história preciosa no jornalismo esportivo brasileiro. Competente, arguto, dono de posições firmes (quando isso quase sempre uma imprudência) e de repertório generoso em chistes e tiradas.
Trabalhou durante anos em dupla com Luciano do Valle. Cidadão politicamente esclarecido, foi um bom secretário municipal de Esportes em São Paulo na gestão de Luiza Erundina.
Vou lembrar sempre dele pelo estilo descontraído, de comunicação fácil, sem as piadinhas idiotas e rudes tão em voga na TV atual. Perdemos todos com sua partida. Gente como o China sempre faz muita falta.
(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 26)

“A verdade é que a narrativa do Hacker vem da mesma fonte do Kit gay”. Biazita Gomes
“Hacker Vermelho do DEM que usava um Itautec e tinha IP identificável e salvava gravações na home e ia vendê-las ao PT e começou a usar o Twitter há meses e seguia perfis de esquerda e se escondia em Araraquara… Porra, essa gente não tem tempo nem pra montar uma história melhor?”. Maufalavigna

“Augusto Heleno nomeia espiã da ABIN como assessora de reitoria em Universidade federal do Mato Grosso do Sul. Ela ocupa cargo de Oficial de Inteligência; o gesto é sem precedentes, mesmo na época da ditadura militar”. Luciano Resendes
“Suspensa a concessão de novas bolsas de pesquisa do CNPq. O orçamento é insuficiente para pagar até as que já existem. O órgão vem sofrendo sucessivos cortes desde 2016! Sem bolsa pública, o ‘privatize-se’ chega como a solução. É sempre a mesma fórmula!”. Cida Falabella

“O roteiro que Sergio Moro foi buscar em Washington (na tal “semana de férias”) está muito mal escrito. A história dos hackers de Araraquara não cola de jeito nenhum. Totalmente sem pé nem cabeça. Portanto, #VazaTudoGlenn! Assim o Moro vai ter com o que realmente se preocupar”. Ivan
“A discriminação à moda canarinho é sonsa. Bolsonaro tem como álibi no já antológico ‘caso paraíba’ a decantada molecagem brasileira, falha moral coletiva que permite conciliar o pior insulto e o sorriso mais maroto”. Sérgio Rodrigues

Diante dos sinais de um esquema para tentar criminalizar o vazamento de diálogos trocados pelo ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato, o jornalista Glenn Greenwald lançou globalmente um tweet em inglês no começo da tarde desta quinta-feira (25) anunciando que o ministro Sérgio Moro ameaça transformar o Brasil numa ditadura. O editor do Intercept afirmou que Moro pode ressuscitar a famigerada Lei de Segurança Nacional para prendê-lo.
Enquanto isso, irrompe no Pará o primeiro crente absoluto nas “verdades” do esquema dos hackers de Taubaté-Araraquara. A patética figura de conhecida inclinação reacionária jura, pela fé da mucura, que Moro é quase um santo. Pior é que, antes mesmo da conclusão dos inquéritos na PF, já julgou e condenou os supostos invasores de celulares.
Éguaaa, te dizer…

Líder de público na Série C, o Remo espera contar com o apoio da torcida no jogo da próxima quinta-feira (01) contra o Tombense, no estádio Jornalista Edgar Proença, pela 15ª rodada da Série C. Será o jogo de reencontro da torcida com o time. Quem correr e adquirir as entradas de maneira antecipada pagará R$ 20,00 pela arquibancada e R$ 40,00 pela cadeira. A promoção vale até sábado (27), em um lote promocional.
A partir do domingo (28), os remistas pagarão R$ 30,00 por uma arquibancada e R$ 50,00 pela cadeira. A meia-entrada para estudante será comercializada a preço único: R$ 20,00. A reserva pode ser feita através do site do MeuBilhete, na quarta-feira (31), a partir das 08h. As gratuidades para pessoas com deficiência e idosos serão entregues na quinta-feira (01/08), no portão A1 do Mangueirão, a partir das 17h.
Falou tudo.



Nota pública do Pacto Pela Democracia, que denuncia e repudia a intervenção da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma reunião de professores que planejava atos contra o presidente Jair Bolsonaro, em Manaus.
É grave e extremamente preocupante a notícia sobre a intervenção realizada por agentes da Polícia Rodoviária Federal do estado do Amazonas junto a um grupo de professores reunidos para organizar manifestações contrárias a algumas políticas adotadas pelo governo de Jair Bolsonaro à ocasião de uma visita do presidente a Manaus prevista para esta quinta-feira (25).
Tentativas de intimidação como essa violam os princípios da liberdade de associação, expressão e manifestação, e significam, portanto, um claro atentado à democracia e à Constituição Federal, que os assegura como direitos em nosso país.
Infelizmente há relatos de casos similares desde o início do ano, mas o receio de represálias acabou por abafar as repercussões desses acontecimentos.
Não é distante o passado em que o cerceamento de tais direitos vigorava no Brasil e qualquer movimento que nos reaproxime de uma conduta marcada por coerção e censura deve ser amplamente contestado e rigorosamente combatido.
O direito à manifestação é premissa fundamental ao funcionamento do regime democrático. Nele, nenhum cidadão, sindicato ou coletivo pode ser alvo de constrangimentos e intimidações, por mais brandos que possam parecer. É urgente denunciar ações arbitrárias e abusivas como as ocorridas em Manaus para que não sejam normalizadas.
Assinam:
O Ministério da Justiça divulgou na manhã desta quinta-feira (25) nota segundo a qual os supostos “hackers” de Araraquara teriam atacado celulares usados por Jair Bolsonaro. A estratégia de Moro é transformar o escândalo que desmoralizou-o e à Lava Jato num caso de “segurança nacioal” para justitificar medidas repressivas contra o Intercept, o jornalista Glenn Greenwald e atacar a liberdade de imprensa no país.

Numa nota de apenas quatro linhas, Moro usou a expressão “segurança nacional” duas vezes. Se agora Moro alega “segurança nacional”, em 2016 grampeou ilegalmente uma presidente da República, Dilma Rousseff, para criar as condições para o golpe de Estado.
Leia a nota de Moro: “O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira (23). Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao Presidente da República”.
Os supostos “hackers” são, aparentemente, golpistas menores e caminham para uma “delação premiada” de acordo com o roteiro de Moro e a Lava Jato. Os presos são:
Gustavo Henrique Elias Santos: DJ, preso anteriormente por receptação e falsificação de documentos
Suelen Priscila de Oliveira: mulher de Gustavo, não tinha passagem pela polícia
Walter Delgatti Neto: conhecido como Vermelho, já foi preso por falsidade ideológica e por tráfico de drogas
Danilo Cristiano Marques: já teve condenação por roubo
De
A revelação, antecipada com exclusividade pelo Radar nesta quinta-feira (…), de que o presidente Jair Bolsonaro está entre as vítimas dos hackers de Araraquara (SP) muda de patamar o caso que antes parecia soar como ação de aventureiros preocupados em lucrar com o ataque à imagem da Lava-Jato e do ministro Sergio Moro.
Ao chegarem até o ponto mais alto da República, os criminosos atentaram contra o próprio Estado brasileiro, num movimento que a partir de agora, segundo interlocutores do Planalto confirmaram ao Radar, poderá ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional como uma ação terrorista contra Bolsonaro.
Nota do blogueiro: O processo todo caminha, depois que Sérgio Moro passou alguns dias nos Estados Unidos, para uma tentativa de criminalizar a divulgação dos diálogos entre procuradores e o ex-juiz na Operação Lava Jato, tentando agora tipificar isso como um crime contra a segurança nacional. O fato é que o desgaste causado pelo vazamento é a mais grave crise de credibilidade enfrentada pela Lava Jato, desnudada nos áudios do The Intercept como um organismo criado para prender Lula e garantir a eleição de um presidente da República de perfil ultra conservador.
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