Antes do jogo, time azulino homenageia Carlos Alberto

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Sem vencer há 49 dias (6 jogos), o Leão enfrentou dificuldades no início do confronto com o Atlético-AC na noite deste sábado (27), no estádio Florestão, em Rio Branco. Os gols vieram na etapa final, garantindo a quebra da série negativa na Série C. Antes do jogo, os atletas azulinos entraram em campo com uma faixa homenageando o meia Carlos Alberto, que segue internado em um hospital particular, recuperando-se de um mal-estar sofrido na madrugada de sexta-feira.

Quando a bola rolou, o Remo tomou a iniciativa e, aos 15 minutos, Gustavo Ramos perdeu uma boa chance de gol. O atacante avançou em velocidade desde o meio-campo e deixando a marcação para trás. Mas, quando ficou frente a frente com o goleiro Ruan, foi traído pelo quique da bola e acabou batendo mal. A bola saiu à esquerda da trave. Gustavo ainda teve outra oportunidade, mas também se precipitou e falhou na hora da finalização.

No segundo tempo, logo aos 3 minutos, Garré chegou atrasado e não aproveitou um excelente passe de Eduardo Ramos. Outra oportunidade desperdiçada.

O primeiro gol veio aos 10 minutos, quando Djalma e Garré tabelaram junto à área e a bola sobrou para Ramires chutar cruzado, estufando as redes. Aos 19 minutos, outra boa jogada de Djalma resultou no segundo gol. O lateral cruzou em direção à área, a bola passou por Ramires e Eduardo Ramos aproveitou para bater forte, para o fundo das redes.

O lateral esquerdo Ronaell ainda desfrutou de outra chance, aos 35 minutos. Ele chutou de fora da área, obrigando o goleiro Ruan a desviar com a ponta dos dedos.

Leão vence Atlético e assume a vice-liderança do grupo B

Com gols de Ramires e Eduardo Ramos, aos 10 e 19 minutos do segundo tempo, respectivamente, o Remo derrotou o Atlético (AC) por 2 a 0, na noite deste sábado, em Rio Branco. O jogo vale pela 14ª rodada e colocou o Remo na segunda posição do grupo B da Série C.

Bolsonaro toma vaia e xingamentos no jogo Palmeiras x Vasco

O presidente Jair Bolsonaro voi hostilizado e vaiado neste sábado (27), no Allianz Parque, em São Paulo, durante o jodgo entre Palmeira e Vasco. Nas redes sociais, circulam vários vídeos com vaias e demonstrações de hostilidade contra Bolsonaro. Um dos vídeos mostra a torcida do Vasco vaiando o presidente e dizendo “Ei, Bolsonaro, v** t**** n* c*”.

A reação mais intensa a ele veio durante o intervalo. Bolsonaro acompanhou o primeiro tempo ao lado do mandatário do Palmeiras, Maurício Galliote, e alguns membros da diretoria. Quando pisou no gramado para ter contato com torcedores, o presidente foi vaiado principalmente pelos membros das torcidas organizadas. Por causa disso, o reinício da partida sofreu atraso.

Em campo, o Palmeiras empatou com o Vasco em 1 a 1 e perderá a liderança do Campeonato Brasileiro se o Santos derrotar o Avaí neste domingo (28).

Sub-14 do Leão é vice-campeão em torneio sul-americano

A equipe sub-14 de basquete do Remo garantiu o vice-campeonato do 23º Encontro Sul-Americano – Série Prata. Após uma semana de competições, o Leão ergueu a taça de 2º colocado da competição realizada em Novo Hamburgo (RS). O campeonato é dividido em duas séries na fase final.

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O Leão foi para a Série Prata, com outras cinco equipes. Em quatro jogos disputados, o Remo venceu 3 vitórias e 1 derrota. Além da 2ª colocação inédita para o Remo, o atleta Marco Antônio Costa foi o cestinha do campeonato, pela 2ª vez consecutiva, com 230 pontos. Esta foi a terceira participação do Remo na competição e a estreia na categoria Sub-14.

Atletas do sub-14 azulino:

Rafael Frade Trindade

Marco Antônio Pessoa Costa

João Vitor dos Santos Vasconcellos

Carlos Eduardo Cardoso

Eduardo Elyson Silva Bandeira Alves

Thiago Yure Santos Ramos

Tiago Frade Trindade

Pedro Ian Monteiro

João Vitor Franco

Matheus Maués 

Garimpeiros invadem aldeia no Amapá e matam cacique

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Um grupo de garimpeiros invadiu neste sábado (27) a aldeia de Waiãpi, em Pedra Branca do Amapari, no Amapá, acirrando o clima de confronto que tomou conta da comunidade nos últimos meses. A Polícia Federal foi acionada para controle da invasão, assim como a Fundação Nacional do Índio (Funai). Uma liderança morreu após a investida dos garimpeiros, que acabaram ocupando a aldeia Mariry.

“Uma liderança fez contato informando que ocorreu uma invasão dos garimpeiros e assassinaram um cacique”, relatou ao site Congresso em Foco o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Acuados e com medo de novas retaliações, os índios se refugiaram na comunidade vizinha Aramirã, para onde crianças e mulheres foram levadas. Randolfe foi acionado pelo vereador Jawaruwa Waiãpi. Ele encaminhou áudios com pedido de socorro ao senador.

Informações indicam que os índios se preparam, em Aramirã, para expulsar os quase 50 garimpeiros da comunidade. “Há potencial gravíssimo de conflitos”, lamenta Randolfe. Sitiados na mata, os índios prometem retomar a aldeia caso as autoridades não adotem providências, motivo pelo qual pedem intervenção das forças de segurança estaduais e federais.

O parlamentar alerta para a escalada do ódio e da intolerância após a eleição do presidente Jair Bolsonaro. “O sangue derramado é culpa do governo federal, que ocorre por causa da omissão de organismos de controle”, reprovou. “Quem vive do crime se sente protegido em poder invadir terra indígena.”

Desde janeiro, houve expansão dos focos de garimpo ilegal no Norte, assim como o aumento do desmatamento, como constatou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Defendendo uma política de exploração de mineral em terras indígenas, Bolsonaro vem contestando o trabalho do órgão. Segundo Bolsonaro, a divulgação de dados de desmatamento pode prejudicar o país em negociações internacionais.

Quem tem medo de Carmen Silva Ferreira?

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Por Maria Amélia Rocha Lopes

Por que o poder público teme tanto a baiana Carmen Silva Ferreira, que lidera o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC)? Será, talvez, por ela ter soluções para a gestão pública, tanto na área de moradia quanto de emprego, educação e saúde? Nesta terra movida a dinheiro há, provavelmente, quem desconfie de suas melhores intenções, mesmo jamais tendo sido vista pleiteando algo a seu próprio favor.

Deve ser difícil para o gestor eleito conhecer essa mulher que trabalha para os sem-teto dentro dos rigores da lei. E a lei diz que os edifícios abandonados, cheios de dívidas com a Prefeitura de São Paulo, deixam de cumprir sua função social. Como leiga, posso concluir que a sua ocupação, portanto, não fere nenhum dispositivo de lei.

O Brasil é signatário da Declaração dos Direitos Humanos da ONU. E lá está escrito: “Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis”. E isso tem força de lei, embora grande parte dos brasileiros viva muito distante desses padrões.

Pude conhecer melhor dona Carmen quando a entrevistei no programa Bom para Todos, da TVT. Firme, séria, determinada, objetiva, foram os primeiros adjetivos que me vieram à mente. Suas respostas para as questões de moradia são muito simples e claras. Ela sabe como resolver o déficit habitacional numa cidade como São Paulo, ela sabe como tirar as pessoas das ruas, devolver-lhes a dignidade. É intuitiva e prática.

No entanto, os gestores das políticas públicas da cidade preferem ignorar a sua sabedoria. Preferem vê-la encarcerada. Assim, talvez seja mais fácil conter a disseminação de ideias que podem mudar a história da população miserável. Uma escravidão jamais resolvida paira sobre as nossas cabeças. Não há empatia para com os pretos, pobres e periféricos. A eles devem ser destinados os confins, as beiradas da cidade, sem transporte, trabalho, educação e saúde. Assenzalas do século XXI.

Carmen Silva Ferreira ousou desafiar essa lógica. Ela e seus filhos estão sofrendo na carne por isso. Se nos resta um pouco de humanidade, solidariedade e empatia, não podemos nos conformar.

Um gesto de gratidão a Lula

O formando Samuel surpreendeu a todos, abrindo uma bandeira de “Lula Livre!” ao subir para receber seu diploma, na solenidade de colação de grau de Ciência Biológicas, em Teresina (PI). Ele sacudiu a bandeira vermelha sob aplausos e gritos em defesa da liberdade do ex-presidente.

Gratidão é a virtude humana mais altruísta.