Dilma: Brasil desrespeitou todos os preceitos civilizatórios para prender Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira (11) a ex-presidenta da República Dilma Rousseff e a presidenta da Fundação José Saramago, Pilar Del Río. “Foi uma visita muito comovente. É muito difícil ver uma pessoa inocente presa. Me pergunto como nosso país chegou a isso, desrespeitando todos os princípios civilizatórios para manter um inocente preso”, afirmou Dilma, ao deixar a sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. “É um momento de muita dor vê-lo assim”, resumiu Dilma, ao ressaltar que acredita que a Justiça será feita. “O sistema de justiça brasileiro não pode ser desmoralizado”, declarou.

A jornalista e presidenta da Fundação José Saramago afirmou que encontrou um homem com plena capacidade de liderança e com uma análise sóbria sobre a conjuntura. “Encontrei um líder mundial. Observamos o Brasil com perplexidade”, afirmou.

A defesa como arma de luta

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POR GERSON NOGUEIRA

Pelo motivo mais inesperado, o PSC conseguiu se reinventar na Série C e alcançar uma posição que antes do Re-Pa parecia quase impossível de alcançar. Ao contrário da maioria dos times, que crescem nas competições pela força do sistema ofensivo, a equipe alviceleste se destaca pela segurança de sua zaga quase intransponível, vazada somente cinco vezes em 11 rodadas.

Micael e Perema se tornaram verdadeiras muralhas, com atuações seguras e impecáveis. O ponto que chama mais atenção é justamente a entrada em cena do zagueiro interiorano, que vinha sendo deixado de lado desde os tempos de João Brigatti.

Perema seguiu fora dos planos de Léo Condé. Mas, para sua sorte – e do Papão –, a gestão de Condé foi de curta duração. Com Hélio dos Anjos, ele voltou a ter oportunidades e a invencibilidade de seis partidas tem indiscutivelmente muito a ver com a postura consistente de Perema, que formou uma dupla afinada com Micael.

Tudo começou no empate em 1 a 1 com o São José, na Curuzu. Depois, o time arrancou mais um ponto em Rio Branco, diante do Atlético Acreano. Depois, no Mangueirão, um resultado que soou como tropeço: o 0 a 0 frente ao Luverdense.

Com mudanças pontuais feitas por Hélio dos Anjos, o time reagiu finalmente no Re-Pa, marcando 1 a 0 e colocando um fim no jejum de vitórias. Perema foi, outra vez, peça destacada na partida. Contra o Ypiranga, novo empate na longa sequência de empates conquistados pelo PSC na competição.

Por fim, uma vitória importantíssima fora de casa frente ao Tombense, por 1 a 0. A defesa outra vez se comportou com extrema correção, não dando brechas para as tentativas do time mineiro nem no jogo pelo chão, muito menos nos insistentes cruzamentos sobre a área.

É justo destacar que a dupla Micael e Vítor Oliveira, que começou na competição, também teve performance elogiável, mesmo quando meio e ataque deixavam a desejar.

Para o confronto de amanhã em Caxias-RS, com o Juventude, Hélio dos Anjos tem inúmeras preocupações para ajustar o meio-campo, provavelmente mantendo Tiago Primão ao lado dos volantes e um ataque terá Elielton e Nicolas com a provável companhia de Diego Rosa.

Só há um setor do time que ele seguramente não tem razão para ter dúvidas ou hesitações. Perema e Micael são peças hoje inquestionáveis na campanha que o PSC desenvolve. O ataque funciona precariamente (seis gols anotados), mas a zaga é um oásis de tranquilidade.

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Baluartes da salvação do Evandro Almeida

Na semana do reencontro do Fenômeno Azul com seu estádio, alguns baluartes não podem ser omitidos pela participação decisiva em momento crucial de definição sobre a venda do Evandro Almeida em meio a uma rocambolesca aventura imobiliária que quase deixou o Remo sem seu maior patrimônio.

Sob a gestão Amaro Klautau, o Baenão viveu dias de flagrante ameaça. Assolado pela crise financeira, o então presidente botou na cabeça que a saída para os problemas era o caminho mais fácil: abrir mão do estádio numa transação que renderia ao clube um terreno junto ao Lixão do Aurá, no final de uma estrada sem asfalto e iluminação.

A irresponsabilidade foi vendida aos conselheiros e beneméritos na forma de uma animação gráfica, bastante repetida em programas de TV, com a firme adesão de vários analistas esportivos locais. A coluna publicou os números reais da brincadeira, desnudando a inconsistência da negociata e os custos que acarretaria ao clube.

Nas instâncias internas, nomes de histórica participação na vida do Remo foram incansáveis na denúncia do negócio lesivo aos interesses da agremiação. Destaque especial para Ronaldo Passarinho, Domingos Sávio, Jones Tavares, Ubirajara Salgado, Benedito Wilson e os falecidos Artur Carepa e Djalma.

Portanto, se o Baenão continua em poder do Remo, muito se deve à atitude desse grupo de pessoas.

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Uma perda dolorosa em momento de trevas

O tricolor Paulo Henrique Amorim nos deixou na quarta-feira, mas os ecos de sua perda seguem vivos e palpitantes. Corajoso, ético, consequente, verdadeiro e fiel a seus princípios, o jornalista deixa um legado inestimável para novos e antigos operários da comunicação.

Foi pioneiro na ancoragem de telejornais e nos comentários sobre economia. Abriu as portas da internet para o jornalismo de blogs, com o seu icônico Conversa Afiada, reduto da oposição consciente e lúcida em anos de obscurantismo e intolerância. Foi o primeiro também a nominar o partido (PIG) formado por um consórcio de velha mídia pouco compromissado com os interesses da população.

Combateu até os seus últimos dias a cegueira ideológica que ameaça levar o país ao buraco mais fundo de toda a sua longa história de pouca tradição democrática. Que a luta de PHA não tenha sido inútil. Que a democracia sobreviva entre nós e que as mazelas que ele tanto denunciou possam um dia ser curadas. E que seu destemor nunca morra entre nós.

Fui leitor dedicado de suas matérias, artigos e comentários curtos na internet. Não me arrependo. Valeu como um curso de especialização (e consciência ética) neste nobre ofício.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 12)

O passado é uma parada

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Lula, jovem ainda, segundo da esquerda para a direita na foto, como torneiro mecânico formado no Brasil pelo Senai.

Cachorrada

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Por Leandro Fortes

A reforma da Previdência se enquadra, no caso do governo Bolsonaro e de seus seguidores mentecaptos, na velha história do cachorro correndo atrás do carro.

O carro parou e o cachorro, agora, não tem a menor ideia do que fazer.

Bozo sabia, apenas porque lhe disseram, que era importante fazer a reforma da Previdência.

Paulo Guedes, ao soltar-lhe da coleira, dizia: corre, Bozo, faz a reforma da Previdência!

O mesmo diziam o mercado financeiro, os bancos, a Globo: corre, Bozo, faz a reforma da Previdência!

E lá se foi, ao longo de seis meses, Bolsonaro e a matilha do PSL correndo atrás do carro da Previdência, latindo, mordendo, babando, atropelando o bom senso junto com o futuro do País.

Quando o Senado Federal referendar essa patranha e, finalmente, essa corrida de vira-latas não tiver mais serventia, essa cachorrada vai cair em si.

Porque a economia do país não vai crescer um milímetro com essa reforma, ao contrário da desigualdade social e da miséria nacional, que ainda conseguiam ser estancadas com os tostões das aposentadorias de idosos arrimos de família.

Bozo e sua matilha, abobalhados diante do carro parado, vão descobrir, logo, logo, que não servem para mais nada.

A covardia dos cidadãos de bem de Paraty que ameaçam Greenwald – sem se identificar, claro

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Por Kiko Nogueira, no DCM

Moradores de Paraty estão organizado um protesto contra a presença de Glenn Greenwald na Flip, a festa literária que acontece todo ano na cidade e que traz um pixuleco à economia local.

Greenwald vai palestrar na sexta às 19h de sexta, dia 12, num evento paralelo que ocorre num barco, ao lado de Alceu Castilho, Gregorio Duviver e Sergio Amadeu.

Os manifestantes pretendem cancelar a conferência. São, segundo as próprias contas, 500. Como vão fazer isso? Na porrada, provavelmente, que é como um discípulo de Carluxo dialoga?

Primeiro enviaram um email à organização da feira pedindo que Greenwald fosse retirado da programação. Receberam, evidentemente, uma negativa.

Alguns falaram à Folha de S.Paulo. O que se extrai é um resumo do esgoto mental bolsonarista:

. “Foi uma indignação instantânea quando essa palestra foi divulgada. A indignação é por um estrangeiro vir discutir sobre a Lava Jato, este patrimônio do brasileiro decente que cansou de ouvir barbaridades sobre roubalheira. Um americano que foi expulso do país dele. Falam que ele ganhou o prêmio Pulitzer, mas ele não ganhou nada, é tudo fake.”

GG, como se sabe, não foi “expulso” dos EUA e a medalha do Pulitzer de 2014 pelo caso Snowden está na prateleira. 

De acordo com esses democratas, gringos só podem vir ao país se calarem a boca sobre o lavajatismo.

. “Se violar o celular da gente já é um crime gravíssimo, imagina o que eles fizeram com uma autoridade, um ministro de Estado. A gente vai receber um cara que não tem moral. Lugar de bandido é na cadeia. Será que a Flip vai fazer isso, trazer mais bandidos e criminosos para cá?”

Quem serão os outros bandidos de Paraty? Milicianos?

“Existem pessoas no grupo que estão bem revoltadas. Nós não queremos envolver política nas festas da cidade, e eles estão praticamente querendo colocar a sede do comunismo aqui.”

Tá certo.

O que chama mais atenção, no entanto, é a valentia dessa escumalha.

Nenhum deles — nenhum — saiu do anonimato para fazer essas ameaças. Não têm nome e nem sobrenome.

O cidadão de bem é, sobretudo, um covarde vadio. Capuzes brancos podem resolver a parada facilmente.

Há 9 anos, uma previsão certeira de PHA sobre a tragédia brasileira atual

Segue texto de Paulo Henrique Amorim publlicado em 9 de agosto de 2010. Premonitório. Fórum republica como homenagem a este gênio (com G) do jornalismo

POR REDAÇÃO @REVISTAFORUM

A classe C vai eleger a Dilma e depois o Berlusconi

A Classe Média engordou sem precisar mover uma palha política.

Não foi a uma reunião de sindicato.

Não foi a uma reunião da associação dos moradores.

Não fez panelaço.

Não fez greve geral.

Não fechou o Palácio dos Bandeirantes.

Não cercou o Congresso.

Não botou a Globo para correr.

Os argentinos morrem de rir.

A Classe C engordou porque o Lula pôs alpiste.

Pagou um salário mínimo mais decente.

Remunerou os aposentados.

Fez o crédito consignado.

Pagou o Bolsa Família.

Botou a criançada para estudar.

Levou os negros e pobres às faculdades privadas, com o Pro Uni.

Abriu universidades.

Vai democratizar o acesso à faculdade com o ENEM (que o PiG boicota incansavelmente).

Deu Luz para Todas (que o Serra não sabe o que é).

O Lula vai criar 2 milhões de emprego este ano.

O Lula foi um paizão.

Reproduziu o Vargas.

E é por isso que não há uma única Avenida Presidente Vargas em São Paulo.

Como não haverá uma Avenida Presidente Lula em São Paulo.

E aí, nessa despolitização, é que reside o problema.

Como diz o meu cunhado, o Dany, com quem almocei no excelente Alfaia, um português de Copacabana.
(O bolinho de bacalhau quica.)

O que mais impressiona o Dany é a absoluta despolitização do Brasil.

Logo, a despolitização deste impressionante fenômeno de mobilidade social.

A Classe Média é incapaz de perceber – observa o Dany – que a ascensão só foi possível porque uma houve uma importante vitoria política: o Lula tirou o oxigênio da neo-UDN, os tucanos de São Paulo, que se tornaram a locomotiva do atraso ideológico.

Dany observa, com razão, que boa parte de despolitização se deve ao papel destruidor da imprensa (aqui entrei eu, com o PiG (*), é claro), que além de ser reacionária é inepta.

Na Europa, como se sabe, há excelentes jornais que conciliam qualidade com conservadorismo.
Aqui, isso não aconteceu.

E se a classe média sobe sem saber por quê, o que acontece ?

Me perguntei no avião de volta, ao deixar o Rio maravilhoso para passar sob o Minhocão …

O que acontece ?

A classe média pode ir perfeitamente para o Berlusconi.

Aliás, a classe média é a massa com que o Berlusconi faz a pizza.

E, como diz o Mino Carta, a Dilma não é metalúrgica.

Essa camada proletária, sindical será removida com o tempo.

E a classe média não se lembrará de associar a TV digital ao estádio da Vila Euclides.

(Seria exigir demais, não, amigo navegante ?)

Ou seja, o carisma do Lula passará a ser by proxy.

E quando o Golpe vier?

Porque o Golpe contra presidentes trabalhistas sempre vem.

E quando o PiG (*) se associar a um Líder Máximo do Estado da Direita, que pode vir do Judiciário ?

Quem é que vai para a rua defender a Dilma ?

A Classe Média ?

O Globo, na página A10, em reportagem do sempre excelente José Meirelles Passos, bate na trave.

Mas não chega lá – ainda.

Já, já a Classe Média dá uma rasteira no Lula e no PT.

Quem mandou tirar o povo da rua ?

Tudo isso, se a Dilma não fizer nada.

#Somos todos Paulo Henrique Amorim

Por Denise Assis (*), para o Jornalistas pela Democracia

Não. Não falarei da trajetória do jornalista Paulo Henrique Amorim. Disto vários mais próximos já se ocuparam, e todos nós a testemunhamos na sua sanha diária por denunciar, ironizar e desafiar os que teimam em nos tirar direitos com a volúpia dos que traçam uma carne suculenta em uma churrascaria.

PHA o fazia com a bagagem de quem acumulou conhecimento, contatos, lembranças e testemunhos do repórter que nunca deixou de ser. Paulo Henrique Amorim tinha “bagagem”, como dizemos no jornalismo. E por bagagem entendam o conteúdo que vai sendo adicionado a cada caso, a cada cobertura, a cada apuração que fazemos no exercício do ofício. Isto não é pouco. Isto é tudo para um profissional do ramo.

Hoje, conforme prometi no Facebook, me empenho em dar continuidade à sua luta. Escreverei sobre o objeto de sua inquietação nos últimos dias. A liberdade de expressão e o direito de informar.

Paulo Henrique, como todos nós sabemos, foi calado a “pedido” do Planalto, em seu “Domingo Espetacular”, programa que fazia na Record, o canal que o presidente escolhido numa eleição fraudada elegeu como o “oficial” para disseminar as suas bobagens – enquanto Paulo Guedes age na Economia, nos vendendo a preço de rapadura. Como coadjuvantes, Guedes tem Rodrigo Maia, – o maestro da orquestra de deputados que atropela nossos direito na Câmara – e Davi Alcolumbre, o garantidor, na presidência do Senado,  de todas as maldades contidas na cabeça dos que, aboletados no poder, só pensam no hoje, esquecendo-se que esse país – a colônia agrícola em que se transforma – vai ser a terra dos seus filhos e netos. Claro que eles têm a opção de mandá-los à Suíça, ou aos Estates, mas vai que algum necessita voltar e viver sob as regras malévolas que criaram, no patropi?

Vamos repisar aqui, notícia impactante veiculada no dia 2 de julho, pelo site “O Antagonista”, e que dava conta à sociedade, do pedido, feito pela Polícia Federal, ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) de investigação sobre a vida privada e as movimentações financeiras do jornalista e advogado Glenn Greenwald, diretor do portal The Intercept Brasil. O objetivo era muito claro, gritante: pegá-lo em alguma transação que o desabonasse e permitisse a sua prisão ou indiciamento. Ou, que o flagrassem em um diálogo próximo aos vazados por ele, evidenciando os crimes cometidos pelo ex-juiz Sérgio Moro e seus coleguinhas de Força-tarefa.

Hoje, na função de ministro incumbido do bom desempenho do Ministério da Justiça, Moro é senhor do destino de todos quanto caiam na mira da Polícia Federal, subordinada a ele e ao seu ministério. Seria inadmissível em qualquer canto civilizado do planeta, tal situação.

Glenn está informando ao país situações irregulares e vergonhosas que apenas três veículos da mídia tradicional toparam veicular. Ou seja, desempenhando o seu ofício. A situação descortina uma deslavada manobra para impedir que o grande público conheça as atitudes totalmente irregulares e criminosas que Sergio Moro, ele mesmo, o que deu ordem para que Glenn seja investigado, cometeu.

Organizações internacionais se posicionaram contra o abuso, assunto abordado também em reportagens da mídia, no exterior. O jornal The Guardian na América Latina classificou a ação de “Assustadora”. Sim. A palavra foi muito bem escolhida.

É assustador que o freio da censura abata o trabalho de denúncias realizado por Glenn Greenwald e sua equipe. Sim. É assustador que Paulo Henrique Amorim tenha que morrer de desgosto por ter o seu trabalho podado por um governo ditatorial e inquisidor. Sim. É assustador que nós jornalistas tenhamos que morrer um pouco a cada um combatente que se vai. 

Sim. Continuaremos a sua luta na trincheira por liberdade de expressão. E se Glenn for alcançado pelas manobras espúrias de Sergio Moro e preso, – o que eu não acredito, pois Glenn não tem rabo preso, sabendo dos riscos – eu conclamo a todos os colegas decentes que se entreguem junto com ele, pois estaremos todos moralmente presos. Então que o sejamos de fato. Pra vergonha nacional. Lotaremos a cela da Polícia Federal e, com certeza, as manchetes pelo mundo.

(*) Jornalista há 43 anos, vencedora dos prêmios Esso e Ayrton Senna de Jornalismo, pesquisadora da Comissão Nacional da Verdade, autora de “Propaganda e cinema a serviço do golpe – 1962/1964” e “Imaculada”, membro do Jornalistas pela Democracia