





Nota emitida hoje pelo Diretório Central dos Estuantes da Ufopa, em Santarém, apoiando os protestos contra o ministro da Educação, ontem à noite, em Alter do Chão:
Abraham Weintraub, após 3 meses que assumiu o Ministério da Educação, após ter
contingenciado 30% das verbas da Universidade e Institutos Federais, após ter cortado milhares de bolsas de pós-graduação, ter tratado como piada a violência policial contra representantes da UNE, ter feito vídeos irônicos ridicularizando a população, ter ofendido continuamente cidadãos contrários aos seus posicionamentos nas redes sociais, e nos últimos dias apresentar um projeto que pretende vender as universidades, vem tirar férias em Santarém, município que tem em seu território a sede de uma das mais novas universidade do Brasil e que foi duramente afetada pelos cortes.É neste contexto que moradores, estudantes e turistas, na noite de ontem em Alter do Chão, não perderam a oportunidade de cobrar do Ministro (de férias ou não!) o retorno das verbas e o respeito ao nosso povo e ao futuro da educação pública gratuita.
É importante destacar que os movimentos sociais e estudantis não têm hora e nem lugar para demostrar sua indignação, e não seria nesse momento que iriam se calar. Não seria nesse momento, em NOSSA TERRA, que a luta iria estagnar, a luta que por tantos anos estamos lutando!
Não podemos esquecer que este senhor traz consigo o projeto Future-se, que pretende entregar o patrimônio universitário a empresas, que mandou cancelar o edital para Estudantes transexuais e intersexuais para vagas remanescentes da Unilab e que tirou dos reitores a autonomia de escolher seu segundo escalão. Este governo não tem compromisso com educação brasileira, não é preciso de muito para compreender o que está acontecendo: o desmonte da educação.
É por esse motivo que não nos calaremos, que não iremos baixar a cabeça e muito menos deixar passar despercebidos todos esses absurdos. Não seremos servis e solícitos com quem está ajudando a destruir, literalmente, nossa universidade e, mais do que isso, nossa Amazônia. Discutir com o ministro não foi nem um pouco da hostilidade que ele transmite, inclusive não há a menor necessidade de notas de solidariedade ao citado ministro, uma vez que as vítimas nessa situação são os nossos estudantes.Quando os cortes para as universidades foram anunciados, quando as bolsas de pós-graduação foram cortadas, não recebemos nota de solidariedade alguma, e sim pedido de compreensão com o desgoverno.
Estamos orgulhosos e nos sentindo representados pela atitude corajosa de quem não abaixou a cabeça para um homem que representa nesse momento um governo racista, machista, homofóbico e que apoia o genocídio indígena, e ainda teve o desplante de vir passar férias em terras indígenas, de querer se banhar nas águas do Tapajós enquanto participa de um governo que liberou mais de 200 tipos de agrotóxicos, mostrando que não se preocupa com o meio ambiente e muito menos com as pessoas.
Diante deste e muitos outros absurdos, o Diretório Central dos Estudantes da Ufopa convida e conclama os Estudantes, os Movimentos Sociais, os Movimentos Sindicais e toda a sociedade Santarena para juntos fazermos um novo Tsunami da Educação, dia 13 de Agosto. Estaremos juntos novamente nas ruas para mostrar que não vamos aceitar o desmonte da educação nosso país. Isso foi só o começo.Não vamos nos calar!
TODO O APOIO AOS MANIFESTANTES DE ALTER DO CHÃO
DCE – Ufopa

O jornalista Juarez Soares faleceu na madrugada desta terça-feira. O profissional, que havia completado 78 anos há exatamente uma semana, não resistiu à batalha contra um câncer. De estilo descontraído, o China, como era carinhosamente chamado, integrou durante anos a equipe de esportes da Rede Bandeirantes, trabalhando ao lado de Luciano do Valle.
Ele iniciou a carreira na década de 1950 em emissoras de rádio do interior de São Paulo, para anos mais tarde começar a trabalhar em emissoras de televisão como Globo, Bandeirantes e, por último, na RedeTV!. Nos últimos anos ele lutava contra um câncer.
Natural de São José dos Campos (SP), ele iniciou na comunicação como repórter de rádio e em 1974 teve a oportunidade de cobrir a primeira Copa do Mundo, na Alemanha Ocidental, pela Rádio Globo. Logo depois Juarez recebeu o convite para trabalhar na TV Globo e participou de grandes coberturas, como nos Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal, e nas Copas de 1978 e 1982.
Já no fim década de 1980, o jornalista passou a integrar a equipe da TV Bandeirantes, ao lado do locutor Luciano do Valle. Juarez foi promovido na emissora ao cargo de diretor de esportes, com a missão de coordenar coberturas importantes. Anos depois, em meados dos anos 1990, passou também pelo SBT e Record.
Além da carreira na imprensa, Juarez participou também da política. Filiado ao PT, foi secretário de Esportes de São Paulo durante a gestão da prefeita Luiza Erundina e vereador de São Paulo. Também chegou a ser candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Paulinho da Força, em 2004.

O líder do Racionais Mc´s, Mano Brown, concedeu entrevista à Veja. À beira dos 50 anos, a principal voz da periferia para rasgar o verbo em questões sociais, raciais, policiais e políticas fala também de dinheiro, política e da família.

Como é a sua relação com a polícia atualmente?
No imaginário, as pessoas veem o Mano Brown diferente do que eu sou, que fala duro, é mal encarado, inclusive a polícia. Mas deixa eles para lá, Racionais contra polícia virou Fla-Flu. Essas histórias de gângster, de polícia contra ladrão, são mais clichê para cinema. Muitos têm fetiche por essas ideias, mas não vou alimentar mais isso, não.
(…)
Sim, um pouco, não totalmente. Posso dizer que tem 10% de arrependimento. Já é arrependimento. E 90% de neurose, raiva e descrença total no futuro. Caetano Veloso estava do meu lado e concordou quando eu disse que perdemos a eleição. Eu não queria falar, mas me chamaram duas vezes ao palco. Colocaram uma granada sem pino na minha mão. Passado aquele pessimismo, eu estou tentando entender o novo Brasil, para eu ver onde me encaixo, onde posso ser útil. Mas não quero ser pedra no sapato da sociedade, da favela. Encheu o saco. Enchedor de saco oficial, não sou esse cara. Quero ficar de boa, deixar os outro de boa. O povo escolheu o que quer.
(…)
Tem acompanhado os vazamentos das conversas privadas do procurador Deltan Dallagnol, entre as quais algumas com o ex-juiz Sérgio Moro?
Está claro que tinha um time para prender o Lula e o Moro fazia parte dele. Um juiz não pode ser do time da acusação. O Moro não agiu como juiz, mas como um pivô que escora para o centroavante mandar a bola no ângulo. Me lembrou a dupla Edmundo e Romário. O Moro é o Edmundo, só fez o pivô
Como você avalia os primeiros meses do presidente Jair Bolsonaro?
O mesmo de antes: sabe nada. Mas votaram nesse cara? Vamos respeitar. Pode discordar, mas tem que saber respeitar. Não sou daqueles que acham que o povo não sabe o que faz. Pelo contrário. O voto fala, opinião pública fala, internet fala, rede social fala. Ignora quem quer, tá ligado?. Ficar quatro anos sabotando o governo desse cara? Não. O povo escolheu, o povo cuida disso.

Mais um episódio expõe a partidarização da Operação Lava Jato. O procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, dará a palestra “A Ética nos negócios em um mundo sob pressão” no dia 30 de outubro,no centro de eventos Expo Unimed, no Paraná, mas ele nunca levou adiante investigações sobre planos de saúde, alvo de delatores. As informações são da Carta Capital.

Na eleição de 2014, a Unimed deu pouco dinheiro ao PT e preferiu os adversários: repassou 620 mil a Aécio Neves, do PSDB, e 500 mil ao PSB, que tinha candidatura própria. Dilma Rousseff, que concorria à reeleição, recebeu nada.
“As entidades médicas foram sócias do impeachment e a Unimed, a despeito de ser uma marca nacional, era o braço econômico dos grupos médicos e tinha interesses ideológicos em bancar a Lava Jato”, afirma uma ex-autoridade do setor de saúde.
O curioso é que, após 2014, o patrocínio do convênio a Dallagnol tem sido frequente. Em 21 de fevereiro deste ano, ele palestrou na unidade da Unimed em Presidente Prudente (SP). Em 2 de agosto de 2018, na de Porto Alegre (RS). Em março de 2017, na de Assis (SP). Em 22 de julho de 2016, na de Vitória (ES).
Convênios e a Lava Jato
Em fevereiro de 2016, o então senador Delcidio Amaral (PT-MS) teve a prisão preventiva revogada após negociar uma delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), em Brasília. Essa delação tinha um anexo indigesto para os convênios.
De acordo com o anexo, revelado em março de 2016 pela revista IstoÉ, “especial atenção deve ser dada à ANS e Anvisa, cujas diretorias foram indicadas pelo PMDB do Senado, principalmente pelos senadores Eunício Oliveira, Renan Calheiros e Romero Jucá. Jogaram ‘pesado’ com o governo para emplacarem os principais dirigentes dessas agências. Com a decadência dos empreiteiros, as empresas de plano de saúde e laboratórios tornaram-se os principais alvos de propina para os políticos e executivos do governo”.
A ANS é a agência federal que regula os convênios e a Anvisa, os remédios. Seus dirigentes precisam ser aprovados no Senado – daí o poder de Eunício, Calheiros e Jucá.
Esse trio (atualmente apenas Calheiros é senador) foi citado em delação fechada pelo MPF com um ex-dirigente do laboratório Hypermarcas (chamado agora de Hypera Pharma). Segundo o noticiário de junho de 2016, Nelson José de Mello havia dito que a Hypermarcas pagava propina ao trio e que uma das formas de a grana chegar a eles era através de uma banca advocatícia.
A Unimed informou que, na eleição de 2014, “priorizou o apoio a candidatos alinhados às causas cooperativistas, em diversos níveis hierárquicos, independentemente da legenda a qual eram afiliados, sempre em conformidade com a legislação vigente”.
Dallagnol não respondeu sobre sua relação financeira e eventual afinidade política com a Unimed. Esta justificou a contratação das palestras do procurador assim: “É inegável a importância que o combate à corrupção adquiriu nos últimos anos, alavancando o interesse não só dos cooperados, como da sociedade, em geral, pelo assunto e seus partícipes”.
NOTA OFICIAL da ANB – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS BOTEQUINS
“Nós, donos de botequim do Brasil, queremos expressar nossa indignação com a declaração do presidente do INPE, de que o presidente Bolsonaro está fazendo ‘conversa de botequim’ quando declara as asneiras que costumeiramente fala. Não só não aprovamos as sandices que o atual ocupante da chefia do Poder Executivo emite a todo momento, como afirmamos serem os botequins espaços de congraçamento democrático, de afirmação de afetos e da alegria. Neste sentido, não podemos concordar que a imagem do botequim, tão cara à cultura nacional, seja manchada por este energúmeno que desde janeiro se esforça por destruir as conquistas democráticas do povo brasileiro.”

O jornal O Globo informa que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi hostilizado na noite desta segunda-feira (22) em Santarém, no Pará, onde passa férias com sua família. A assessoria de imprensa do ministério informou não ter detalhes do ocorrido. Em uma publicação no Twitter, o ministro relatou que estava jantando com sua esposa e com seus três filhos quando foi cercado pelo que chamou de “os mesmos que se dizem defender os direitos humanos”.
De acordo com a publicação, Weintraub não entrou em detalhes sobre o que aconteceu, mas disse que seus filhos choraram com o ocorrido. Vídeos que circulam em redes sociais indicam que o incidente aconteceu em Alter do Chão, famoso destino turístico paraense. Nas imagens, ele aparece batendo boca com estudantes, professores e indígenas, que exibiam cartazes contra os cortes de investimentos no ensino superior.

Em meio à discussão, o ministro foi acusado de destruir a educação e teve que receber uma kafta oferecida pelos estudantes, uma referência ao erro cometido por Weintraub confundido o escritor Franz Kafka com o prato de origem árabe. Enquanto os manifestantes gritavam “Lula livre”, ele se retirou o local.
O curioso é que Weintraub, que ainda não tem dois meses de trabalho, já está tirando “uns dias de férias”.

Do Diário de Notícias de Portugal.
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro prestou 2054 declarações falsas ou distorcidas nos primeiros 184 dias do seu mandato, concluiu o site digital Aos Fatos, dedicada à verificação do rigor das informações divulgadas pelos media do país.
Esse resultado dá uma média diária de 1,1 declarações falsas ou distorcidas feitas por Bolsonaro entre a posse, a 1 de janeiro deste ano, e o dia 4 de julho.
Com verificações feitas semanalmente pelos jornalistas do Aos Fatos, algumas das “afirmações mais repetidas” por Bolsonaro e que carecem de rigor são “Nós devemos a nossa democracia às Forças Armadas” ou “Montamos nossa equipe [governamental] de forma técnica, sem o tradicional viés político…”.
Com vários observadores a apontarem semelhanças na ação política de Bolsonaro e Donald Trump, outra dessas afirmações dúbias foi: “Pela primeira vez em muito tempo, um presidente brasileiro que não é antiamericano chega a Washington.”
A mais recente afirmação questionável de Bolsonaro identificada pelo Aos Fatos foi no próprio dia 4 de julho: tendo o presidente dito que trabalhara “com nove, dez anos de idade na fazenda” da família, o site comparou-as com declarações em sentido contrário feitas em 2015 pelo seu irmão Renato.
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