
Parecia improvável, mas aconteceu. Em jornada heroica, o Liverpool reverteu o placar de 3 a 0, imposto pelo Barcelona no primeiro jogo.
O Anfield Stadium, na Inglaterra, foi palco de uma partida épica nesta tarde. Pelo duelo de volta das semifinais da Liga dos Campeões, o Liverpool fez o impossível e, sem Salah e Firmino, goleou o Barcelona por 4 a 0 no tempo normal, com gols de Origi (duas vezes) e Wijnaldum (duas vezes).
Na finalíssima, os comandados de Jurgen Klopp irão encarar o vencedor do confronto entre Ajax e Tottenham, que farão o jogo da volta nesta quarta-feira, a partir das 16h (no horário de Brasília). Na Amsterdam Arena, um empate classifica os holandeses, enquanto os ingleses tentarão reverter a derrota por 1 a 0 sofrida em Londres.
Vale lembrar que, neste ano, a maior decisão do futebol europeu será realizada no estádio Wanda Metropolitano, em Madri, na Espanha. O grande campeão do velho continente será conhecido no próximo dia 1 de junho (sábado).

O Liverpool começou atacando muito. Aos seis minutos, chegou ao gol. Após lançamento errado de Matip, Alba recuou errado e Mané ficou com a bola. No bico da área, o senegalês percebeu a infiltração de Henderson pelo meio e serviu o volante, que se livrou de Piqué e saiu na cara do gol. O chute saiu fraco e foi defendido por Ter Stegen, que, no rebote, viu Origi aparecer livre para empurrar: 1 a 0.
O duelo seguia em alta intensidade e níveis de tensão, motivando erros de passe dos dois lados. Mesmo sofrendo ataques seguidos, o Barcelona foi controlando as ações, administrando o resultado e a vantagem no placar agregado. As duas últimas boas chances de gol aconteceram já nos acréscimos.
SEGUNDO TEMPO
Na volta dos vestiários, o Liverpool partiu em busca do segundo gol, que por muito pouco não saiu aos quatro minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda, Van Dijk ganhou a disputa com Lenglet e, com o pé direito, obrigou Ter Stegen a dar uma amostra de seus reflexos e fazer a defesa no meio do gol.
Aos nove minutos, os Reds deram mais um banho de ânimo a seus torcedores. Na saída de bola dos catalães, Rakitic passou mal e a redonda ficou com Arnold pela direita. O lateral cruzou rasteiro e Wijnaldum apareceu para completar, vencendo Ter Stegen, renovando as esperanças em Anfield.

E, o que já estava bom, ficou ainda melhor. Dois minutos depois, o Liverpool trabalhou a jogada pela esquerda, Shaqiri recebeu e fez o levantamento para a área. Iluminado, Wijnaldum subiu com liberdade e testou a bola no ângulo esquerdo, sem qualquer chances de defesa: 3 a 0. Empate no placar agregado.
Com 21 minutos, Rakitic pegou a zaga do Liverpool no contrapé e lançou Messi em profundidade. O argentino matou no peito e emendou um chute firme, mas pouco preciso. Parou em Alisson.
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Aos 34 minutos, porém, o improvável tomou forma de vez. Em um lance surpreendente, Arnold pegou a zaga do Barça totalmente desprevenida e, pela direita, cobrou o escanteio de surpresa. Fingiu se afastar da bola e rapidamente recuou e chutou rasteiro para Origi completamente livre dentro da área. O belga bateu de primeira e fez o quarto gol. Festa em Anfield.
Totalmente atordoado em campo, o Barcelona tentava reunir forças para frear a atuação brilhante dos ingleses. Mas, de fato, a equipe não acertava o passo e foi dominada pelo Liverpool. Vitória merecida dos comandados de Klopp, que chegam à final da Liga dos Campeões pela segunda temporada consecutiva.
Foi, pra mim, a maior virada.
Digo isso levando em consideração o tamanho do adversário, que já entrou em campo ganhando de 3 a 0.
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Duas viradas históricas a da Juventus e essa do Liverpool, enquanto isso temos que ver nossos times brasileiros, jogarem um futebol parecido o da Inglaterra nos anos 80/90. Égua que sofrência e saudade do mestre Telê Santana.
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