Independente propõe jogar a final em Belém, mas FPF rejeita proposta

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Uma polêmica envolve o primeiro jogo da decisão do Parazão entre Independente x Remo. Tudo porque o presidente do clube de Tucuruí, Deley Santos (foto acima), afirmou ontem à noite após o jogo contra o Paissandu que iria propor à FPF que a partida de domingo contra o Remo seja marcada para o estádio Jornalista Edgar Proença, em Belém. Ao oficializar a proposta, o diretor da FPF Paulo Romano se mostrou contrário à ideia e disse que a final será mantida para o estádio Navegantão, em Tucuruí.

Delei alega, como justificativa, os problemas logísticos decorrentes do acidente com a ponte da Alça Viária sobre o rio Moju, situação que torna extremamente desgastante a viagem entre Tucuruí e Belém. Para jogar contra o Paissandu, a delegação ficou 17 horas em trânsito.

O dirigente da Federação defende o cumprimento do regulamento, mesmo diante da evidência de que há um problema de natureza emergencial. Além disso, o estádio Navegantão apresenta problemas sérios de drenagem, como foi visto no jogo entre Independente e Paissandu, disputado sob chuva e em gramado inteiramente alagado.

Outro ponto alegado pelos dirigentes de Independente e Remo diz respeito ao fato de a mudança de local não ferir interesse de terceiros na competição, pois conta com a anuência dos dois clubes finalistas.

Uma nova reunião está prevista para a tarde desta terça-feira, na FPF, para que a situação seja definida. Os clubes mantêm a proposta e esperam que a federação se sensibilize para os argumentos apresentados.

Fontes da entidade, porém, garantem que o diretor cumpre ordens expressas do coronel Antonio Carlos Nunes, que mesmo a serviço da CBF segue controlando as decisões na FPF e alega que o jogo deve ser em Tucuruí para respeitar o princípio da interiorização do campeonato.

A delegação do Independente ainda está em Belém depois de perder para o Paissandu, ontem à noite, classificando-se à final do Campeonato Paraense. “Normal que a Federação marque o jogo pra Tucuruí, mas nós vamos entrar com um documento hoje pedindo que os jogos sejam em Belém. Já existe um acordo com o Remo, a logística está muito difícil. Pra se ter uma ideia, marcando o jogo pra Tucuruí, o Remo, saindo hoje, meia noite, vai pegar uma fila, dormir a madrugada no ônibus pra poder atravessar. Pra completar a PA 263, que liga Goianésia a Tucuruí, vai ser interditada. E nós, saindo hoje, quando vamos chegar em Tucuruí? Nós já ficávamos por aqui, treinaríamos no campo da Tuna”, argumenta Deley.

Ele ameaça nem entrar em campo caso a FPF não reveja sua posição. “A posição do Independente é de que o jogo seja aqui. Vou oficializar e, se não tiver acordo, que se dê o título pro Remo, pois o Independente não vai a campo. Vou lavar as mãos. Se o Paulo Romano (diretor de competições da FPF) baixar essa norma, vou embora com a delegação. Não vamos entrar em campo!”.

O diretor da FPF afirma não poder ir contra o regulamento e que há outra forma de ir e voltar de Tucuruí mesmo com a queda de uma das pontes da Alça Viária: “Não vejo problemas com logística. Acabei de contatar a empresa que faz o translado pra gente de ônibus e eles falaram que tem a alternativa de viagem por Dom Eliseu, gasta mais tempo, mas tem como fazer. A mudança fere o regulamento da competição, que não permite a inversão de mando de campo. (Se o Independente não comparecer para o jogo) Que arque com as consequências, que é eliminação e proibição de disputar a competição por dois anos”, disse Paulo Romano, que é um dos vices da FPF e homem de estrita confiança do coronel Nunes, eterno manda-chuva da entidade”. (Com informações da Rádio Clube, Bola e do Globoesporte.com)

4 comentários em “Independente propõe jogar a final em Belém, mas FPF rejeita proposta

  1. Se não me engano, na última decisão em que o clube de Tucuruí participou e curiosamente contra o Remo, o mesmo diretor de tudo tentou para que as duas partidas fossem aqui e olha que naquela época não havia problema de logística.
    Está na cara que o que querem é faturar, nem que para isso se ignorem a paixão futebolística da torcida de Tucuruí e tampouco a malfadada interiorização.
    Lembro ainda que, em nome do cumprimento do regulamento, o árbitro do jogo de ida do PSC deu a partida em um campo de jogo inundado.
    Portanto, pau que bate em Chico, bate em Francisco. Pelo menos deveria.

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    1. O problema é que o próprio estado do campo do Navegantão, visto no jogo de quinta-feira, serve de argumento para a mudança. A CBF, por exemplo, transferiu Bragantino x Aparecidense para Belém usando como critério básico a qualidade do gramado.

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