Mendonça, um dos maiores meias da história do futebol brasileiro, brilhou no Botafogo dos anos 80. Não conquistou nenhum título, mas, surpreendentemente, jamais foi esquecido pela apaixonada torcida. Na reportagem acima, o próprio jogador relembra o controvertido episódio do Brasileiro de 81. São Paulo e Botafogo disputavam uma das vagas na decisão. Na outra semifinal, estavam Grêmio e Ponte Preta.
No jogo de ida, no Maracanã, o Fogão do goleiro Paulo Sérgio, do lateral Perivaldo, do volante Rocha e do meia Mendonça havia batido o Tricolor por 1 a 0, com um gol de Marcelo Oliveira. Para chegar à final, só precisava de um em um empate no Morumbi, diante do timaço tricolor – Waldir Peres, Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Almir, Heriberto e Renato; Paulo César, Serginho e Zé Sérgio.
No primeiro tempo, o São Paulo, ainda favorito, foi inteiramente dominado pelo rápido e jovem time botafoguense. Em 16 minutos, dois gols. O primeiro, do ponta-esquerda Jérson, e o outro de Mendonça, num belíssimo arremate de primeira. A classificação parecia estar indo para o brejo até o último minuto do primeiro tempo, quando Serginho, de pênalti (contestadíssimo), conseguiu diminuir para o Tricolor.
No intervalo, os dois times deixavam o campo quando um segurança do São Paulo e seu ajudante resolveram dar uma prensa no juiz paranaense Bráulio Zanotto, chegando a agredi-lo publicamente. Os repórteres informaram o episódio e o segundo mostraria os efeitos da pressão imposta ao fraco árbitro.
Sem pulso, permitiu que o São Paulo distribuísse pontapés à vontade, inverteu faltas e intimidou o time do Botafogo. Sem o craque Mendonça, substituído inexplicavelmente pelo técnico Paulinho de Almeida, o Fogão passou a ser muito pressionado. Com dois gols de Éverton, um deles em belo bate-pronto da entrada da área, virou o jogo para 3 a 2, classificando-se para a decisão contra o Grêmio.
BRÁULIO ZANOTTO 3 X BOTAFOGO 2 VERGONHA! DEVE ESTAR ARDENDO NO INFERNO!
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Uma tremenda garfada.
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