Temer nomeia dono de empresa de bebidas para cuidar do ICMBio

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CARTA ABERTA À SOCIEDADE – no Viomundo

Como você reagiria se para a presidência do Banco Central fosse nomeado um indicado político sem NENHUMA experiência em economia? Ou se para técnico da seleção brasileira de futebol, fosse indicado um jovem político que nada entende sobre o assunto?

Pois foi assim, com total assombro, surpresa e revolta que fomos supreendidos hoje com a indicação de um nome meramente político, sem NENHUMA formação profissional ou qualquer experiência sobre meio ambiente para a presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio.

Após a entrega política de algumas Coordenações Regionais e chefias de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes, desta vez o Governo Federal pretende  nomear para a presidência do ICMBio um apadrinhado político, o senhor Cairo Tavares de Souza, pertencente ao PROS, para a presidência do ICMBio.

O indicado a presidente do Instituto  é diretor da Fundação Ordem Social, ligada ao PROS e sócio de uma empresa de comércio varejista de bebidas em Valparaíso de Goiás.

Inacreditavelmente não consta que tenha QUALQUER experiência em gestão socioambiental.

O ICMBio é responsável pela gestão de 333 Unidades de Conservação que correspondem  a 9 % do território continental e 24% do território marinho, bem como a coordenação e implementação de estratégias para as espécies ameaçadas de extinção.

Uma missão como esta não pode ser entregue a dirigentes sem experiência na área socioambiental, por mera conveniência política.

O Instituto Chico Mendes tem em seus quadros profissionais concursados, capacitados, qualificados, que vem atuando de forma comprometida, sempre dentro da legalidade, garantindo uma gestão transparente, ética, e voltada à execução da política ambiental pública e aos direitos garantidos na Constituição, de manutenção do equilíbrio ecológico do meio ambiente, bem de uso comum do povo, dentro de suas atribuições.

Desde sua criação, sempre foi presidido por profissionais com experiência na área socioambiental, imbuídos da missão institucional do órgão que trouxeram grandes conquistas na sua capacidade de atuação , como poder executivo, na implementação da legislação ambiental vigente.

Em um contexto de imensa fragilidade das políticas públicas, a possibilidade da nomeação do Sr. Cairo Tavares coloca em risco o bom desempenho da missão institucional do ICMBio.

Diante do exposto, os servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade repudiam veementemente a possibilidade de nomeação do Sr. Cairo Tavares como Presidente deste Instituto, ou de qualquer outra nomeação baseada em interesses políticos contraditórios ao interesse público e à missão do ICMBio.

Chamamos a sociedade civil a se unir a esta luta, em prol da proteção do patrimônio natural e promoção do desenvolvimento socioambiental. Não passarão!

#Nãoaoretrocessoambiental!

Por virar símbolo do eleitor de Aécio, camisa da Seleção cai em desgraça

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Por Carlos Henrique Machado (*)

Não só isso, a camisa canarinho representa hoje simbolicamente a ira tóxica da direita paneleira contra a esquerda.

Essa iniciativa não partiu de nenhuma campanha.

Simplesmente ninguém quer parecer o pato que foi às ruas por ter votado em Aécio e ter perdido a eleição e, por consequência, pedir a cabeça de Dilma.

Em linguagem simples do futebol, não souberam perder e, agora, não sabem aonde enfiam a cara por terem ido às ruas em nome de Aécio contra a “corrupção” e, menos ainda, sabem o que fazer com a camisa da seleção que usavam como símbolo de patriotada patética, sobretudo porque quem foi às ruas fantasiado de patriota e enfeitou a cara de verde e amarelo, jamais foi pelo fortalecimento do país.

Por isso, as camisas do Brasil encalham nas lojas e mercados populares.

A classe média Miami Beach é a maior queima filme da camisa da seleção brasileira.

(*) Músico, compositor e pesquisador de música popular brasileira

A frase do dia

“Por que o PT mantinha os preços da gasolina e gás baixos? Porque, na visão da esquerda, uma empresa como a Petrobras tem uma função SOCIAL: proteger mais pobres de aumentos abusivos, sobretudo de gás de cozinha. A direita vê a Petrobras como fonte de LUCRO, para vendê-la depois”.

Cynara Menezes, jornalista

A volta do anzol

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Em pleno locaute dos caminhoneiros, surge uma atualização dos adesivos de protesto criados para insultar a presidenta Dilma Roussef.

Morre J. Hawilla, empresário envolvido em esquemas de corrupção na Fifa e na CBF

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Na manhã desta sexta-feira, o empresário, advogado e jornalista José Hawilla morreu, aos 74 anos, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em decorrência de problemas respiratórios. Ele estava internado desde segunda-feira (21) e deixa esposa, três filhos e seis netos.

J. Hawilla iniciou sua carreira no jornalismo esportivo ainda na década de 60 e, nos anos 80, iniciou no ramo do empreendedorismo ao comprar a desconhecida Traffic. Sob essa direção, a empresa passou a explorar propagandas dentro dos gramados e se tornou a maior agência de marketing esportivo do país, tendo, inclusive, repercussão internacional por conta de direitos de exibição.

Fora do esporte, J. Hawilla fundou a TV TEM, afiliada da Rede Globo, além de ter sido proprietário da rede de jornais Bom Dia, com circulação em várias regiões de SP. Além disso, ele foi um dos principais delatores do escândalo de corrupção da compra de direito de transmissão esportiva, que culminou com a prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin.

Hawilla era considerado um arquivo vivo sobre os obscuros esquemas envolvendo direitos de transmissão na América do Sul, tendo participado de negociações que envolviam a cartolagem das confederações e representantes de grandes redes de TV, incluindo a Globo. Como delator, colaborou com as investigações da Justiça norte-americana sobre o esquema de corrupção na Fifa e Conmebol. (Da Gazeta Esportiva)

“Conciliação de classes” acabou porque os pobres saíram ganhando

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Por Carlos Henrique Machado (*)

Em uma década o Brasil conseguiu sair do mapa da fome. Um feito inédito na história da ONU.

Não só isso, nos treze anos de PT, foram criados vários programas sociais que serviram de grandes abrigos que mudaram a cara do país com a inclusão de milhões de brasileiros como metas que deveriam ser alcançadas, e foram.

Por isso, é compreensível que as classes economicamente dominantes não queiram saber de conciliação de classes porque as camadas mais pobres da população nos governos Lula e Dilma avançaram muito e, por conseguinte, houve uma sensação física de perda de território institucional das classes média e alta.

Na fragmentação social do país, ganham os mais poderosos, sempre!

Tanto que, depois do golpe, só quem ganhou foram os grandes investidores, os rentistas e os bancos. O restante da população sofreu, na pele, a restrição desse espaço.

Foi aí também que desabrochou o ódio gratuito nunca visto. Digo gratuito porque ninguém perdeu nos governos Lula e Dilma.

Então, essa misteriosa ira desenfreada foi abrindo espaço com o discurso contra o Bolsa Família, Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida e tantos outros programas sociais que produziram de alguma forma a transferência de renda para os segregados pelo Estado.

Com o golpe, o termo “política pública” foi substituído por “mercado”.

A ordem é esquecer a população pobre excluindo-a do orçamento do Estado para priorizar as ordens da Bovespa.

(*) Músico, compositor e pesquisador de música popular brasileira

Uma chance para Dedeco

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POR GERSON NOGUEIRA

Sem ter um elenco farto e com jogadores em fase técnica insatisfatória, o técnico Givanildo Oliveira tem feito o máximo possível para dar ao Remo a competitividade que a Série C exige. Os resultados frustram o torcedor, intranquilizam a diretoria e expõem o time a uma situação de permanente risco na tábua de classificação.

Depois de ficar a dois pontos do G4, o Remo despencou para o 8º lugar após a derrota em casa frente ao Confiança. Mais que o posicionamento ruim, causou estragos na autoestima a maneira como o time foi superado pelo time sergipano, que precisou de apenas 20 minutos para destroçar a organização defensiva armada por Givanildo.

O técnico não se deu por satisfeito com a improvisação de Levy na lateral esquerda, devido à contusão de Esquerdinha. Tanto é que excluiu o lateral da relação de atletas que vai a Natal enfrentar o ABC, no sábado.

As coisas seriam mais simples de resolver se Levy fosse o maior dos problemas do Remo no momento. Mas, sem um lateral esquerdo de ofício, Givanildo precisará improvisar Bruno Maia por ali, desarrumando o que já era um duo entrosado no centro da zaga.

O dado mais preocupante, porém, é a insistência no esquema de três atacantes. Desde o começo da Série C ficou claro que o time não tem consistência para bancar um trio de atacantes, ainda mais quando o centroavante (Isac) vive fase negativa.

Sem Felipe Marques, que era o ponteiro mais agudo e capaz de surpreender a marcação adversária, o Remo depende exclusivamente da velocidade de Elielton, que perdeu muito com o fim da parceria com Levy pela direita.

No momento, até as pedras do Baenão sinalizam para a necessidade de um esquema que proteja mais a defesa e não se iluda com o tridente que não funciona. Jaime (ou Gabriel Lima) e Elielton formariam um ataque bem mais interessante do ponto de vista técnico do que a atual configuração.

Como a provável escalação indica a manutenção do trio, a possibilidade de aproveitamento do estreante Rafael Bastos no decorrer do jogo e a entrada de Dedeco pela primeira vez como titular são as melhores expectativas reservadas ao torcedor do Remo para amanhã.

Dedeco, por sinal, já vinha merecendo essa vaga há algum tempo. De estilo agressivo, bom chutador, pode contribuir para fortalecer o Remo ofensivamente. (Foto: Raphael Graim/Ascom Remo)

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Papão precisa ajudar Cassiano a ajudar o time

A próxima rodada da Série B se desenha bem mais difícil que a anterior para o Papão. O compromisso de hoje será em Florianópolis contra o Avaí, que vem de vitória categórica sobre o CRB, dentro do estádio Rei Pelé, por 4 a 1. É o chamado jogo de seis pontos.

Desde que Geninho assumiu o comando, o time catarinense deu uma guinada técnica e busca se aproximar do G4. Tem 11 pontos, apenas um a menos que os bicolores.

Do lado alviceleste, a situação não é alarmante, afinal o time está invicto há seis rodadas, tendo 12 pontos ganhos e ocupa a quinta colocação. A campanha está acima das expectativas. Afinal, quando o Estadual terminou, a impressão geral era de que o PSC teria sérios problemas no começo da Série B.

O time reagiu bem à nova configuração tática, com três zagueiros, vencendo nas três rodadas iniciais, mas começou a apresentar problemas à medida que os adversários passaram a estudar melhor a maneira de jogar dos bicolores. E aí começou a faltar munição para surpreender e impor o jogo mais conveniente ao Papão.

Contra Sampaio Corrêa, Juventude e São Bento, o time não teve força individual ou tática para superar os obstáculos e correu riscos, principalmente contra os maranhenses e os sorocabanos.

No momento, o pior dos problemas se localiza no meio-de-campo, onde não há transição de qualidade, embora Nando Carandina seja mantido ao lado de Renato Augusto (que não joga hoje) com funções defensivas e criativas, o que é espantoso.

Os laterais não vivem um bom momento, principalmente Maicon Silva, e a maior vítima do desacerto é o artilheiro Cassiano.

Com 17 gols na temporada, goleador máximo da Copa Verde, Cassiano atravessa um momento iluminado. É aquela fase em que o centroavante faz gol até sem querer.

O problema é que, para haver gol, é preciso que a bola chegue com qualidade até o definidor. Isso não vem acontecendo. Contra Sampaio e São Bento, a bola não foi trabalhada para Cassiano, com graves prejuízos para a equipe.

Para o confronto desta noite, Dado Cavalcanti relacionou vários jogadores para o meio, incluindo Thomaz, que jogou contra o São Bento. Alan, expulso em Caxias, pode ter nova chance, bem como o britânico Ryan Williams.

Pelo que produziram até agora, Alan deveria ser a opção natural para ocupar a faixa reservada à criação de jogadas. A lógica, porém, diz que Thomaz será o escalado.

William e Magno foram excluídos novamente da relação de atletas e, ao que parece, estão fora dos planos de Dado.

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Sobre a fuga dos torcedores

Meu querido amigo Ambire Gluck Paul, bicolor de quatro costados e salgueirense de fé, faz comentário oportuno sobre o baixo público nos estádios brasileiros. Segundo ele, a explicação mais plausível é o combinação entre a decadência técnica dos jogadores e o horário ingrato reservado aos jogos.

“Somente no Brasil é possível ver jogo às 21h30, ou até 22h, para satisfazer a TV e o que é pior com problemas de transporte que levam até 3h para ir e voltar do estádio Mangueirão. Os torcedores não vão, não levam os filhos e a pirâmide da paixão vai se desconstruindo, culminando com a desmotivação que você cita sobre os dias que antecedem à Copa. No caminho que vamos, a médio prazo, chegaremos ao desinteresse geral e aí a TV é que vai mandar os clubes procurarem outra fonte de renda. Será que isso não cabe na inteligência dos dirigentes da cúpula do nosso futebol ou eu tenho o QI acima do normal?.”

Ambire conta que, há dois anos, foi assistir com um amigo ao jogo Real Madrid  X Atlético de Bilbao, no Santiago Bernabeu, em Madri, com 70 mil espectadores. “O jogo começou às 19h30 e, ao terminar, meu amigo sugeriu que esperássemos um pouco para sairmos. Eu disse a ele: ‘Achas que estais no Brasil?’. Abriram- se mais de duas dezenas de portões, o estádio esvaziou em menos de 20 minutos. Atravessamos, apanhamos o metrô e em 23 minutos estávamos no hotel no centro da capital espanhola”, relata.

É, de fato, um bom exemplo do abismo existente entre os projetos de gestão do futebol na Europa e no Brasil.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 25)

Adivinha quem vai pagar a conta….

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Exemplar de pato paneleiro, cidadão de bem e adepto daquelas coreografias ridículas do golpe, candidatíssimo ao papel de avalista do acordo mandrake firmado hoje entre o Governo e os caminhoneiros/donos de transportadora. Detalhe: o acerto não vai diminuir em nada o preço da gasolina e do gás de cozinha.

E segue o enterro…

Direto do Twitter

“Aposto um doce que a lua-de-mel dessa coxinhada com os caminhoneiros acaba quando descobrirem que só o preço do diesel está na pauta de reivindicação e pode haver aumento de outros impostos para compensar a desoneração.”

Bob Jack, no Twitter