
Na manhã desta sexta-feira, o empresário, advogado e jornalista José Hawilla morreu, aos 74 anos, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em decorrência de problemas respiratórios. Ele estava internado desde segunda-feira (21) e deixa esposa, três filhos e seis netos.
J. Hawilla iniciou sua carreira no jornalismo esportivo ainda na década de 60 e, nos anos 80, iniciou no ramo do empreendedorismo ao comprar a desconhecida Traffic. Sob essa direção, a empresa passou a explorar propagandas dentro dos gramados e se tornou a maior agência de marketing esportivo do país, tendo, inclusive, repercussão internacional por conta de direitos de exibição.
Fora do esporte, J. Hawilla fundou a TV TEM, afiliada da Rede Globo, além de ter sido proprietário da rede de jornais Bom Dia, com circulação em várias regiões de SP. Além disso, ele foi um dos principais delatores do escândalo de corrupção da compra de direito de transmissão esportiva, que culminou com a prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin.
Estudei nos Rio de janeiro nos anos 70 e conheci J. Hawilla trabalhando pra TV GLOBO (era assim que chamavam) correndo atrás de jogadores no intervalo dos jogos das quartas à noite, no velho Maracanã (eu nunca perdia os jogos do meu FLUZÃO maquina tricoloor do presidente Francisco Horta, dos canhotinhas Gerson e Riva). Era sempre rodada dupla, um grande contra um pequeno (hoje isso seria impensável). Depois voltei a ver o J. Hawilla vi nos jornais, em polêmicas, como dono de uma empresa (Traffic!?) que alugava as placas de propaganda que eram postadas sempre nas laterais dos gramados, para que as câmeras pudessem “vender” suas bugigangas. Voltei pra cá e os anos corroeram tudo. Quando o vi , foi associado à patifaria da CBF-GLOBosta.
O mortais que se cuidem. Ele pertence aos deuses agora.
CurtirCurtir
Diga o que disser, esse soube ganhar dinheiro. Tem cara de queima de arquivo.
CurtirCurtir