Torcedores atacam a sede do Papão durante a noite

Além da agressão aos integrantes da torcida da Alma Celeste, grupos ligados à proscrita Terror Bicolor atacaram na noite de sexta-feira a sede social do Paissandu, localizada à avenida Nazaré. Vidraças foram quebradas e portões foram forçados. A turba protestava contra a campanha do time na Série B, culpando a diretoria pela situação na tabela de classificação (Papão é o 14º colocado, a poucos pontos da zona de rebaixamento).

A informação sobre o ataque foi repassada por vizinhos e porteiros de prédios próximos à sede. A Diretoria ainda não se manifestou sobre o episódio.

Aécio e a pena da vergonha pública

POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Leio, no facebook do jornalista Luís Costa Pinto, aquilo que penso e disse, com menos competência, algumas vezes aqui.

A pena, inescapável, que vale mesmo para Aécio Neves é a da política.

(Aécio) flanava pelos corredores do Congresso, dos palácios e da Esplanada como se fosse questão de tempo a sua ascensão ao trono.  Descobrirá, ao voltar ao Senado, que os antigos amigos irão lhe virar as costas. Que alguns fugirão de sua companhia como à de um pestilento. Que outros correrão do enquadramento para não saírem nas mesmas fotos que ele. Além disso, de volta ao mandato, terá de encarar uma reunião partidária para depô-lo. Ou o PSDB também irá restaurar Neves no posto de presidente da legenda?
Marco Aurélio Mello deu a Aécio a chance, desairosa, de encarar seus grilhões – e os morais serão os mais pesados. 

É isso: as penas legais para Aécio virão (ou não virão) no tempo da Justiça e é assim que deve ser, se queremos um Estado de Direito e não as “cognições sumárias” do “morismo”. Deve ser, sim, e talvez não seja porque sabemos como é a Justiça brasileira e o que dela esperar.

Mas penas políticas já chegaram e serão executadas por longos e infindáveis dias em que viverá na “solitária política”, nas chibatadas do desprezo público, no exílio da consideração alheia.

Óbvio que ele, como qualquer um, deve responder penalmente e, certamente, nisso há de contar com a boa vontade de juízes, tribunais e de advogados como não contaria o homem comum e também não o político transformador.

Mas a pena que interessa à política – e, portanto, a que interessa ao país, porque Aécio foi o mais nefasto agente da ruptura institucional que sobremos – esta será aplicada, agora, até com mais eficiência  do que quando permaneceu recluso em seu apartamento.

Afinal, a vergonha é algo que só existe em público.

E dessa não há decisão do STF da qual o livre.

Recordar é viver: os 15 anos do penta

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Há exatos 15 anos, o Brasil ganhava seu último título mundial de futebol com a equipe que ficou conhecida como a “família Scolari”. A primeira Copa do Mundo no continente asiático reservou rituais incomuns para os torcedores brasileiros. No Mundial de 2002, Coreia do Sul e Japão compartilharam as sedes do torneio. Os jogos durante a madrugada e o início da manhã fizeram muita gente perder a hora no trabalho ou na escola para acompanhar a seleção brasileira. Além do clamor popular pela convocação de Romário, então com 36 anos, o técnico Felipão ainda teve de contornar o corte do capitão Emerson, um dia antes da estreia contra a Turquia, após sofrer uma luxação no ombro em um treinamento.

Malandragem à brasileira

Uma estreia tensa. O Brasil começou perdendo para a Turquia, empatou com Ronaldo e, aos 40 minutos do segundo tempo, Luizão foi derrubado próximo à meia-lua. O atacante mergulhou dentro da área. De longe, o árbitro coreano caiu na dele e marcou pênalti, convertido por Rivaldo, que ainda protagonizaria uma simulação grotesca. O defensor turco chutou a bola em seu joelho – Rivaldo caiu no gramado sentindo o rosto – e acabou expulso. A vitória suada por 2 x 1 abriu caminho para o Penta.

Jogos de madrugada

O primeiro jogo da seleção no Mundial foi às 6h da manhã. Na competição, o Brasil ainda jogaria às 8h30, 8h e 3h30, como no duelo contra a Inglaterra. A diferença de 12 horas para os países asiáticos obrigou os brasileiros a madrugar para assistir aos jogos. Havia quem virasse a noite e quem trocasse o churrasco tradicional em jogos de Copa pelo café da manhã. O fuso horário foi especialmente ingrato com profissionais de imprensa que tiveram de cobrir os jogos no Brasil, como o comentarista Sérgio Noronha, que acabou cochilando em uma das aparições ao vivo na Globo.

Samba para inglês ver

Nas quartas de final, o Brasil enfrentou a Inglaterra em um jogo de nervos à flor da pele. Lúcio falhou na defesa e deixou Michael Owen livre para abrir o placar a favor dos ingleses. Ronaldinho Gaúcho, até então discreto na Copa, resolveu dar o ar da graça. Primeiro, entortou Ashley Cole e rolou para Rivaldo empatar. Já no segundo tempo, surpreendeu Seaman com uma cobrança de falta despretensiosa que foi parar no ângulo direito do goleiro. Evocou a famosa sambadinha na comemoração, mas levou cartão vermelho sete minutos depois. A seleção resistiu bravamente com um jogador a menos no segundo tempo e garantiu a passagem à semi.

Perseguição dos turcos

A Turquia estava engasgada com o Brasil desde a derrota com interferência do apito. Em mais um embate truncado, a seleção contou com a estrela e o biquinho de Ronaldo, que decretou a vitória por 1 x 0. Porém, foi a arrancada de Denílson, perseguido por nada menos que quatro marcadores turcos na lateral do campo, para delírio de Galvão Bueno, que marcou aquela semifinal. Com seus dribles, a equipe de Felipão ganhou minutos preciosos para segurar o resultado.

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Ronaldo e Rivaldo derrubam mito alemão

Considerado o melhor goleiro do mundo, Oliver Kahn havia sofrido apenas um gol até a final e vinha roubando a cena na Copa do Mundo. Mas, diante do Brasil, ele não foi páreo para a artilharia pesada comandada por Rivaldo e Ronaldo, que marcou os dois gols do título em 30 de junho de 2002. Embora o camisa 9 brasileiro tivesse vencido o duelo pessoal e garantido a artilharia da Copa, com oito gols, Kahn foi eleito o melhor jogador do torneio pela FIFA. Brasil e Alemanha voltariam a se encontrar em um Mundial 12 anos depois. Dessa vez, porém, a família Scolari não teve a mesma sorte…

Cambalhota e pegadinha fenomenal

Assim como em 1994, a delegação canarinha foi recebida com honrarias oficiais em Brasília. Na longa viagem de volta do Japão, os jogadores aproveitaram para curtir um pagode e apreciar merecidos goles de cerveja após a conquista do Penta. Vampeta era um dos mais empolgados. Prometeu aos companheiros que daria cambalhotas na rampa do Planalto. “Foi uma brincadeira. Eu estava bêbado”, conta o ex-volante, orgulhoso do feito.

Sob olhares incrédulos do então presidente Fernando Henrique Cardoso, ele rolou pelo cimento palaciano vestindo uma camisa do Corinthians. Ronaldo também pregaria uma peça em FHC. Fingiu ter sido espetado na hora em que o presidente lhe entregava a medalha de honra ao mérito – Vampeta perdeu a sua durante uma das cambalhotas. (Por Breiller Pires, no El País) 

Torcida Alma Celeste sofre agressões após jogo do Papão

Os líderes da torcida bicolor Alma Celeste (BAC) denunciaram as agressões sofridas, no estádio da Curuzu e entorno, na noite de sexta-feira, antes, durante e após o jogo entre Paissandu e Luverdense. Acusam integrantes de outras facções de torcidas organizadas do clube, que começaram a xingar e ameaçar a Alma Celeste com palavrões e termos homofóbicos. Depois da partida, houve agressão física quando os torcedores deixavam o estádio. A diretoria da BAC postou nas redes sociais uma nota de repúdio pelo ocorrido.

Na nota, a Alma Celeste repudia “todo e qualquer ato de violência entre as torcidas organizadas”. Acrescenta que “infelizmente, no final do jogo entre PSC e Luverdense, a Terror Bicolor agrediu integrantes da nossa torcida. Não tivemos opção senão sair às pressas do estádio, mesmo assim muitos de nós saímos machucados e vários materiais foram roubados. Não contentes, nos seguiram até os arredores do estádio, onde nos agrediram novamente. Nós, da torcida Alma Celeste, esperamos que medidas sejam tomadas com a torcida Terror Bicolor”, diz o comunicado.

Vale lembrar que a mencionada torcida, famosa pelos atos de vandalismo e violência nos estádios, foi extinta através de medida judicial, mas segue comparecendo normalmente aos jogos descumprindo o que foi determinado pela Justiça.

STJD afasta S. Raimundo da Série D

A 4ª Comissão Disciplinar do STJD puniu, nesta sexta-feira, o São Raimundo pela escalação de jogador irregular em partida da Série D. O clube santareno perdeu três pontos e recebeu multa de R$ 1 mil. Como tinha 10 pontos, caiu para 7 e ficou fora da competição, sendo substituído pela Desportiva-ES.

O jogador em questão é Leandro, cujo contrato havia vencido quando foi escalado – embora não tenha jogado – contra o Rio Branco. O atleta ficou no banco de reservas e a foto foi mostrada durante o julgamento.

O São Raimundo aguardará a publicação do acórdão, no começo da semana, para avaliar a possibilidade de recorrer ao Pleno do STJD.

CRB de Dado alcança terceira vitória consecutiva

https://www.youtube.com/watch?v=Ybg6mcs_J08